quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Festa das colheitas animou Valdozende

A comunidade evangélica da Igreja Metodista, em Valdozende, voltou a reunir-se para celebrar mais uma edição da 'Festa das colheitas' daquela localidade, uma iniciativa que tem como pontos altos o cortejo e leilão de oferendas (lenhas, madeiras, produtos agrícolas e segredos caseiros), na tarde de domingo.
Realizada, todos os anos, no segundo domingo de outubro, esta 'Festa das Colheitas' arrancou na noite de sábado, com os sons populares a levarem grande animação à comunidade do lugar do Assento.
A iniciativa foi organizada por um grupo de 12 pessoas, que compõem a comissão de festas e que trabalham ao longo de todo o ano para que se volte a cumprir a tradição. Ao longo dos meses que antecedem a festa, vendem doces, carnes, etc, para angariar os fundos necessários.
De acordo com o Pastor Dinis Emanuel, esta é “uma dinâmica que ultrapassa o mero envolvimento de uma aldeia e que envolve também gentes de parte da região em que está inserida a comunidade”. No seu entender, “é de assinalar que, apesar da crise que afeta grande parte das famílias, as pessoas continuem a manifestar uma enorme solidariedade para vir à festa e contribuir com o que podem”. “Denotam um forte apego à terra e ao seu pastor”, considerou.
No domingo, realiza-se então o cortejo de oferendas. O dia arranca bem cedo, pelas 9h00, com o culto de Ação de Graças pelas ofertas, que antecede a apresentação etnográfica e o cortejo de produtos, propriamente dito. Posteriormente, esses mesmos produtos são leiloados. Os fundos revertem a favor da Igreja Metodista e revelam-se parte significativa do seu orçamento anual.
Já ao final da tarde, o festival de folclore devolve a animação popular àquela aldeia da Freguesia de Valdozende, encerrando mais uma edição da 'Festa das Colheitas'.
De referir, ainda, que a nova comissão de festas já trabalha para preparar a edição de 2013.
Fonte: Terras do Homem, em 25-10-2012

Dia do Município envolto em cultura e tradição

Como já vem sendo hábito, o Dia do Município, em Terras de Bouro voltou, este ano, a ser comemorado numa jornada repleta cultura e de fomento das tradições locais. A outorga da Carta de Foral, de 1514, pelo rei D. Manuel I começou a ser assinalada com um hastear das bandeiras do município ao som do grupo Orfeão de Terras de Bouro, que brindou os presentes com alguns dos seus temas mais conhecidos.
Pouco depois, a Câmara Municipal, em parceria com jornal ‘Poetas & Trovadores’ e a Associação de Escritores Minhoto-Galaicos ‘CALIDIUM, apresentou duas novas obras literárias, inspiradas nas belezas do concelho. ‘Lendas e Contos Tradicionais - Terras de Bouro em Textos e Contextos’, da autoria de Jacinta Correia e ‘Gerês - 10 Anos de Poesia, Antologia dos 10 Encontros Nacionais de Poetas realizados no Gerês’, uma edição do município, foram os livros tornados públicos pela primeira vez.
A tarde, essa, feita de tradições, ficou marcada pela desfolhada tradicional e pelos sons do folclore. Não faltou, claro está, o vinho verde nem o porco no espeto. A ‘Tarde das Tradições Rurais’ foi uma organização da Associação Turística da Aldeia Comunitária da Ermida.
As comemorações encerraram, já pela noite dentro, com um grande concerto da banda Musical da Carvalheira, na Igreja de Moimenta.
De acordo com Joaquim Cracel, a publicação de obras literárias no Dia do Município acaba por ser importante para a “preservação da história do concelho e da sua cultura, do seu património imaterial, a sua tradição”. “Assumimos, desde a primeira hora, esta missão de engrandecer o nosso concelho como um dever e como uma honra. E consideramos que o Dia do Município, dia das nossas raízes, é a melhor ocasião para o reforço do nosso património artístico, histórico e cultural. Em tempos de dificuldades económicas, podemos e devemos cancelar ou adiar obras que não sejam estritamente necessárias e alterar projetos de modo a torná-los menos dispendiosos. Mas não podemos esquecer ou adiar a divulgação da nossa história, da nossa cultura e da nossa arte”, comentou o edil, considerando que, ao publicar estes dois livros, “a Câmara Municipal contribui decisivamente para o engrandecimento do concelho”.
No que diz respeito à tradicional desfolhada, realizada no período da tarde, em pleno coração do Gerês, Joaquim Cracel defende que “não poderia haver melhor maneira de celebrar Terras de Bouro que não fosse lembrando e assinalando as suas profundas raízes rurais”.
Fonte: Terras do Homem, em 25-10-2012

