domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa em Terras de Bouro: João Luís Dias é o mordomo na vila

Hoje, a tradição pascal regressou, mais uma vez, ao nosso concelho. Na Balança, o compasso pascal percorreu os caminhos da freguesia para levar a cruz a beijar a todas as casas. O compasso também esteve na casa dos meus pais. Deixo-vos com a beleza da “cruz aparelhada”. Parabéns ao senhor Ernesto, mordomo da Balança!

Amanhã, quem levará a cruz a beijar a todas as casas da freguesia de Moimenta será João Luís Dias, o nosso Poeta da Montanha. O nosso mordomo, com o seu voluntarismo, dará um contributo muito importante para assegurar a manutenção desta festa. Desta vez, não esperamos dele versos e poemas… Apenas, queremos um abraço amigo!
Bem haja!


Gerês Antigo: o cinematógrafo explorado pelo Sr. Marques

Os desbravadores da serra geresiana, com fé e coragem foram vencendo as adversidades, nomeadamente a falta de estrada que só foi concluída em 1855.
Em 1883 já existia o Hotel Maia
“Quanta tenacidade não foi precisa para levar a bom termo obras tão grandes se nos lembrarmos que os materiais vinham em carros de bois e que tirante a pedra, tudo o mais vinha de longe por ínvios caminhos, confiado aos honrados carreteiros de Gualtar e de S. Pedro d’Este. Ainda há uma dúzia de anos os descendentes destes bravos homens faziam as suas derradeiras viagens.
Por 1921 algo de novo se começou em matéria de construções. O Hotel Moderno, com sua fachada de cantaria, dispondo de apartamentos ou, para os designar oficialmente com o SNI, quartos com WC, amplos salões de cinema e dancing.
O buraco que se encheu da ganga dos entulhos, dá a mostrar a grande área que ocupava este Hotel bem mobilado e airoso.
Foi realmente uma grandeza que se transformou numa das misérias. Antes da sua construção, -isto é história antiga que só interessará aos saudosistas", o espaço era todo ocupado por uma série de edifícios como mostra a gravura, reproduzida de uma foto velha de 60 ou mais anos, esses edifícios pertenciam a um dos homens mais dinâmicos que labutaram nesta terra: refiro-me a Francisco Gomes Marques, fotógrafo, tipógrafo, cineasta, arquitecto, um Proteu, um artista que ufanamente se intitulava fotógrafo da Casa Real. Sobejava-lhe o mérito, mas escasseava-lhe a sorte. Em extensa fila, desde o Hotel Ribeiro até ao actual Termas, alinhavam-se esses prédios. Fotografia Nacional do referido, cujos clichés, hoje raríssimos, procura dos com afã pelos «carolas» em assuntos geresianos, acusam o dedo do artista.


O cinematógrafo explorado pelo Sr. Marques
Nesse labirinto de pedra e cal explorava o Sr. Marques o seu cinematógrafo, Com espaçosa sala, e a projecção era manual. Em 1916 vi ali filmes de Madge Kenedy e Dick Talmadge, acompanhados ao piano por D. Berta, filha do empresário. Esta Senhora, actualmente em África há 40 anos, vi-a com seu Marido há pouco.
O cinema era vasto e a energia eléctrica era gerada em turbina construída por este homem infatigável e hábil como poucos. Na tipografia imprimia os programas que mandava distribuir. Era uma distracção tão necessária aos doentes do fígado, e que a Televisão não substitui.”

Gerês Antigo: a mala-posta

“A empresa Zenha & C.ª, foi sucessora da velha mala-posta, da qual me entre lembro, pois a sua chegada ao Gerês é para mim inesquecível.
Chegava ali pelas 22 horas. Era a hora do chá com bolachas, refeição, que nunca há-de acabar de se servir. Seria da guizalhada, do tiro, ou seria das bolachas? Sei que era um acontecimento para todos, a sua chegada. Ficou para sempre gravado na minha memória. É de memória que descrevo esta ocorrência, importante na vida das Caldas.
Após a entrega e recebimento das malas do correio, e dos aparelhamentos para a nova viagem de retorno, lá partia pela meia noite com os que regressavam a suas terras, finda a cura, com destino a Braga, aonde chegava pelas 10 da manhã, sonolenta e cansada.
Que tempos heróicos e que resistência mesmo para doentes do fígado!
Revi-as mais tarde nos filmes do Far-West americano.
As tipóias que se utilizavam para quem não quisesse viajar em comum, e para as excursões à serra, ainda hoje me fazem saudades pois permitem que se aprecie melhor a paisagem, no que nunca tive pressa, e se respire o ar perfumado das colinas. Há em Sintra destes trens assim como em Freudenstadt.

A velha e romântica diligência, na qual ainda viajei, era puxada por 5 cavalos. A meio do percurso - Santa Maria de Bouro - fazia-se a muda dos animais. Existem aí ruínas de um antigo convento cisterciense, onde Link que herborizou por estas paragens, se agasalhou. Conta ele que os frades curiosos lhe estragaram um instrumento científico. Vidé Voyage au Portugal. A 5 km fica N.R Senhora da Abadia.
Nas lombadas de Valdozende o cocheiro pedia aos passageiros que se apeassem para ajudar os animais na prolongada subida. Isto hoje soa a patranha, mas garanto que é verdade."

sábado, 3 de abril de 2010

Inauguração do Parque Nacional Peneda-Gerês, em 11 de Outubro de 1970

Deixo-vos com fotografias deste acontecimento histórico e com algumas das palavras proferidas na cerimónia da inauguração do Parque Nacional Peneda-Gerês, em 11 de Outubro de 1970.


Nesta nauguração, esteve em Terras de Bouro a mais fina flor do Estado Novo. Nesta data, era presidente da Câmara Municipal o Dr. Ferreira, o Fontes Pereira de Melo do nosso Concelho. De facto, o Dr. Ferreira foi, em minha opinião, um dos melhores presidentes deste município, talvez o melhor…

