domingo, 23 de janeiro de 2011

Médio do Terras de Bouro, Pi, é uma das revelações do Campeonato da Divisão de Honra da AF de Braga

Postamos texto de António Valdemar, publicado no jornal Desportivo Vale do Homem.
Pedro Luís Rocha Peixoto, mais conhecido por Pi, é uma das revelações do Campeonato da Divisão de Honra da AF Braga. Aos 19 anos de idade conseguiu impor-se no meio campo de uma das equipas mais fortes deste campeonato.
Formado nas escolas do Merelinense e Sporting de Braga foi lançado "às feras" por Dinis Rodrigues e não tem defraudado as expectativas do treinador do Terras de Bouro. «Quando terminei a minha formação no Merelinense estava sem clube e um dirigente do clube sugeriu que fosse treinar ao Terras de Bouro.
O treinador gostou de mim e acabei por assinar», revelou o jovem atleta, natural de Ruães, mas a residir na freguesia de Carreiras São Miguel, em Vila Verde. O médio dos terrabourense, que frequenta o 12° ano na Escola Secundária de Maximinos, em Braga, sonha com uma carreira profissional e tem como referências o francês Zinédine Zidane e o brasileiro Kaká.

DVH: Como tem decorrido a adaptação ao clube e ao futebol sénior?
Pi: A minha adaptação foi fácil porque o plantei recebeu-me de braços abertos e ajudaram-me muito. Todos os dias aprendo com estes jogadores que são excepcionais e me acarinharam de uma forma muito especial. O mister Dinis Rodrigues confiou no meu valor e vou continuar a trabalhar para lhe mostrar que não estava enganado.
DVH: Foi fácil segurar um lugar no onze?
Pi: De forma alguma. O nosso plantei é composto por jogadores com grande experiência e valor que já passaram pelos escalões nacionais. Sei que tenho de trabalhar todos os dias a 100% para continuar a merecer a confiança do treinador.
DVH: O campeonato da Honra é competitivo?
Pi: Muito e basta olharmos para a tabela classificativa onde as equipas estão separadas por poucos pontos. Uma vitória ou uma derrota pode alterar tudo. Existem equipas com jogadores muito experientes e com jovens que podem despontar para o futebol nacional.
DVH: Ainda é possível o Terras de Bouro chegar aos lugares de subida?
Pi: Com a derrota no Torcatense ficou mais complicado, mas ainda faltam muitos jogos para o fim do campeonato e tudo pode acontecer. Na minha opnião, a única equipa que foi superior à nossa foi o Arões. Somos das equipas que melhor futebol pratica nesta divisão e vamos querer andar sempre no topo da tabela classificativa. Vamos ver se a segunda volta corre melhor.
DVH: A final da Taça é outro dos objectivos do clube?
Pi: Esta época gostaríamos de ganhar qualquer coisa e como ainda estamos em prova, tudo pode acontecer. Mas, nestas competições a eliminar, a sorte do sorteio também é importante, no entanto, temos equipa para discutir o resultado com qualquer equipa e em qualquer campo. Seria um prémio justo para este grupo se chegássemos à final da Taça.
DVH: E como é ser reconhecido como o melhor jogador do mês com apenas 19 anos?
Pi: É uma sensação fantástica. Mas, este prémio não seria possível sem a ajuda do treinador Dinis Rodrigues, que apesar da minha juventude, apostou em mim e isso dá-me muita confiança e também dos meus colegas de equipa com quem tenho apreendido muito ao longo da época. Por isso, este prémio é dedicado a todo o grupo de trabalho.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 20-01-2011

Pinho deixou Terras de Bouro – Presidente assume pasta do futebol

Pinho deixou o cargo de director desportivo do Terras de Bouro. A decisão foi tomada devido a um alegado desentendimento entre o vice-presidente para a área do futebol e alguns elementos do grupo de trabalho do clube. Agora, a pasta do futebol vai passar para as mãos do Presidente Miguel Rodrigues.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 20-01-2011