Entrevista ao presidente da Associação de Treinadores de Futebol do Vale do Homem

“O futebol de formação não deve ser olhado como o futebol sénior em miniatura”
Com cerca de seis meses de existência, a Associação de Treinadores de Futebol do Vale do Homem tem-se afirmado como um elemento aglomerador dos interesses destes agentes amadores do futebol regional. A caminho dos 50 treinadores associados, esta instituição tem promovido uma série de debates e reflexões sobre os vícios e as oportunidades do futebol na região.
Para o futuro próximo, um dos projetos em cima da mesa passa pela realização de ações de formação ao nível do Grau I e Grau II de treinador, que vai possibilitar aos amantes de futebol da região o acesso a conteúdos e conhecimentos iguais aos dados nos cursos de treinador do IDP.
Em entrevista ao Terras do Homem, o presidente da ATFVH, José Maia, traça um balanço destes primeiros seis meses e perspetiva o futuro da Associação.
José Pedro Maia Pereira nasceu em 1978 na freguesia de Goães, Amares.Cedo despoletou para o desporto, particularmente para o futebol, com um percurso de formação que passou pelas escolas do SC Braga, continuando depois, já como sénior, no Montalegre e, finalmente, acabou precocemente a sua curta carreira, no clube do seu coração, onde atualmente exerce as funções de treinador do escalão de Sub/19, o FC Amares.
Terras do Homem: Como idealizou o projeto que levou à criação da ATFVH e o que transporta através dele?
José Maia: Desde a minha infância, o futebol sempre teve um significado de extremo destaque. Não posso esconder que é uma das minhas grandes paixões. Infelizmente, por motivos de lesões reincidentes, vi-me obrigado a abandonar a carreira de futebolista precocemente. Contudo o futebol é um mundo onde podemos assumir outros papéis, e dar continuidade a essa paixão.
TH: Ser treinador não era suficiente? Porquê abraçar ainda este projeto?
JM: A classe de treinador amador em Portugal é completamente desconsiderada pelas entidades responsáveis. No passado fazia-se o curso, mediante o pagamento de quantias avultadas e a partir desse momento terminava-se a formação, portanto não existia formação continua. Mais recentemente, as competências de lecionar cursos de treinador passaram para o Instituto Português do Desporto, o qual idealizou um projeto, a meu ver inexequível e com custos incomportáveis pelo cidadão que irá desenvolver a atividade de treinador de futebol amador.
Em diversos momentos senti que estou sozinho no meu crescimento individual como treinador e sozinho facilmente sou derrubado e dificilmente posso crescer. Por isso entendi juntar um grupo de pessoas com as mesmas ideologias, que possuíssem grande paixão pela área e, através da partilha de conhecimento e do associativismo, pudéssemos ser mais fortes na atividade que desenvolvemos. Assim surgiu a ATFVH.
TH: Ao fim de meio ano de trabalho, a Associação vai denotando uma dinâmica interessante. Como conseguem manter-se tão ativos?
JM: Deve-se fundamentalmente à qualidade da equipa que me acompanha, pois todos são jovens que têm ambições e têm o direito de sonhar alto, portanto neste projeto vêm uma excelente possibilidade de exponenciar as suas capacidades e divulgar a sua existência. Quanto mais fizermos pelos outros, certamente mais dividendos individuais retiraremos deste projeto.
TH: Como estão os treinadores da região a acolher este projeto?
JM: Creio que dificilmente poderia estar a correr melhor. Estipulei que, até ao final do ano de 2012, a ATFVH deveria atingir os 50 sócios e, até ao momento, já temos 46. Por isso, não poderia estar mais satisfeito.
TH: Que projetos futuros pretendem colocar no terreno?
JM: Essencialmente, creio que o futuro tende a ser melhor. O mais difícil foi criar, idealizar e cimentar a ATFVH, agora é dar continuidade com novos projetos, tentando sempre aumentar o número de associados, pois são eles que aumentam o nosso poder e responsabilidade. Temos aí a chegar um projeto inédito que é o projeto de Ações de Formação ao nível do Grau I e Grau II de treinador, que vai possibilitar aos cidadãos da região e de fora o acesso a conteúdos e conhecimentos iguais aos dados nos cursos de treinador do IDP.