«A inauguração a que V. Exa., Sr. Presidente, acaba de proceder reveste-se da maior importância nacional e inscreve-se nos anseios manifestados em todo o Mundo por governantes, cientistas e técnicos, no sentido de se dar a maior atenção à Protecção da Natureza e dos seus recursos.Na realidade, Sr. Presidente, a alteração do ambiente natural tem-se ultimamente processado de modo a chamar a atenção para os males que o próprio progresso técnico, no decorrer das gerações, acumulou ao desenvolver-se sem respeito pela natureza, e sem atender a todos os factores, que, numa região ou país, e mesmo por todo o globo, têm de ser olhados em conjunto.Existindo, hoje, um melhor conhecimento da interdependência de todos os elementos naturais e humanos, quer sejam estes de ordem económica, social ou cultural, não é possível, sem grave erro, pensar no desenvolvimento duma dada região, sem atentar em todos esses factores.O crescimento industrial ou agrícola, o aumento do turismo, o progresso social e cultural, têm de ser submetidos a um planeamento que vise o ordenamento e o desenvolvimento harmónico de todas estas actividades.A presença do venerando Chefe do Estado nesta inauguração – presença honrosa que do coração agradecemos – demonstra, mais uma vez, quanto interesse lhe merecem as grandes iniciativas nacionais e os graves problemas que afectam a própria humanidade.O Parque Nacional da Peneda-Gerês constitui, sem dúvida, uma realização que há-de marcar uma época, revestindo-se da maior importância nacional e internacional.Ela insere-se, ainda, na linha segura da Conservação da Natureza dos seus recursos, constitui uma fonte de atractivos turísticos e uma reserva de beleza, de tranquilidade e de paz.Na realidade, a conservação da Natureza e dos seus recursos surge como uma necessidade vinculada à ecologia e às ciências naturais, mas também ligada à sociologia, à economia, ao urbanismo, etc.Ela já não interessa só, como há algumas dezenas de anos, um grupo restrito de homens, que então foram olhados como fantasistas e contemplativos, porque os supunham divorciados das realidades humanas, e de certo modo inimigos do progresso. Estes homens de boa vontade foram na verdade pioneiros de um movimento de esclarecimento e procura de solução para as ameaças que o homem tem feito desencadear sobre si mesmo e sobre a Natureza.Este movimento dirige-se, por isso, fundamentalmente, ao homem, para que ele possa viver num ambiente são e propício ao seu bem-estar físico e mental.Quando se interessa por determinada espécie vegetal ou animal em perigo de extinção, quando pretende que uma associação de plantas ou comunidade de seres vivos não seja alterada, quando combate para que a beleza da paisagem não seja desfigurada, quando se opõe ao desenvolvimento anárquico de construções e outras obras, quando pretende eliminar ou pelo menos diminuir a maléfica poluição do ar, da água e do solo, o fulcro da sua acção é ainda o homem.Se podemos dizer que a opinião pública é hoje mais favorável aos princípios da Conservação da Natureza, teremos de reconhecer haver necessidade de uma acção persistente neste sentido. Devemos, de facto, lutar contra a deformação profissional de muitos técnicos, que frequente mente vêm apenas os aspectos parcelares das actividades a que estão ligados, opor o interesse geral aos interesses económicos particulares, que muitas vezes olham só aos próprios lucros imediatos, efectuar os estudos ecológicos e económicos necessários ao bom conhecimento destes problemas e ainda promulgar legislação adequada zelando interessadamente pela sua execução.Foi neste sentido que a Assembleia Nacional aprovou legislação que lhe havia sido submetida pelo Governo, sobre a Protecção da Natureza e dos seus recursos, relativa aos parques nacionais e outros tipos de reserva.Em execução desse diploma, encontramo-nos hoje, volvidos poucos meses, a proceder à inauguração do primeiro Parque Nacional do Portugal Europeu.Grande número de países do mundo têm vindo a colocar sob especial protecção as zonas que ainda não sofreram grandes alterações provocadas pelo homem, e onde é possível encontrar vestígios da vegetação natural e da fauna primitiva, em condições de razoável equilíbrio, de modo a salvá-Ios da extinção a que estariam condenados. Aí se procura manter, para efeitos de estudo e investigação, as comunidades de seres vivos num ambiente natural. São as reservas, quer integrais, quer botânicas ou zoológicas, e onde em geral a entrada só é permitida aos cientistas encarregados de estudar a sua evolução e zelar pela sua manutenção.As zonas mais vastas, que normalmente englobam várias reservas, e onde, como regra, não é permitida a agricultura, a exploração florestal ou mineira, ou as grandes obras de engenharia civil que possam alterar o meio, constituem os Parques Nacionais.Nestas extensas áreas a população pode encontrar o refúgio do bulício da vida moderna, no contacto com a Natureza.Existem no mundo cerca de 1200 parques deste tipo. Alguns localizam-se nas nossas províncias africanas e gozam de reputação mundial.Inicia-se agora a primeira fase de execução deste Parque Nacional, que abrangendo vasta zona serrana, repleta de grande beleza paisagística, possui núcleos de vegetação e espécies animais do mais elevado interesse.Este Parque Nacional reveste-se de grande importância como elemento de valorização turística e destina-se a ter missão primordial nos destinos da conservação de recursos naturais, ao preservar a beleza da paisagem e o equilíbrio da vida animal e vegetal.Ele constitui um primeiro passo na execução da Lei n.º9/70, a que se seguirão outros relacionados com a criação de reservas de vários tipos para preservar, enquanto é tempo, aquelas zonas onde a acção inconsiderada do homem não conseguiu ainda destruir os valores inestimáveis da Natureza.Seja-nos, por isso, permitido formular o voto final de que este Parque constitua uma escola e um símbolo onde se aprenda, na contemplação das suas belezas, quanto respeito deve merecer a preservação dos recursos naturais de transcendente significado para o futuro do homem e da própria civilização.
Palavras proferidas por Sua Excelência o Secretário, de Estado da Agricultura - Engenheiro Vasco Leónidas.
Palavras proferidas por Sua Excelência o senhor Presidente da República Almirante Américo Thomaz:
(…) Disse ser uma obra notável e é-o de facto porque o homem, ultimamente, tem-se esquecido bastante, na ânsia de progresso, da conservação da natureza e isso é muito grave; o homem pode perfeitamente progredir, sem se destruir a si mesmo. (...)