Carneiro, jogador do Gerês em entrevista ao Desportivo Vale do Homem

Postamos texto de António Valdemar, publicado no jornal Desportivo Vale do Homem.
Carneiro é um dos jogadores com mais experiência no futebol distrital. Formado nas escolas do Sporting de Braga e Merelinense passou, depois, por diversos clubes da região como o Taipas, FC Amares, Arcos de Valdevez, Joane, Santa Maria, Brito e Santa Eulália tendo ainda jogado no Zamora, clube da vizinha Espanha. O ano passado decidiu assinar pelo GD Gerês para ajudar o treinador Roger que é «um amigo de infância». No entanto, passados alguns meses diz estar «encantado» com o clube que o recebeu de «braços abertos» e promete continuar a aterrorizar os guarda-redes adversários.
Carneiro marcou 3 golos no campeonato da I Divisão da AF Braga e 5 para a Taça que é dos seus grandes sonhos. «Já assisti a algumas finais e é uma festa maravilhosa. Seria um sonho pisar o palco da final», confidenciou o jogador do mês de Dezembro do GD Gerês.

DVH: Como está a correr a adaptação ao novo clube?
Carneiro: As pessoas são extraordinárias e a adaptação não podia estar a correr melhor. Tenho marcado golos para ajudar a equipa a ficar nos primeiros lugares da tabela classificativa. Quando assinei foi para ajudar o meu amigo Roger, mas, depois de conhecer estas pessoas, não estou nada arrependido, antes pelo contrário.
DVH: A temporada está a decorrer dentro das expectativas iniciais?
Carneiro: Se não fossem os azares do futebol, e outros que não podemos contrariar, poderíamos estar uns furos mais acima. Queremos ficar entre os cinco primeiros mas, se nos deixarem lutar pelos dois primeiros lugares de acesso à Honra, não vamos deixar de aproveitar essa oportunidade.
DVH: O Campeonato da I Divisão é competitivo?
Carneiro: Neste campeonato o futebol é mais agressivo, mas quando dámos tudo dentro do campo adaptámo-nos a qualquer competição. As sete equipas que vão à frente são muito fortes. Mas o Águias da Graça, Palmeiras e Celeirós são as que apostaram forte na subida. No entanto, tem de contar com a nossa equipa, Soarense, Vila Chã e o Alvelos que poderão ter uma palavra a dizer na luta pela subida.
DVH: Ainda estão Taça da AF Braga. A presença na final é possível?
Carneiro: Era um sonho particular porque já vi algumas na bancada e é uma festa muito bonita. Sabemos que é muito complicado o Gerês chegar à final, mas enquanto estivermos em prova tudo pode acontecer.
DVH: Este prémio de jogador do mês tem um significado especial para si?
Carneiro: É gratificante porque é o reconhecimento do meu trabalho pelos meus colegas de equipa. Por isso, queria dedicá-lo aos adeptos, à direcção e aos meus companheiros de equipa, pois é este grupo que faz tudo por este clube.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 20-01-2011

Vítor é mais um reforço para o Terras de Bouro

Vítor ex-Ninense é mais um reforço para o Terras de Bouro.

Maka é mais um reforço para o Terras de Bouro

Maka ex-Valenciano é mais um reforço para o Terras de Bouro.

Agostinho é mais um reforço para o Terras de Bouro

Agostinho ex-Vilaverdense é mais um reforço para o Terras de Bouro.

Bruno é mais um reforço para o Terras de Bouro

Bruno, que vem do Clube Leões das Enguardas, é mais um reforço para o Terras de Bouro.

Terras de Bouro: Mercado de Inverno muito agitado

A direcção do Terras de Bouro decidiu fazer alguns ajustes no seu plantel no mercado de Inverno. Ao todo foram oito os jogadores que abandonaram o clube: Nelson, Bogas, Kiwi, Miguel, Moisés, Roger, Gody e Cris. Saídas que forma colmatadas com as entradas de quatro reforços: Vítor, Bruno, Agostinho e Maka. O avançado Vítor e o médio Agostinho já tinham sido abordados no início da temporada pela direcção do clube terrabourense, mas acabaram por não rubricar qualquer compromisso com o clube. No entanto, o interesse manteve-se e acabaram por assinar em Dezembro pela equipa de Dinis Rodrigues.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 20-01-2011

Roger: “Brevemente o Gerês vai estar na Honra”

Roger quer fazer história no clube e garante que o Grupo Desportivo do Gerês vai subir à Divisão de Honra.