"Há valores, entranhados nos agentes desportivos da nossa região, que são desonestos e desajustados para com as crianças e os jovens"
TH: Uma das vossas fortes apostas passa pela realização de debates e seminários reflexivos sobre os problemas do futebol regional. Porquê essa luta?
JM: Disse muito bem, essa “luta”, porque efetivamente há valores que estão entranhados nos agentes desportivos da nossa região, designadamente dirigentes e treinadores, que considero desonestos e desajustados para com as crianças e os jovens. Não falo de cor, não especulo absolutamente nada e não tenho medo de o afirmar. Tenho uma paixão particular pela área da formação de jovens jogadores e, a partir deste princípio, não admito a ignorância e o desrespeito no treino com estes seres em particular crescimento físico, psicológico e social.
TH: Em que se fundamenta essa análise?
JM: Nos últimos três anos tenho estado no terreno, na qualidade de treinador de jovens, e naturalmente que vou vivenciando pensamentos, ideologias e metodologias. Após uma séria análise, o testemunho recai sobre uma classe de dirigentes desportivos e cidadãos que se dedicam à atividade de treinadores de futebol, para os quais o futebol jovem é como o futebol sénior em miniatura. Muitos, no seu vocabulário, ainda tentam dizer o contrário, contudo na prática é o resultado desportivo que mede tudo, competências capacidades e muito mais. Faz-se formação, pelo nome formação, mas procuram-se apoios financeiros através da formação e vive-se da formação e não para a formação. Os treinadores da formação aclamam o seu êxito pelos resultados desportivos imediatos, porque muitas das vezes até são pressionados por que os escolheu e os dirige. À volta destas crenças está a criança e o jovem que se vê sob especialização precoce, a ultrapassar etapas de crescimento e de aprendizagem e a não chegar suficientemente bem preparado ao futebol sénior. Acredito no lema “perder hoje para ganhar amanhã”. Fundamento tudo isto em estudos que fiz no terreno e que inclusive já foram divulgados e fundamento nas minhas vivências do dia a dia.
TH: É facilmente aceite essa maneira de pensar?
JM: Respondo-lhe a essa pergunta com um episódio factual. Na época passada, travei inúmeras trocas de argumentos com o presidente do FC Amares e o Chefe do Departamento do Futebol Jovem desse mesmo clube.
Fiel à minha filosofia, por diversos fatores, a minha equipa perdeu mais jogos do que o esperado e descemos de divisão. No entanto, mesmo antes de acabar a época desportiva, já era a escolha n.º 1 para treinador dos juniores, para a presente época e, hoje, tenho uma relação excelente com estes senhores que muito respeito e estimo.
TH: Acha que se conseguirá mudar mentalidades numa região como o Vale do Homem?
JM: Sozinho é mais difícil, mas não é impossível, contudo apelo a todos os jovens que se dedicam à área de treinador de futebol que reflitam se, por um resultado e uma satisfação momentânea, vale a pena por o crescimento gradual e saudável de uma criança ou jovem.
Vilaverdense: "tem formação em bom patamar" ... e "plantel de gentes das mais diversas partes do globo"
TH: O futebol distrital não está, então, no bom caminho?
JM: Não temo dizer que, de facto, está num caminho menos bom. A conjuntura económica e social é muito negativa e o futebol está a ressentir-se de tudo isso. As instituições legalmente responsáveis pela formação de treinadores estão inertes e despreocupadas com o que fazem os treinadores nas suas metodologias, os dirigentes desportivos não tiram o capote para uma realidade, de aposta honesta e não demagógica na formação, os agentes desportivos não aceitam que o caminho tem de ser outro, descurando os resultados de hoje para colher amanhã. Vejamos o caso do Vilaverdense. Estará no caminho certo, realista e sustentável ou será mais um episódio feliz que tem fim por um dia destes? Têm formação em bom patamar mas possuem um plantel de gentes das mais diversas partes do globo e os jovens da terra não têm a sua oportunidade. Então afinal o que é isto? Qual o papel da formação neste projeto? Infelizmente vemos isto por muitos locais em Portugal.
Fonte: Terras do Homem, em 25-10-2012