Terras de Bouro prepara-se para as últimas “finais” rumo à Honra

Direcção tenta conciliar resultados desportivos com melhoria das infra-estruturas
Há cinco anos à frente dos destinos da Associação Desportiva de Terras de Bouro, Miguel Rodrigues não parece disposto a descansar enquanto não vir cumpridas algumas metas, por si traçadas, para o mandato de três anos que iniciou no Verão passado.O objectivo inicial do projecto previa a recuperação do clube e a consequente subida de escalões até à divisão de Honra da Associação de Futebol de Braga, no espaço de três anos. Porém, fruto de um excelente campeonato, tal feito poderá ser alcançado já este ano. Nada que surpreenda este dirigente que acreditou, desde a primeira hora, no valor deste plantel.Contudo, antes do plano desportivo, houve um intenso trabalho de recuperação da estrutura do clube, após uma fase complicada para o Terras de Bouro. “Depois de avaliarmos a situação do clube, traçámos uma linha rigorosa para executar de ano para ano. Primeiro, optámos por tratar das questões da logística do clube, trabalhando posteriormente a vertente financeira. Este ano, à semelhança do que acontecia em anos anteriores, tivemos o cuidado de preparar bem a época, no defeso, tendo formado um grupo para andar no grupo da frente”, explicou o dirigente terrabourense.Agora que a posição na tabela classificativa não engana, Miguel Rodrigues não corta as asas ao sonho e admite que o objectivo passa por subir já este ano. Contudo, avisa o responsável da AD Terras de Bouro, avizinham-se verdadeiras “finais” até término do campeonato. “Os resultados estão aí. A época tem-nos corrido bem e, depois do que vimos, acredito que temos todas as condições reunidas para atingir o objectivo da subida. Todos os jogos, agora, são verdadeiras finais e temos que levar a melhor sobre outras quatro equipas”, analisou o presidente do Terras de Bouro. Mas, se a subida ao principal escalão da AF Braga está bem ao alcance de atletas e dirigentes terrabourenses, um posterior passo, rumo aos campeonatos nacionais do futebol, dependerá acima de tudo do empenho de toda a comunidade, num projecto que Miguel Rodrigues quer ver mais próximo das pessoas.“Esta equipa directiva é ambiciosa. Temos um grupo de trabalho de forte entreajuda e não temos medo de traçar objectivos ambiciosos. Contudo, o futuro do clube, depois de uma subida, dependerá sempre das pessoas, do que elas queiram que o clube venha a ser. Nesse sentido, destaco o papel da Câmara Municipal que tem sido impecável no tratamento para connosco”, adiantou o dirigente.
Depois dos balneários, uma nova bancada e vários protocolos
No final deste mandato, Miguel Rodrigues cumprirá sete anos enquanto presidente da AD Terras de Bouro. Praticamente no início de um novo mandato, o dirigente aceitou o desafio do Terras do Homem para traçar um balanço do trabalho feito até ao momento, desvendando um pouco o véu quanto ao futuro próximo.“Penso que, acima de tudo, nestes cinco anos as provas estão dadas. Começamos do zero, temos vindo a crescer e penso que temos conseguido com que as pessoas acreditem de novo no clube, com base num trabalho árduo”, começou por apontar o presidente terrabourense. Na sua opinião, o clube “tem ganho a credibilidade que havia perdido”. É um clube de respeito onde quer que vá”, completa. Por outro lado, lembra, “disse que não sairia do Terras de Bouro sem uns novos balneários e eles aí estão”. “Eu quero que o clube cresça a nível desportivo, mas também quero que cresça ao nível das condições de trabalho”, explicava o dirigente, garantindo que o trabalho não iria ficar por aqui. “Eu nunca estou satisfeito, quero sempre mais”, sublinhava. Assim, desvendou alguns projectos para um futuro próximo e que passam por uma melhoria das infra-estruturas, bem como pelo estabelecimento de algumas parcerias com entidades locais. “Dentro de algum tempo vou trabalhar para que haja uma nova bancada. Quero alargar e melhorar a bancada que já existe, para levar um maior número de adeptos e que lhes proporcione maior conforto”, começou por anunciar Miguel Rodrigues. Além disso, adianta, tentará esta direcção do Terras de Bouro “edificar uma nova sede para o clube”.Por fim, há que “estabelecer protocolos com diversas entidades, nomeadamente com quem gere o gimnodesportivo municipal, para realizar algum trabalho de ginásio com os atletas”. “Além disso, queremos também integrar as piscinas municipais no circuito do parque desportivo que queremos aqui criar”, completou o dirigente.

Camadas jovens – uma aposta para o futuro
Outra das bandeiras desta direcção, que tomou posse para um novo mandato no inicio desta época, foi a forte aposta no desenvolvimento das camadas jovens. Neste sentido, o clube conta já com três formações mais prematuras, embora apenas duas delas – Juniores e iniciados – estejam federadas.Contudo, esta época foi já lançada também uma formação de ‘Escolinhas’, cujos destinos são geridos por Rui Freitas. Por seu turno, os Juniores são ‘trabalhados’ por Pinho – director técnico da AD Terras de Bouro – e ocupam o quarto lugar da II Divisão da AF Braga, mas com menos dois jogos disputados que a maioria das equipas. Finalmente, a formação de Iniciados é comandada por António Tero, a quem Miguel Rodrigues apelida de “pai” ou “irmão”. “Tem sido tudo, uma pessoa verdadeiramente incansável”, garantia o presidente do Terras de Bouro.O objectivo do fomento destes escalões passa por “preparar atletas para alimentar, de futuro, a formação principal”. “Queremos ver se temos, daqui a uns anos, 80 a 90% de jogadores da equipa principal, naturais de Terras de Bouro”, adiantou o dirigente.Assegurando que “a aposta na formação está a correr muito bem até ao momento”, Miguel Rodrigues sublinhou o “trabalho extra que a formação dá”. “Temos um concelho com freguesias muito dispersas. Por exemplo, num concelho mais citadino, se uma equipa jovem precisa de oito ou nove jogadores, aparecem uns 50 candidatos a esses lugares. No nosso caso, para arranjarmos 17 ou 18 atletas para cada escalão é muito complicado”, explicou.“Além disso, exige que dispensemos muito de nós próprios, porque temos que os ir buscar e ir levar, uma vez que muitos moram longe”, completou Miguel Rodrigues.

Treinador confiante num desfecho feliz
Alinhando pelo discurso da equipa directiva, também o técnico Jorge Maia, acredita numa subida ao principal escalão da AF Braga já este ano. “Nós temos todas as condições para subirmos de divisão, mas temos que contar com outras quatro equipas. Há cinco equipas para dois lugares e ainda temos que jogar todos contra todos”, analisou o treinador da AD Terras de Bouro. De acordo com Jorge Maia este “vai ser um campeonato terrível daqui até final”. “Estes últimos meses são fundamentais, vão ser autênticas finais. Quem facilitar fica para trás e é neste momento que se vêm os campeões”, acredita o técnico.Então, qual será a melhor fórmula para atingir o sucesso, já esta época? De acordo com Jorge Maia, tal sucesso só poderá ser obtido com muito suor e trabalho. “Os meus jogadores sabem que têm que trabalhar nos limites. Não há fórmulas de sucesso que não passem pelo trabalho e, neste momento, qualquer distracção pode deitar tudo a perder. Mas estou convencido que os meus jogadores vão responder da melhor maneira”, atirou o técnico da formação terrabourense.De uma coisa não tem dúvidas Jorge Maia, se o Terras de Bouro estivesse já na divisão de honra, teria equipa para caminhar na primeira metade da tabela classificativa daquele escalão. “Na divisão de honra, existe outra qualidade. Contudo, estou seguro de que este plantel, no actual campeonato da Honra, ficava colocado na primeira metade da tabela classificativa. Infelizmente, essa será uma divisão que sofrerá alguns reajustamentos, que aumentará o nível de dificuldade da mesma”, avaliou o técnico, enquanto elogiava as condições de trabalho ao serviço de todos, nas instalações do clube. “Temos condições de trabalho muito boas. Os meus atletas podem contar com o melhor que há”, acrescentou.E a médio prazo, a que poderá aspirar a AD Terras de Bouro? No entender do treinador da formação principal, o melhor é procurar afirmar-se como uma das melhores equipas da região. “O Terras de Bouro deve, acima de tudo, cimentar a sua posição de clube de Honra. É preferível afirmarmo-nos, primeiro, nessa condição, para termos um crescimento sustentado. O nosso objectivo passa por chegarmos à divisão de Honra e realizarmos campeonatos bonitos. Nesse particular, o mais difícil é subir, depois de alcançarmos a subida deverá ser mais fácil mantermo-nos lá”, acreditou o técnico.

