No próximo dia 16 de Maio, terá lugar a subida da Vezeira, com o programa dos últimos anos. No dia da subida da Vezeira e com o mesmo nome, por iniciativa do Município de Terras de Bouro, haverá um trilho pedestre que partirá do Vidoeiro às 9 horas, tendo a duração prevista de 4 horas.terça-feira, 20 de abril de 2010
Vilar da Veiga: Subida da Vezeira no Gerês
No próximo dia 16 de Maio, terá lugar a subida da Vezeira, com o programa dos últimos anos. No dia da subida da Vezeira e com o mesmo nome, por iniciativa do Município de Terras de Bouro, haverá um trilho pedestre que partirá do Vidoeiro às 9 horas, tendo a duração prevista de 4 horas.Rio Caldo: os jovens deram o exemplo
Vilar da Veiga: Prevenção de incêndios florestais
Galegos perderam-se na Serra do Gerês
«O último fim-de-semana de Março não terá, por certo, deixado gratas recordações a um grupo de visitantes galegos que escolheram a nossa região para contactarem directamente com a natureza, desfrutando das imensas belezas naturais da Serra do Gerês.
Tendo como ponto de encontro a Cascata, aqueles visitantes partiram de Rio Caldo, onde ficaram instalados, em grupos, com destino à Pedra Bela. Mas três deles, oriundos de Pontevedra e da Coronha, enganaram-se no percurso e, no final desse dia, nada se sabia sobre os seus paradeiros. Alertada, cerca da meia-noite, a GNR, esta deu conta da situação ao Comando distrital de Operações de Socorro de Braga que desde logo accionou os mecanismos para uma operação de resgate que envolveu os Bombeiros de Terras de Bouro, GIPS, GNR, um vigilante do PNPG e um helicóptero da Autoridade Nacional da Protecção Çivil, estacionado em Santa Comba Dão, que às 7 horas da manhã do dia seguinte, domingo, dia 28, acabariam por detectar os três desaparecidos, sãos e salvos, perto de Montalegre».
Figuras Típicas do Gerês
«Tal como já assinalámos por mais de uma vez em textos anteriores, as águas minero-medicinais do Gerês, depois de concessionadas, em 1888, a Ricardo Jorge e Paulo Marcelino de Freitas, por incumprimento do contrato da concessão foi-lhes o mesmo retirado pelo Estado, sendo concedido em 1896, à firma Santos & Companhia, liderada pelo médico-cirurgião portuense, Dr. Augusto António Santos Júnior, que seria o primeiro director clínico das Caldas do Gerês. Foi esta firma, com a denominação também de Empresa das Águas do Gerês, como vimos já também, na observância, aliás, das cláusulas constantes do alvará de concessão, que se lançou à tarefa de construção dos balneários termais de 1.ª e 2.ª classes, além da buvete, já que as anteriores instalações balneares, constituídas pelos poços termais, se encontravam obsoletas, pois datavam de 1735, mandadas então erguer por ordem do Rei D. João V, ele próprio também frequentador destas Caldas».

Carro roubado em segundos no Gerês
«A nossa vila foi cenário, na tarde do dia 30 de Março, de um roubo de uma viatura em fracções de segundos, vindo dar razão às constantes recomendações das forças policiais para que os condutores nunca abandonem as suas viaturas sem as fecharem devidamente.
Depois de ter limpo o seu automóvel em frente ao salão de cabeleireiro de que é proprietário, em plena Avenida Manuel Francisco da Costa, João Fernandes dirigiu-se ao salão para arrumar o detergente e ao entrar, ouviu logo os gritos de sua esposa a avisá-lo de que lhe estavam a roubar o carro, que ficara com a respectiva chave na ignição.
Tentando impedir o roubo, consumado por um casal desconhecido, o dono do carro ainda abriu a porta do lado da acompanhante, agarrando-se ao casaco dela, mas o larápio fugiu com a viatura, arrastando por alguns metros aquele cabeleireiro, causando-lhe algumas escoriações. A GNR do Gerês tomou conta da ocorrência, tendo a viatura apenas sido encontrada no dia 10 do corrente, em Salto, Montalegre».
Terras de Bouro: Assembleia Municipal reúne no dia 26 de Abril
- apreciação da actividade e da situação financeira do município;
- análise e votação da 2.ª revisão às Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2010;
- análise dos Documentos de Prestação de Contas relativos a 2009.