Grupo Desportivo do Gerês: Carlos Guimarães anuncia retirada da presidência

Em entrevista dada a António Valdemar, publicado no jornal Desportivo Vale do Homem, Carlos Guimarães anuncia retirada da presidência do Grupo Desportivo do Gerês. Antes de fazer a sua retirada afirma que gostava de subir à divisão de Honra para “acelerar o relvado sintético”.O presidente do GD Gerês, Carlos Guimarães, revelou que, no final da temporada, vai abandonar a presidência do clube, mas está disponível para integrar alista do novo elenco directivo, embora «num lugar de menos desgaste». O GD Gerês tem eleições marcadas para o próximo mês de Abril e o líder dos geresianos acredita que o clube vai encontrar alguém com capacidade para dar continuidade a este projecto iniciado há quatro anos. «É uma decisão amadurecida há muito tempo. Estou cansado e não tenciono ficar mais na presidência do clube.
Posso ajudar noutro cargo, mas como presidente não fico, porque tenho de dedicar mais tempo à minha família», adiantou Carlos Guimarães que está entusiasmado com o trabalho desenvolvido pela equipa técnica liderada por Roger.
O associado número três e fundador do clube gostava de ver concretizado um dos velhos sonhos da colectividade geresiana: a colocação de um relvado sintético no Campo da Pereira. Carlos Guimarães está convicto que a subia à Divisão de Honra poderia acelerar o início das obras. «O nosso objectivo é a manutenção, mas estou um pouco frustrado, porque todos sentimos que podíamos ter mais alguns pontos. Ainda não vi nenhuma equipa superior à nossa e, na segunda volta, vamos receber os candidatos na nossa casa.
Estou convencido que 62 pontos vão ser suficientes para subir de divisão e tudo pode acontecer. Não queremos entrar em loucuras porque a Honra vai exigir outro esforço do clube. Mas também sei que, se subíssemos, íamos ter o sintético mais cedo. Apenas gostava de subir por causa disso», vincou.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 20-01-2011

Bombeiros Terrabourenses vencem o 1.º Torneio Distrital de Futsal Inter-Bombeiros

A vitória dos Bombeiros Terrabourenses no 1.º Torneio Distrital de Futsal Inter-Bombeiros foi notícia no jornal Desportivo Vale do Homem.
Postamos texto de José Guimarães Antunes.Os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro sagraram-se vencedores do 1.º Torneio Distrital de Futsal Inter-Bombeiros, no passado dia 18 de Dezembro de 2010.
Na final do torneio organizado pelos Bombeiros de Fafe para comemorar o seu 120.º aniversário, os Bombeiros de Terras de Bouro bateram os Bombeiros de Vieira do Minho por 5-2, com golos de João Antunes (2), de Moreira (2) e de João Pereira (1). Saliente-se que a equipa terrabourense terminou a competição sem conhecer o sabor da derrota, vencendo todos os jogos que disputou.
Após o jogo da final, realizou-se, no Bar do Bombeiro, um lanche-convívio, que foi seguido da entrega de galardões às oitos equipas participantes e aos jogadores que estiveram em maior evidência no torneio.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 20-01-2011

Grupo Desportivo do Gerês: relvado sintético é para a avançar

O relvado sintético é para a avançar. Quem o garante é o Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel Viana.

Presidenciais: Afluência às urnas de 35.16% até às 16:00

A Comissão Nacional de Eleições revelou hoje que, às 16:00, a afluência às urnas nas eleições para a Presidência da República era de 35,16 por cento, menos cerca de dez pontos percentuais do que em 2006.Segundo o site www.presidenciais.mj.pt, a afluência às urnas registada hoje às 16:00 pela Comissão Nacional de Eleições é menos, em cerca de 10 pontos percentuais, do que a participação verificada à mesma hora nas últimas presidenciais, realizadas em 2006.
Nas últimas eleições presidenciais, a afluência às urnas neste horário era de 45,56 por cento.
Fonte: Lusa, em 23-01-2011