Com menos um jogo disputado mantém-se no topo da tabela
AD Terras de Bouro não desarma
A AD Terras de Bouro não cede perante a pressão da UD Vila Chã e mantém a liderança da série A da I Divisão da AF Braga, embora com os mesmos pontos que o segundo classificado, mas menos um jogo disputado.Este domingo, ambas as formações venceram os respectivos encontros da 23ª jornada e continuam igualados no topo da tabela classificativa da Série A, com 54 pontos cada um, e mais três que o Palmeiras, terceiro classificado.Enquanto o Terras de Bouro foi a Dume, vencer o Panoiense, por 3-1, a jogar em casa, o Vila Chã venceu o Alvelos por 1-0.Por outro lado, outra formação terrabourense, O GD Gerês recebeu e goleou a Associação Merlim S. Paio, por 3-0. Com este desfecho, a turma geresiana garante o 6º posto, com 39 pontos.Já a formação da Laje, Vila Verde, não foi capaz de evitar nova goleada, desta feita em casa, frente ao Soarense, por 0-4. A formação vilaverdense ocupa, neste momento, a antepenúltima posição, com apenas 12 pontos obtidos.Na próxima jornada, o líder, Terras de Bouro, recebe a formação do Forjães, ao passo que o GD Gerês se desloca ao terreno do Águias de Alvelos. Finalmente, a Laje recebe o Palmeiras FC.

Autor: Terraimagem 2010/04/01

Vale do Homem está mais limpo

Centenas de toneladas de lixo recolhidas pela mão de um milhar de voluntários
Cerca de 100 mil voluntários, espalhados por todo o país, participaram, em nome da iniciativa ‘Limpar Portugal’, na recolha de mais de 70 mil toneladas de lixo, fazendo de Portugal um ‘jardim’ mais limpo. O Vale do Homem não foi excepção, tendo os grupos de Amares, Vila Verde e Terras de Bouro recolhido centenas de toneladas de resíduos, apesar da participação voluntária ter ficado afectada pelo mau tempo que se fez sentir ao logo do dia 20 de Março. Os resultados obtidos “estiveram de acordo com as expectativas, embora até pudesse ser melhor se o tempo tivesse ajudado”, começou por analisar o coordenador nacional da iniciativa, Paulo Torres, sublinhando que “ao todo, cerca de 100 mil pessoas participaram na iniciativa, tendo recolhido entre 50 a 70 mil toneladas de lixo”. “Só na área de influência da Braval – em que estão inscritos os concelhos do Vale do Homem – foram recolhidos entre 550 a 600 toneladas de resíduos”, acrescentou.Entre os concelhos que mais lixo recolheram contam-se os de Guimarães, Famalicão, Santo Tirso. No fundo, “todo o Norte de Portugal” recolheu várias toneladas de lixo das florestas nacionais. De acordo com Paulo Torres, estes resultados estão intimamente ligados com o facto de serem “zonas de forte concentração industrial”.Considerando que “correu tudo dentro do previsto”, Paulo Torres garante, ainda, que “foi tudo feito nos dias marcados para o efeito”. “Apesar do mau tempo dificultar, por exemplo, a triagem do papelão, entre sábado e terça-feira tudo ficou concluído”, rematou, defendendo que “o mais importante agora é garantir que estas lixeiras continuem vigiadas para que não haja, sequer, necessidade de uma nova intervenção futura”.
Porque não ‘Limpar Amares’?
Confessando-se um coordenador “quase por acidente”, Paulo Gomes, presidente da Junta de Freguesia de Ferreiros e líder do grupo amarense afecto à iniciativa ‘Limpar Portugal’, frisou o papel da vereadora da Educação da Câmara Municipal de Amares, Sara Leite, que se “empenhou muito”, tendo convocado uma reunião com vários presidentes de junta, com vista a uma melhor organização da ‘investida’ em Amares.A Câmara Municipal disponibilizou os meios para recolha dos resíduos, que se deslocaram ao Monte de São Pedro, à Senhora da Paz e a Lago, onde grupos de jovens e de escuteiros locais actuavam. “Também em Prozelo, um grupo de jovens interveio num parque industrial”, descreveu Paulo Gomes.No concelho amarense a estratégia acabou por ser ligeiramente diferente, por força do reduzido número de participantes, tendo-se optado por, faseadamente, ‘atacar’ diferentes lixeiras. “A ideia era juntar apenas um grupo e deslocarmo-nos a cada lixeira”, explicou o responsável de Amares. O caso “mais grave” encontrava-se no Monte da Senhora da Paz, na freguesia de Amares, tendo Paulo Gomes convocado os voluntários para aí actuarem. Ainda assim, neste concelho, existem outros pontos que requerem especial cuidado. São os casos do lugar de Abadia, em Bouro Santa Maria, e de S. Bartolomeu, na freguesia de Santa Marta de Bouro.De acordo com Paulo Gomes, mais importante que a recolha do lixo, em si, foi o “despertar de mentes que a iniciativa provocou”. “Até já abordei algumas individualidades locais para outra questão. Porque não fazermos um ‘Limpar Amares’, começando por actuar junto aos rios?”, interrogou-se o presidente da Junta de Freguesia de Ferreiros.“Tratou-se, essencialmente, de uma iniciativa pedagógica, para que as pessoas tenham mais cuidados no futuro mas, também, para os autarcas locais criarem mais pequenas iniciativas específicas nas suas áreas de influência”, considerou.Assim, “o Limpar Portugal mexeu com muitas consciências”. “Pelo menos por um dia, toda a gente pensou no meio ambiente”, acredita Paulo Gomes, desvendando que já entrou em contactos com a Braval para a instalação de um ‘Ponto Electrão’, na freguesia de Ferreiros, para “recolha de electrodomésticos velhos”, “sensibilizando as pessoas e informando-as de que se deslocam a suas casas, caso assim pretendam para recolher esses mesmos objectos de grandes dimensões”.

Vila Verde recolheu centenas de toneladas de resíduos
Cerca de 750 pessoas estiveram envolvidas, no passado dia 20 de Março, na ‘caça às lixeiras’, no concelho de Vila Verde. O número foi avançado por Paulo Barbosa, coordenador do grupo vilaverdense da iniciativa ‘Limpar Portugal’. Este número leva os responsáveis locais a traçarem um “balanço bastante positivo, uma vez que se registou uma forte adesão das pessoas um pouco por todo o concelho”.“Tivemos também uma forte adesão das juntas de Freguesia e um apoio considerável da Câmara Municipal de Vila Verde, apesar da ausência de apoio logístico pesado”, descreveu Paulo Barbosa. Contudo, foi “a adesão das crianças, das escolas e dos grupos de jovens que se tornou na ‘pedra de toque’ deste sucesso registado”.Até ao momento, ainda não há números oficiais das toneladas de lixo recolhidas por este grupo vilaverdense, até porque “ainda se aguardam os dados, que deverão chegar nos próximos dias, por parte da Euroseparadora e da Braval”. Contudo, “tudo aponta para um número acima das 200 toneladas” de resíduos recolhidas.A Junta de Freguesia de Covas, por sua vez, também “não quis ficar de lado”, tendo-se associado ao movimento ‘Limpar Portugal’. Apesar da forte chuva, reuniram-se dez pessoas que, numa só tarde, conseguiram tirar das bermas da EN 101 mais de 3 toneladas de lixo. Esta experiência “agradou” à Junta de Freguesia e aos restantes participantes, ao ponto de ficar já no ar a ideia de “repetir-se esta excelente iniciativa em toda a freguesia, num dia de sol e antes do Verão”.

