domingo, 24 de outubro de 2010

S. João do Campo: ETAR ecológica

O povo tinha razão...
Os nossos leitores mais atentos por certo que não esqueceram ainda os reparos de que, em tempos, fizemos eco nestas colunas quanto ao deficiente funcionamento da chamada Etar ecológica construída nesta freguesia.
E a prova dessa deficiência eram os cheiros pestilenciais que, nos meses de Verão, exalavam dessa estação que, entretanto, teve de ser totalmente reconstruída, face aos problemas surgidos.

No Verão passado, porém, voltaram a fazer-se sentir, com intensidade em certos dias, esses maus cheiros, o que vem dar razão ao povo da freguesia e não só que nunca acreditou na eficácia das técnicas utilizadas nesta Etar ecológica.
E há muita gente que se continua a interrogar sobre as verdadeiras razões que terão levado a optar por tão ineficaz como dispendioso investimento. Como "descalçar", agora, uma "bota" tão complicada?
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Parque Nacional da Peneda-Gerês: ecos do Prémio Maravilha da Natureza

Os ecos da brilhante vitória do Parque Nacional da Peneda-Gerês no recente concurso das "7 Maravilhas Naturais de Portugal" fizeram-se sentir também no nosso jornal, onde foram recebidas várias manifestações de regozijo e de felicitações pelo modesto contributo que, desde a primeira hora, dedicamos a essa causa, enviadas de várias regiões do país por assinantes e amigos, que em muito nos sensibilizaram e agradecemos.
Ainda em Ponta Delgada, momentos após a cerimónia da divulgação das candidaturas premiadas, transmitida em directo pela RTP1 , fomos procurados pelos nossos conterrâneos e assinantes Jorge Agostinho Alves Esteves e esposa, lá radicados, celebrando, em conjunto, e no meio dalgumas lágrimas traiçoeiras, a alegria de tão saborosa vitória em terras açorianas da Ilha de S. Miguel.

Diversos foram também os telefonemas recebidos nessa noite memorável, dos quais recordamos, de cor, e entre outros, os de Agostinho Santos, Avelino Soares, Carlos Padrão, António Sousa Carvalho, Eng. António Brazão, Dr. Orlando Teixeira e Otília Moura, unânimes em partilhar connosco a satisfação daquele momento.
No regresso dos Açores a Lisboa, tivemos a grata surpresa de vermos à nossa espera, no aeroporto, os geresianos, nossos assinantes, José Pinheiro Vieira e João Fernando Dias Ribeiro que, apesar de já noite, não quiseram deixar de, bem à moda do Gerês, festejar connosco aquele feito brilhante, confraternizando pela noite dentro, dando assim continuidade ao convívio realizado dois dias antes, em plena zona ribeirinha de Alcochete, a que se associara também outro gereiano de gema, o Fernandinho Maia. Por momentos, e entre o degustar do peixe fresquíssimo servido a contento, acompanhado do maduro da praxe, a nossa conversa teve como tema obrigatório a nossa terra mãe. Mataram-se muitas saudades dela em todos os quatro convivas geresianos… E mais: foi sugerido até, que os futuros convívios anuais dos antigos alunos da Escola Masculina do Gerês, não se reduzam apenas aos que completaram a 4.ª classe em 1955, mas a todos quantos pretendam participar em tão louvável iniciativa. O recado aqui fica dado à respectiva organização...
Nos dias seguintes, outras mensagens nos foram enviadas, como a do geresiano Eng. Vitor Gonzalez, radicado em Queluz, nos termos seguintes: "Em primeiro lugar, muitos parabéns a todos nós, geresianos nos, por esta vitória do nosso Parque Nacional, a ti, principalmente, que trabalhaste muito por isso. Vimos-te perfeitamente, cá em casa, na televisão, na plateia dos Açores. Grandes abraços, tanto para ti como para o Geresão". De Estarreja, a nossa leitora Maria Adelina Castro, disse-nos: "Parabéns à gente dessa terra protegida que tão desprotegida esteve no Verão passado. À sua coragem por viverem em harmonia com a natureza e por, nos momentos difíceis, arregaçarem as mangas e darem a cara para defender o que, afinal, é de todos. Fiquei muito contente e emocionada pelo prémio e por ver, mesmo só através do ecrã da TV, rostos de pessoas amigas"…
Já o amarense Filinto Vieira, nosso assinante em Almada, escreveu: "Muitos parabéns pela honrosa representação do "Geresão" e da sua Região, a que deste visibilidade nos Açores. O Parque Nacional da Peneda-Gerês também está em alta pela sua inclusão nas "7 Maravilhas Naturais de Portugal".
Por sua vez, o nosso colaborador Eng. António Brazão, de Coimbra comunicou-nos: "Parabéns, caro amigo, pela MARAVILHA que é esta edição de Setembro. Parabéns ao "Geresão" pelo seu papel (principal) na maratona que rol coloear-ã região em Maravilha da Natureza".
A todos, o nosso Bem Hajam!
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Empresa de Águas do Gerês: novas concessões em 1943 e 1998