Trezentos Ministros da Comunhão receberam formação em Braga

Cerca de três centenas de Ministros Extraordinários da Comunhão receberam ontem formação no Auditório Vita, em Braga, sob a orientação do Cónego Manuel Joaquim Costa. Tratou-se da formação anual e da recondução para todos os MEC dos Arciprestados de Braga, Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.
Fonte: Diário do Minho, em 23-01-2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Futebol Feminino: Terras de Bouro 2 – Pico de Regalados 1

No passado dia 20 de Janeiro a equipa feminina do Terras de Bouro venceu a sua congénere do Pico de Regalados por duas bolas a uma.
O blogue Terras de Bouro felicita as nossas jovens por mais um resultado positivo.

GNR de Terras de Bouro recupera material furtado de estaleiro

A GNR, através do Posto Territorial de Terras de Bouro, recuperou ontem material de construção furtado no valor de cerca de quatro mil euros.
Por suspeita do furto, foram detidos os quatro indivíduos que seguiam na viatura carregada com o material - vigas em ferro - mal acondicionado.
De acordo com fonte policial, o material foi furtado num estaleiro de construção civil localizado na freguesia de Covide, em Terras de Bouro.
Alertada, a GNR de Terras de Bouro acabou por interceptar os presumíveis autores na freguesia de Chorense, pelas 12h30 de ontem.

Além do material, cujo valor ascende a cerca de quatro mil euros, a GNR apreendeu a viatura em que ele estava a ser transportado.
Os suspeitos do furto são homens entre os 30 e os 40 anos, residentes no concelho de Amares, e reincidentes neste tipo de crime, segundo a mesma fonte.
Os quatro indivíduos foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência, sendo restituídos à liberdade enquanto decorre o inquérito.
O material furtado foi devolvido ao proprietário.
Fonte: Correio do Minho, em 22-01-2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Presidente da Junta de Freguesia da Ribeira em entrevista ao jornal “Terras do Homem”

O presidente da Junta de Freguesia de São Mateus da Ribeira, António Marques, tem 56 anos, é casado e tem duas filhas. Com a antiga quarta classe concluída ao nível dos estudos, profissionalmente este autarca possui uma “mini-empresa” de catering que opera, essencialmente, no ramo hoteleiro.
Ao nível dos passatempos, António Marques confessa que a política lhe ‘rouba’ quase todo o tempo livre. À mesa, o presidente da Junta de Ribeira aprecia particularmente o bacalhau, “confeccionado de qualquer maneira”, acompanhado de “qualquer bebida”.
Em tempo de férias, António Marques espera ainda poder levar a família a passar uns dias nas Caraíbas.
No que toca a leituras, este autarca costuma ser um leitor atento de publicações noticiosas.

“Terras de Bouro tem enorme potencial turístico e durante décadas ninguém apostou nessa área”
Presidente da Junta de Freguesia de São Mateus da Ribeira há um pouco mais de nove anos, sendo este o seu último mandato, António Marques não se mostra particularmente apreensivo até porque considera ter feito “algumas obras importantes” para o futuro da freguesia e que, acima de tudo, foram “bem feitas”. Nos próximos três anos, e antes de abandonar o cargo, António Marques gostaria de ver resolvida, em parte, a questão do saneamento, melhoradas as condições das via que liga Gogide a Santa Cruz – uma das principais intervenções feitas no mandato transacto – e edificada uma capela mortuária, em falta na freguesia. Noutro plano, o autarca considera que “a revisão do PDM é fundamental para travar a desertificação das freguesias terrabourenses”.
Terras do Homem: Qual a grande prioridade, nos próximos três anos, para a freguesia de São Mateus da Ribeira, neste que será o seu último mandato enquanto presidente da Junta?
António Marques: O principal objectivo passa por construir vedações e melhorar os acessos à estrada que acabámos de abrir que liga Gogide a Santa Cruz, bem como proceder à pavimentação. Já falámos, inclusive, com a Câmara Municipal para ver se conseguimos concluir essa importante via de acesso já este ano. Isto porque as pessoas da freguesia cederam terrenos gratuitamente a troco de que lhes fosse garantidas as vedações e acessos a essa via. O compromisso foi assinado por outro executivo, mas esta nova equipa deverá honrar a autarquia cumprindo o que ficou acordado.
Até ao momento, temos tido um excelente relacionamento com este novo executivo, como também já tínhamos com o anterior. Mas sabemos também das condicionantes financeiras da autarquia que, em parte, até poderão migrar já de outros mandatos. Aliás, o município fez a transição de 2009 para 2010 com um défice face à Junta de Freguesia de Ribeira superior a 60 mil euros. Entretanto, o senhor presidente, Joaquim Cracel Viana, já foi cumprindo com o devido, mas ainda restam mais de 20 mil euros.

