domingo, 7 de março de 2010

Penedo gigante desce o monte

No dia 27 de Fevereiro, escrevi que em Gilbarbedo, na freguesia de Cibões, um penedo gigante desceu o monte e só parou próximo duma habitação.
Fui lá vê-lo e disponibilizo esta fotografia.


Eis as imagens passadas no Jornal da Tarde (do minuto 6:09 ao minuto 7:29).
Para ver as declarações de Armandina Pereira, moradora em Cibões, clique aqui.


Na estrada que nos leva a Cibões os buracos são muitos. Houve uma tentativa para os tapar, mas o resultado está à vista. Muitos e muitos buracos...

Amendoeiras em flor, um espectáculo imperdível

Hoje, como já vem sendo habitual, muitos terrabourenses foram de autocarro para Trás-os-Montes para ver as amendoeiras em flor. Como a maior parte era da Vila de Terras de Bouro, hoje vê-se pouca gente principalmente na Vila.
Votos de boa viagem e desejo que seja mais um excelente dia de confraternização para todos.


No Algarve, conta-se a lenda do rei mouro e da sua princesa de olhos azuis que adoece com saudades da sua terra.

No tempo em que o reino do Al-Gharb pertencia aos árabes, um rei mouro apaixonou-se e casou-se com uma princesa do norte, de seu nome Gilda.
A princesa, ainda as festas da boda decorriam, adoeceu. Então um dia chegou um velho ao reino e pediu para falar com a princesa. Depois da conversa, o velho ancião pediu ao rei para plantar amendoeiras por todo o Algarve. O rei assim fez. Plantou pelo Algarve milhares de amendoeiras. Quando a Primavera chegou, a Princesa da janela do seu castelo viu as amendoeiras em flor e ficou maravilhada. As árvores e a terra cobriram-se de branco. Aos seus olhos era a neve da sua terra do Norte.

Torneio de Sueca em Gondoriz

Terá lugar, a partir das 15 horas no café “Paragem, em Bouças – Gondoriz, um torneio de sueca. A organização promete uma cabra para o par vencedor. Haverá ainda duas garrafas de uísque para o 2.º lugar e duas garrafas de vinho do Porto para o 3.º lugar.

Fim das taxas das actividades desportivas em áreas protegidas

Novo regulamento do ICNB termina com taxas das actividades desportivas em áreas protegidas
«O novo regulamento de taxas a cobrar pelos serviços prestados pelo Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) exclui o pagamento das autorizações para a maioria das actividades desportivas e visitação das áreas naturais protegidas. O documento, que entra em vigor amanhã, vem substituir uma portaria de Outubro, que motivou protestos por parte de montanhistas.
A portaria, hoje publicada em Diário da República, excluiu o pagamento de taxas devidas pelo acesso e visita a áreas classificadas e isenta os pedidos de autorização para a realização de actividades de lazer e educação ambiental apresentados por estabelecimentos de ensino e por pessoas colectivas de utilidade pública. As únicas actividades desportivas que continuam a pagar uma taxa de 200 euros pela sua autorização são as de competição.Festivais de música e outros espectáculos e feiras têm também de pagar uma taxa ao ICNB, mas o regulamento isenta as actividades recreativas ou culturais relacionadas com romarias, procissões, festas populares e festejos locais.Este documento substitui uma portaria de Outubro que estabelecia as taxas a pagar por serviços prestados pelo ICNB, que foi suspensa em Dezembro, por um período de três meses, depois de vários protestos de montanhistas e praticantes de desportos de montanha, com especial incidência no Parque Nacional da Peneda-Gerês.O novo regulamento altera os critérios de cálculo do valor da taxa, eliminando grande parte das variáveis ao valor a aplicar existentes na anterior portaria. São também clarificados quais os actos e actividades sujeitos ao pagamento de taxas, desde logo através de isenções aos pedidos relativos às actividades agrícolas, florestais e de pastoreio cuja área de intervenção seja inferior a um hectare. Também os pedidos de autorização para a realização de trabalhos de investigação científica e de monitorização com interesse para a conservação da natureza e da biodiversidade são isentados do pagamento de taxas.»
Fonte. Jornal “Público” – Autor: Samuel Silva, publicado em 04-03-2010

Portaria nº 138-A/2010 de 04-03-2010
Considerando as dúvidas e os equívocos suscitados quanto à sujeição de determinadas actividades ao pagamento de taxas pelos actos e serviços prestados pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), I. P., foi determinada, através da Portaria n.º 1397/2009, de 4 de Dezembro, a suspensão, por um período de três meses, da Portaria n.º 1245/2009, de 13 de Outubro, com vista à sua revisão.
Durante o período de suspensão da Portaria n.º 1245/2009, de 13 de Outubro, o modelo de cálculo do valor da taxa foi revisto à luz de critérios mais objectivos e transparentes, processo que conduziu à eliminação de variáveis geradoras de indefinição sobre o montante da taxa devida, sendo que, nos casos em que tal operação não foi possível executar, foram consagradas variáveis objectivas que permitem a determinação do valor da taxa pelos interessados, estando esta sempre balizada pela previsão de limites máximos em moldes semelhantes aos instituídos pela Portaria n.º 1245/2009, de 13 de Outubro.
Na presente portaria são também clarificados quais os actos e actividades sujeitos ao pagamento de taxas, dos quais se acham necessariamente excluídos os pareceres emitidos em procedimentos administrativos em que a repartição do produto da taxa com o ICNB, I. P., se encontra regulamentada.
Cumpre igualmente sublinhar que o regime jurídico definido na presente portaria se encontra harmonizado com os regimes praticados em matéria de cobrança de taxas pela prestação de serviços nos demais organismos sob tutela do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Para além do exposto, o processo de revisão da mencionada portaria evidenciou a necessidade de proceder a ajustamentos e correcções decorrentes dos contributos recebidos e da ponderação efectuada, os quais se traduziram na redução do montante das taxas e na clarificação de algumas das suas disposições, conferindo maior justiça e inteligibilidade ao normativo, e facilitando a sua implementação e a correcta apreensão do seu teor pelos destinatários.
Neste particular, assinala-se a consagração expressa de isenções, subjectivas e objectivas, das quais se destacam os pedidos relativos ao exercício de actividades agrícolas, florestais, silvopastoris não intensivos ou que impliquem alterações do uso do solo ou modificação de espécies vegetais ou do coberto vegetal em áreas contínuas iguais ou inferiores a 1 ha, assim como os pedidos de autorização para a realização de trabalhos de investigação científica e de monitorização com interesse para a conservação da natureza e da biodiversidade, em claro reconhecimento do impacto menos significativo das actividades em causa para os valores naturais e do seu especial contributo para o aprofundamento do conhecimento dos habitats e das espécies da fauna e da flora.
Paralelamente, com vista a dissipar os equívocos suscitados pela Portaria n.º 1245/2009, de 13 de Outubro, foi evidenciada a exclusão do âmbito de aplicação da presente portaria das taxas devidas pelo acesso e visita às áreas integradas no Sistema Nacional de Áreas Classificadas, cuja cobrança visa contribuir para o financiamento da conservação da natureza e da biodiversidade e para regular o impacte da presença humana em áreas particularmente sensíveis, conforme definido no artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de Julho, que isenta os residentes dos concelhos abrangidos e prevê a sua regulação em portaria autónoma. Tratam-se manifestamente de taxas diversas das previstas na presente portaria, que respeita às taxas devidas pela contraprestação de serviços, como sejam a atribuição de uma autorização, a emissão de um parecer ou a cedência da utilização de espaços ou infra-estruturas sob gestão do ICNB, I. P.
Com a entrada em vigor da presente portaria concretiza-se o desiderato de actualizar o regime instituído pela Portaria n.º 754/2003, de 8 de Agosto, a qual foi temporariamente repristinada durante o período de suspensão da Portaria n.º 1245/2009, de 13 de Outubro, que ora se revoga.
Foi ouvida a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Autarquia de Terras de Bouro mobilizada para limpar lixeiras