Figuras típicas do Gerês – (VLVII) por Agostinho Moura
EAG: novas concessões em 1943 e 1998
Acompanhando a evolução dos tempos, e tal como já sucedera em 1826, 1925 e 1927, a Empresa das Águas do Gerês procurou obter, junto do Estado, nova prorrogação do contrato de concessão da exploração das nascentes das águas minero-medicinais em 1943, tendo acordado a concessão por tempo ilimitado, mediante determinadas condições. Precisamente 55 anos mais tarde, em 1998, de harmonia com a nova legislação publicada para o sector, outro contrato seria estabelecido, o qual se mantém presentemente em vigor.

É extremamente curto mas incisivo o teor do despacho ministerial de 18 de Novembro de 1943, assinado pelo então director-geral de Minas e Serviços Geológicos, engenheiro Luís de Castro e Sola, que autoriza a passagem para o regime de concessão, por tempo ilimitado, à empresa das Águas do Gerês, sob as condições seguintes:
“1.ª - Realizar a aquisição imediata dos terrenos, edificações e serventias na área que a Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos fixar como necessária à protecção das águas medicinais e potáveis, eliminando-lhe as culturas e arborizando-a;
2.ª - Concluir o estudo científico sobre o valor terapêutico das águas;
3.ª - Dentro do prazo de oito meses, a contar desta data, aumentar o capital para o mínimo de 3.000.000$;
4.ª - Dentro do prazo de quatro anos, a contar da data da aprovação oficial do plano de urbanização do Gerês, aumentar o capital para o mínimo de 7.500.000$ e construir um hotel com a categoria de 1ª classe e o mínimo de 100 quartos".
Por razões de ordem diversa, algumas destas cláusulas não foram concretizadas dentro dos prazos previstos e, como tal, a concessão da exploração termal por tempo ilimitado não chegou a ser cumprida, mantendo-se, por isso, de pé o estabelecido no alvará de 14 de Fevereiro de 1927, que apontava para a nova prorrogação da concessão se estender de 1 de Janeiro de 1947 a 31 de Dezembro de 2021, mediante o cumprimento de determinadas cláusulas, já anteriormente mencionadas.
Em face das alterações entretanto introduzidas na legislação para o sector, em 7 de Outubro de 1998, procedeu-se, no Instituto Geológico e Mineiro, em Lisboa, à assinatura de um novo contrato para atribuição à Empresa das Águas do Gerês, SA, dos direitos de exploração da água mineral natural denominada Caldas do Gerês, correspondendo a uma área de 135 hectares, água que será explorada para fins termais, a partir das captações da Bica, Forte e Contra Forte.
Para tanto, a EAG teve de prestar uma caução, sob a forma de garantia bancária, à ordem do Instituto Geológico e Mineiro, no montante de 2 mil contos, a libertar apenas quando fossem dadas por cumpridas todas as obrigações legais e contratuais a que essa empresa se encontrava vinculada. A nova concessão da exploração foi dada por um período inicial de 50 anos, contados da data da assinatura do contrato, sendo esse período prorrogado, por despacho ministerial, pelo prazo de 20 anos, desde que a EAG tenha cumprido as obrigações legais e contratuais, a que se encontra vinculada e o requeira até 6 meses antes do termo do prazo atrás referido.
Para além das obrigações legais inerentes à qualidade de concessionária, por este novo contrato a EAG obrigava-se a executar os trabalhos de exploração, em conformidade com o plano que para tal efeito será submetido à aprovação do IGM, no prazo de 6 meses; apresentar as análises físico-químicas e bacteriológicas da água; efectuar no prazo de 18 meses, um estudo hidrológico com vista à eventual execução de captações alternativas às actualmente licenciadas; manter o IGM informado de quaisquer modificações ao pacto social e das alterações na composição dos órgãos sociais. A mesma empresa comprometeu-se ainda, em função da evolução dos mercados, a continuar a desenvolver as estruturas de apoio ao sector termal, designadamente balneário; a melhorar e ampliar as estruturas de apoio de animação e de alojamento, nomeadamente concluindo as obras de remodelação do Hotel, no prazo de três anos após a aprovação do projecto por parte de todas as entidades competentes.
No mesmo contrato de concessão, refere-se que sempre que se verifique algum facto susceptível de conduzir à extinção da EAG, esta dará disso conhecimento imediato ao IGM e adoptará as medidas que, em face das circunstâncias do caso, melhor se ajustem às finalidades do presente contrato. Porém, todos os bens móveis afectos à exploração manter-se-ão na propriedade plena da EAG, ressalvados os direitos de terceiros; quando se verifique a caducidade do presente contrato por decurso do seu prazo inicial ou de qualquer das prorrogações.
Entretanto, sempre que o Estado ou a EAG pretendam extinguir o presente contrato, nos termos da lei, deverão, após consulta à outra parte, propor-lhe o projecto de acordo revogatório, onde se preveja, nomeadamente, o destino a - dar aos bens afectos à exploração. No entanto, a EAG, mediante declaração entregue no IGM, poderá rescindir o presente contrato quando, por facto independente da sua vontade e imprevisto, a exploração só possa continuar em circunstâncias excessivamente onerosas, que não caibam nos riscos normais da actividade, designadamente quando ocorra alteração anormal das condições técnicas da exploração.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Entrevista de Ciso, jogador do Terras de Bouro, ao Desportivo Vale do Homem