TH: Que outros empreendimentos quer ver executados até final do mandato?
AM: Além do que já foi referido, temos também acordado avançar com a construção, de raiz, de uma capela mortuária para a freguesia.
O alargamento da via que liga o Vau ao Cruzeiro será outro dos objectivos que queremos ver cumpridos. Gostaríamos também de proceder ao alargamento de algumas outras estradas, cortando algumas curvas e erguendo alguns muros para fixação dos terrenos.
A questão do saneamento também é muito importante e seria bom que conseguíssemos deixar as obras relativas a essa área já em andamento.
Por outro lado, há ainda alguns acessos que gostaria de abrir, mas no geral está quase tudo orientado. Penso que podemos afirmar que, daquilo que eram as nossas metas em 2001, 80% já terá sido realizado e cumprido.
TH: Quais as obras mais significativas que julga deixar, através dos seus mandatos, à Freguesia de Ribeira?
AM: Começámos por construir e instalar um cruzeiro na freguesia, uma vez que não existia nenhum até nós termos sido eleitos. É sempre um monumento importante numa freguesia de vincadamente cristã. Houve ainda quem criticasse essa obra, talvez por não terem conseguido, no passado, concretizá-la.
Também o cemitério da freguesia sofreu uma profunda intervenção, sendo quase totalmente remodelado e aumentado, uma vez que já se tornava bastante pequeno e sem condições.
O edifício da escola primária da freguesia também foi alvo de algumas obras para transformação do espaço na sede da Junta de Freguesia, tendo sido, para isso, requalificado quase na sua totalidade.
Finalmente, a abertura da estrada que liga Gogide a Santa Cruz foi outra das grandes obras realizadas e que já há décadas vinha sendo reivindicada.
No fundo, julgo que estas serão as quatro obras mais importantes dos mandatos cumpridos até ao momento.
TH: Há pouco falávamos do saneamento. Como se encontra a freguesia de Ribeira de São Mateus, nessa matéria?
AM: Até ao momento, temos apenas meia dúzia de metros feitos. Penso que nem 10% da freguesia terá qualquer tipo de rede instalada. Houve apenas uma pavimentação que se fez, numa determinada zona, onde se deixou já instalada a rede para futura utilização, até porque já houve quem construísse nas imediações.

TH: Acredita que essa poderá ser uma área contemplada com alguns fundos já neste mandato?
AM: O actual vice-presidente já vem anunciando o começo das obras nesse sentido desde há uns tempos a esta parte. A verdade é que, até agora, ainda nada foi feito. Mas estou em crer que o senhor presidente da Câmara estará atento a esta matéria e deverá proceder a intervenções, nesse sentido, entre 2012 e 2013, até porque sabe que a freguesia de Ribeira é das mais atrasadas no que toca a saneamento. É uma obra fundamental para o aumento da qualidade de vida das populações. Contudo, o concelho de Terras de Bouro, pelo relevo que possui, será uma área que levará a muita despesa nesse campo.
TH: Tal como outras freguesias do concelho terrabourense, e até de outros concelhos da região, também a freguesia de São Mateus da Ribeira é afectada pelo flagelo da crescente desertificação. Que medidas acha que poderiam ser tomadas para evitar essa fuga de habitantes da sua terra?
AM: De facto, essa é uma característica que afecta todos os concelhos do interior e as freguesias de Terras de Bouro não fogem à regra. Nesse sentido, há uma questão que já levantei no passado e que até incorporei no meu programa eleitoral que julgo ser muito pertinente e que se prende com a revisão do Plano Director Municipal.
Isto porque o actual PDM trava, e muito, o acesso dos jovens à edificação de habitação própria, o que os leva a migrar para outras zonas do país. Há muitas pessoas que querem construir e não podem. É um assunto que é adiado de ano para ano, mas que urge ser resolvido o quanto antes.
Queria ver esse assunto resolvido antes de sair do comando dos destinos desta Junta de Freguesia, bem como efectivada a compra de uns terrenos para a construção de um aldeamento turístico, para que as gentes da freguesia pudessem construir a baixo custo, caso assim pretendessem.

