quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Gerês - Minas dos Carris

O caminho que leva às Minas dos Carris é um caminho que dá prazer calcorrear, apesar de bastante pedregoso e escorregadio.
Ao longo do percurso avistam-se das mais belas paisagens da Serra do Gerês, onde não faltam as pontes em madeira, as quedas de água e a vegetação luxuriante destas paragens.
O início da caminhada é feito junto à cascata da Portela do Homem, ao lado da ponte S. Miguel. A cascata não é muito alta, mas o enquadramento que proporciona é magnifico.
Os turistas apinham-se, normalmente, do cimo da ponte para tirar as fotografias da praxe. Como é fácil de perceber, já tomámos banho no buraco onde cai a lagoa. A profundidade é de cerca de 4 metros na parte mais funda, para onde nos podemos atirar de uma rocha. A água é límpida mas normalmente fria.
De Verão é muito agradável tomar lá banho. De Inverno, só de fato de mergulho. Se está a pensar ir nesta estação, munido do respectivo fato ou até de garrafas, cuidado com o guarda florestal que está na torre. Não o vê, mas ele está omnipresente.
O Rio Homem vai acompanhá-lo sempre nesta caminhada.

Sensivelmente 30 minutos após a partida da Portela do Homem (caminho que está vedado e que fica do lado direito da cascata da Portela do Homem), chega a um conjunto de pequenas casas, que constituíam, parece, uma primeira barreira de controle das minas. Já lá tomámos o pequeno almoço num dia muito frio de Dezembro. Está na Água da Pala. A ponte, nesse caminho, passa por cima do ribeiro com o mesmo nome.
Pouco tempo depois passa por uma outra ponte sobre a ribeira do Cagarouço.
A seguir existe uma parte do caminho muito sinuoso. Não se aproxime da berma.
(…)
Seguindo o caminho, aqui mais alargado, encontra-se já a uma altitude de mais ou menos, 1400 metros o que irá provocar, com certeza, falta de ar e ainda mais cansaço. Do lado direito aparece-lhe o cume que é o ponto mais alto da Serra com cerca de 1500 metros.
Ao fim de 2 horas chega ao portão das minas.
Chegando à entrada das minas, encontra o muro que vedava a entrada. Daí avista uma paisagem magnífica sobre o resto da Serra
As minas não são mais do que minas de volfrâmio desactivadas há mais de cinquenta anos. Trata-se de um conjunto de edifícios utilizados para albergar os trabalhadores e todos os serviços de uma estação mineira completamente isolada.
A par dos edifícios encontram-se os buracos muito fundos (cuidado!!!) das minas, alguns deles encobertos pela vegetação. Bem visíveis, algumas entradas das minas, bastante alagadas pela água. Vêem-se, também, os carris das minas, que lhe dão o nome.
Fonte: www.serra-do-geres.com

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