Terras de Bouro dinamiza ‘Feira de S. Martinho nas terras do Gerês’

O município de Terras de Bouro promove, nos próximos dias 10 e 11 de novembro, a edição de 2012 da 'Feira de S. Martinho nas terras do Gerês'.
Não faltarão, nesta iniciativa que decorrerá na Vila de Terras de Bouro, os sons tradicionais, as provas motorizadas todo-o-terreno, as corridas a cavalo, o desporto a tradicional malhada e, claro está, o magusto.
Programa
Sábado, dia 10 de novembro
14h00 - Abertura da Feira de S. Martinho (na Praça do Município)
15h00 - Prova motorizada de todo-o-terreno
21h00- I Encontro de Rusgas (com participação dos Ranchos Folclóricos de Carvalheira e Paradela)
24h00 - Fecho da Feira de S. Martinho
Domingo, dia 11 de novembro
10h00 - Manhã desportiva (no Campo de Futebol Municipal), organizada pela AD Terras de Bouro
11h00- Abertura da Feira de S. Martinho
15h00 - Corrida de cavalos (na Avenida Dr. Paulo Marcelino)
17h30 - Magusto e desfolhada tradicional (na Praça do Município), com participação do Rancho Folclórico da Balança
18h00 - Encerramento da Feira de S. Martinho
Fonte: Terras do Homem, em 25-10-2012

Astrólogo burlou idosa vilaverdense prometendo expulsar “demónios”

Postamos esta notícia para prevenirmos que nada semelhante venha a acontecer no nosso concelho.
Um jovem ‘astrólogo’ de 23 anos, residente em Braga, foi detido pela Polícia Judiciária pela prática do crime de burla qualificada. A vítima, com cerca de 60 anos, vive em Vila Verde, com “muitas dificuldades económicas”, e acabou vigarizada em mais de 30 mil euros.
“O arguido, que se intitula astrólogo, cientista e espiritualista, convenceu uma sexagenária residente em Vila Verde, com uma precária situação económica, de que através de magia lhe expulsava todos os males ou demónios”, afirma a PJ, em comunicado.
Durante os últimos meses, o jovem simulou consultas que a vítima pensou tratarem-se de “um processo terapêutico”, tendo conseguindo arrecadar 33 mil euros. Dizia estar a expulsar os feitiços que o seu dinheiro tinha, através de rituais mágicos. Desempregado, o detido não tinha antecedentes criminais.
Tal como é frequente entre os astrólogos, este jovem espalhava panfletos pela cidade a anunciar os seus dotes mágicos e prometia acabar com os problemas de quem o contactasse.
Fonte: Terras do Homem, em 25-10-2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Comitiva de Terras de Bouro desloca-se a Saint Arnoult-en-Yvelines

No próximo fim de semana, de 25 a 28 de outubro, uma comitiva de autarcas de Terras de Bouro, composta por cerca de trinta e duas pessoas, efetuará uma visita de cortesia e cooperação a Saint Arnoult-en-Yvelines, localidade francesa que regista uma forte implantação de emigrantes portugueses, nomeadamente terrabourenses.
A delegação lusa irá realizar, em conjunto com as respetivas famílias francesas de acolhimento, uma série de atividades de caráter turístico e cultural, no âmbito do processo de geminação iniciado em 2004. Mais uma vez, a iniciativa tem por objetivo a aproximação social e cultural das duas comunidades, apostando no aprofundamento e desenvolvimento de um espírito europeu que se quer marcante e multifacetado. De salientar a projeção turística que Terras de Bouro e o Gerês têm com este tipo de atividades, pois além do que já tem sido norma, com a criação óbvia de laços de afinidade entre as famílias envolvidas, proporciona também intercâmbios de vária ordem, nomeadamente, culturais, desportivos e gastronómicos. A comitiva terrabourense é chefiada pelo senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Joaquim Cracel, esperando-se que a estadia consolide e desenvolva ainda mais este projeto de geminação.
Fonte: Município, em 24-10-2012
Para ver o site da Câmara 
de Saint Arnoult-en-Yvelines clique AQUI.

Feira de São Martinho nas terras do Gerês 2012 - vila de Terras de Bouro

No fim de semana de 10 e 11 de novembro, o Município de Terras de Bouro irá organizar na sede do concelho e à semelhança dos anos anteriores, a “Feira de São Martinho nas terras do Gerês”, evento que pretende divulgar e valorizar as potencialidades económicas, turísticas e culturais de Terras de Bouro e do Gerês.
Além de expositores com atividades variadas que se concentrarão no Largo Padre Martins Capela, o acontecimento terá, na temática da animação, a música tradicional e popular com ranchos folclóricos de Terras de Bouro e o 1º Encontro de Rusgas, sem esquecer as desfolhadas, o tradicional magusto, uma prova de degustação de produtos locais, dois eventos desportivos, um no âmbito do todo o terreno e outro de atletismo, além da já usual e sempre muito concorrida corrida de cavalos. Sem dúvida, temáticas que vão garantir momentos agradáveis para quem aprecia a genuinidade destas terras.
Fonte: Município, em 23-10-2012

Aos alunos, às famílias e aos docentes: a propósito de mais um ranking

Uma escola, como território de ensino-aprendizagem privilegiado, pode assumir um dos seguintes perfis: um perfil de escola seletiva, com metas de aprendizagem exigentes que os alunos terão de atingir, independentemente do seu desenvolvimento pessoal, progredindo apenas os mais capazes, e garantindo os melhores resultados escolares, isto é, os melhores lugares no ranking; ou o perfil de uma escola integradora e inclusiva, que reconhece os alunos como seres em circunstância, proporcionando-lhes conhecimentos e competências nucleares para o prosseguimento dos estudos, sem excluir aqueles que revelem menos sucesso, contribuindo para a formação de homens e mulheres profissionalmente capazes, habilitados para uma cidadania empenhada e interventiva.
As escolas de Terras de Bouro, enquanto escolas de serviço público, optaram e optarão (assim esperamos) por este segundo perfil, que mais fielmente traduz o seu sentido de missão.
As crianças e jovens que o nosso agrupamento de escolas acolhe, marcados pelas vicissitudes de um meio sócio-cultural desfavorecido, transportam diversos problemas de aprendizagem que são periódica e criteriosamente diagnosticados em cada conselho de turma, nas múltiplas reuniões de trabalho realizadas ao longo do ano letivo. Desde os primeiros bancos ao secundário, as escolas são, para muitos alunos, o único apoio na sua instrução e formação. As suas aprendizagens resultam exclusivamente do trabalho em sala de aula, pois a esmagadora maioria não dispõe de quaisquer possibilidades de acréscimo de valor ao que a escola lhes oferece. Sem livros de consulta para consolidação de conhecimentos, sem possibilidade de esclarecimento das dúvidas, sem explicações (pagas ou não) para reforço das aprendizagens, os nossos alunos têm revelado, apesar disso, índices francamente positivos não só a nível dos conhecimentos e competências nucleares, como também ao nível dos valores da ética e da cidadania.
A testemunhá-lo estão as dezenas de jovens que anualmente concorrem e ingressam (na ordem dos 100%, como aconteceu nos últimos anos) nas universidades e politécnicos portugueses, colocados nos cursos de sua primeira ou segunda escolhas, desde as áreas tecnológicas e engenharias à saúde e ao direito, da economia e gestão às humanidades e ciências sociais… ou ingressam no mundo do trabalho com competências reconhecidas.
É duma escola que não recusa oportunidades de inscrição nas suas pautas de exame mesmo àqueles que, tendo frequentado escolas de concelhos vizinhos ou que há muito abandonaram os estudos, contribuem com resultados compreensivelmente negativos para um escalonamento ainda mais baixo no tão propalado ranking… é desta escola integradora e inclusiva que a comunidade educativa de Terras de Bouro se deve orgulhar!...
Assim como não nos deixamos envaidecer e iludir, nos anos em que o ranking colocou as nossas escolas substancialmente acima da média nacional (ano houve em que aparecemos nas primeiras cinquenta posições), também não será seguramente agora, num momento menos conseguido, que desistiremos de prosseguir com a missão orientadora do nosso projeto educativo.
Os critérios de avaliação que, anualmente, são definidos no nosso agrupamento de escolas, além de considerarem os resultados duma avaliação sumativa-cognitiva, contemplam também diversos parâmetros relativos às múltiplas dimensões da formação e educação dos nossos alunos. Respeito, responsabilidade, empenho, organização, assiduidade, pontualidade, espírito crítico, trabalhos de casa, criatividade, capacidade de trabalho em grupo, utilização das novas tecnologias de informação, tolerância, solidariedade: são dimensões que jamais um exame nacional será capaz de avaliar. Mas que as nossas escolas valorizam e promovem, prossecutoras que são de uma avaliação orientada para uma formação integral e integradora.
Por isso, não nos perturbam demasiado as compreensíveis e inevitáveis diferenças entre a avaliação interna e a avaliação externa, dos exames. Estes avaliam (quase sempre, subjetiva e aleatoriamente) conhecimento apenas; as nossas escolas, além disso, promovem competências e educam para os valores!...
Os professores do Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro que, em conselhos de turma e departamentos curriculares ou grupos disciplinares, sempre analisaram e souberam adaptar as suas práticas pedagógicas em função dos resultados obtidos, não deixarão, agora, em sede própria, de refletir e de encontrar as causas, adaptar os métodos e optimizar os instrumentos que promoverão resultados mais animadores e consentâneos com a qualidade do ensino ministrada.
Sempre essa análise foi e será feita, não só quando os resultados são bastante satisfatórios, como no caso dos 2º e 3º ciclos (6º e 9º anos), mas sobretudo quando são merecedores de preocupação especial, como, no pretérito ano letivo, os exames do ensino secundário.
As famílias de Terras de Bouro não têm, por conseguinte, nada a recear do profissionalismo e da qualidade de ensino, do sentido da formação e da excelência da educação ministrados nas escolas do nosso agrupamento, seja nos “Jardins”, nas Escolas do 1º Ciclo, na B/S de Rio Caldo ou na B/S de Terras de Bouro.
Fonte: Página do Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro (Manuel Adelino Viana)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lendas e Contos Tradicionais – Terras de Bouro em Textos e Contextos, da terrabourense Jacinta Correia

Recomendamos a leitura desta obra literária que foi apresentada no último sábado, Dia do Município de Terras de Bouro, e disponibilizamos uma breve biografia desta autora terrabourense.
Jacinta Maria Correia nasceu em Carvalheira em 25 de janeiro de 1973, onde frequentou a instrução primária. Até ao 11.º ano frequentou a Escola C+S de Terras de Bouro (hoje EB 23/S Padre Martins Capela. Concluiu o 12.º ano na Escola Secundária Sá de Miranda (Braga).
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na variante de Estudos Portugueses e Ingleses pela Universidade do Algarve em 1999.
Em 1912, concluiu o mestrado em Mediação Cultural e Literária (especialização em Cinema e Literatura) na Universidade do Minho, no qual se insere o projecto «Lendas e Contos Tradicionais – Terras de Bouro em Textos e Contextos».
É docente há vários anos, alguns dos quais passados em Terras de Bouro a ministrar a formação a adultos e a ensinar inglês nas escolas do 1.º ciclo.

Aniversário do Rancho Folclórico da Balança

No próximo dia 28 de Outubro, o Rancho Folclórico da Balança festeja o seu segundo aniversário. Neste dia será celebrada, às 14:00, uma Eucaristia na igreja matriz da Balança, seguir-se-á a actuação do rancho e, no final do espectáculo, será servido um lanche na sede da Junta de Freguesia.
Constituído por elementos oriundos das freguesias da Balança, Chorense, Ribeira, Cibões, Gondoriz, Monte, Moimenta, Covide, Carvalheira e integrando, ainda, elementos de concelhos circunvizinhos este grupo terrabourense tem actuado principalmente em festas concelhias.
No seu primeiro ano de existência, o grupo realizou 24 actuações e no seu segundo ano subiu ao palco 32 vezes. Mas o seu sucesso deve-se principalmente ao trabalho e à abnegação do ensaiador João Garcia e da presidente Manuela Azevedo que mantêm as portas abertas a todos aqueles que queiram integrar o rancho. “Os ensaios realizam-se às quartas-feiras. As pessoas que quiserem aparecer são bem-vindas», garantem.
Tal como a cereja no topo do bolo, a convite da Praça da Alegria, o Rancho Folclórico da Balança actuará, brevemente, na televisão. E vê-los a dançar na «caixinha mágica» será um momento histórico para todos nós. 
Parabéns a todos!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Deputados do PSD visitam Amares e Terras de Bouro

As áreas do apoio social e agricultura deram o mote à visita dos deputados do PSD aos concelhos de Amares e Terras de Bouro. Os social-democratas eleitos pelo distrito de Braga deslocaram-se ao Centro Social de Moimenta e à Santa Casa da Misericórdia de Amares e auscultaram as preocupações dos seus responsáveis.
Entre as dificuldades que afectam as instituições, o tema dos atrasos nos pagamentos por parte do Estado mereceu uma especial atenção, tendo os parlamentares do PSD prometido intervir junto da ARS Norte e sensibilizar este organismo para a importância do cumprimento do plano de pagamentos às diversas instituições.
No campo da agricultura, os deputados visitaram um produtor de leite e um engarrafador de vinho. Os social-democratas ouviram as queixas relacionadas com o sector leiteiro e anunciaram que vão interpelar a Ministra da Agricultara sobre as dificuldades que afectam os produtores.
Fonte: Amarense, em 22-10-2012

Divisão de Honra: Grupo Desportivo do Gerês vence Forjães

Em jogo disputado no Campo da Pereira, o Grupo Desportivo do Gerês recebeu e venceu o Forjães pela margem mínima.
O Vieira, comandado por Roger Bastos, lidera o campeonato com 16 pontos e o GD Gerês é décimo com o mesmo número de pontos do GD Travassós que é nono classificado com nove pontos.
Resultados da 7ª jornada:
Arões-Torcatense 0-0
Travassós-Águias de Alvelos 1-0
Ninense-FC Amares 2-0
Vieira-Celeirós 3-0
Brito- Porto d’Ave 3-1
Celoricense-Pica 2-0
Gerês-Forjães 1-0
Prado-Fão 2-0

Parede interior do Pavilhão Municipal de Terras de Bouro apresenta o estado que a foto documenta

Esta foto mostra que, tal como costumam dizer os homens da construção civil, os materiais «trabalharam» numa das paredes do Pavilhão Municipal de Terras de Bouro…

Feira de São Martinho nas Terras do Gerês 2012

A Feira de São Martinho nas Terras do Gerês realiza-se na Vila de Terras de Bouro nos dias 10 e 11 de Novembro.
Eis o programa:
Sábado, dia 10
- 14:00 – Abertura da Feira de S. Martinho
- 15:00 – Prova de Todo-o-Terreno (com o apoio de Terras TT Bouro)
- 18:00 – Degustação e prova de produtos locais, na Praça do Município
- 21:00 – I Encontro de Rusgas, com a participação do Rancho Folclórico de Carvalheira e de Paradela (Valdosende)
Domingo, dia 11
- 10:00 – Manhã Desportiva no Campo Municipal, organizada pela ADRC Terras de Bouro
- 11:00 – Abertura da Feira de S. Martinho
- 15:00 – Corrida de Cavalos na Avenida Dr. Paulo Marcelino
- 17:30 – Magusto e desfolhada tradicional coreografada pelo Rancho Folclórico da Balança
- 18:00 – Encerramento da Feira de S. Martinho

domingo, 21 de outubro de 2012

Infantis da ADRC Terras de Bouro perdem com os Infantis do FC Amares

Hoje, os Infantis da ADRC Terras de Bouro realizaram mais um jogo de preparação com os Infantis do FC Amares. As coisas não saíram lá muito bem aos nossos pequenos atletas que perderam a partida disputada no Campo Municipal de Terras de Bouro.
Felicitamos os nossos Infantis que se esforçaram durante todo do jogo e, também, as nossas felicitações pelo seu desportivismo. E isto é em nossa opinião o mais importante.