Sem arrependimentos
TH: Admite ter cometido algum erro, na execução das funções de presidente de Junta da Freguesia de Ribeira?
AM: Antes de mais, considero que errar é humano. No entanto, olhando para trás, penso que todas as obras que foram feitas, foram bem feitas ou razoavelmente, pelo menos. Se tivesse que voltar atrás, faria tudo novamente como fiz. Só lamento não ter podido fazer mais.
TH: Concorda com a lei que limita o número de mandatos possíveis aos autarcas locais?
AM: Penso que essa lei tem aspectos positivos e aspectos negativos. Por um lado, defendo que, quando uma equipa trabalha bem, deve-se deixar continuar a trabalhar. Por outro, também sabemos que há quem se agarre demasiado ao poder e à cadeira. Este limite de mandatos faz, sob esse ponto de vista, algum sentido.

TH: Sendo este o seu último mandato, que sentimento possui nesta altura. Acha que vai ter saudades da vida autárquica?
AM: Eu sou um apaixonado pela política e despendi muito tempo da minha vida particular e profissional para me dedicar à freguesia com “unhas e dentes”. Até final, espero apenas conseguir realizar mais algumas das obras a que me comprometi e sairei plenamente satisfeito.
TH: Já pensou o que irá fazer após 2013? Poderá continuar ligado à política de alguma forma?
AM: O futuro a Deus pertence. Neste momento, penso apenas sair e apoiar quem eu entender que merece o meu apoio.
TH: Já consegue vislumbrar alguma personalidade mais indicada para ocupar o cargo de presidente de Junta de Freguesia de Ribeira, em 2013?
AM: Sim, nesta mesma equipa há algumas pessoas com capacidade para merecer o meu apoio.

TH: Há quem defenda que, face à elevada dependência relativamente às Câmaras Municipais, nomeadamente em termos financeiros, a existência das Juntas de Freguesia já não faz muito sentido. Concorda com este ponto de vista?
AM: Não. Eu acho que as Juntas de Freguesia ainda fazem muita falta. Isto porque se imaginarmos o fim das Juntas de Freguesia, seguido se calhar pelo fim das Câmaras Municipais e por aí fora, cada vez mais o poder irá ficar concentrado. Neste momento, as Juntas ainda são o órgão autárquico mais próximo das populações e que mais atento está às suas necessidades reais. Quem propõe esse tipo de solução, que apresente também as alternativas a esse fim das Juntas.
Pelo contrário, julgo até que os poderes dos presidentes de Junta deveriam ser reforçados, por forma a tornar mais eficiente a intervenção local, nomeadamente ao nível de infra-estruturas que fossem necessárias para cada freguesia. Evitavam-se desperdícios e demoras.
TH: Se fosse presidente da Câmara, qual seria a área onde interviria mais rapidamente para desenvolver o concelho de Terras de Bouro?
AM: O concelho de Terras de Bouro tem uma enorme capacidade turística e durante algumas décadas ninguém apostou nessa área. Felizmente, nos últimos mandatos o senhor ex-presidente, António Afonso, apostou forte nessa vertente e penso que terá deixado candidatados alguns projectos com valores de algumas dezenas de milhões de euros. Agora, espero que também o actual presidente considere essa uma área vital para o desenvolvimento do concelho.