Grupo terrabourense dedicou-se ao PNPG
Em Terras de Bouro, a coordenação do grupo, anteriormente a cargo de Paulo Torres – coordenador nacional do projecto ‘Limpar Portugal’ – ficou a cargo de Mota Pires. O grupo terrabourense terá optado por acções mais localizadas, preferindo efectuar limpezas em zonas mais específicas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, até porque “não haveria problemas de maior, com lixeiras de grandes dimensões”.

Autor: Terraimagem 2010/04/01

Agrupamento de Escolas do Vale do Homem: Semana da leitura

Semana da leitura envolveu terrabourenses
De 22 a 26 de Março, decorreu a 'Semana da Leitura' no Agrupamento de Escolas do Vale do Homem. Iniciativa enquadrada nos objectivos do Plano Nacional de Leitura, mormente no fomentar o gosto pela leitura e contribuir para o desenvolvimento literácito dos alunos, visou igualmente aprofundar uma cultura integradora e desenvolver um projecto de de interesse para a comunidade escolar.A Semana da Leitura, iniciativa que se realizou pelo terceiro ano consecutivo, envolveu 25 turmas abrangendo todos os níveis de ensino, do Pré-Escolar ao Ensino Secundário, e possibilitou a exploração de várias obras literárias e a apresentação dum total de dezasseis actividades, na sua grande maioria protagonizadas pelos alunos. Esteve presente uma atora que realizou uma apresentação animada da obra 'O Feitiço da Birra' (para os discentes do Pré-Escolar). Estiveram também presentes dois escritores, a Carmen Andrade com a obra 'Caretas da Lua' (para os discentes do 1º Ciclo), e o José Oliveira com 'O Mundos das Crianças' e 'Contos Serranos e Ribeirinhos' (para os discentes do 2º Ciclo). As atividades decorreram de forma muito positiva, várias delas superaram em muito as expetativas criadas.No dia 26 de Março, a Semana da Leitura esteve aberta a toda a comunidade. Contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Joaquim Cracel, de três elementos da equipa da Direção Regional do Norte do Programa de Novas Oportunidades (Mário Moura, Ana Domingues, Margarida), do vereador Joaquim Afonso, dos meninos dos Centros Sociais de Souto e Covide, de vários encarregados de educação, docentes e assistentes operacionais do agrupamento escolar. O programa deste dia iniciou-se às 15h00 com o Musical de histórias infantis (Branca de Neve e os Sete Anões, A Cigarra a e Formiga, Capuchinho Vermelho, Cinderela) encenado exemplarmente pelas dezoito formandas do Curso de Educação Formação de Adultos de Animação Sócio Cultural, por quatro alunas do 6ºB e por sete alunos do Jardim-de-Infância de Moimenta.Seguidamente decorreu a actividade 'Dar voz à Poesia … contra a indiferença', na qual a leitura de poesias, sobre temáticas actuais (discriminação sexual, racismo, ambiente, bullying, …), por 22 alunos do 8º e 10º anos, acompanhados de música e de imagens, cativou a atenção de todos pelas mensagens transmitidas e pela forma da sua apresentação sendo notório o agrado dos presentes. A excelência desta atividade mereceu o convite por um dos elementos presentes da DREN para a sua apresentação em iniciativa a ocorrer em Braga.


Autor: Daniel Ribeiro - 2010/04/01

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Campo do Gerês, uma das 17 freguesias do concelho de Terras de Bouro

Contexto Histórico-cultural: Campo do Gerês, antiga paróquia medieval, padroado real e, talvez pelo seu orago protector S. João Baptista, foi considerada por clássicos como comenda dos Cavaleiros do Templo. Nos tempos medievos, integrou-se S. João de Campo na circunscrição administrativa da “Terra de Bouro”, que segundo as Inquirições de 1220 aglutinava cerca de 70 freguesias.Trata-se de um território de importância histórica constatada pela sua posição excêntrica e raiana, pelas suas tradições comunitárias arcaicas e pelas suas antiguidades arqueológicas. Situada na margem esquerda do rio Homem, em plena Serra do Gerês e no extremo NE do concelho de Terras de Bouro, confronta com a não menos antiga paróquia de Covide, com o concelho de Ponte da Barca e com a vizinha Galiza. Templário ou não, é povoado antigo com certeza porquanto são inúmeros os achados que testemunham uma arcaica, persistente e contínua ocupação humana do seu território, desde tempos pré-históricos até hoje, como evidenciam os túmulos megalíticos, também conhecidos por mamoas da Bouça da Chã, de Fundevila e da Bouça do Cruzeiro, ou como testemunha o Castro de Calcedónia.Instalado na vertente sudoeste do relevo da Picota, a uma altitude média de 630m, o lugar do Assento, principal núcleo populacional da freguesia de Campo, apesar dos excelentes exemplares de arquitectura rural de montanha que ainda exibe, encontra-se já bastante alterado na sua malha original. Iniciou-se aqui, nas décadas de setenta e oitenta, como aliás no resto do país, a vaga de construção menos tradicional, constituindo uma alteração sentida quer ao nível dos materiais, estrutura e volumetria, quer na implantação dos edifícios, extravasando estes, por vezes, os limites interiores do tecido do povoado, ocupando lenta, mas inabalavelmente, terrenos de cultivo ou bosquetes marginais à estrada. Aqui e ali, ainda se descortinam, por entre os arruados estreitos, alguns canastros com as suas cruzes cimeiras, ou algumas varandas com madeiramentos costumeiros, abertas ao logradouro. A Igreja matriz de Campo do Gerês, que teria sido edificada com materiais remanescentes do templo anterior, apresenta sobre a sóbria fachada, ao centro, um pequeno campanário e nas empenas tem as cruzes floreteadas da via sacra. Dentro, além do altar-mor, tem os colaterais de Nossa Senhora do Rosário, do Coração de Jesus, de Jesus Crucificado e o de Nossa Senhora de Lurdes.