Ciso em entrevista ao Jornal Desportivo Vale do Homem considera que a equipa do Terras de Bouro tem valor para “andar nos primeiros lugares”.Ciso inciou a sua carreira de futebol no clube da terra, Nogueirense, tendo depois representado váriso clubes da região de Braga. Aos 35 anos chegou ao Terras de Bouro, pelas mãos de Dinis Rodrigues, que lhe entregou o corredor direito da defesa. O lateral agarrou a titularidade e é um dos jogadores indiscutíveis no onze terrabourense. Em Setembro foi considerado pela equipa técnica o melhor atleta. «É sempre bom ser reconhecido pelo trabalho que realizamos. Sinto um enorme orgulho em ser considerado o melhor jogador do mês de Setembro», vincou o futebolista que na hora de receber o prémio não esqueceu os restantes companheiros de equipa.
«Claro que só podia dedicar este prémio aos meus colegas. Temos um grupo fantástico», destaca o experiente defesa.
DVH: Como está a ser a sua experiência no Terras de Bouro?
Ciso: Temos um bom grupo e o treinador põe-nos à vontade. É a primeira vez que jogo aqui e estou a gostar do clube. A nível de resultados podíamos ter mais uns pontitos, mas considero que a época está a correr dentro do normal.
DVH: A equipa tem criado oportunidades de golo, mas não tem concretizado. O que tem falhado?
Ciso: É verdade que criámos várias situações para marcar, mas a bola não quer entrar. Tem faltado aquela pontinha de sorte que acompanha os campeões. Depois, contra o Terras de Bouro, nota-se que as equipas se fecham muito quer em nossa casa quer fora. Isso é bom porque é sinal que somos uma equipa respeitada, mas, por outro lado, dificulta as nossas acções ofensivas. No entanto, somos nós que temos de arranjar soluções para contornar essas dificuldades.
DVH: Até onde pode chegar o Terras de Bouro?
CiSO: No futebol é complicado estar a dizer em que lugar vamos ficar. Porém, acredito que temos valor para andar nos primeiros lugares.
DVH: Quem são os principais candidatos à subida?
CiSO: Na minha opinião o Vilaverdense e o Marinhas são os candidatos mais fortes, mas atenção que existem outras equipas que trabalham bem, como o caso do Arões e o Martim e que andam sempre lá em cima.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 21-10-2010

Dinis Rodrigues: “Existe um enorme respeito pelo Terras de Bouro”

«Perdemos alguns pontos imerecidos, mas considero que estamos a fazer um campeonato regular e, se continuarmos assim, vamos andar nos lugares cimeiros. Em termos ofensivos temos criado inúmeras situações de golo, mas não fomos capazes de finalizar. Até penaltis já falhamos. As equipas têm um respeito enorme Terras de Bouro.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 21-10-2010