No dia 20 de Março, pelas 9h00, a Autarquia de Terras de
Bouro propõe-se limpar, o “Trilho dos Miradouros”, com início no Gerês.
Vale do Homem mobilizado para limpar lixeiras

Autarquias de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde aderem ao projecto Limpar Portugal
«O projecto Limpar Portugal está a trabalhar em pleno no Vale do Homem. Os três concelhos deste vale minhoto aderiram já à iniciativa que promete acabar com milhares de lixeiras espalhadas um pouco por todo o país. A grande operação de limpeza está marcada para o próximo dia 20, envolvendo as autarquias de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde.
O projecto ‘Limpar Portugal’ é um movimento cívico que conta com dezenas de milhares de voluntários. Tem como objectivo juntar o maior número possível de voluntários e parceiros para que, dia 20 de Março de 2010, com todos os esforços reunidos, as florestas portuguesas sejam limpas.
O projecto está aberto a parcerias com instituições e empresas e a Câmara Municipal de Amares já assegurou o seu apoio. Para isso, o município vai disponibilizar material apropriado, recursos e todos os meios necessários para a recolha e transporte do lixo.
Já o município de Terras de Bouro promove, no dia 20 de Março, pelas 9h00, o ‘Trilho dos Miradouros’, com início na vila do Gerês. Além de dar a conhecer as potencialidades naturais e culturais inerentes ao percurso, é objectivo da autarquia “limpar e identificar as zonas mais problemáticas, no que diz respeito à existência de lixo”. Os interessados em participar poderão aceder a www.visitgeres.com e fazer a sua inscrição. Além disso, quem pretenda fazer parte desta iniciativa, na sua localidade/região ou fazer parte de um outro grupo, poderá aceder a http://www.limparportugal.org/ e registar-se.
Também a Autoridade Nacional de Protecção Civil se associou, recentemente, a esta iniciativa, promovendo a sua divulgação, nomeadamente junto das Associações Humanitárias e Corpos de Bombeiros de todo o país. Os corpos de bombeiros interessados em participar poderão registar-se no já no domínio da organização desta iniciativa.
Por seu turno, o município de Vila Verde já havia aderido à campanha ‘Mãos à Obra – Vamos Limpar Portugal’. No âmbito de um ‘Protocolo de Parceria’, a autarquia assume compromisso para a cedência de equipamentos, meios e serviços para levar a cabo esta “nobre tarefa cívica de defesa do meio ambiente”.
Em reunião com os responsáveis locais do projecto, o presidente da Câmara de Vila Verde congratulou-se com a iniciativa, “não só por ter saído da sociedade civil, mas por ter inerente uma causa que o Município de Vila Verde já ‘abraçou’ há já alguns anos”. António Vilela sublinhou as campanhas ‘Vila Verde + limpo’ e ‘Vila Verde cada vez + limpo’, entre outras acções de sensibilização e promoção de práticas de defesa do meio ambiente.
“Sabemos que acções deste género, por muito boas intenções e empenhos que encerram, não têm os efeitos desejados se não contarem com o envolvimento de todos”, sublinhou António Vilela.»


Fonte: Jornal “Terras do Homem” - Autor: Terraimagem, em 2010/03/04

Natur Parque no “Terras do Homem”

Na sua edição de 6 de Março, o jornal “Terras do Homem” publica a notícia ‘Natur Parque’ vai mesmo avançar. Garante que Moimenta terá Intermarché e que o Dr. António Afonso se congratulou com a aprovação do Plano de Pormenor da Caniçada por permitir os ocupantes das habitações do referido bairro possam adquirir as suas casas e, assim, executar as obras de melhoria que muitas delas carecem.

‘Natur Parque’ vai mesmo avançar
Parecer da Comissão constituída para análise do projecto foi fundamental
«Afinal, o projecto ‘Natur Parque’ vai mesmo avançar. Depois de iniciado pelo anterior executivo terrabourense, o projecto esteve em risco de não avançar, devido à troca ocorrida na liderança da autarquia, decorrente das últimas eleições autárquicas. Ao que tudo indica, o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Joaquim Cracel, eleito pelo PS, havia levantado algumas dúvidas quanto à viabilidade de concretização das medidas aí previstas, pelo que o abandono da medida estava em cima da mesa. Contudo, a Assembleia Municipal acabou por se decidir pela continuidade do projecto.
Assim, a Assembleia Municipal de Terras de Bouro, presidida pelo deputado Ricardo Gonçalves, deliberou no passado dia 22 de Fevereiro, dar luz verde ao executivo de Joaquim Cracel Viana, para avançar com o projecto do ‘Natur Parque’ de Vilarinho da Furna. Na mesma reunião foi, ainda, viabilizada a implantação na sede do Concelho, de uma superfície comercial da rede Intermaché.
Relativamente ao ‘Natur Parque’ de Vilarinho da Furna, foi “apresentado nessa Assembleia um parecer da Comissão que havia sido constituída com o objectivo de reavaliar aquele projecto”, face a algumas dúvidas levantadas quanto à sua real possibilidade de concretização, gestão e sustentabilidade.
A esta Comissão foram chamados o ex-presidente da Câmara António Afonso e os representantes da associação ‘AFURNA’ que “muito contribuíram para clarificar determinados aspectos, quer em termos de direitos de propriedade dos terrenos onde serão implantadas as obras, quer dos contactos e parcerias já efectuados”.
De acordo com o presidente da Comissão, Avelino Soares, ficou esclarecido que se trata de um “empreendimento que, não fazendo perigar o equilíbrio financeiro do município, lhe empresta maior visibilidade como referencial de atracção turística na valorização de um espaço memória dedicado às gentes de Vilarinho da Furna e à sua aldeia afundada pela barragem do mesmo nome”.
O projecto em questão prevê a realização de uma série de obras de melhoramento de infra-estruturas na zona da Vilarinho da Furna, entre as quais se encontra uma praia fluvial e parque de merendas, com sanitários, parque de estacionamento e outras estruturas de apoio (posto de socorros, balneários, entre outros. Além disso, está também previsto no projecto um posto de observação de animais selvagens, um trilho pedestre na serra Amarela e um museu subaquático – constituído pelas actuais ruínas da aldeia submersa e a ser visitado nos moldes já praticados actualmente pelas empresas de mergulho.
Moimenta terá Intermarché
Quanto à implantação de uma superfície comercial do grupo ‘Intermarché’, depois de “terem sido tecidas várias considerações que iam no sentido de ser criada uma Comissão para estudar os prós e os contras de um estabelecimento dessa natureza”, foi proposto, e unanimemente aceite, que o executivo liderado por Joaquim Cracel Viana tome as acções e medidas necessárias na resolução dessa pretensão.
Antes, o presidente da Junta de Moimenta, Manuel Dias, havia referido, a esse propósito, que a implantação do Intermaché constituía, pelos postos de trabalho que prevê criar (cerca de trinta) e pela dinâmica local que pode gerar, “uma mais valia e uma oportunidade que não se deve perder”.
Nesta reunião foi, ainda, deliberada uma alteração ao ‘Regulamento de Apoio à Natalidade’, que visa regrar de forma mais eficaz a obtenção desse subsídio, bem como aprovado o Plano de Pormenor do Bairro da EDP – Caniçada.
António Afonso sublinha aprovação do Plano de Pormenor da Caniçada
O ex-presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, e actual vereador do executivo camarário, António Afonso, congratulou-se, no seguimento desta reunião, com a aprovação do Plano de Pormenor do Bairro da Caniçada, em Paradela, na freguesia de Valdozende.
De acordo com António Afonso, “esta aprovação põe fim a um processo, que se arrastou ao longo de mais de 20 anos, e que passou por demoradas negociações com vários administradores da EDP”. Na opinião do ex-presidente terrabourense, este Plano de Pormenor “vai permitir aos ocupantes das habitações do referido bairro procederem à sua aquisição e, assim, executarem as obras de melhoria que muitas delas carecem”.
António Afonso defende que, até aqui, as construções “encontravam-se em situação ilegal não podendo ser transaccionadas”, pelo que muitas das pessoas que habitam o bairro “não acreditavam que tal fosse possível”.
O ex-edil salienta que, graças ao protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal e a EDP, “foi possível transferir para a posse da autarquia dezenas de hectares de terreno e de edifícios”, quer em Valdozende quer na Freguesia de Campo do Gerês, em cujo terreno foi construído o Museu da Geira e respectivo parque de estacionamento.
Entre os equipamentos que passaram para a posse da Câmara estão a antiga Pousada da EDP, que agora “pode e deve ser recuperada e reconvertida num projecto turístico/social que seja uma mais-valia para a região, trazendo desenvolvimento, criação de emprego e fixação da população jovem”. No entender de António Afonso, com esta operação o município poderá ter “aumentado o seu património num valor superior a três milhões de euros”.»

Fonte: Jornal “Terras do Homem” - Autor: Terraimagem, em 2010/03/04

Santa Isabel do Monte recebe “Retiro na Montanha com Cristo”




Em Santa Isabel do Monte, a Pastoral Universitária de Braga promoveu uma nova actividade que consistiu num “Retiro na Montanha com Cristo”. Este Retiro decorreu nos dias 20 e 21 de Fevereiro, na Casa dos Bernardos.

Entrevista do Presidente da Junta de Vilar da Veiga

“Há que saber sair na hora certa”