TH: E se fosse primeiro-ministro, qual seria a primeira medida tomada para tirar o país da crise?
AM: Nós chegamos a um ponto em que tudo se torna muito difícil, tão complicada que é a situação actual do país.
Antes de mais, considero que, durante décadas, foi-se gastando muito dinheiro em medidas populistas, para se ganharem eleições, dando-se o que se tinha e o que se não tinha. Agora, sofremos as consequências.
Depois, precisamos também de uma classe política que fale verdade, que não engane o povo e que, efectivamente, trabalhe.
Eu sempre fui a favor da atribuição do rendimento mínimo a quem realmente precisasse. No entanto, o que verificamos é que, durante muitos anos, este foi concedido a quem não necessitava.
Fonte: Terras do Homem, em 20-01-2011

6.º Sentido: Noite da Verdinha

Amanhã, o 6.º Sentido, em Paredes – Carvalheira, organiza a Noite da Verdinha (Carlsberg). A gerência promete oferecer muita cerveja. Basta raspar, acertar e ganhar...
Esta festa temática conta com a presença de cuspidores de fogo e, obviamente, com a presença especial de animador de pista o DJ Carlos Guerreiro.
Numa festa preparada especialmente para ti, comparece! Vem divertir-te na nossa companhia, numa noite que promete...
Mulheres sem consumo obrigatório.

Deputados querem gestores do PNPG mais próximos do terreno e das populações

Estando em fase final de elaboração a revisão do Plano de Ordenamento do PNPG e considerando a “dimensão e as potencialidades únicas do PNPG”, os deputados do Partido Socialista, eleitos pelo círculo eleitoral de Braga, apresentaram recentemente uma série de propostas para a revisão do Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Trata-se do único Parque Nacional existente em Portugal e o Distrito de Braga abarca grande parte da sua extensão. “As questões presentes, nomeadamente com a revisão do seu Plano de Ordenamento, devem mobilizar todos os agentes políticos, sociais e económicos, para a sua preservação, dando-lhe a dignidade que merece e exige”, consideram os socialistas.
Assim, aqueles deputados defendem um Parque Nacional que “compatibilize, por um lado, a necessária defesa do ambiente e da diversidade ecológica aí presente, e que é única no contexto europeu” e que, por outro, “tenha em consideração as comunidades humanas presentes e o seu desenvolvimento integrado”.
Foi com o conjunto destas preocupações que foram contactados, em diversos momentos os agentes locais, desde logo a própria autarquia de Terras do Bouro, como sendo uma das principais interessadas, mas também com todos aqueles que, por razões diversas e legítimas, se preocupam com o futuro do Parque Nacional.
Este exercício deu origem a um conjunto de contributos e propostas que resultam de uma reflexão profunda e cuidada, referindo-se ao Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda Gerês assim como ao financiamento da Conservação da Natureza e Biodiversidade com implicação na zona do PNPG.
Desta feita, os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Braga defendem que “o Parque Nacional da Peneda Gerês, pela sua importância e relevância nacional, deve ter uma gestão diferenciada e de maior proximidade do que actualmente existe, devendo ser estudadas e promovidas acções neste sentido”; “o responsável máximo pelo PNPG deve ter uma dedicação exclusiva e estar sedeado no próprio Parque”; “devem ser promovidas as acções necessárias para o envolvimento das Autarquias Locais, nomeadamente a de Terras do Bouro, das entidades representativas das populações locais e das próprias populações em modelos a definir”.
Considerando que “os habitantes do Parque são fundamentais e devem ser valorizados em benefício do próprio PNPG” e defendendo “um Parque Nacional com pessoas, sendo simultaneamente um exemplo de biodiversidade”, os socialistas entendem, ainda, que a “capacidade operacional do PNPG deve ser reforçada através de meios humanos, técnicos e materiais”. “Salvaguardando as exigências resultantes do próprio Parque, e das suas especificidades ambientais e ecológicas, as populações devem ser apoiadas nas suas actividades agrícolas, pastorícias, turísticas ou outras, nomeadamente com apoio técnico avalizado, tendo em conta os seus legítimos interesses, promovendo assim o combate à desertificação humana do território”, consideram estes deputados.

Taxação de visitas e combate a incêndios também deverão ser revistos
A proposta apresentada pelos deputados socialistas de Braga aborda também, de forma exaustiva, as questões financeiras ligadas à exploração do PNPG. Assim, entendem estes que “o país tem de fazer uma opção clara sobre o futuro do único Parque Nacional existente no seu território e para tal deve afectar-lhe os recursos necessários para o efeito, oriundas do Orçamento do Estado e de receitas próprias”. “O FCNB deve evoluir para um fundo de aplicação em “créditos de biodiversidade”, através do qual uma actividade que prejudique a conservação possa gerar, por investimento noutra actividade que fomente biodiversidade, a devida compensação pelo dano causado”, acrescentam, defendendo que “as taxas de visitação terão necessariamente que isentar residentes e moradores, e deverão ser canalizadas para investimentos nas próprias áreas protegidas em que forem cobradas”.
“A Consignação de uma parcela do imposto especial sobre o jogo poderia gerar uma verba relevante a atribuir às áreas protegidas, sem afectar significativamente as receitas do Turismo de Portugal, e com neutralidade orçamental. A atribuição dessa parcela ao ICNB poderia impor e garantir uma relação de proximidade entre as áreas protegidas e as áreas de não concorrência das zonas de jogo”, consideram os deputados em questão.
Tendo em conta a problemática dos incêndios florestais em áreas protegidas, em especial no PNPG, entendem ainda que deveria ser consignada parte das verbas do Fundo Florestal Permanente (FFP) para “fins específicos de prevenção em áreas protegidas”.
Nesta temática do combate aos incêndios é, ainda, solicitado o “desenvolvimento de campanhas de educação ambiental e de sensibilização, dirigidas em especial às populações locais e regionais”, bem como a “criação de um programa nacional destinado a divulgar e a preservar o PNPG, junto das escolas do Ensino Básico e Secundário”.

Propostas de alteração ao projecto de regulamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês, sujeito a consulta pública
a) Favorecimento de residentes:
- o estacionamento e paragem de veículos motorizados ao longo da estrada florestal que liga Leonte à Portela do Homem e da estrada florestal que percorre a margem esquerda do rio Homem e da albufeira de Vilarinho das Furnas deve ser sempre autorizado aos veículos de residentes e não apenas exclusivamente para acções de exploração apícola (artigo 7.º, alínea r);
- nas zonas de protecção total, permitir o trânsito pedestre quando efectuado por residentes (artigo 12.º);
- devem ser permitidas as práticas tradicionais de apicultura, de roça de mato, de corte e apanha de lenha e de recolha de frutos e cogumelos silvestres, quando exercidas pela população local (artigo 12.º);
- nas zonas de protecção parcial de tipo I deve ser permitida a roça de mato, o corte e apanha de lenha e a recolha de frutos e cogumelos silvestres, quando efectuadas por residentes para fins de autoconsumo (artigo 14.º);
- permitir o trânsito, motorizado e não motorizado, de residentes (artigo 14.º);
b) Simplificação:
- parece excessivo condicionar a parecer todos os mercados, feiras e festivais (artigo 8.º, n.º 1, alínea l);
- de igual modo, será excessivo condicionar a parecer todas as actividades ruidosas permanentes ou temporárias (artigo 8.º, alínea aa);
- considerar áreas não abrangidas por regimes de protecção específica todas as áreas que correspondam às áreas urbanas existentes (artigo 26.º, n.º 1).
Fonte: Terras do Homem, em 20-01-2011

Grupo Desportivo do Gerês com poder de fogo

O novo ano não poderia ter arrancado de melhor forma para o GD Gerês que, em apenas dois jogos disputados, encurtou a distância para a liderança para apenas sete pontos e ascendeu à 3ª posição da tabela classificativa da I Divisão da Associação de Futebol de Braga.
Depois da goleada infligida, em casa, ao Carreira (5-0) no arranque de 2011, a turma orientada por Roger Bastos voltou a vencer este domingo, fora de portas, o FC Roriz, por 0-1.
Com este resultado, a turma geresiana passa a somar 26 pontos em 14 partidas disputadas, mantendo a liderança, ocupada pelo Águias da Graça, a apenas sete pontos de distância. Na próxima jornada, os homens de Roger Bastos recebem, no Gerês, a formação do FC Tadim, que ocupa a 12ª posição.
Fonte: Terras do Homem, em 20-01-2011