Lugares da freguesia: Assento, Bairro da EDP, Carvalhal, Cerdeira, Fejôgo, Fundevilla, Geira, Parede Nova.
População Residente: 181 habitantes
Colectividades: Associação Recreativa e Cultural do Campo, Clube Caça e Pesca; Associação ASAS LIVRES, Associação A FURNA – Antigos habitantes de Vilarinho das Furnas; Conselho Directivo do Baldio de Vilarinho das Furnas/Campo do Gerês e Junta de freguesia.
Equipamento/Infra-estruturas sociais e educativas: Escola do 1º ciclo de Campo do Gerês, Centro Cultural e Museu Etnográfico de Vilarinhos da Furnas.
Animação Cultural: Trilho Pedestre Águia do Sarilhão com a duração de 3 horas e com a distância de 9 km, tendo como ponto de partida /chegada o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas.
Festas e Romarias: S. João, festa do Senhor de Có-de-Seda (Junho/Julho) e Senhora da Conceição (8 de Dezembro).
Património Histórico-cultural: A via Nova do itinerário Antonino, vulgo Geira romana, franqueia todo o território da aldeia, com passagem pelas milhas XXVII, XXVIII e XXIX .O Cruzeiro de Campo mantém como fuste, um monólito cilíndrico epigrafado, marco romano que assinala a milha XXVII e que refere o imperador Décio (249-251). É Monumento Nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.Trincheira de Campo, é referida pelo Abade Custódio José Leite nas memórias paroquiais de 1758 “ Nam hé freguesia murada, tem sim hum muro na casa da Guarda chamado o Corpo da mesma Guarda, e outros lhe dão o nome de trincheira, reparado há pouco tempo e este he o lugar onde os concelhos de Terras de Bouro, Santa Martha de Bouro, Couto de Souto fazem o seu Corpo de guarda; Não tem torres, nem castellos, porém próximo ao dito muro distancia de meyo quarto de legoa se achão penhas de bravos penedos tam fortíssimos e inexpugnáveis à maior violencia dos inimigos e logo ao pé da mesma trincheira está huma casa que serve de recolhimmento aos que guardão a passage...”. Sobre a Fraga do Sarilhão P.e Matos Ferreira, em 1728, conta no seu livro Thesouro de Braga: “Deste sítio, olhando para parte direyta, se via o ninho onde alguas Águias-reais criam os seus filhos; fica distante da Geyra perto de hua milha, no sítio que chamão Costa do Sarilhão, onde está hua montanha muyto áspera, vestida de muytas árvores, de diversas qualidades...”.
Actividades económicas: Agro-pecuária, construção civil, comércio, Empresas de animação Turística, Pousada, Parque de Campismo, Casas TER.

Fonte: A. Lopes Oliveira e Câmara Municipal

Carvalheira, uma das 17 freguesias do concelho de Terras de Bouro

Contexto Histórico-cultural: Paraíso deslumbrante de verdes e de castanhos, de salgueiros e de carvalhos, que guarnecem toda a encosta em que a freguesia se estende, à margem esquerda do rio Homem e à direita da ribeira Rodas (Oliveira, 1971). Desde tempos remotos que pertenceu ao Concelho e Julgado de Terras de Bouro, tendo sido anexada ao Concelho de Amares entre 1985 e 1989, data em que voltaria a reintegrar-se a Terras de Bouro.
O nome Carvalheira vem de querqus, palavra latina, que significa carvalho. Segundo João de Barros, em “Antiguidade de Entre Douro e Minho”, parece ter a sua origem numa cidade romana de Aquaequerquenae. Os querquenos seriam brácaros ou lusitanos, que se fixaram nos montes geresianos.
A igreja matriz tem como orago S. Paio e foi Abadia de apresentação da Diocese Bracarense (Oliveira, 1971). Na actualidade, a matriz situa-se no aglomerado habitacional do lugar do Assento, com a capela-mor azulejada, revestida de pinturas no seu interior.
A freguesia contempla outros nichos religiosos, como as ermidas de S. Caetano, do ano de 1590, S. Pedro, no lugar de Cabaninhas, S. Sebastião, no lugar de Infesta, Sta. Bárbara, em Ervedeiros. No Alto das Mós ergue-se a capela consagrada ao Coração de Jesus, de construção do ano 1911/12.
Duas capelas estão enquadradas em quintas particulares, sitas no lugar de Paredes.
Lugares da freguesia: Assento, Cabaninhas, Ervedeiros, Infesta, Paredes e Quintão.
População Residente: 448 habitantes. Colectividades: Associação Desportiva e Recreativa de Carvalheira, Banda Musical de Carvalheira, Conselho Directivo dos Baldios do Assento e Quintão, Grupo Folclórico de Carvalheira e Junta de Freguesia.
Equipamento/Infra-estruturas sociais e educativas: Junta de Freguesia e Centro Cultural.
Festas e Romarias: S. Sebastião (Janeiro), S. Paio (Junho), S. Pedro (Junho), Bom Jesus das Mós (Junho), S. Caetano (Agosto), Senhora do Rosário (1.º Domingo de Outubro) e Santa Bárbara (Novembro).
Património Histórico-cultural: Aldeia tradicional de Paredes, Capela e miradouro do Bom Jesus das Mós.
Actividades económicas: Agro-pecuária, construção, comércio, restauração, bar, artesanato e animação turística e educativa.

Fonte: A. Lopes Oliveira e Câmara Municipal

Covide, uma das 17 freguesias do concelho de Terras de Bouro

Contexto Histórico-cultural: Situada na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, a freguesia de Covide apresenta um admirável legado patrimonial, comprovado pelos vestígios ainda bem presentes no território geográfico.
Povoação bastante antiga, pela existência da cidade de Calcedónia, segundo opinião de muitos historiadores. O que é certo, continuam a registar-se achados de permanência romana através da “Geira” e dos seus marcos miliários. Há ainda ruínas que nos dão indicativos dos lusitanos possuírem ali uma atalaia, como ponto estratégico militar. Outro sinal de antiguidade é o aparecimento de diversos objectos de cerâmica ali encontrados.
A veiga da Santa, em Covide, clareia entre o casario de muitas gerações e a sombra de bosquetes de carvalhal sobrevivente. Recordam-nos estes sítios as memórias piedosas do dealbar do cristianismo, cristalizadas aqui no martírio e no milagre da Santa Eufémia.

A Matriz, com orago de Santa Marinha, é uma construção com cerca de 4 séculos que apresenta um altar de estilo renascentista.

Do conjunto de nichos religiosos sobressai a capela do Calvário, construída no ano de 1887, dedicada ao Senhor dos Desamparados e à Senhora das Angústias. A capela de Santa Eufémia, provavelmente edificada no século XVII, apresenta um altar de estilo renascentista. Existe, ainda, a capela de S. Silvestre, em Freitas e N.ª Senhora dos Remédios pertencente à propriedade da chamada “Casa da Venda”.
No enquadramento do património histórico faz-se referência ao cruzeiro do Outeiro do Rei, ao Penedo de Santa Eufémia, ao Cruzeiro de Sá, à Casa do Passadiço e à Casa do Latim.
Lugares da freguesia: Calvário, Carreira, Cruzeiro, Freitas, Fujaco, Igreja, Reconco, Sá, Sesta, Sobreira e Varzias.
População Residente: 406 habitantes.
Colectividades: Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Covide, Associação Pedras Brancas, Fundação para o Desenvolvimento Rural, Calcedónia, Conselho Directivo do Baldio, Clube de Caça e Pesca “Calcedónia”, Centro Cultural e Junta de Freguesia.
Equipamento/Infra-estruturas sociais e educativas: Escolas do 1º ciclo de Covide, igreja e Freitas, Centro de Dia e lar, ATL e Jardim de Infância. Junta de freguesia.