Terras de Bouro: Comemoração do 25 de Abril
- no dia 24, às 21h,na Praça do Município, actuação do Grupo de Música Popular "Verde Canto";
- no dia 25, às 10h, no Campo Municipal, Torneio da Liberdade em futebol participado por diversas associações concelhias e as Escolinhas de Formação de Futebol do Distrito de Braga; 11 h, Trilho da Geira, organizado pela Associação Cultural da Ribeira, entre a Ribeira e Covide, com partida no lugar de Gogide».
Gerês Antigo
«À medida em que procuramos novos elementos sobre o Gerês de outras eras, e comprovando a grandeza da nossa terra já nesses tempos, registe-se a abundância de documentos escritos e fotográficos de incalculável valor que pena é não se encontrarem devidamente organizados e arquivados para não se perderem com a voragem do tempo. Tudo isto vem reforçar uma opinião que, há muito defendemos e que, apesar de concretizada, foi preterida por discutíveis opções políticas: a biblioteca do Gerês.
Quando é que ela toma a dispor do espaço que lhe foi concedido para nele se recolher o incomensurável espólio documental da história geresiana?»
Terras de Bouro: Delapidar? Não, obrigado!
Rio Caldo: EDP melhora serviço
segunda-feira, 19 de abril de 2010
AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna
Resumo
Vilarinho da Furna era uma das últimas e mais típicas aldeias comunitárias
da Europa. Até que a construção de uma barragem, que dá pelo nome da antiga aldeia, pôs termo à sua existência, no princípio dos anos setenta. E os seus moradores foram, então, dispersos pelas mais variadas paragens dos concelhos de Braga, Viana do Castelo, Ponte da Barca, Barcelos, Vieira do Minho, Terras de Bouro, etc., etc., onde refizeram as suas vidas, nas mais adversas circunstâncias.
Os anos passaram, e, hoje, esses mesmas pessoas estão organizadas n'AFURNA - Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna -, que tem por objectivo a defesa, valorização e promoção do património cultural, colectivo e/ou comunitário do antigo povo de Vilarinho.
O património comunitário de Vilarinho da Furna situa-se na zona raiana do concelho de Terras de Bouro, um dos concelhos mais extensos de Portugal e menos densamente povoados.
Esse património é, fundamentalmente, constituído pelas componentes histórico-cultural e socio-económica. Daí as tarefas e/ou acções a desenvolver nas áreas da cultura, da formação, da investigação científica e do desenvolvimento económico--social. O que trará consigo, além do mais, a criação de um pólo de desenvolvimento regional, com incalculáveis benefícios para o próprio país.
Vilarinho antes da barragem
1. Apresentação
Vilarinho da Furna, situada entre as Serras da Amarela e do Gerês, vizinha da Galiza, era uma das últimas e mais típicas aldeias comunitárias da Europa. Até que a construção de uma barragem, que dá pelo nome da antiga aldeia, pôs termo à sua existência, no princípio dos anos setenta, do século passado. E os seus moradores foram então dispersos pelas mais variadas paragens dos concelhos de Braga, Viana do Castelo, Ponte da Barca, Barcelos, Vieira do Minho, Terras de Bouro, etc., etc., onde refizeram as suas vidas, nas mais adversas circunstâncias.
Os anos passaram e, hoje, essa gente está organizada n'AFURNA - Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, que tem por objectivo a defesa, valorização e promoção do património cultural, colectivo e/ou comunitário do antigo povo de Vilarinho.
O património comunitário de Vilarinho da Furna situa-se na zona raiana do concelho de Terras de Bouro, um dos concelhos mais extensos de Portugal e menos densamente povoados, devido aos movimentos migratórios das suas populações, ora em busca de recursos económicos que as estruturas locais não possibilitam, ora compulsivamente afastadas das suas terras, como aconteceu no Vilar da Veiga e em Vilarinho da Furna.
Esse património‚ é fundamentalmente constituído pelas componentes histórico-cultural e sócio-económica. Daí as tarefas e/ou acções a desenvolver nas áreas da cultura, da formação, da investigação científica e do desenvolvimento económico-social. O que trará consigo, além do mais, a criação de um pólo de desenvolvimento regional, com incalculáveis benefícios para o próprio país.
2. Acção Cultural e Científica
A aproximação do termo da construção da barragem, nos fins dos anos sessenta, do século passado, levou-me a estabelecer um programa de salvaguarda do seu património cultural, já então mundialmente conhecido. Daí surgiu a ideia da construção do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna. Vários anos se passaram e o Museu, feito com pedras da aldeia submersa, está finalmente construído, pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, segundo projecto do saudoso Arq. João Rosado Correia, a escassos quilómetros da antiga povoação de Vilarinho. A inauguração do edifício foi feita por S. Exª o Sr. Primeiro Ministro, Prof. Dr. Cavaco Silva, em 14 de Maio de 1989.
Nesse Museu se pretende, principalmente, documentar a vida de Vilarinho da Furna, nas suas semelhanças e diferenças com a dos outros povos da região. E fazer dele um Centro Cultural polivalente, com as necessárias infra-estruturas para o desenvolvimento cultural e científico, ao serviço das populações da região em que se insere. O que implica, antes de mais, o equipamento do próprio Museu.
Dado o estado em que a generalidade dos materiais etnográficos se encontra, devido às deficientes condições em que estiveram antes, durante cerca de 20 anos, é necessário proceder, ao tratamento e/ou restauro das colecções existentes. O que implicará um tratamento local, nos casos em que isso for possível, ou um tratamento em laboratórios da especialidade.
Além da exposição permanente, deverão ser organizadas no Museu exposições temporárias, quer com as espécies do próprio Museu, quer com outras peças etnográficas e/ou obras de arte. E, para possibilitar a investigação, terá de haver uma Biblioteca e Centro de Documentação, com os indispensáveis Meios Audiovisuais.
Como nas instalações do Museu vão funcionar a sede d'AFURNA e um Bar etnográfico, que fomentará a gastronomia regional, prevê-se também o respectivo equipamento.
Uma vez completada essa primeira fase, deverá proceder-se a uma ampliação das colecções existentes, com novas recolhas a ser levadas a efeito entre os antigos habitantes de Vilarinho da Furna e em todas as povoações do concelho de Terras de Bouro.
Nas dependências do Museu, em Pavilhões a construir, poderão funcionar Escolas de Artesanato local e de Formação Técnicoprofissional. Por outro lado, há necessidade de continuar a estudar cientificamente a documentação etnográfica existente, bem como avançar com a pesquisa arqueológica, histórica, económica, biológica, demográfica, etc., da região.
Dada a localização do Museu junto à célebre Estrada da Jeira, já declarada Monumento Nacional, com as linhas de defesa da fronteira nas redondezes e a submersa aldeia de Vilarinho da Furna transformada em Museu Subaquático, estão reunidas as condições ideais para um espaço museal aberto, com inestimável interesse histórico-turístico-cultural.
E, com a organização regular de palestras, colóquios, seminários, congressos, far-se-á do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna uma verdadeira instituição´cultural e científica,ao serviço da sociedade em que se insere, nesta zona que bem carece de fomentar um coerente desenvolvimento regional, ao serviço das populações que aí habitam
3. Acção Económica
Apesar de fortemente afectado com a barragem, o património de Vilarinho da Furna ainda conta com cerca de 3000 hectares de terrenos, dispersos pelas serras da Amarela e do Gerês. São terrenos comunitários que, devido às lutas contra as investidas dos Serviços Florestais, desde finais dos século XIX, acabaram por se transformar numa propriedade privada dos descendentes dos outorgantes, naturais de Vilarinho, que constam de uma escritura de aforamento dos respectivos terrenos, feita pela Câmara Municipal de Terras de Bouro em 17 de Agosto de 1895.
Neste momento, é preocupação dos antigos moradores de Vilarinho da Furna proceder a um aproveitamento integral desse património. Para o que se prevê:
- A reflorestação dos referidos terrenos sitos nas serras Amarela e Gerês;
- A criação de uma reserva faunística;
- A criação de um Parque Eólico;
- A criação de um Museu Subaquático;
- A promoção de um aproveitamento turístico que defenda e valorize o património ecológico existente.
A reflorestação da serra considera-se uma tarefa prioritária. De facto, além de ter uma escassa cobertura vegetal, está constantemente sujeita a fogos e a uma intensa erosão. Por isso se prevê, além da plantação com espécies nativas, a criação de infra-estruturas adequadas, a limpeza e vigilância sistemáticas.
A par da reflorestação, procurar-se-á criar condições para um natural desenvolvimento das espécies faunísticas típicas da região, a partir da reconstituição dos seus habitats . Nomeadamente para protecção e desenvolvimento do javali, do corço, espécie já muito rara no nosso país, da raposa, do texugo, do gato bravo, da perdiz, da águia real, entre outras.
Dentro dessa área, pretende-se também fazer a criação, selecção e apuramento do garrano ibérico, raça cavalar primitiva, em risco de perder a sua pureza devido a uma miscigenação com outras raças de cavalos que proliferam na região. O garrano, provavelmente cá introduzido pelos Búrios no século V da nossa era, perfeitamente adaptado às condições agrestes da região, é um valor genético nacional que urge preservar.
Esta região montanhosa, revestida de uma flora apropriada, com várias espécies melíferas, constitui uma zona de excelência para a apicultura. O fomento da apicultura, baseado em métodos modernos, em que as colmeias substituirão os velhos cortiços, constituirá uma importante fonte de rendimentos, de colocação garantida junto dos turistas que durante quase todo o ano afluirão à região, se nela encontrarem condições.
Toda a área em questão, a preservar como reserva turística e ecológica, tem de ser defendida de elementos perturbadores, como os caçadores furtivos e o campismo selvagem.
Para evitar o campismo selvagem, serão aproveitadas infra-estruturas já existentes na região. E os turistas deslocar-se-ão pela serra, em passeios a pé ou a cavalo, com ou sem guias. Os percursos serão convenientemente estudados, e divulgados os itinerários mais interessantes e recomendáveis.
Para os turistas que fizerem maiores deslocações, haverá abrigos de montanha, devidamente sinalizados, onde será possível pernoitar, perfeitamente integrados na paisagem e fiéis aos tipos de construção originária dos povos da região.
Poderá ser necessário estabelecer zonas de reserva integral, onde será completamente vedado o acesso de pessoas, para que não se perturbem as espécies e habitats que careçam de maior tranquilidade.
A reserva terá que ser provida do número de guardas e guias necessários para o seu bom funcionamento, tanto durante a época de mais intensa utilização (fim da Primavera a princípio do Outono), como durante o resto do ano, protegendo a área dos caçadores e intrusos, e fiscalizando toda a zona.
Nos terrenos vizinhos de S. João do Campo, em ligação com os terrenos de Vilarinho sitos na Serra do Gerês, há condições excelentes para o desenvolvimento da pastorícia de gado bovino, ovino e caprino, além de outras espécies domésticas. O que, aliado à agricultura regional, e à pesca de truta na al- bufeira de Vilarinho, permitirá o desenvolvimento do gastronomia da região.
O artesanato local, para o que já existe uma oficina na vizinha aldeia de Covide, que, em tempos, já funcionou na dependência do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, já tem a sua procura, o que garante alguns postos de trabalho.
Por tudo isso, estamos em crer que o conhecimento e divulgação do mundo rural desta região trará a sua promoção, levando os habitantes a
conservarem os seus valores culturais, ao mesmo tempo que incentivará as populações locais a permanecerem na região, quando aí puderem encontrar postos
de trabalho minimamente condignos. A melhoria das condições económicas acarretará a melhoria das condições de vida.
A implementação deste projecto, nas suas diversas componentes, reveste-se de singular interesse. De facto, trata-se de um projecto integrado, com potencialidades para transformar esta zona num importante pólo de desenvolvimento regional sustentável, com inestimáveis benefícios, não apenas para as populações aí residentes, mas para o próprio país, com inegáveis repercussões internacionais.
4. À Guisa de Conclusão
O meio rural, com o seu tradicional modo de vida, está hoje seriamente ameaçado por todo a Europa. A destruição, pura e simples, da aldeia comunitária de Vilarinho da Furna é disso um exemplo típico. Mas parte do seu património conseguiu sobreviver. É esse mesmo património que nos propomos salvaguardar e valorizar. Protegendo a natureza, desenvolvendo a cultura e a ciência, criando postos de trabalho, melhorando as condições de vida das populações locais. No interesse do nosso povo. Para benefício do país.
Autor: Dr. Manuel de Azevedo Antunes
Vilarinho da Furna vai ter Natur Parque
Câmara de Terras de Bouro investe 3,5 milhõesA Câmara de Terras de Bouro vai investir 3,5 milhões de euros na construção de um Natur Parque junto à aldeia de Vilarinho da Furna, submersa em 1972 pela barragem do rio Homem.
O projecto envolve um museu subaquático, a aquisição de uma embarcação com fundo transparente para observação da aldeia submersa e a construção de um ancoradouro, de uma área de lazer e de um parque de merendas.
A iniciativa, cuja primeira fase vai ser candidatada ao QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional - inclui trilhos pedestres, um deles de Mineralogia para observação de uma gruta de quartzo, e um Posto de Observação de animais selvagens, que servirá, também, como abrigo de montanha para os pedestrianistas.
Prevê duas casas de abrigo, a qualificação de uma praia fluvial, um sistema de abastecimento eléctrico com recurso a painéis solares, mini-hídricas nos moinhos e recuperação das Casarotas da serra Amarela, do Fojo do Lobo e dos socalcos e caminhos tradicionais.
Contempla também um fluviário no rio Homem - um aquário com espécies piscícolas - e um apiário, que, além de produzir mel do Gerês, dará a conhecer as técnicas da apicultura.
As obras previstas passam ainda pela reconstrução da antiga Ponte do Couço, a ponte de Vilarinho das Furnas que foi desmontada aquando do enchimento da albufeira, e pela recuperação dos moinhos da zona.
O investimento, que se situa fora da área do PNPG-Parque Nacional da Peneda-Gerês será inserido num conjunto de estruturas existentes na zona, nomeadamente as Portas do Parque Nacional, a Geira, a antiga via romana - onde existem várias ruínas de pontes - , o Museu de Vilarinho das Furnas, o Centro de Interpretação do Garrano, e o futuro parque dos marcos miliários romanos.
O acesso ao Natur Parque far-se-á pela estrada florestal que percorre a margem direita da albufeira, mas será controlado, privilegiando a deslocação a pé ou a cavalo, e de forma a impedir a entrada indiscriminada de viaturas.
Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste de Terras de Bouro, considerada uma das aldeias comunitárias mais típicas de Portugal.
A aldeia despertou o interesse de cientistas, artistas sociólogos e arquitectos, muito antes de desaparecer nas águas da barragem - que integra o sistema hidroeléctrico Alto-Cávado Rabagão construído pelo Estado Novo.
Entre os que abordaram a vida de Vilarinho, contam-se o etnólogo Jorge Dias, o cineasta António Campos e a arquitecta Delmira Calado.
Publicado no jornal “Terras o Homem”- Terraimagem , em 15 de Julho de 2008
Vilarinho das Furnas: "No dia seguinte só havia silêncio"

“Trinta antigos moradores regressaram à aldeia submersa pela barragem há 40 anos”
João Rodrigues aponta entre as árvores para o que resta do casario da antiga povoação. "Era aqui a famosa aldeia de Vilarinho da Furna". Foi ali que nasceu, há mais de 60 anos, na povoação encravada entre as serras do Gerês e da Amarela. Para trás, na história da aldeia, estão 40 anos de submersão nas águas da barragem que lhe tomou o nome.
O antigo morador vive hoje em Vila Verde e é um dos 30 antigos moradores que quis regressar a Vilarinho para acompanhar a apresentação do projecto NaturParque. Desde 1971 que ninguém aqui mora, depois de preparado o caminho para a subida das água do rio Homem. Mas, em ocasiões como esta, os vilarinhenses aproveitam para regressar às origens.
Especialmente a 8 de Dezembro, dia da padroeira da aldeia, Nossa Senhora da Conceição. Ano após ano, os antigos moradores continuam a aproveitar a data para se encontrarem, lembrando as velhas festas no coração da aldeia. "Íamos de porta em porta chamar os convidados", lembra João Rodrigues. A ementa era composta habitualmente por cabra com batata e arroz de miúdos. Para a sobremesa ficavam as rabanadas, feitas com pão espanhol, quando a fronteira se atravessava ilegalmente.
Os antigos moradores não perderam o contacto entre si, especialmente desde que, em 1985, criaram a associação A Furna, empenhada na preservação da aldeia comunitária. Hoje, para os que sobreviveram a quatro décadas, as memórias da vida na aldeia confundem-se com as do seu fim.
"Vem aí a presa." A frase verbalizava o receio de desaparecimento da aldeia nos anos que antecederam o enchimento da albufeira. A "presa" começou a ser uma realidade cada vez mais próxima, até que, em 1971, foi preciso meter toda a aldeia em carrinhas e tirá-la dali. A diáspora de Vilarinho espalhou-se por vários concelhos do Norte e pela emigração, mas alguns moradores ficaram a viver ali perto, na povoação vizinha de S. João do Campo.
Era lá que vivia José Maria Barreira. Filho de moradores de Vilarinho, lembra-se de ir à aldeia dos pais amiúde. "Tinha lá uma pequena e ia lá muito aos bailes de domingo", recorda. Acompanhou a mudança dos vizinhos e lembra o primeiro amanhecer da aldeia-fantasma: "No dia seguinte só havia silêncio. Houve uma voz que se apagou." Vilarinho da Furna estava logo do outro lado do rio. "Tinham rebanhos de cabras, tinham vacas e porcos, mas de repente deixámos de os ouvir. Era como se nos faltasse qualquer coisa", ilustra José Maria.
As memórias de João Rodrigues são menos dramáticas. Diz ter "amolecido lentamente" a dor da perda das raízes. Explica: "Como fui viver para Campo, vi a barragem encher lentamente. A água não me chegou logo ao pescoço, foi-me afogando lentamente."
Publicado no Jornal “O Público” em 23-08-2009
domingo, 18 de abril de 2010
Terras de Bouro prepara a semana do tudo ou nada
Por sua vez, a UD Vila Chã, a jogar em casa, venceu o FC Tadim por 3-2, passando a liderar a tabela classificativa. A jogar em casa, o Forjães também venceu por 2-1 o Soarense e passou a ser o segundo.
Nada está perdido para a Associação Desportiva de Terras de Bouro que na próxima jornada recebe a UD Vila Chã e, como lhe compete, terá de vencer este jogo. Depois desta jornada, a Associação Desportiva de Terras de Bouro receberá o Forjães, no dia 28 de Abril, e se vencer, como se espera, passará a ocupar o 1.º lugar com mais pontos do que a UD Vila Chã.
Entretanto, quem consolidou o 6.º lugar na tabela foi o Grupo Desportivo do Gerês que venceu em casa a AD Ninense por 1-0.
sábado, 17 de abril de 2010
Teatro da Balança na Escola Amar Terra Verde
Com encenação de Herculano Santos, no dia 29 de Abril, pelas 20h30, os jovens da freguesia da Balança apresentam, na Escola Profissional de Amares, as peças de teatro “A Petição” e “Os Crónicos”.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Posto médico de Rio Caldo "funciona muito mal"

“Posto médico funciona muito mal” - quem o diz é o presidente da Junta de Rio Caldo em entrevista publicada hoje, dia 15, no jornal "Terras do Homem."
Este autarca "gostaria de ver respostas das entidades competentes para os problemas da saúde na estrutura instalada em Rio Caldo".
«Enquanto líder de uma lista independente, abraçou um “difícil combate” nas últimas eleições autárquicas, contra um PSD que se mantinha no poder há largos mandatos, e venceu. Com poucos meses de lides políticas, Serafim Alves não se escusou, contudo, a descrever as principais linhas de orientação da sua política para os próximos quatro anos. A instalação, na totalidade da freguesia, da rede de saneamento, com uma posterior melhoria dos acessos no interior da mesma, são a grande meta que quer ver atingida. Depois, sim, há que trabalhar para requalificar as praias fluviais de Rio Caldo, para atrair cada vez mais turismo, uma das principais fontes de riqueza da freguesia.
Terras do Homem: Este é primeiro mandato que cumpre à frente dos destinos da freguesia de Rio Caldo. Quais serão as áreas que privilegiará nestes primeiros quatro anos?
Serafim Alves: Temos várias áreas onde actuar. Desde logo, temos uma intervenção para executar na zona do ‘Tanquinho’, na margem da albufeira, onde queremos construir uma moderna zona de lazer e um parque de manutenção, para garantir, de uma forma sustentada, o progresso do turismo.
Tentaremos melhorar as infra-estruturas que existem, acrescentando novos atractivos para quem nos visita. Lembro-me de uma outra obra que temos previsto, que é a praia fluvial da Barca, dotando-a com casas de banho, pontos de recolha de lixo, aumentando a zona de areal. No fundo, requalificar aquela zona.
Por outro lado, no que toca a transportes públicos, queremos também melhorar as condições das nossas paragens. Colocar novas paragens onde não existem, uma vez que, de inverno, as crianças enquanto esperam pelo autocarro se molham frequentemente.
Além disso, temos tentado encaminhar os casos de famílias carenciadas que vamos tendo conhecimento, para quem de direito, a fim de que possam resolver os seus problemas, nomeadamente a Câmara Municipal e a Segurança Social.
TH: Ao nível de acessos, no interior da freguesia, como se encontra Rio Caldo?
SA: Ainda há muito para fazer. No que toca aos caminhos, ainda há muito para fazer. Por exemplo, há que melhorar, e muito, as condições existentes na Seara de Cima, na Corujeira e em muitas outras zonas. É necessário pavimentar caminhos nessas freguesias.
Esses caminhos ainda estão por melhorar devido, essencialmente, à ausência de saneamento básico. Grande parte da nossa freguesia não tem, ainda, saneamento básico. Não nos adianta estarmos a arranjar caminhos para depois, a quando da colocação do saneamento básico, voltarmos a alagar os mesmos. A única zona que já dispõe de saneamento é a que está próxima da estrada nacional.
TH: Nestes quatro anos contam, então, proceder à instalação da rede de saneamento em toda a freguesia?
SA: Exactamente. Nós queríamos que ficasse tudo concluído já neste mandato. Nós temos conhecimento que a Câmara já assinou ou protocolos com a empresa ‘Águas do Ave’ para a execução dessas obras e, por aquilo que nos disseram, até 2013, tem que ficar tudo ligado. Estou em crer que, neste mandato, se tudo correr bem, ficará tudo instalado. Desta forma, acabaremos com determinadas fossas que são despejadas, por aí, de qualquer maneira e que constituem um perigo para a saúde pública.
TH: A liderança da Câmara Municipal mudou recentemente de protagonistas. Nesta freguesia, também se verificou essa mesma alteração, com a sua eleição para presidente de Junta. Como tem sido o diálogo com o presidente da Câmara?
SA: Para já, não temos que dizer. Até agora temos tido as melhores relações possíveis.
TH: Rio Caldo é uma freguesia que vive muito ligada ao turismo, náutico e religioso. No entanto, trata-se de duas áreas sazonais que, de Inverno, registam uma quebra assinalável. Como ultrapassar essa realidade?
SA: Nomeadamente através da criação de planos de atractividade alternativos. Com a organização de novos eventos, de outras actividades para os períodos mortos. Há que tentar implementar, nesta zona, outras acções para atrair turistas nesse período. Embora nós tenhamos o S. Bento que, ao longo de todo o ano, recebe um número assinalável de turistas, nomeadamente ao fim-de-semana.
Serviços de saúde preocupam
TH: Ao nível da prestação de serviços sociais, entende que Rio Caldo está dotado dos necessários meios para atendimento da população?
SA: Creio que sim. Temos posto médico, farmácia, banco, Cruz Vermelha.
O posto médico, no entanto, é algo que nos preocupa bastante, porque não está a funcionar em condições. Está aberto, mas funciona muito mal. Gostaríamos de alargar o horário de atendimento e até haveria médicos disponíveis para atender fora do horário agora estabelecido.
No entanto, se até existem médicos para alargar o atendimento para lá do horário convencional, escasseiam auxiliares administrativos para os acompanhar. Tínhamos três administrativos. Um reformou-se e não foi substituído. Um outro está de baixa, de momento. Pelo que nos resta um, que não pode, evidentemente, ver alargado o seu horário de trabalho. Ao nível dos médicos, também não é o desejado. Temos dois médicos, mas não estão a tempo inteiro.
Por outro lado, seria, de todo, importante que as pessoas, nomeadamente quem trabalha, pudessem chegar cá, no final do período laboral, e serem atendidas por um médico, evitando assim terem que faltar ao trabalho, para realizarem consultas de rotina. Até porque este posto serve três das freguesias mais populosas do concelho: Valdozende, Vilar da Veiga e Rio Caldo.
TH: E quanto ao prazo de atendimento das pessoas? Os utentes têm médico de família, mas quanto tempo esperam para conseguirem uma consulta?
SA: Esse é, precisamente, outro dos problemas. Uma pessoa marca uma consulta e só passado dois ou três meses é que é atendido. Além disso, não existe um serviço de atendimento de urgências. Temos apenas o hospital de S. Marcos, que está a 40 quilómetros de distância.
Queremos, também neste aspecto, intervir de alguma maneira, para ajudar a melhorar o atendimento aos utentes.
Juntas de freguesia deveriam ter mais autonomia
TH: Uma vez que está agora a principiar o primeiro mandato enquanto presidente da Junta de Freguesia de Rio Caldo, acha que doze anos serão suficientes para executar uma linha de actuação traçada para a freguesia? Concorda com esta limitação de actuação, prevista na lei, a três mandatos?
SA: Penso que sim. Doze anos é o suficiente para traçar uma linha de acção e deixar obra feita. No meu caso, no final gostaria de ver, por exemplo, todas as praias fluviais requalificadas e atractivas, porque penso que poderá ser por aí que passará o futuro desta freguesia, que vive essencialmente do turismo.
Além disso, há a questão do saneamento básico, que entendemos como prioritário para as pessoas da freguesia e que queremos ver alcançada, no final do nosso ciclo. Se, a par disso, conseguirmos trabalhar os caminhos no interior da freguesia, acho que já seria bastante positivo.
Por outro lado, tentaremos também manter activa a equipa de sapadores florestais de que dispomos. Uma vez que o dinheiro que recebemos é muito pouco para manter a equipa de sapadores. As pessoas não sabem os sacrifícios que a Junta faz para manter esta equipa de cinco elementos.
TH: Acha, então, que os poderes dos presidentes de Junta deveriam ser reforçados?
SA: Acima de tudo, penso que as Juntas de freguesia deveriam ter mais autonomia. Isto porque são a entidade que está mais próxima do cidadão e que ausculta, mais atentamente, as suas necessidades. São, claramente, fundamentais.
A maioria das obras que se queira executar numa freguesia está dependente da autarquia, uma vez que sem ovos não se podem fazer omoletes. O orçamento é muito reduzido. No nosso caso, por exemplo, a verba recebida pelo Fundo de Financiamento de Freguesias vai, quase na sua totalidade, para o pagamento dos ordenados dos sapadores, de despesas de secretaria e pagar a um funcionário nosso, que trata das limpezas.
Rio Caldo é uma das portas do concelho, por isso entendo que deveria haver mais investimentos na freguesia, por parte da autarquia, desde que o governo central ajude, claro. Acredito que, com este executivo camarário, poderemos trabalhar nesse sentido.
TH: Se fosse presidente da Câmara, qual seria, então, a primeira medida que tomaria?
SA: Desde logo, dava outras condições às Juntas de freguesia. Lembro-me que há dois mandatos atrás, a Câmara Municipal dava uma determinada verba por cada habitante, a Rio Caldo seria qualquer coisa como 20 mil euros. Era pouco, mas já era algum.
Agora, querendo fazer-se alguma obra na freguesia, tem que se fazer um ofício à Câmara, porque não temos condições para, por nós próprios, realizar seja o que for.
TH: E se fosse primeiro-ministro, qual seria a sua prioridade?
SA: Começaria por colocar os tribunais a funcionar. A justiça é um cancro neste país. Os casos de corrupção são exemplo disso. Demoram sempre muito tempo a serem avaliados.
Lotear terrenos baldios para segurar juventude
TH: E quanto a políticas direccionadas para a juventude? Como evitar uma das realidades mais preocupantes das freguesias de Terras de Bouro, que se prende com a desertificação?
SA: Nesse aspecto queremos também introduzir algumas mudanças, nomeadamente no que concerne às taxas para construção na freguesia, bem como cedendo terrenos baldios a preços bastante atractivos para segurar os jovens por cá.
Temos diversos terrenos baldios que queremos lotear a preços mais reduzidos que o habitual. Queremos também criar uma série de moradias destinadas a habitação social para quem não tenha condições para adquirir casa ao preço que estas andam no mercado.
Nesta freguesia há muita juventude que, por não ter terrenos em seu nome, se quiser construir habitação tem que despender um montante avultado, quer para a aquisição de terreno, quer para a construção da referida residência. Assim sendo, são tentados a ir viver para os concelhos vizinhos ou para Braga.
No entanto, também não poderemos ceder esses terrenos de forma desgovernada, há que, antes de mais, definir bem as dimensões e os limites de cada lote.
Perfil
Serafim Alves, com 42 anos de idade, é casado e tem uma filha. Industrial do sector da madeira, o presidente da Junta de Freguesia de Rio Caldo detém o 8.º ano de escolaridade. Apreciador de um bom bacalhau e do vinho verde da região, Serafim Alves ocupa, sempre que pode, os seus tempos livres em partidas de futebol com os amigos de Rio Caldo e do Gerês. Como destino de férias de sonho, o autarca elege a Madeira, embora o ‘seu’ Rio Caldo seja uma das paragens de eleição.»
Publicado no Jornal "Terras do Homem" - Autor: Terraimagem em 15-04-2010
O Clube de Caça, Pesca e Ecologia de Terras de Bouro faculta estágio
Durante o estágio que arrancou esta segunda-feira e se prolonga até 6 de Julho, o trabalho a realizar incidirá sobre a tipificação de habitats e identificação de trilhos e sinais da presença da fauna selvagem na zona de caça e pesca do clube.
Corços, lobos, javalis, raposas, ginetes, águias e milhafres são alguns dos animais referenciados desta zona da Geira, Terras de Bouro, onde os jovens formandos terão uma boa oportunidade de formação na área do ambiente rural e do turismo cinegético.
Como referem os responsável do Clube, embora se trate de “uma associação de caçadores”, é fundamental valorizar “a componente ecológica, pois só respeitando os equilíbrios biológicos estaremos aptos para uma gestão sustentável da fauna cinegética”.
Apoiado pela Câmara Municipal, que disponibilizou condições no Espaço Internet para os formandos trabalharem, este estágio vai ainda permitir ao clube actualizar, em registo informático, todos os dados administrativos e relativos aos ficheiros de sócios.»