António Príncipe admite cumprir último mandato à frente dos destinos de Vilar da Veiga
Há cinco anos à frente dos destinos da Junta de Freguesia de Vilar da Veiga, António Príncipe aceitou o desafio do Terras do Homem e traçou um balanço do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, desvendando ainda os grandes projectos para este que será, ao que tudo indica, o seu último mandato enquanto presidente da Junta. Depois de ter sido eleito, há quatro anos, com as cores socialdemocratas, António Príncipe viu a confiança no seu trabalho reforçada na reeleição do passado dia 11 de Outubro, já como independente. Em oito anos, considera, terá cumprido a missão que traçou quando assumiu o comando do futuro de Vilar da Veiga.
Terras do Homem: Quais as grandes prioridades para Vilar da Veiga nestes próximos quatro anos, sendo que ainda não está pressionado pela lei da limitação de mandatos?
António Príncipe: Não estou limitado, ainda, no número de mandatos, mas estes serão, em princípio, os meus últimos quatro anos. Foi mera opção pessoal. Mas, respondendo à questão, antes de mais, as prioridades passarão por uma melhoria das acessibilidades, pela contínua aposta nos cemitérios da freguesia e pela criação de uma eficiente rede de água e saneamento básico.
Assim, procuraremos concluir uma série de acessibilidades a diversos pontos da freguesia, levar a cabo a criação de diversas capelas mortuárias e o alargamento do cemitério de Pereiró. Paralelamente, procuraremos lutar pelo desenvolvimento do turismo na freguesia.
No fundo, estes quatro anos servirão para complementar parte das medidas que haviam já sido iniciadas ou, até mesmo, para concluir, na quase totalidade, o projecto a que me propus.
TH: Que empreendimentos pretende ver concretizados até final do mandato?
AP: Desde logo, pretendemos ver melhorados diversos caminhos um pouco por toda a freguesia, asfaltá-los e, nalguns casos, alargá-los também. Além disso, carenciamos a 100% de uma rede de saneamento, em alta.
A estrada da Lage ao Pontido, com financiamento garantido por parte do Estado, também será muito importante para a freguesia, bem como a construção de um bairro social, em Pereiró, que também será uma prioridade.
Por outro lado, temos ainda a questão da variante Zaganho - Batoca que queremos continuar.
Por outro lado, o Gerês necessita de uma limpeza constante, que queremos promover.
Finalmente, este ano, realiza-se a terceira edição da Feira Romana. Trata-se de uma iniciativa que se realiza, anualmente, no terceiro fim-de-semana de Julho (este ano entre os dias 16 e 18) e que desta vez já deverá atingir uma boa dimensão. Decorrerá no Parque das Termas, por se tratar de um espaço com forte concentração de árvores e verdura.
TH: Qual a maior obra que considera ter feito na sua freguesia?
AP: Penso que foi o cemitério do Gerês. Foi, sem dúvida, a obra mais marcante. Era um espaço já demasiado pequeno.
Por outro lado, destaco a melhoria, na Ermida, do caminho da Poça de Riba (Campo de Futebol). Em Vilar da Veiga, melhorámos também o caminho da Meia Légua. Penso que foram três obras marcantes.
Mas houve outras. Como a concretização do caminho e Adeprópeixe e de Edmeus de Baixo.
Aumentámos também, ao nível da água e saneamento, as condições na zona do Vidoeiro. Em Arnaçó, também fizemos intervenção ao nível do saneamento e também num caminho. Era um caminho em que nem a pé lá alguém se deslocava e agora já passam carros.
No fundo, penso que fizemos um excelente mandato.
TH: Admite ter cometido algum erro enquanto presidente da Junta? Qual?
AP: Tudo aquilo em que apostei, apostei com convicção. Se não apostasse com tanta convicção, era impossível levar a cabo uma obra de tal envergadura. Se assim não fosse, não era possível seguir em frente. Foi um trabalho constante e muito pressionado. Só com muita convicção se poderia dar termo a estas obras.
TH: Admite voltar a ser candidato?
AP: Tudo leva a crer que não. Vilar da Veiga tem gente capaz. Muito tempo no poder acaba, sobretudo, por desacreditar as pessoas. Os cidadãos gostam de pessoas novas, de caras novas. Com o tempo, qualquer direcção de Junta de Freguesia começa a sentir-se fragilizada. Quando nos dedicamos a uma causa com convicção, durante muito tempo, podemos pecar por excesso e cansaço. Há que saber sair na hora certa.
TH: Quem gostaria de ver substituí-lo no cargo?
AP: Não tenho nenhum nome em concreto. Antes de mais, deverá ser alguém com um carisma lutador. Vilar da Veiga é uma freguesia de gente reconhecedora, gente humilde, gente grata que reconhece o valor de quem trabalha. Assim, penso que temos grandes valores na freguesia e que não será difícil encontrar um bom valor para presidir aos destinos da freguesia
“O vizinho que chega sempre primeiro”
TH: Concorda com a limitação de mandatos dos presidentes de Junta?
AP: Acima de tudo, considero que foi uma lei precipitada. Uma lei que vem apenas ‘matar’ muitos parentes pobres da comunidade, nomeadamente os presidentes de Junta e de Câmaras Municipais. Contudo, os senhores deputados e ministros podem estar o tempo que quiserem.
Por outro lado, os três mandatos, à partida, chegam. As pessoas devem trabalhar para desenvolver as suas terras e não se acomodarem ao poder. Devem, por outras palavras, servir o povo e não servir-se a si próprios. Os 12 anos constituem tempo suficiente para se traçar uma linha mestra e executá-la, dando posteriormente a hipótese a outros. Assim como nós procurámos, nestes oito anos, desenvolver, cuidar e proteger os mais desfavorecidos, esquecendo os dividendos próprios.
TH: No seu entender, as Juntas de Freguesia fazem falta?
AP: As Juntas são, muitas vezes, vistas como os parentes pobres das Câmaras Municipais. No entanto, talvez sejam mesmo muito mais importantes que estas últimas. Isto porque a Junta de Freguesia é aquela que está mais perto, intervém numa primeira instância e conhece todas as carências individuais e colectivas. O presidente da Junta é, quantas vezes, o psicólogo, o amigo, o vizinho que chega sempre primeiro.
TH: Considera, então, que os poderes das Juntas deveriam ser reforçados?
AP: Não só deveriam ser reforçados, como deviam evitar de lhes retirar os poucos que têm, como vai acontecendo, por vezes, infelizmente.
TH: Se fosse presidente da Câmara, qual seria a medida que consideraria mais importante para o concelho?
AP: Provavelmente, o fomento do turismo no Gerês. O Gerês é uma zona privilegiada. Temos um cantinho que não precisa de muito para potenciar a riqueza que pode advir do turismo, porque se trata de uma zona de beleza extrema, com pessoas que sabem receber e onde temos bons restaurantes.
No entanto, o Gerês precisa de animação. Precisa de uma cooperação entre todos e da criação de um programa para que, quem chegue ao Gerês, tenha várias alternativas em carteira. Aqui, no entanto, chamo a atenção para a necessidade de se trabalhar em conjunto, com vista à criação de pacotes turísticos, que iriam desde a visitação de algumas zonas à elaboração de trilhos para os turistas.
O Gerês é uma zona conhecida mundialmente, por isso pode ser o motor de arranque de qualquer coisa. Só precisa de iniciativas. A Câmara Municipal pode promover algumas iniciativas mas, sobretudo, as unidades hoteleiras locais deverão suscitar o trabalho em conjunto, pois todos juntos seremos imbatíveis.
TH: E se fosse primeiro-ministro, que medida tomaria em primeiro lugar?
AP: Se reparar, nós não temos poder de compra. A classe média está prestes a rebentar, a desaparecer. Isto porque, na altura do aparecimento do euro e na conversão dos preços, houve má fé na aplicação da moeda. Baixar o IVA poderia ajudar a classe média a fazer outro tipo de investimentos. Isto porque, com a entrada do euro, os preços dispararam para o dobro. Com o IVA a 20%, as pessoas são tentadas a fugir ao fisco ou a retrair-se na compra. Caso isso não se verifique, que haja, pelo menos, uma tentativa de apoio e incentivo às PME’s.

Fonte: Jornal “Terras do Homem” - Autor: Terraimagem, em 2010/03/04

Terras de Bouro recebe alguma coisa do PIDDAC

Vale do Homem sai arrasado no plano de investimentos do Governo
Só Terras de Bouro recebe qualquer coisa do PIDDAC. Amares e Vila Verde levam zero.

«Os concelhos do Vale do Homem vão receber uns míseros 175 mil euros ao abrigo do plano de Investimentos do PIDDAC de 2010. Só concelho de Terras de Bouro teve direito a uma pequena verba, enquanto que Amares e Vila Verde se ficam, simplesmente, por zero de investimento previsto da Administração Central. Não há memória de uma quebra tão grande ao nível da atribuição de fundos do Estado para esta região.
Resta procurar financiamentos ao abrigo de outros programas estatais previstos nas rubricas do Orçamentos de Estado, que o governo socialista deve aprovar na Assembleia da República com o apoio tácito do PSD e do CDS, através da abstenção.
No entanto, face às imposições dos mercados internacionais para o aperto das contas públicas, que em 2009 atingiram um défice bombástico de 9,3%, não haverá muita margem de manobra para capitalizar investimentos.
O Plano de Investimentos e Despesas para o Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) regista uma quebra significativa para o distrito de Braga e também para Viana do Castelo, duas regiões consideradas com o rendimento per capita claramente inferior à média nacional. Lisboa, cujo rendimento per capita é superior à média nacional, acaba por voltar a receber a maior fatia do bolo financeiro (com mais de 327 milhões de euros). O segundo distrito do ranking é o Porto, com mais de 55 milhões de euros – ou seja, a uma distância enorme de Lisboa.
De acordo com o documento de contas do Estado que reserva 1,5 mil milhões de euros para aplicar em projectos que abrangem vários distritos, Braga receberá em 2010 quase 31,5 milhões de euros, quedando-se pela sétima posição na lista dos distritos. Em relação ao ano passado, vai receber menos 68.688.507 euros.
No interior do distrito, Amares e Vila Verde são acompanhados por Póvoa de Lanhoso, a quem o Governo conseguiu a proeza de, pelo segundo ano consecutivo, não atribuir qualquer verba ao abrigo do PIDDAC.»



Fonte: Jornal “Terras do Homem” - Autor: Terraimagem, em 2010/02/04

sábado, 6 de março de 2010

Gerês perde um “amante” seu

Hoje, o jornal o “Correio do Minho” noticia que apareceu um cadáver em ribeira do Gerês.
Lê-se nesta notícia trágica que era alguém muito aficionado pelo Gerês… A perda desta vida não deixa ninguém indiferente, principalmente a todos os que gostam do Gerês…



«Foi ontem encontrado sem vida, na zona da Portela do Homem, concelho de Terras de Bouro, um homem de 47 anos que estava desaparecido desde o passado dia 18 de Fevereiro.
O indivíduo, solteiro, residente na zona das Taipas, concelho de Guimarães, foi dado como desaparecido pela família, há menos de um mês. Já tinha desaparecido uma vez, mas agora o desfecho foi trágico.
O homem foi encontrado, ontem por volta das 12h30, quase submerso numa ribeira, mas sem sinais de violência.
De acordo com o que foi possível apurar, estava preso nuns ramos, no leito da ribeira.
Não há suspeitas de crime, mas o cadáver foi removido para o Gabinete Médico-Legal de Braga para ser submetido a autópsia.
O corpo foi descoberto por um casal que percorria o trilho pedestre da geira, que é atravessado por aquela ribeira.
Uma das explicações para a morte do homem é que este terá tentado atravessar a ribeira - cujo caudal aumentou com a chuva - e caído.
De acordo com os sinais exteriores, o corpo não estaria no local há muito tempo.
Quanto ao facto de ter sido encontrado tão longe de casa, sabe-se que a vítima tinha um gosto especial pelo Gerês.
Na altura do seu desaparecimento, a própria família terá referido às autoridades o seu gosto pelo Gerês e a vontade que manifestava de ir para aquela zona.»


Fonte: “Correio do Minho” publicado por Teresa M. Costa

sexta-feira, 5 de março de 2010

Padre Martins Capela




O Padre Martins Capela é um Terrabourense ilustre que nasceu e morreu na freguesia de Carvalheira. Deixo-vos o artigo completo da Diciopédia.

«Padre, professor e arqueólogo português, Manuel José Martins Capela nasceu a 28 de Outubro de 1842, na freguesia da Carvalheira, em Terras do Bouro, no distrito de Braga.
Ordenou-se sacerdote em 1866 e exerceu as funções de pároco até 1880. Frequentou seminários e institutos religiosos em França, Itália e Espanha, com o objectivo de comparar o sistema de ensino e os regulamentos internos.
A partir de 1880, dedicou-se ao magistério, sendo professor em vários estabelecimentos escolares, como o Colégio da Formiga (Ermesinde), o Colégio do Espírito Santo (Braga), o Liceu de Viana do Castelo e o de Braga e o Seminário Conciliar (Braga). Neste último estabelecimento, introduziu a disciplina de Filosofia Tomista, filosofia essa que considerava ser a melhor de entre todas as filosofias contemporâneas. Defendeu esta ideia no seu livro, Oportunidade da Filosofia Tomista em Portugal (1892). Na pedagogia, defendeu as "sabatinas", isto é, exercícios escolares que permitissem instigar o estudo e o espírito dos alunos e dinamizou academias, conferências escolares e actividades de carácter intelectual.
O pedagogo desempenhou também um papel relevante em instituições da Igreja Católica. Esteve associado à fundação e dinamização da Conferência de São Vicente de Paulo, foi sócio honorário da Associação Católica de Braga e comissário da Ordem Terceira do Carmo de Viana do Castelo. Entre 1901 e 1910, foi um dos principais dirigentes do Partido Nacionalista, em Braga e em Terras de Bouro.
Martins Capela desenvolveu um trabalho significativo na arqueologia portuguesa, exercendo vários cargos nessa área: foi colaborador científico de Francisco Martins Sarmento (1882-1890); sócio-correspondente da Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos (1892), da qual foi presidente da delegação bracarense (1906-1909); sócio-correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa (1896), do Instituto de Coimbra (1896) e da Real Academia de História de Madrid (1898).
Para além dos vários artigos publicados em diversos órgãos de comunicação, publicou ainda alguns títulos, como A Roma! (1880), Miliários do Conventus Bracaraugustabus em Portugal (1898) e De Sapientia (1898).
Em 1903, recebeu a comenda de Oficial da Ordem de Santiago e, em 1908, foi nomeado membro da Comissão de Salvaguarda dos Monumentos da Cidade de Braga, pela sua dedicação àquela área.
Manuel José Martins Capela faleceu a 3 de Novembro de 1925, com 83 anos, em Carvalheira.»


Fonte: INFOPÉDIA ENCICLOPÉDIA E DICIONÁRIOS PORTO EDITORA

Em 1971, o Padre Domingos da Silva Araújo escrevia


O padre Domingos da Silva Araújo, na qualidade de director do diário do Minho, em 16-10-1971, escrevia:
“Terras de Bouro não é um concelho qualquer. Destaca-se dos demais pela beleza paisagística do Gerês, onde foi criado recentemente o primeiro Parque Nacional de Metrópole; pelo ineditismo bucólico de Vilarinho das Furnas, a aldeia a que uma barragem condenou à morte, pela intensa vida religiosa em torno do santuário do S. Bento, um dos mais concorridos centros de peregrinação do Norte do País; pela nova fisionomia que os diversos aproveitamentos hidroeléctricos vieram dar à região.”

Concordo com as palavras desta insigne personalidade, que na época afirmou que os diversos aproveitamentos vieram dar à região uma nova fisionomia, contudo os nossos benefícios nunca satisfizeram os desejos dos nossos avós e dos nossos pais.
De facto, Terras de Bouro pagou uma pesada factura para que o nosso País beneficiasse dos aproveitamentos hidroeléctricos. O desaparecimento de Vilarinho das Furnas foi talvez a factura maior que tivemos de pagar. O que recebemos em troca?
Pouco! Muito pouco!...
A nossa população foi diminuindo e, actualmente, somos um concelho desertificado porque muitos dos terrabourenses tiveram de partir para outras paragens e lugares. Que saudades dos nossos emigrantes de há umas décadas atrás!
Muitos Terrabourenses estão por este mundo fora, mas a emigração deixou de ser o que foi. As remessas enviadas para a nossa Terra emagreceram e muitos dos que partiram já não querem regressar, mesmo na idade da reforma.

Geminação de Terras de Bouro com Saint-Arnoult

Em Junho de 2003, Terras de Bouro recebeu representantes de Saint-Arnoult en Yvelines para preparar futura geminação.
Em Maio de 2004, o Dr. António Afonso fez história quando assinou o protocolo de geminação com a localidade de Saint-Arnoult en Yvelines.



Geminação com Saint-Arnoult
Terras de Bouro recebeu nos dias 11 a 15 do de Junho de 2003 representantes da localidade francesa de Saint-Arnoult en Yvelines para preparar futura geminação. A comitiva francesa foi liderada pela presidente da autarquia daquela localidade dos arredores de Paris, sendo acompanhada por outros elementos da autarquia e por dois terrabourenses representantes de uma associação de emigrantes portugueses que, na localidade, desempenham papel preponderante no seio da comunidade local. Esta visita surgiu no seguimento de um outro realizado, no ano de 2002, pelo presidente da autarquia de Terras de Bouro acompanhado do presidente da Junta de Rio Caldo e que já motivou a realização da I Festa do Emigrante. Após a visita da delegação francesa foram encontrados os mecanismos e a data (Maio de 2004) para a concretização do protocolo de geminação que aproximará os dois Concelhos, pois Terras de Bouro está fortemente implantado na localidade de Saint-Arnoult en Yvelines onde dez por cento da população são naturais ou descendentes de terrabourenses, sendo a maioria proveniente de Rio Caldo.

Fonte: Câmara Municipal de Terras de Bouro

quinta-feira, 4 de março de 2010

Jovens de Terras de Bouro visitam Universidade do Minho

Universidade do Minho: Saúde de “portas abertas”

Os laboratórios da Escola de Ciências da Saúde e do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho voltaram ontem a abrir as suas portas a alunos do ensino secundário. Durante o dia, cerca de 180 alunos oriundos de diversas escolas da região vestiram a bata e foram cientistas durante algumas horas.
Em três laboratórios, foram preparadas três actividades para os alunos do secundário experimentarem e aprofundarem conhecimentos que, na maioria dos casos, já tinham abordado teoricamente nas aulas.
O ‘Correio do Minho’ acompanhou os primeiros alunos a beneficiarem desta iniciativa, no caso das escolas Padre Martins Capela, de Terras de Bouro, e Alberto Sampaio, de Braga.
A actividade começou com uma breve introdução, a cargo da investigadora Ana João Rodrigues, que destacou o carácter inovador do curso de Medicina ministrado na universidade minhota e também a investigação que é desenvolvida no ICVS.
“Nesta iniciativa, vocês vão perceber que nós temos excelentes cientistas, ao nível do melhor que se faz no mundo”, vincou a investigadora dirigindo-se aos visitantes.
Ao nosso jornal, Ana João Rodrigues sublinhou: “O que nós pretendemos é mostrar à comunidade a ciência que nós fazemos. Estas iniciativas são muito importantes porque permitem que os alunos vejam e façam eles próprios as experiências”.

Actividades em três laboratórios
Divididos por pequenos grupos, os alunos passaram todos pelos três laboratórios.
‘O embrião’, ‘Investigação criminal: CSI no ICVS’ e ‘Efeitos nocivos da radiação solar’ são as designações das actividades preparadas para estes alunos.
Na actividade do embrião, habitual neste tipo de iniciativas, os ‘cientistas por um dia’ observaram embriões de galinha em diferentes estados do desenvolvimento e aprenderam como se podem adquirir conhecimentos sobre o desenvolvimento embrionário humano estudando embriões de outros animais.
Noutro laboratório, os alunos analisaram uma cena de crime simulada, recolhendo provas no local do crime e analisando-as no laboratório para descobrir os criminosos.
Nesta actividade - designada ‘Investigação Criminal’ - destacou-se a técnica de análise do ADN, utilizada não só em investigação forense, mas também em testes de paternidade e no diagnóstico de doenças.
Na terceira actividade, realizada pela segunda vez para alunos visitantes, os ‘cientistas’ usaram a levedura como modelo de célula eucariótica, observaram a influência da radiação solar na sua viabilidade a avaliaram os níveis de eficácia de diferentes protectores solares de uso corrente. Aqui, os alunos perceberam que a radiação solar provoca grandes danos nas células
Em laboratório percebeu-se o entusiasmo dos alunos por protagonizarem este tipo de actividade.
Maria Helena Barroso: “foi uma experiência nova”
Maria Helena Barroso confessou que sentiu as mãos a tremer durante a actividade que demonstrou os efeitos nocivos da radiação solar em excesso. “Foi uma actividade completamente nova para mim”, contou ao ‘CM’, explicando que na sua escola, a Padre Martins Capela, de Terras de Bouro, não existem equipamentos tão completos e sofisticados.
A aluna do 11.º A confessou ainda que esta foi a primeira actividade que fez num laboratório universitário. Maria Helena realçou ainda que gostou de conhecer a Escola de Ciências da Saúde, pois “gostava de seguir Medicina no ensino superior”.
Diogo Fernandes não tem vocação para cientista
Aluno do 12.ºA, Diogo Fernandes também veio da Escola Padre Martins Capela. Ao nosso jornal, o jovem confessou que gostou particularmente de ficar a saber como se extrai e analisa o DNA. “Foi uma iniciativa muito interessante. Os nosso laboratórios não são tão sofisticados”, disse. Apesar de ter gostado da actividade, o jovem diz que não tem vocação para cientista e quer mesmo é seguir Engenharia Informática.
Márcia quer seguir Enfermagem
Márcia Costa Dias quer seguir a área de Enfermagem, “algo que não está muito relacionado com laboratórios”, acrescenta. A aluna de Terras de Bouro confessa que gostou de participar nesta iniciativa, algo que fez pela primeira vez: “Aprende-se muito mais com este tipo de actividades do que nas aulas teóricas”, frisou, em declarações ao ‘CM’.
Alunos gostam de abordagens práticas
Sandra Lobo, professora de Biologia e Geologia, considera que “este tipo de actividade, em que as universidades abrem as portas dos seus laboratórios aos alunos do secundário, são muito importantes, desde logo para mostrar que em Portugal, e no caso concreto em Braga, também se faz investigação ao nível do melhor do mundo”.
A professora - que acompanhou os alunos de duas turmas (uma do 11.º e outra do 12.º anos) da Escola Padre Martins Capela, de Terras de Bouro - realçou ainda o facto de “os alunos poderem trabalhar com determinados materiais e equipamentos a que, infelizmente, nas escolas não têm acesso”.
Sandra Lobo está bem consciente de que este tipo de actividades “são bastante produtivas no que diz respeito à apreensão dos conhecimentos”. É que “por muito boas e interessantes que sejam as aulas teóricas, estas abordagens mais práticas despertam sempre mais interesse nos alunos”.
Bárbara Filipa: “isto é muito fixe”
Aluna do 12.º B da Escola Secundária Alberto Sampaio, de Braga, Bárbara Filipa visitou ontem pela primeira vez um laboratório. “Isto é muito interessante. Muito fixe mesmo!”, confessou ao nosso jornal, revelando que esta actividade lhe deu a possibilidade de conhecer por dentro a Escola de Ciências da Saúde, pois no futuro pretende seguir uma área ligada precisamente à saúde.
Ricardo Oliveira quer seguir investigação
Prestes a terminar o ensino secundário, Ricardo Oliveira confessa que provavelmente vai enveredar por uma área virada para este tipo de investigação. “Ainda não me decidi ao certo, mas esta actividade de hoje fez-me pensar seriamente em seguir investigação científica”, confessou ao ‘CM’ o aluno da Alberto Sampaio.
Apesar de considerar que se aprende bastante com este tipo de actividades práticas, Ricardo referiu ainda que “a teoria também faz falta para ajudar a explicar como é que as coisas acontecem”.

Fonte: Jornal o “Correio do Minho”, texto de Marlene Cerqueira, publicado no dia 21-01-2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Freguesia de Chorense

Chorense deriva da palavra latina Florentii.
Esta freguesia tem os seguintes lugares: Aldeia, Assento, Bairro, Casal, Devesa, Emaús, Fojo, Ladário, Lagedos, Quintela, Real, Saim, Surribas e Vessada.
O seu orago é Santa Marinha.
A igreja apresenta na portada principal a data de 1770. No interior desta igreja encontramos o estilo renascença pura. O altar mor e quatro altares laterais são em talha dourada. O tecto deste lugar religioso está decorado com pinturas…
É um lugar de culto a visitar em Terras de Bouro.
Relativamente ao povo desta freguesia e à sua localização geográfica deixo-vos com estas palavras de Lopes de Oliveira: “É um simpático povo que mora lá arriba, nas dobras dos montes a caminho da Seixeira, à mão de semear, da sede do concelho, apenas a 2,7 km. Na encosta norte, passa a célebre “Geira” com os seus muitos “Marcos Miliários”.

Câmara Municipal avança com o Natur Parque

Hoje, também, no “Correio do Minho” a notícia de que o executivo municipal avança com o Natur Parque.

Comissão avalia Natur Parque

«Com um valor total que ascende aos 11 milhões de euros, a Assembleia Municipal de Terras de Bouro aprovou, em sessão extraordinária na segunda-feira, as grandes opções do plano e orçamento para o ano de 2010.
Os documentos foram aprovados por maioria, com treze abstenções, proporcionando assim ao novo executivo liderado por Joaquim Cracel Viana os instrumentos necessários à prossecução dos objectivos e políticas traçadas para o próximo ano.
Durante a Assembleia Municipal, presidida por Ricardo Gonçalves, estiveram em cima da mesa “a preocupante situação financeira do concelho” e a decisão do executivo em abandonar o projecto Natur Parque de Vilarinho das Furnas.
Durante a reunião, o presidente da Assembleia Municipal recomendou que fosse feita uma reavaliação do Natur Parque, tendo para o efeito sido constituída uma comissão para estudar aprofundadamente o projecto e verificar a sua viabilidade.
A comissão é constituída pela câmara municipal de Terras de Bouro, através do social-democrata Manuel Aguiar Campos e do socialista Vítor Mendes, pelos presidentes da junta de Brufe e de Campo de Gerês, Manuel Dias Alves e António Pires Oliveira, e pelo representante da Mesa da Assembleia Municipal, Avelino Soares.
De acordo com Ricardo Gonçalves, a comissão deverá reunir em breve para tomar uma decisão sobre o assunto.
Lembrando que o município de Terras de Bouro “tem muitas dívidas para pagar”, o presidente da Assembleia Municipal disse ao ‘Correio do Minho’ que o “projecto do Natur Parque tem que ser repensado”, mas na sua opinião “o projecto pode vir a ser concretizado no futuro”.
O Natur Parque “é um projecto herdado do anterior executivo do PSD, cuja primeira fase ascende a mais de um milhão de euros e que a sua concretização global ultrapassaria os três milhões”, refere a Assembleia Municipal em documento enviado à comunicação social.
“Grande esforço financeiro”
Este projecto considerado por alguns como “estruturante” e de forte componente de desenvolvimento par a o concelho, não tem a mesma avaliação por parte do actual executivo, liderado por Joaquim Cracel Viana, que o considera de “grande esforço financeiro não se antevendo que da sua implementação resulte um retorno efectivo para o município”.
No que se refere ao projecto do Natur Parque, o presidente da câmara de Terras de Bouro considera que “a prática de mergulho seria só para alguns” e que a aquisição de uma embarcação com fundo de vidro para observação subaquática da aldeia afundada de Vilarinho das Furnas não só representaria um forte investimento por parte do município, como “os encargos futuros com pessoal, seguros e manutenção representariam mais uma despesa difícil de suportar”.
‘A Furna’ quer ver concretizado o Natur Parque
Depois da manifesta intenção da Câmara Municipal de Terras de Bouro em abandonar o projecto do Natur Parque, a direcção da associação ‘A Furna’ (antigos habitantes de Vilarinho da Furna) interveio na Assembleia Municipal da passada segunda-feira, “manifestando todo o seu desagrado” com tal posição da câmara municipal.
De acordo com a intervenção lida na reunião extraordinária pelo tesoureiro da ‘Furna’, Hélder Nogueira, “ficamos surpreendidos porque a nova câmara municipal resolveu suspender o projecto sem sequer ouvir os interessados”.
“Dizer que o projecto terá que ser reavaliado e substituído por um outro é andarmos para trás pois este projecto já tinha por parte do ON.2 mais de 1,1 milhões de euros (75 por cento da candidatura) destinados à elaboração de estudos, projectos de limpeza e trilhos”, refere o mesmo documento.
E acrescenta: “a actual câmara não conhece o espaço, não tem interesse na valorização da sua terra, nem tem noção de que este tipo de iniciativas é que são vectores de desenvolvimento pois são este tipo de projectos que atraem turismo de qualidade”.
E finaliza: “é de lamentar que um projecto de excelência, que em 37 candidaturas da região Norte ficou em primeiro lugar, seja menosprezado pela câmara municipal”.»
Autora Vera Batista Martins, publicado no jornal o “Correio do Minho” em 31-12-2009

segunda-feira, 1 de março de 2010

A vila de Terras de Bouro em 1970

Moimenta é a freguesia onde se encontra a sede do concelho. Parece ter sido o nome originado da palavra latina Monumenta, de sepulturas romanas.
Veja o aspecto urbanístico do centro de Covas!

Ricardo Gonçalves quer Assembleia Municipal como fórum de debate democrático

Com o Dr. Ricardo Gonçalves a Presidente da Assembleia Municipal “esta Assembleia será o fórum de debate democrático de que Terras de Bouro precisa”. Disponibilizo, na integra, o texto presspoint.pt/noticias/ (Publicado em 5-11-2009).

«TERRAS DE BOURO (PRESSPOINT) - O novo presidente da Assembleia Municipal de Terras de Bouro, Ricardo Gonçalves, garantiu, na primeira sessão daquele órgão, logo após a posse dos novos eleitos depois das autárquicas de 11 de Outubro, que “esta Assembleia será o fórum de debate democrático de que Terras de Bouro precisa”. Ricardo Gonçalves foi eleito com 18 votos contra 16 e um branco, na Assembleia que tem nove eleitos do PS, sete do PSD, um do CDS-PP e um da CDU, para além dos presidentes de Junta de Freguesia, por inerência do cargo.
Para Ricardo Gonçalves, a Assembleia Municipal de Terras de Bouro “deverá também ser palco de debates sobre questões importantes para o concelho e a região” e “sempre que for considerado conveniente e houver espaços adequados poderá reunir descentralizadamente nas freguesias”. Será – disse o também deputado à Assembleia da República pelo Partido Socialista – a “casa-mãe da democracia em Terras de Bouro, um espaço onde as diversas forças políticas representadas terão todas as condições para o aprofundamento do debate democrático”.
Ricardo Gonçalves considerou ainda que terá sido importante, para o resultado final da votação para a Mesa da Assembleia, o facto de ter havido membros daquele órgão que “compreenderam que a votação do povo de Terras de Bouro, para a Assembleia, ditou uma vitória clara no Partido Socialista, cuja lista em encabeçava, para além do facto de os presidentes de Junta estarem, na Assembleia, como representantes das freguesias respectivas e não de qualquer partido”.
Ricardo Gonçalves recordou, a propósito, as propostas que promoveu, quando desempenhou as funções de vereador na Câmara Municipal, nomeadamente a transferência, por parte da edilidade, para as freguesias, de 5% do valor recebido pela autarquia proveniente do FEF e que o executivo de António Afonso, no mandato anterior, onde alcançou a maioria, acabou por retirar. Para o novo presidente da AM de Terras de Bouro, “estas verbas são muito importantes para as Juntas de Freguesias, cujos presidentes, dessa forma, conseguem dispor de mais meios para levar a cabo algumas obras de proximidade que são fundamentais para o bem-estar das populações”.»

Fonte: http://presspoint.pt/noticias/ (Publicado em 5-11-2009)

"Terras de Bouro: Cracel Viana quer revolucionar o turismo"

Disponibilizo o texto do “Correio do Minho” publicado em 3-11-2009 em que o Dr. Joaquim Cracel Viana, actual Presidente da Câmara, declarou, entre outros, ser muito importante “atacar a falta de emprego e apoiar os jovens do concelho”.

«Este é um dia muito especial porque vou assumir funções como presidente de Terras de Bouro. É um cargo de responsabilidade, ainda por cima num concelho com muitas dificuldades e muitos problemas que temos agora de resolver”, disse aos jornalistas o novo presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, que ontem tomou posse do cargo no edifício dos Paços do Concelho.

‘Atacar’ a falta de emprego, apoiar ao máximo os jovens do concelho de forma a inverter a desertificação, apoiar fortemente o turismo e as populações do Parque Nacional da Peneda-Gerês estão entre os principais objectivos de Joaquim Cracel Viana, que quer também “procurar desenvolver no concelho infra-estruturas que garantam mais qualidade de vida” às populações.

A construção da via intermunicipal Homem-Lima é também uma das reivindicações.

“Nós temos condições únicas para tornar Terras de Bouro num concelho de referência, sobretudo ao nível do turismo. Temos duas albufeiras, temos paisagens deslumbrantes e temos o segundo destino religioso mais importante do país que é o Santuário de S. Bento da Porta Aberta”, em Rio Caldo, potencialidades capazes de atrair cada vez mais visitantes ao concelho, enumerou o autarca.

Fazendo um balanço dos últimos anos de gestão do PSD, o edil disse aos jornalistas que “foram oito anos onde o concelho esteve bastante parado. Trabalhou-se em projectos mas não se concretizaram devidamente. É preciso uma nova dinâmica e uma nova força”, apontou.

Para além do presidente da câmara foram ontem empossados os vereadores Luís Teixeira e Liliana Sousa (pelo Partido Socialista) e António Afonso e Adelino Cunha (pelo PSD).

Seguiu-se a tomada de posse dos membros da Assembleia Municipal de Terras de Bouro, finda a qual se realizou a primeira reunião do órgão decisório.

Na sua primeira intervenção pública como presidente da câmara, Cracel Viana realçou que “o povo escolheu de forma clara uma nova equipa e um novo projecto” para o concelho.

Afirmando que “Terras de Bouro precisa de todos para construir um futuro mais próspero”, o autarca apontou os equipamentos onde é necessário melhorar a eficácia, como é o caso do Centro Interpretativo do Garrano, em Covide.

“Bateremos a todas as portas para que seja possível mais emprego em Terras de Bouro”, prometeu Cracel Viana, garantindo total apoio à juventude e à agricultura, através da criação do Gabinete de Apoio ao Jovem e da Loja do Agricultor.

Auxiliar os estudantes e as famílias, subsidiar a construção de habitação própria, fomentar a natalidade, apoiar a construção lares e centros de dia, reforçar os efectivos da GNR e os médicos e enfermeiros no Centro de Saúde são também objectivos do novo executivo municipal.

Sobre o Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês, Cracel Viana propôs encetar uma negociação com o Ministério do Ambiente, assegurando a “luta pelos direitos das populações integradas no parque”.

Deixando a sua postura contida de lado, António Afonso, ex-presidente da câmara, felicitou os novos dirigentes, garantindo que “o PSD fará uma oposição responsável, séria e exigente”.

Assumindo a sua residência e o seu voto em Barcelos, Afonso disse que “não precisamos destes tachos para nada”.

Reafirmando que “não pratica a política do vale tudo”, António Afonso confessou, aos terra-bourenses, na despedida do cargo, que “partimos com a consciência tranquila”.»


Texto de Vera Batista Martins, publicado no jornal o “Correio do Minho” em 3-11-2009.