Animação Cultural: Trilho Pedestre da Cidade da Calcedónia com a duração de 4 horas e com a distância de 7 km, tendo como ponto de partida/chegada o Lugar do Calvário.
Festas e Romarias: Senhora dos Bons Caminhos (Agosto), St.º António (15 de Junho) Santa Eufémia (Setembro) e S. Silvestre (Dezembro).
Património Histórico-cultural: Destaca-se o mítico sítio arqueológico popularmente conhecido por fraga da Cidade ou do Quelhão e que os eruditos seiscentistas imortalizaram com o pomposo e clássico topónimo de Calcedónia. Um povoado fortificado da Idade do Ferro com provável ocupação romana, encantado por lendas velhíssimas, que representa ainda um observatório de uma envolvente paisagística notável. De entre várias estruturas avultam aqui os vestígios da presença romana relacionados com a VIA.NOVA.A BRAC., que ligava Braga a Astorga, a via militar nº 18 do Itinerarium Antonini.
Actividades económicas: Agro-pecuária, construção civil, comércio, artesanato, Fundação Calcedónia, alojamento na modalidade de turismo no espaços rural.


Fonte: A. Lopes Oliveira e Câmara Municipal

Rio Caldo, uma das 17 freguesias do concelho de Terras de Bouro

Contexto Histórico-cultural: Esta freguesia descortina-se entre a paisagem montanhosa de S. Isabel do Monte e espelha-se nas águas da Albufeira da Caniçada, conferindo uma fisionomia paisagística de extrema beleza.
O seu nome teria sido proveniente do rio Caldo, mais quente que a temperatura da água do outro, o Freitas, que corre lá de cima, nas termas, formando-se, então, o étimo de caldo, do latim caldus ou calidus.

A igreja foi abadia de apresentação da Mitra Bracarense e Comenda da Ordem de Cristo. Esta matriz tem o seu orago S. João Baptista, trata-se de um bom templo, com talha de estilo da Renascença.
Das ermidas existentes destaca-se S. Cristóvão, no lugar de S. Pedro, Santa Luzia em Matavacas e S. Bento no lugar de Seara.

O belo templo de São Bento da Porta Aberta e a nova Cripta atribuem uma notoriedade religiosa ao local. Este santuário é venerado por milhares de devotos ao longo do ano, concentrando com maior afluência em Julho e Agosto em que se celebra a festa litúrgica de São Bento.
Lugares da Freguesia: Assento, Cadaval, Corujeira, Coutinho, Crasto, Granja, Leira-Chã, Lijó, Matavacas, Outeiro, Parada, Paredes, Pedreirinha, Peso, Quintão, S. Pedro, Seara e Torre.
População Residente: 996 habitantes.
Colectividades: Grupo Desportivo Recreativo e Cultural de Rio Caldo e Conselho Directivo do Baldio de Rio Caldo e Junta de Freguesia.
Equipamento/Infra-estruturas sociais e educativas: Escola EB2,3/S de Rio Caldo, Escolas do 1º ciclo de Rio Caldo (Seara e Paredes), Jardim de Infância, ATL, Centro Social, Cruz Vermelha, extensão do Centro de Saúde e Junta de freguesia.
Animação Cultural: Trilho Pedestre de S. Bento com a duração de 4 horas e com a distância de 10,5 km, tendo como ponto de partida/chegada o Lugar da Seara.
Festas e Romarias: S. Bento da Porta Aberta (Julho e Agosto), S. António (15 de Junho), S. Cristóvão (Julho) e Santa Lúzia (Dezembro).
Património Histórico-cultural: Os fornos de carvão ou furnas, construções adaptadas para o fabrico de carvão, a partir da utilização de lenha de carvalho, medronheiro, urze e carqueja.
Domingos M. Silva refere “As montanhas nunca deixarão de desempenhar um papel preponderante na história universal dos povos; além do carácter que imprimem no modo de ser de seus habitantes, elas promovem as suas odisseias, as suas emigrações, como a sua permanência e fixação, as suas lutas e a sua fortaleza”.
O fojo do lobo representa em terminologia venatória, uma armadilha de caça defensiva e de captura do lobo.
As estruturas dos fojos revelam-se na paisagem em formato W, que se abrem e fecham para encostas divergentes, de Freitas e da serra de Rio Caldo, perfazendo dois fojos (Rio Caldo e Freitas).
O Centro Náutico e a Marina de Rio Caldo, o Santuário do São Bento da Porta Aberta constituem espaços culturais de grande atracção turística.
Actividades económicas: Agro-pecuária, comércio geral, restaurantes, Pensão, espaço TER, hotelaria Adega Regional, Centros de Venda de Artesanato, empresas de animação, espaços recreativos (Centro Náutico), empresas de animação, agência multibanco, carpintaria, construção civil, entre outras.

Fonte: A. Lopes Oliveira e Câmara Municipal

Valdozende, uma das 17 freguesias do concelho de Terras de Bouro

Contexto Histórico-cultural: Teria a sua proveniência na palavra Baldosendi. No seu enredo histórico, manifesto nas Inquirições de 1220, trata-se de uma terra onde a nobreza fez assento “in este termo de Baldocendi lavram omees que se chamam por de Couto da Paradela et de Vilar, erdados unde aviam de fazer foral Rey (...)” (A. Lopes Oliveira, 1991).
Da sua antiguidade denuncia-se, ainda, vestígios a marcar as legiões que passaram nesta freguesia, sobretudo pelas fortificações castrejas.

O Cávado margina o território de Valdozende, onde se estende a albufeira da Caniçada até à vizinha freguesia de Rio Caldo.
A Igreja matriz, com orago de Santa Marinha, caracteriza-se de um templo amplo, de arquitectura simples. Foi abadia de apresentação de Santa Marta de Bouro e da Mitra de Braga.



Das capelas existentes no território menciona-se a de S. Tomé e S. Caetano.
Lugares da Freguesia: Assento, Chamadouro, Paradela, Vilar-a-Monte e Vilarinho.
População Residente: 704 habitantes.
Colectividades: Grupo Cultural, Desportivo, Recreativo e Cultural Juventude de Valdozende, Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Paradela, Grupo de Cantares Trevo Alegre, CAT – Clube Alegria do Trabalho, Cooperativa Agrícola de Valdozende e Conselho Directivo do Baldio.
Equipamento/Infra-estruturas sociais e educativas: Escolas do 1.º ciclo de Valdozende (Paradela e Assento), Instituição Particular Solidariedade Social, Igreja Metodista e Junta de freguesia, com brasão.

Festas e Romarias: Santa Marinha (Julho), S. Caetano (Agosto) e S. Tomé de Paradela (Junho)
Actividades económicas: Agro-pecuária, comércio geral, restaurantes, centro de venda de artesanato, zona de lazer fluvial, carpintaria, construção civil, complexo de lazer (piscina, bar e parque) central de hidroeléctrica, empreendimento na modalidade de turismo no espaço rural.