Sapadores florestais regressam ao trabalho

As equipas de sapadores florestais (ESF) que suspenderam a actividade por falta de pagamento de salários voltam ao trabalho na próxima semana, com as contas saldadas.
Ao todo, dezassete elementos das equipas de sapadores florestais de Amares, Barcelos, Vila Verde e Terras de Bouro avançaram com a suspensão dos contratos de trabalho.
A entidade gestora das equipas - a Associação Florestal do Cávado (AFC) - comprometeu-se a pagar e cumpriu.
Em causa estavam os salários de Agosto e de Setembro e o subsídio de férias. Anteontem, foi saldado o salário de Setembro.
A equipa de Barcelos já regressou ao trabalho a semana passada e as de Vila Verde e Terras de Bouro devem avançar esta semana.
Inactiva continua a equipa de sapadores florestais de Amares por ter apenas dois elementos, os únicos que não avançaram com a suspensão dos contratos de trabalho.
Os restantes três elementos pediram a suspensão, mas acabaram no desemprego, revelou ao 'Correio do Minho' o chefe da equipa.
Tal como o 'Correio do Minho' (C.M.) noticiou na sua edição de 27 de Setembro, a AFC - que é a entidade gestora das ESF daqueles quatro concelhos e ainda de Esposende - não pagou os salários, mas recebeu as comparticipações da Autoridade Florestal Nacional (AFN) e das Câmaras Municipais, decorrentes dos protocolos para a manutenção das equipas.
Questionados pelo 'C.M.', os municípios de Amares e de Barcelos, pela voz do presidente e do vereador da Protecção Civil, respectivamente, garantem que têm cumprido integralmente o protocolo, transferindo as verbas protocoladas.
O município de Terras de Bouro não está a pagar as despesas protocoladas, desde o início deste ano, mas o vereador da Protecção Civil, Luís Teixeira, revelou que o impasse está ultrapassado, depois de ter reunido com a Direcção da AFC e com o chefe da ESF, e que estão salvaguardados os postos de trabalho e a importante função dos sapadores florestais no concelho.
Fonte: Correio do Minho, em 24-102010

Vilar da Veiga: cemitério em obras de ampliação

Depois de concluída a primeira fase das obras de ampliação do cemitério desta freguesia, em Pereiró, com o corte do talude (foto), está previsto para Novembro o início da 2.ª fase, que inclui a demolição do muro existente, a construção, dos muros envolventes e o sub-arribamento do terreno até dois metros de altura. A 3.ª fase incluirá a divisão das sepulturas, não havendo ainda data provável para o seu arranque, dado que se aproxima o final do ano económico e o mais certo será que as mesmas se concretizem no próximo ano. Caso os cortes orçamentais o permitam…
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Rio Caldo: reparos

Como é sabido, os fogos registados, no último Verão, nos montes baldios da nossa freguesia, devastaram uma parte considerável do pinhal, com todos os inconvenientes daí resultantes sob o ponto de vista ecológico e económico.
Perante o facto consumado, resta agora reparar as linhas de água e proceder à limpeza dos montes devastados, onde ficaram árvores queimadas que, além do mau aspecto, bem poderiam beneficiar as pessoas mais carenciadas desta freguesia.

Igualmente se deveriam aproveitar estes meses de Inverno para se limparem esses montes dos arbustos e infestantes que dão origem, como combustível fértil que são, a muitos incêndios..
Por outro lado, continuam sem solução os velhos problemas da falta de saneamento em muitos locais de Rio Caldo, sendo ainda a barragem o enorme "depósito" para onde são lançadas todas as espécies de descargas, algumas até a céu aberto... Com este cenário terceiro-mundista, como havemos de sair da cepa torta?
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Amado Silva, Presidente do GDRC Rio Caldo, critica ex-dirigentes

“Existe um grupo quer prejudicar o progresso do clube”
Fundado em 1977, o Grupo Desportivo Recreativo e cultural de Rio Caldo iniciou, há três anos, uma nova etapa no seu longo historial. A Escola de Futsal que movimenta muitos jovens entre os 5 e os 16 anos, tem duas equipas federadas (juvenis e iniciados) que participam nos campeonatos da AF Braga. Amado Silva, presidente da colectividade do concelho de Terras de Bouro, aponta como rumo num futuro muito próximo a criação de uma equipa sénior para dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido na formação do clube. O líder do Rio Caldo critica ainda alguns ex-dirigentes do clube que têm feito tudo «para prejudicar o progresso do clube». «0 Rio Caldo tem um problema ao nível humano.

Muitas pessoas querem ajudar, mas também existe um grupo, bem localizado e identificado, que ao longo destes cinco anos tem feito tudo para prejudicar o progresso do clube. Tem criado problemas no nosso polidesportivo. Recentemente vedaram-nos parte do campo para fazer baixar o preço do Polidesportivo que está à venda», lamentou o líder do clube que vai mais longe nas suas críticas a alguns ex-directores do clube. «Nos 20 anos que estiveram aqui, os últimos 10 foi para estragar. Ainda hoje andámos a pagar dívidas de uma gestão que não foi a mais aconselhável para o grupo. «Relacionam as coisas desportivas com as questões políticas e, depois, ainda levam para o campo pessoal. Não tenho nada contra essas pessoas, até as prezo, porque são elementos com provas dadas na vida. Mas, como dirigentes desportivos foram zero. Se não tivessem cá entrado, o grupo tinha ficado muito agradecido», atirou Amado Silva, que no futuro espera criar uma equipa sénior para dar continuidade ao projecto da formação.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 21-10-2010

Rio Caldo: novo Posto Médico

Em virtude das actuais condições oferecidas pela Extensão de Saúde desta freguesia não serem as melhores, a Administração Regional de Saúde do Norte
temem mãos um projecto de construção de novas instalações para esse efeito. Da parte do Município de Terras de Bouro haverá a comparticipação nesse empreendimento.

Com a cedência do terreno, tendo inicialmente sido apontados dois locais possíveis. Ou na encosta defronte às actuais instalações, onde se situa o malogrado aparcamento ou junto ao parque de estacionamento sito nas proximidades do Tanquinho. Os técnicos da ARS Norte acabaram por optar pela segunda hipótese, por vários motivos, sobretudo por ficarem, de antemão, com o problema do espaço para aparcamento de viaturas resolvido. O projecto encontra-se, ainda, na fase de análise técnica.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Rio Caldo: melhoramentos

O Município de Terras de Bouro atribuiu recentemente à Junta desta freguesia os apoios financeiros de 2770 euros para aquisição de cabo eléctrico do posto retransmissor da TV, e de mil euros, para a construção de abrigos de passageiros.Mandou proceder, também, ao calcetamento do caminho do lugar do Chamado, nesta freguesia, cujos custos foram de 1 623,50 euros mais IVA, assim como mandou reparar o caminho de Matavacas, no montante de 850 euros mais IVA. A mesma autarquia aprovou ainda a proposta para definição de locais fixos para a prática de venda ambulante em S. Bento da Porta Aberta.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

GDRC Rio Caldo: algumas declarações ao Jornal Desportivo Vale do Homem

Assembleia congratulou-se com a Maravilha Natural

A Assembleia Municipal de Terras de Bouro levou a efeito, em 27 de Setembro, mais uma sessão ordinária, desta vez, em Rio Caldo, no Salão da Junta de Freguesia, tendo antes do período da ordem do dia, registado a apresentação de um documento, com um Voto de Congratulação pela eleição do PNPG como uma das "7 Maravilhas Naturais de Portugal".
Outras intervenções se registaram sobre, entre outros, o estacionamento pago na Vila do Gerês, os incêndios e suas consequências para o PNPG e para Terras de Bouro, a construção de ETAR, o abastecimento de água no Concelho, a auditoria à situação financeira do Município, a actual situação dos sapadores florestais, a revisão do PDM e obras nas freguesias, questões que mereceram a melhor consideração e resposta pelo Presidente do Municrpio, Dr. Joaquim Cracel Viana.
De seguida e já na Ordem de Trabalhos, destacou-se a apresentação e aprovação por unanimidade de uma terceira revisão ao Orçamento, no valor de 2.577.000,00 euros, fruto do aumento de receitas por transferências havidas relativamente aos projectos do Pavilhão Municipal, da Piscina Municipal, da alteração e requalificação da rede viária, da revisão do projecto Natur-parque e ainda da Biblioteca Municipal.
Foi presente ainda a minuta de proposta de contrato do Plano de Pormenor da Caniçada (Ex-Bairro da EDP), fundamental para o desfecho na definição e aquisição de lotes pelos interessados e que foi aprovada por unanimidade, sendo considerada por todos como mais uma das últimas etapas que se cumpriram e que irão levar à concretização, há muitos anos aguardada, de requalificação daquele espaço, agora pertença do Município.
Por último, foi lido e aprovado, por unanimidade, um Voto de Congratulação pela vitória do PNPG no recente concurso nacional das "7 Maravilhas Naturais de Portugal", apresentado por Agostinho Moura, do teor seguinte:
"A recente eleição do Parque Nacional da Peneda-Gerês como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal encheu de júbilo e justificado orgulho todos quantos têm como uma das suas referências ambientais os múltiplos atractivos naturais que essa área protegida encerra. Encontram-se, por isso, de parabéns os promotores dessa feliz iniciativa, no caso, o Município de Terras de Bouro, responsável pela candidatura, bem como todos aqueles que, através do voto, contribuíram para tão honrosa vitória, com a qual nos congratulamos. Uma vitória inteira mente merecida, sem dúvida, mas que deverá significar, também, e a partir de agora, uma responsabilidade acrescida e um apelo para o Ministério do Ambiente e o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), finalmente, e após tantos anos de imobilismo, concederem, ao único Parque Nacional existente no nosso país, os meios financeiros necessários à sua gestão equilibrada e operativa, como há muito se impõe. Pelos valores patrimoniais em causa, agora com maior visibilidade a nível nacional e internacional, é fundamental que sejam ultrapassados, entre a população residente e a direcção do PNPG, os conhecidos conflitos existentes por forma a que, para além de se tornar possível a preservação do incomensurável legado deixado às populações, seja alavancada esta eleição como um importante pólo de desenvolvimento turístico para a nossa Região".
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Recordando o Professor Emídio Ribeiro (VII)

O Prof. Emídio era um homem de média-baixa estatura, tronco ligeiramente curvado para a frente, de passo miúdo, e com uma tendência física a olhar para o chão. Muito mais tarde viemos a saber, casualmente, que também olhava muito para o alto. Os seus modos eram vagarosos, despreocupados e chamativamente serenos e discretos, mas manifestava um grande respeito e atenção pelos outros.Era dotado dum pensamento longamente detido e benévolo, mas notava-se que era suavemente exigente. (...) "De uma simplicidade de que só os grandes espíritos são capazes, muitas vezes nos impressionava peIa actualização dos seus conceitos, pela agudeza do seu raciocínio, pela bondade do seu julgamento e até porque não dizê-lo pela acutilância da sua fina ironia" (...). Ouvia muito, via muito e falava pouco. Isto definia, para os que o rodeavam, uma personalidade que evidenciava uma acentuada originalidade pessoal, uma singular simplicidade e uma extraordinária mestria de forma. Como professor, para os alunos, já o dissemos, estes traços não o ajudavam nada: sem dotes de eloquência, tornava-se monocórdico. Mas como director, as coisas mudavam radicalmente. O Prof. Emídio não dirigia através de disciplina que se sentisse, muito menos da força ou do ruído, mas pelo constante exemplo da elevada densidade humana e científica da sua conduta, que tinha a modéstia como aparente virtude cardeal. E assim o seu exemplo tocava e arrastava os que trabalhavam e viviam a seu lado. Portava-se talvez mais como um bom modelo de pai do que de director. Ajudava-os a crescer. A pausada piada fina a propósito, muitas vezes com tom jocoso, que descontraía e unia, saía-lhe com frequência e graça; muitas delas ficaram como gratas recordações na boca dos que o rodearam e espalharam-se. Este modo de ser e dirigir contrastava muito na época; as direcções eram geralmente duras, distantes, e até, por vezes, ruidosas. Como me testemunhou um seu amigo muito próximo, de modo muito original e perspicaz, "o Prof. Emídio, muito mais que um director; foi um formador de gerações de médicos, e o criador duma nova escola". Era, de facto, um modo surpreendente de estar e dirigir. Virou a maneira de chefiar do avesso e semeou muitos frutos para o futuro.
Nas visitas às enfermarias ou nas reuniões, o Prof. Emídio geralmente tardava bastante para falar. Primeiro, ouvia, ouvia muito atento; também auscultava e observava cuidadosamente; pelo meio, calma e delicadamente, lançava frequentemente uma hipótese de diagnóstico, geralmente certeira, em que os assistentes muitas vezes ainda não tinham pensado: "vocês já pensaram nisto?... Não será aquilo?... Outras vezes, fazia ele ou aconselhava a fazer mais perguntas ao doente.
Escrevia, tomava notas e voltava a ficar bastante tempo calado a pensar. Ouvia atenciosamente tudo e todos, até o mais novato. Criava-se expectativa pela sua opinião final. Finalmente, falava. O seu discurso, muito ponderado e sereno, começava entrecortado nas palavras e era precedido por gestos largos e circulares da mão direita, entre cujos dedos, habitualmente, segurava e agitava, por tique, uma banal esferográfica Bic de esfera fina. Quando o diagnóstico não confirmava nenhuma das hipóteses clínicas levantadas, a dele incluída, rematava: "bem, meus amigos, hoje é dia de enfiarmos todos a touca". Preservando-se, assim, do veneno da vanglória que destrói o mérito, "ajudava os outros a descobrir; questionando, e sujeitava-se a errar na frente deles para ensinar que também errava".
Uma espantosa lição de humildade e de vida!
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

«Quero colocar o Rio Caldo na ribalta»

Carlos silva é o novo coordenador técnico das Escolas de Futsal do GDRC Rio Caldo. Natural da cidade de Braga, o técnico é um profundo conhecedor da modalidade, tendo passado por clubes como os Leões de Penedo, Bradecor, Merelim, e, na temporada passada, treinou umas das equipas de formação do Sporting de Braga. Carlos Silva, para além de coordenar todo o futsal do clube vai, igualmente, orientar a equipa de juvenis no campeonato distrital da AF Braga. O novo homem forte do futsal do Rio Caldo espera levar o clube do concelho de Terras de Bouro bem longe nesta modalidade. «Colocar o Rio Caldo na ribalta do futsal é um objectivo pessoal», confidenciou o técnico ao jornal DVH que espera incutir «disciplina» e «regras desportivas» em todos os escalões. «Os resultados desportivos também são importantes, no entanto, existem factores mais importantes nestas idades.Vamos Tentar chegar o mais longe possível, sem objectivos definidos, nem pressões. A equipa tem de estar tranquila, vincou o técnico, explicando depois as diferenças que encontrou no clube, nomeadamente, no comportamento dos atletas. «Tenho onze jogadores e ninguém falta aos treinos.
Se algum não puder ir tem a preocupação de me avisar. São miúdos diferentes das grandes cidades. Mais maduros, sinceros e que se empenham com muita determinação. Espero que consigam ser excelentes profissionais e homens», concluiu. Recorde-se que, para além da equipa de juvenis, o Rio Caldo tem mais dois escalões: iniciados e escolinhas, treinados por Jorginho.
Fonte: Jornal Desportivo Vale do Homem, em 21-10-2010

Terras de Bouro: XII aniversário do Movimento Nacional de 28 de Maio em 1938

Os herdeiros do nosso antigo colaborador e ex-tesoureiro da Fazenda Pública neste concelho, o vieirense sr. Almeno Cruz, tiveram, há dias, um gesto que muito nos sensibilizou ao oferecerem-nos um precioso álbum de fotografias de seu saudoso pai, referente a um cortejo realizado em Terras de Bouro em 1938. Mas nada de qualquer informação escrita sobre tal evento. Com a valiosa colaboração da eficiente técnica do Arquivo Municipal, porém, conseguimos pesquisar qual o acontecimento festivo que deu origem às várias dezenas de fotografias que se encontram recolhidas no álbum referido.Foi, pelos vistos, a comemoração, em Terras de Bouro, do XII aniversário do Movimento Nacional de 28 de Maio, a qual incluiu uma sessão solene na Câmara Municipal e um cortejo com as representações das freguesias do concelho, devidamente trajadas à moda daquela época. Exercia as funções de Presidente da Câmara, nessa altura, o licenciado João Baptista Alves da Costa devido ao respectivo titular, Monsenhor Paulo António Antunes, se encontrar doente.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Gerês: obras no cemitério

Melhoramentos que há muito se impunham, a parte mais antiga do nosso cemitério acaba de ser beneficiada com o calcetamento dos seus passeios centrais e a colocação de corrimões de ferro nas escadas de acesso, quer à parte mais antiga, quer à primeira ampliação. Deste modo, e além de um aspecto mais airoso, espera-se ficarem resolvidos os problemas causados aos transeuntes pela lama, sempre que chovia, bem como se proporcionaram melhores condições de acesso, sobretudo às pessoas com problemas de locomoção – situações para as quais vínhamos a alertar, nestas colunas, há já bastante tempo.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Gerês Antigo: Parada Infantil da Cruzada Eucarística

Lindíssimo texto do Dr. Agostinho Moura.
Nos tempos áureos desta vila termal, celebravam-se aqui três festividades religiosas anuais: as de S.to António, em Junho; a da padroeira, S.ta Eufêmia, em Agosto e a de Nossa Senhora de Fátima, em 12 e 13 de Setembro. Hoje, como é sabido, dessas três festividades, apenas se mantém a da padroeira.
A festa de S.to António que durante muitos anos tinha uma substancial fonte de receita nas arrematações das carnes de fumeiro que, no período de Inverno, eram leiloadas, pelo saudoso "tio" António Perneta, no final da missa dominical das 10 h, à porta da capela de S.ta Eufêmia, deixou de ser feita há relativamente pouco tempo. Com o decorrer dos tempos e o abandono da criação daqueles animais pela maior parte das famílias geresianas, essa festa entrou em declínio até ser suprimida há poucos anos, por decisão do pároco, Pe. Armando Vaz, por entender que sendo esse santo o padroeiro da freguesia de Vilar da Veiga, onde é festejado, não se justificava, liturgicamente, a repetição, na mesma paróquia, de tal festividade.
A homenagem à padroeira nem sempre mereceu, como deveria, a melhor das atenções por parte dos geresianos e ocasiões houve, nas décadas de 50/60 do século passado, em que as comissões nomeadas se mostraram desinteressadas e as festividades limitaram-se, por vezes, à Missa Solene e sermão, suportadas, quase sempre, pelo sr. Armando Espada, grande devoto da nossa padroeira. Curiosamente, e apesar de não se realizar há bastantes vários, a Festa da Senhora de Fátima, foi nos anos 50/60, a de maior referência no Gerês.

Num tempo em que a categoria das bandas filarmónicas era o "barómetro" das festividades, por aqui passaram, nesses tempos, algumas das mais afamadas bandas musicais do país, como as das Minas do Pejão, Freamunde, Revelhe, Golães, Trofa e Vale de Cambra, entre outras. A pouco e pouco, porém, foi decaindo até deixar de se realizar. Fez no passado dia 13 de Setembro precisamente 60 anos que, em 1950, por iniciativa do saudoso pároco, Pe. Ernesto Amorim Guimarães, aqui se rea1izou uma festividade única de que muitas pessoas ainda se recordam. Foi a célebre Parada Infantil da Cruzada Eucarística, participada por 300 crianças da catequese de toda a freguesia que, a partir de junto ao antigo hospital, desfilaram pela avenida fora até à Capela entoando hossanas de alegria. Assistiram à Missa Solene, a grande instrumental, sob a presidência do arcipreste de Amares, que representava o Arcebispo de Braga. Após a cerimónia religiosa, foi servido às 300 crianças um lauto almoço na Colunata Honório de Lima (gravura), em que foram consumidos uma vitela, 20 Kg de arroz, 4 cântaros de vinho e 5 alqueires de milho, tudo isso oferecido pelo pároco; a sobremesa foi constituída por carradas de uvas fornecidas pelos lavradores de Vilar da Veiga. As pensões da Ponte, Geresiana, Central Jardim e Hotel Ribeiro confeccionaram a refeição, com a ajuda dalgumas catequistas; a Junta de Turismo cedeu as bancadas para as crianças se acomodarem e a Empresa Hoteleira forneceu a madeira para as mesas.
A meio da tarde, saiu uma imponente procissão eucarística das crianças, nela se incorporando inúmeros vizinhos galegos que aqui vinham, nesse tempo, cumprir as promessas feitas a S.ta Eufêmia. Ao palio, iam o Dr. Celestino Maia, director clínico; Dr. Fernando de Sousa, adjunto do balneário termal; Dr. Xavier de Araújo, médico municipal, da Seara, Rio Caldo; Dr. Emídio Ribeiro, professor na Faculdade de Medicina do Porto; Conde Cabral; e o Tenente da Secção da Guarda Fiscal. Foi, sem dúvida, um acontecimento inesquecível que ainda hoje é recordado por todos quantos nele participaram ou a ele assistiram.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Vilar da Veiga: os nossos reparos

As recentes obras de remodelação e beneficiação das chamadas pontes de Rio Caldo, entre outros pormenores, colocaram um separador entre os pisos das pontes destinados ao tráfego de viaturas e os passeios, para proteger, assim, a passagem de peões. Só que quem tomou esta decisão não reparou que, ao colocarem tais separadores em cimento no limite da guia dos passeios, não deixaram qualquer saída para escolar a água das chuvas, ficando estas ali acumuladas e, desse modo, encharcarem os pés aos transeuntes o que não é nada agradável, sobretudo sobretudo no tempo de Inverno. O reparo aí fica na esperança que quem de direito dê uma solução ao problema.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010

Vilar da Veiga: ETAR de Pereiró em construção

Necessidade cuja solução há muito se vinha a fazer sentir, pelos inúmeros problemas que a sua inexistência estava a provocar às populações do Peito do Galo, Banco do Ramalho, Meia Légua e Pereiró, designadamente nos meses de Verão, a questão da várias vezes anunciada construção da ETAR de Pereiró foi levantada por Agostinho Moura na última sessão da Assembleia Municipal, realizada em 27 de Setembro. O chefe do executivo municipal informou que, depois de estar previsto o seu arranque para Julho passado, foi adiado para Setembro, tendo começado naquele próprio dia 27. O prazo da sua construção é de, 30 dias e a empresa “Águas do Noroeste" já procedeu ao pagamento ao proprietário do terreno onde decorrem as obras, dos custos da cedência do mesmo por três anos.
Fonte: Jornal Geresão, em 20-10-2010