Junta de Freguesia da Ribeira promove convívio

Hoje, a Junta de Freguesia da Ribeira organizou mais um convívio. Esta confraternização, que se realiza anualmente, teve lugar no campo de futebol da ACRI.
Disponibilizamos foto do convívio realizado em 17 de outubro de 2010.

AF Braga 1ª Divisão Série A: S. Paio D´Arcos FC 2 – Terras de Bouro 0

Ontem, em jogo a contar para a quinta jornada, a ADRC Terras de Bouro perdeu com o S. Paio D´Arcos FC por (2-0) sofrendo a primeira derrota neste campeonato.
Entretanto, o Soarense que goleou o Lanhas por 5-1, ultrapassou o Terras de Bouro e assumiu o comando.

Futsal: Núcleo Rio Homem 2 – MAL 5

Ontem, em jogo a contar para a terceira jornada da AF Braga 1ª Divisão Futsal, o Núcleo Rio Homem jogou no Pavilhão Municipal de Terras de Bouro e perdeu o encontro por (2-5).
De salientar que o Núcleo Rio Homem, com dois golos de Luís Laré, conseguiu virar o resultado quando perdia por 2-0. Esteve à beira de marcar o terceiro golo que lhe foi negado pelo ferro da baliza.
O MAL com um livre e dois contra-ataques foi mais feliz e estabeleceu o resultado final, acabando este por ser demasiado pesado para o desenrolar da partida.

Ermida: Mais velhos desfolham milho

Foi a cantar e a desfolhar o milho na aldeia comunitária da Ermida, Vilar da Veiga (Terras de Bouro) que continuaram ontem, pela tarde fora, as comemorações do Dia do Município. A recriação do trabalho no largo das festas da terra não foi, afinal, um simples representação, mas uma mostra das actividades agrícolas diárias de quem ali vive.
Maria Gonçalves, 64 anos, Arminda Gonçalves, 62 anos, e Maria Pereira, 74 anos, foram três das protagonistas (cada uma no seu labor) da desfolhada que teve lugar na Ermida.
Apoiadas na sua ‘foucinha’ (ou foicinha) - instrumento que sempre as acompanhou nas lides do campo por toda da vida - exibiram destreza e metologia e mostraram a jovialidade que muitos citadinos nunca tiveram.
“Eu gosto de mostrar aquilo que faço para viver. É o nosso trabalho, as nossas tradições. É isto que faço todo o ano: roço o mato, corto o milho, e graças a Deus não me falta nada”, garantiu D. Maria, de cara luzidia e limpa de rugosidades. “O segredo? É o trabalho do campo!”, rematou. Opiniões partilhadas entre risadas felizes das companheiras, que garantiram também que alegria é coisa que não falta no trabalho do campo.
“E desde criança que trabalho no campo. A minha vida tem sido a floresta”, disse Arminda Gonçalves, confessando que, na verdade mesmo, gostava era de ver os filhos a dar continuidade ao seu trabalho. “Como isto está, com esta crise que toda a gente fala, era bem melhor que se dedicassem à agricultura, ao me- nos, temos sempre o que comer”.
Estas mulheres foram algumas das participantes da desfolhada recriada pela Associação Turística da Aldeia Comunitária da Ermida. Daniel Rocha, o responsável, diz que esta “é uma forma de mostrarmos o que temos e o que fazemos” - mas serve também para atrair mais turistas à terra.
“Nós recebemos muitos visitantes e turistas principalmente no Verão, e nós queremos que nos visitem mais ao longo de todo o ano”, incentivou Daniel Rocha.
Fonte: Correio do Minho, em 21-10-2012