Fonte: A. Lopes Oliveira e Câmara Municipal

Vilar da Veiga, uma das 17 freguesias do concelho de Terras de Bouro

Contexto Histórico-cultural: Em constituição é a freguesia mais recente do concelho, dado que foi erigida no século XVIII, e só em 1855 integrou-se na constituição territorial de Terras de Bouro. Terá nascido de uma “quinta” burguesa no século XIII, como referem as Inquirições de 1258.
Vilar da Veiga está localizada na margem Sul da serra do Gerês e separada da freguesia de Rio Caldo pelo rio Gerês, o afluente do rio Cávado, que a delimita a Sul.
À semelhança da existência da freguesia, a Matriz é uma edificação recente, com altar-mor e os colaterais em estilo Barroco, sendo o orago Santo António.

Do conjunto de capelas surge em invocação a S.ª das Angústias e S.ª da Saúde, no lugar de Vilar, Santa Marinha, na Ermida e capela de Santa Eufémia, nas termas que funcionou como capela real, mandada edificar por D. João V. Lugares da Freguesia: Admeus, Algueirão, Arnaçó, Assureira, Bairro, Caldas do Gerês, Chã da Ermida, Ermida, Loureiro, Meia Légua, Pedrogo, Pereiró, Portela do Fojo, Romão, Verdesca e Vidoeiro.

População Residente: 1528 habitantes
Colectividades: Associação Clube Frente Cultural de Vilar de Veiga, Associação Lírios do Gerês, Grupo Desportivo do Gerês, Conselho Directivo do Baldio da Ermida e de Vilar da Veiga e Cruz Vermelha e Junta de Freguesia.
Equipamento/Infra-estruturas sociais e educativas: Escolas do 1.º ciclo do Gerês, de Pereiro, de Admeus e de Ermida, Jardim de Infância, Centro Social com ATL e Centro de Dia e Junta de Freguesia.
Animação Cultural: Feira Semanal (sextas-feiras).
Festas e Romarias: Santo António (Junho), S. José (Março), Santa Marinha (Julho), Senhora da Saúde (1.º domingo de Agosto) e Santa Eufémia (3.º domingo de Agosto).

Património histórico-cultural: Termas do Gerês, Parque Nacional da Peneda-Gerês, Parque Tude e Sousa, Miradouros da Pedra Bela e da Junceda, Cascata do Arado, Penedo da Freira e Portela do Homem.No ano de 1942, Tude de Sousa, procura legitimar a descrição das belas paisagens das Caldas do Gerês “E não só às Águas foram atribuídos esses estudos, como igualmente o foram à Serra, que é uma maravilha na paisagem portuguesa e que assegura uma riqueza sem limites na variedade e interesse peculiares da sua fauna, da sua flora e de toda a sua constituição, a pontos de o Gerez contar, como nenhuma outra estância e como poucas ou talvez nenhuma outra região do país, mesmo das mais privilegiadas, uma extensa e variadíssima bibliografia (...)”.
Actividades económicas: comércio geral, restaurantes, pensões, espaço TER, hotelaria, adega regional, bar e discoteca, centros de venda de artesanato, posto de turismo, centro de animação termal, delegação do PNPG, empresa de animação, associação para a cooperação entre baldios, espaços recreativos, instância termal, agências bancárias, agro-pecuária, carpintaria, construção civil, entre outras.

Fonte: A. Lopes Oliveira e Câmara Municipal

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Arcos de Valdevez recebe municípios do Parque Transfronteiriço Gerês-Xurês

Teve lugar ontem, dia 30 de Março, na Casa das Artes concelhia uma reunião com todos os municípios abrangidos pelo Parque Transfronteiriço Gerês-Xurês.
Este encontro teve como principais objectivos discutir os projectos propostos na declaração de Lindoso; a metodologia a implementar para que estes cheguem a "bom porto", nomeadamente, desenvolvendo contactos com a Junta da Galiza e o Governo de Portugal, e ainda avançar com a materialização dos objectivos.
Uma das questões na qual o plenário incidiu bastante nesta reunião presidida por Francisco Araújo, presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Rui Solheiro, presidente da Câmara Municipal de Melgaço e Plácido Alvarez Dobaño, alcaide do Concello de Muiños e vice-presidente da Deputación de Ourense, foi a construção ou não das Portas do Parque no Xerês, para a formação de uma rede com as do lado português que englobe a animação e gestão conjunta das 11 Portas do Parque Gerês-Xurês.
Visto o lado galego afirmar não ter recursos suficientes para a construção de uma Porta em cada concello e esse investimento, possivelmente, não se justificar devido à proximidade de todas as localidades, ficou decidido que estes terão de analisar que tipo de infra-estruturas querem, onde as localizarão, quantas serão, bem como as suas principais características para que, juntamente com os municípios portugueses, possam chegar a um consenso e avançar com as candidaturas a realizar e o valor a investir.
O ponto referente à oferta conjunta de alojamento ficou já decido neste encontro, tendo sido avançada a hipótese da ADERE-PG - Associação de Desenvolvimento das Regiões do Parque Nacional Peneda Gerês criar uma página na internet em galego com todas ofertas disponíveis no território do Parque.
Outra das questões que os concelhos galegos terão de analisar será a possível intervenção nas suas aldeias de montanha, com o objectivo de as dotar de condições para o turismo rural e para serem energeticamente autosustentáveis - projectos que já têm vindo a ser implementados em localidades portuguesas e que Francisco Araújo adiantou serem realizados no âmbito do projecto Líderes. Segundo o autarca, "os habitantes aproveitam os apoios para a reconstrução das fachadas das suas casas, dando um aspecto rural às localidades, e as autarquias intervêm no espaço público, sendo que as entidades promotoras ficam ainda com o encargo de divulgar as habitações nos sites da autarquia, bem como em brochuras promocionais".
Já em relação ao ponto referente ao Empreendedorismo Verde, Juvenal da Silva Peneda - secretário executivo da CIM, adiantou que este será aquele que terá mais capacidades para avançar. Com ele pretendem levar a cabo o programa Eco-Biz Gerês-Xurês - Programa Transfronteiriço de Eco-Negócios Inovadores, com o qual se ambiciona apoiar a geração e o desenvolvimento de iniciativas empreendedoras, orientadas para o desenvolvimento sustentável do território. Este programa integrará a realização de concursos de ideias de Eco-Negócios, oficinas Empreendedoras e a Pré-Incubação.
Ainda em relação a este ponto, Francisco Araújo falou da realização de Feiras no Parque Transfronteiriço. O autarca adiantou que a ideia será fazer uma apresentação gourmet dos produtos a vender - "ver o tradicional e local e transformá-lo ao nível da modernidade".
Foram ainda discutidas questões relacionadas com o Plano de Marketing territorial, o qual se dirigirá especialmente para o público de Madrid e Lisboa, já que ao se tratar do único Parque internacional tem condições para ser "vendido" correctamente nas duas capitais, e, ainda a possibilidade de se elaborar e submeter à 2ª convocatória do POCTEP um projecto de gestão e promoção conjunta do Parque Transfronteiriço Gerês/Xurês.
Em suma, na próxima reunião, a realizar no próximo dia 27 de Abril em Melgaço, os presidentes da Câmara e alcaides espanhóis já terão de ter decidido quais os projectos a implementar e como, para haja uma estimativa orçamental, e em Maio possam submeter as candidaturas ao Interreg - programa de Iniciativa Comunitária da CE, financiado pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).


Fonte: Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez