sexta-feira, 11 de junho de 2010

Paços do Concelho de Terras de Bouro

Publico foto da década de 60 e foto actual (Maio de 2010) dos Paços do Concelho de Terras de Bouro.
Descubra as diferenças...

No Café-Bar A Prensa, concerto ao vivo “jb & cia”

No dia 12 de Junho, pelas 23 horas, no Café-Bar A Prensa, em Souto – Terras de Bouro, poderá assistir ao vivo ao concerto do “jb & cia”.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Peregrinação do Arciprestado de Terras de Bouro ao Bom Jesus das Mós

Eis o programa da Peregrinação do Arciprestado de Terras de Bouro ao Bom Jesus das Mós:
Dia 7 de Junho:
• Tríduo do Coração de Jesus (21 horas)
Dia 8 de Junho:
• Segundo dia de Tríduo do Coração de Jesus (21 horas)
Dia 9 de Junho:
• Peregrinação das crianças à Senhora de Fátima
Dia 11 de Junho:
• Confissões (das 18 às 20 horas)
• Missa Solene em honra do Sagrado Coração de Jesus das Mós (21 horas)
Dia 12 de Junho:
• Missa Solene em honra do Sagrado Coração de Jesus, na Capela do Senhor das Mós, e Procissão de Velas até à Igreja Paroquial de Carvalheira (21 horas)
Dia 13 de Junho
• Concentração das paróquias de Terras de Bouro junto à Igreja Paroquial de Carvalheira (10 horas)
• Saída da Peregrinação para o Santuário do Bom Jesus das Mós (10h30)
• À chegada celebração da Eucaristia que será presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga, D. António Couto.
• Concerto pela Banda de Carvalheira (16 horas)
• Devoções da tarde (18 horas)

Valdozende promete atrair turistas do Gerês e peregrinos de S. Bento

Casado e com dois filhos, João Paulo Borges Araújo tem, actualmente, 39 anos e faz das viagens internacionais de transportes a sua actividade profissional. Confesso admirador de um "bom prato de carne", o presidente da Junta de Valdozende, que possui o 6º ano de escolaridade, garante que a maior parte dos seus tempos livres são ocupados a trabalhar. Em tempos, assegura, já foi viciado em futebol, dedicando-se agora, na devida época, à caça. Como destino de férias de sonho, João Paulo Borges escolheria o Brasil.
A cumprir o seu primeiro mandato à frente dos destinos da Junta de Freguesia de Valdozende, João Paulo Borges Araújo aceitou falar ao Terras do Homem sobre a experiência vivida nestes últimos meses. Para este primeiro mandato, e depois de conhecer as realidades financeiras de Junta de Freguesia e Câmara Municipal, Paulo Araújo traçou um cenário e objectivos realistas, que passam pela melhoria dos acessos no interior da freguesia e uma aposta clara no fomento do turismo de natureza e na fixação dos jovens na freguesia.
Terras do Homem: A sua lista destronou, nas últimas eleições, um executivo social-democrata, nesta freguesia, à semelhança do que aconteceu ao nível da Câmara Municipal de Terras de Bouro. Foi uma vitória difícil de alcançar?
Paulo Borges: Um pouco, mas acima de tudo notava-se nas pessoas um desejo de mudança. Havia muita gente que entendia que o anterior executivo não vinha realizando obra, pelo que isso se tornou um sentimento a nosso favor. Claro que muitas vezes é preciso avaliar o que é que se pode fazer, porque até admito que estivessem algo dependentes do que a autarquia permitia.
TH: Entretanto, também a Câmara Municipal conheceu alterações ao nível do executivo, com o Partido Socialista, comandado por Joaquim Cracel, a chegar ao poder. Como têm sido as relações com esta direcção da autarquia? Até que ponto a chegada do PS ao poder é benéfica para a freguesia de Valdozende, agora também governada por uma lista socialista?
PB: As relações têm sido muito boas, a autarquia tem-nos apoiado em tudo o que pode. No entanto, em relação à questão do benefício que Valdozende poderia tirar, do facto do executivo camarário ser da mesma cor que o nosso, acho que não há uma relação directa, até porque acredito que os dirigentes concelhios tratam de igual modo, e com a mesma vontade de ajudar, qualquer Junta de Freguesia de Terras de Bouro.
TH: Qual é, no seu entender, a grande prioridade para a freguesia de Valdozende, para os próximos anos?
PB: Ao nível dos caminhos que percorrem a freguesia, há muitas limpezas a fazer, porque estão um bocado abandonados. Noutros casos será mesmo necessária a colocação de outro tipo de pavimento. Tentaremos fazê-lo um pouco por cada lugar, sabendo de antemão das dificuldades que vivem quer a Junta de Freguesia, quer a Câmara Municipal, a nível financeiro.
TH: Sendo esta freguesia situada a caminho do Gerês e de S. Bento da Porta Aberta, o que poderá fazer para capitalizar a passagem de turistas e pregrinos?
PB: Queremos criar alguns parques de merendas, por exemplo no Lugar do Assento, devidamente equipados, para convidar os turistas a pararem na freguesia para relaxarem um pouco. Além disso, importa limpar e recuperar um outro existente aqui junto ao Campo de Futebol.
Ainda recentemente houve também uma intervenção aqui no adro da Igreja, proporcionado pela Igreja e pela Fabriqueira. Entretanto, em breve deverá arrancar, com o apoio da Câmara Municipal, a criação de um passeio, com alguns metros de largura, desde esse adro da Igreja até aqui ao recinto onde fica instalada a sede da Junta de Freguesia, para que as pessoas não tenham que andar no meio da estrada.
TH: O que pretende fazer face à preocupação com o êxodo dos jovens desta região?
PB: Existe um projecto em análise, pela autarquia, que poderá vir a ser muito interessante relativamente à fixação de jovens na freguesia, e que se poderá prender com a cedência de alguns pequenos lotes para construção, nos antigos terrenos da EDP, desde que os interessados o façam, ao que tudo indica, num período máximo de cinco anos, a partir do momento em que solicitam a cedência do espaço. No mesmo local, já a Associação Cultural e Recreativa de Paradela está responsável pela exploração de uma piscina municipal.
TH: Ao nível do abastecimento de águas e de rede de saneamento, como se encontra a freguesia de Valdozende?
PB: No que diz respeito ao abastecimento de água, está tudo feito. Quanto à rede de saneamento, está também, praticamente, concluída, faltando apenas estudar o caso do lugar de Vilarinho, onde ainda não existe.
TH: Até ao momento, onde se centrou a acção do seu executivo?
PB: Até ao momento, ainda pouco foi possível fazer. Começamos há apenas seis meses e ainda estamos numa fase de pagamentos de facturas atrasadas, de equilíbrio das contas e organização da Junta de Freguesia, em si.
A partir daí começamos com a limpeza da freguesia. Há ainda muitos caminhos que estão por limpar, completamente abandonados. Vejamos que é muito importante, por exemplo, mantermos os acessos às matas limpos, numa freguesia e num concelho com elevada densidade montanhosa, para permitir um melhor combate a incêndios e outro tipo de socorros.
No decurso do mandato de Abílio Guedes, há oito anos, foram abertos, e bem, muitos caminhos um pouco por toda a freguesia. Agora, é nossa obrigação cuidar desses e, se possível, abrir outros acessos, em zonas que se avaliem necessários.
TH: Valdozende é também uma das freguesias atravessadas pelo Rio Cávado. Como potenciar esse recurso natural desta região?
PB: Relativamente a esse aspecto, estamos a estudar a hipótese de criação de um trilho pedonal, junto à margem, para promoção da actividade turística e do desporto de natureza. Trata-se de uma questão que requer uma avaliação séria, uma vez que existem diversas habitações construídas nas proximidades, pertencentes a pessoas que gostam de vir passar o fim-de-semana às proximidades do Gerês.
Entre religiões diferentes
TH: Valdozende tem uma curiosa particularidade que é a de ser uma freguesia onde vivem pessoas com diferentes credos religiosos, existindo, nomeadamente, uma grande comunidade católica e uma grande comunidade evangélica. A coexistência quotidiana é pacífica?
PB: A convivência é muito sã, são pessoas muito unidas, participando bem uns com os outros. Acho que, no seu dia-a-dia, não reparam nessas diferenças sequer. Por exemplo, Valdozende dispõem de um Centro Social, pertencente à comunidade evangélica, e que serve todas as crianças e idosos da freguesia. Por isso é que eu digo que são comunidades muito unidas e que fomentam um espírito muito saudável.
TH: A freguesia de Valdozende dispõe também de duas associações, a Associação Cultural Desportiva e Recreativa do lugar do Assento e a Associação Cultural e Recreativa de Paradela. Acha que o dinamismo desta freguesia também passa, em grande parte, pelo trabalho desenvolvido por estas duas colectividades?
PB: São, sem dúvida, dois organismos muito dinâmicos, cooperando também positivamente um com o outro. No fundo, acabam por ser duas entidades fundamentais na ajuda ao desenvolvimento cultural da freguesia.
"Doze anos são mais do que suficientes para fazer muita coisa"
TH: Concorda com a lei que limita o número de mandatos possíveis por cada presidente de Junta?
PB: Concordo. Acho que é necessário dar-se oportunidades a outras pessoas, para que possam mostrar as suas ideias e pô-las em prática. Penso que 12 anos são mais do que suficientes para mostrar e fazer muita coisa, são suficientes para se traçar um rumo e levar a cabo um projecto de desenvolvimento de uma freguesia.
TH: Tendo em conta a forte dependência de que sofrem as Juntas de Freguesia, face às Câmaras Municipais, acha que faz sentido a existência deste órgão autárquico?
PB: Eu entendo que sim. Se não forem as Juntas de Freguesia a pressionar as Câmaras Municipais torna-se mais difícil desenvolver uma determinada área de um qualquer concelho. Ninguém conhece melhor as carências de uma freguesia que os dirigentes da Junta de Freguesia ou o povo local.
TH: Deveriam, então, os poderes dos presidentes de Junta serem reforçados?
PB: Sem dúvida. Se os dirigentes de uma determinada Junta de Freguesia detivessem mais poderes ou, pelo menos, mais recursos financeiros, poderiam fomentar e desenvolver outro tipo de ideias. Assim, estão bastante limitados, esperando pelos que as Câmaras Municipais possam fazer.
Reduzir altos ordenados
TH: Se fosse presidente de Câmara, qual seria a primeira medida que tomaria para o desenvolvimento do concelho?
PB: Penso que, no contexto em que estamos inseridos, começaria por reduzir aos ordenados mais altos dos detentores de cargos públicos, colocando também as pessoas a desenvolverem um trabalho mais eficaz. Tendo em conta as características do concelho, tentaria também desenvolver um projecto de expansão turística bem delineado.
TH: E se fosse primeiro-ministro, qual seria a prioridade?
PB: Seria a mesma. Contenção da despesa, em primeiro lugar. Essa passaria, acima de tudo, pela redução dos ordenados mais elevados, desde os deputados aos detentores de importantes cargos públicos.
Fonte: Jornal “Terras do Homem” (9-06-2010)

Terras de Bouro junta duas centenas de tocadores de concertina

O centro da vila de Terras de Bouro encheu-se de gente e animação para assistir ao ‘VIII Encontro de Tocadores de Concertina e Cantares ao Desafio’ concelhio. No encontro estiveram cerca de duas centenas de tocadores de concertina, tendo ficado a ideia, quer à organização, quer aos próprios intervenientes no espectáculo, que terá sido dos "maiores encontros do género dos últimos tempos e também aquele o que registou mais adesão de juventude, o que é de saudar".
Ao longo de cinco ho
ras, os tocadores de concertinas locais e outros convidados proporcionaram, no entender da organização, "um belo espectáculo, em que o tom tão peculiar da concertina marcou mais uma vez pontos na promoção e divulgação da música tradicional, contribuindo desta forma para a manutenção das tradições e dos costumes populares".
Este encontro foi uma iniciativa do município de Terras de Bouro e da Associação de Tocadores de Concertina de Terras de Bouro, com a colaboração da Rádio Voz do Neiva.
Fonte: Jornal “Terras do Homem” (9-06-2010)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Concelho de Vila Garcia abrangia seis lugares de Cibões

A freguesia de Cibões tinha seis lugares na área do antigo concelho de Vila Garcia. Além de Gilbarbedo, integraram também a área concelhia de Vila Garcia os lugares de Cavenco, Lugarinhos de Figueiredo, Lama, Levada e Sotelo.Gilbarbedo, onde ficava a casa do concelho, era o mais populoso. Em meados do século XVIII, o concelho de Vila Garcia contava, na área de Cibões, entre 330 e 350 habitantes. O resto da população do concelho estava na freguesia do Espírito Santo de Brufe, que só tinha na mesma época dois lugares, o das Cortinhas e o de Brufe, somando pouco mais de 100 moradores. Por meados do século XVIII, o concelho teria no seu todo cerca de 450 habitantes, tendo chegado aos 486 habitantes, em 1801.
O lugar de Cibões, que dava o nome à freguesia de Cibões, onde ficava a sede de Vila Garcia, pertencia, curiosamente, a outro concelho, o de Pico de Regalados, enquanto o de Vergaço, também em Cibões, integrava o então chamado concelho da Vila da Barca (actual Ponte da Barca). Portanto só esses dois lugares de Cibões é que não estavam sujeitos à jurisdição do juiz de Vila Garcia e da sua administração municipal.
A alçada judicial e municipal do lugar de Cibões pertencia ao juiz ordinário e à Câmara da Regalados e a do lugar Vergaço, na serra do Vergaço, às justiças e vereação da Vila da Barca.
Fonte: Jornal Fronteira (Maio de 2010)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Cibões e Brufe geriram pequeno concelho

O lugar de Gilbarbedo, na freguesia de Cibões, administrou, durante cerca de seis séculos, o território de um pequeno município com origem num couto dos primórdios da nacionalidade. Era o concelho de Vila Garcia, que abarcava grande parte da actual área de Cibões e a totalidade do território da freguesia de Brufe. Apesar de minúsculo, pontificou sempre com autonomia plena dentro do espaço geográfico de três outros concelhos, os de Terra de Boyro, Barca e Pico de Regalados. É quase certo que, nos primeiros tempos, tenha estado sujeito a um senhorio (ou donatário), mas passou para a jurisdição régia, possivelmente no século XVI, durante o reinado de D. Manuel I ou no século XVll, após a aclamação, em 1640, do rei D. João XIV.
Entre os servidores do antigo concelho de Vila Garcia esteve Geraldo da Silva, um dos filhos de António Vilela da Silva, abade de Coucieiro, mas natural de S. Miguel de Prado. Gerardo da Silva exerceu em Gilbarbedo o ofício de tabelião entre 1649 e 1667.
A sede dessa antiga municipalidade sempre foi o lugar de Gilbalbedo. É quase certo que o primitivo paço concelhio de Vila Garcia fosse a casa de um fidalgo, possivelmente chamado Gil (e, depois, Gil Barbedo pelas... barbas), que lá viveu em época muito longínqua, mas que terá sido o primeiro senhorio (ou donatário) do remoto couto de VIla Garcia, por mercê de algum dos reis da dinastia afonsina.
Em inícios do século XVIII ainda era referenciada a entrega de tributos em géneros à Casa de Gil Barbedo, mas por esse tempo a municipalidade já estava, desde há muito, sob jurisdição régia, exercida pelos corregedores da comarca de Viana, enquanto representantes natos do rei.
A alusão à entrega de tributos à Casa de Gil Barbedo, em 1706, pelo padre Carvalho da Costa, na sua Corografia Portuguesa, faz supor que a edificação senhorial ainda fosse utilizada, ao tempo, pelos serviços camarários e judiciais e que, só mais tarde, (possivelmente por ruína desse primitivo paço), a câmara, o tribunal e a cadeia tenham passado a funcionar num edifício vizinho, também muito antigo, mas que constitui agora uma relíquia da memória visual do antigo concelho de Vila Garcia.

O nome de Gil Barbedo já era pouco usado em Portugal nos inícios do século XVIII, por informação, na época do padre Carvalho da Costa, apesar de o considerar ainda "tão nobre". A memória colectiva do lugar de GiIbarbedo sempre atribuiu a origem do apelido Barbedo às supostas barbas proeminentes desse lendário fidalgo, registando ter sido por isso que ficou para a posteridade com o nome de Barbado, mas que terá degenerado em Barbedo, por deformação de linguagem.
Os vínculos da casa nobre de Gil Barbedo passaram, em época ainda desconhecida, para os Abreus, Senhores do Concelho de Regalados, por informação, em 1706, do Padre Carvalho da Costa, na sua Corografia PORTUGUESA. Isto faz supor que os Abreus tenham sido também senhorios do concelho de Vila Garcia. Segundo Carvalho da Costa, a desanexação dos Senhores de Regalados da Casa de Gil Barbedo ocorre por morte de um dos seus varões primogénitos, Leonel de Abreu, possivelmente em meados do século XVI. A ligação dos Abreus à nobreza galega, já então muito castelhanizada, acentua–se através de alguns casamentos, influenciado, provavelmente, um comportamento favorável a Castela por parte de alguns descendentes durante a ocupação de Portugal pelos Filipes de Espanha. Tanto assim que o varão primogénito da Casa dos Abreus ao tempo da restauração da independência de Portugal do domínio espanhol, Pedro Gomes de Abreus fugiu para Espanha após a aclamação do Rei D. João XIV, vindo a perder os direitos de donatário do concelho de Regalados e, possivelmente, o vínculo senhorial que ainda pudesse ostentar em relação à Casa de Gilbarbedo ou ao próprio concelho de Vila Garcia. Mas não se sabe se foi nessa altura ou em época anterior a 1640 que o concelho de Vila Garcia passou a estar sujeito a jurisdição.
Fonte: Jornal Fronteira (Maio de 2010)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Brufe e o concelho Vila Garcia

A Freguesia do Espírito Santo de Brufe tinha, cm meados do século XVIIII, pouco mais de uma centena de moradores, mas nessa altura já registava naturais ausentes. Apesar de pouco populosa, nem por isso deixava de intervir na gestão do concelho de Vila Garcia. Juntava-se aos moradores de Cibões, de três em três anos, para eleger as governanças concelhias. É ainda desconhecida a eleição dos habitantes de Brufe para lugares de vereadores ou para cargos. A geração que lá permanecia na segunda metade do século XVIII também deve ter beneficiado da aprendizagem das primeiras letras que passou a ser proporcionada, a partir de 1748, em Cibões, às custas do legado de um antigo emigrante no Brasil, natural do concelho.
A caligrafia cuidada de um auto de libelo e de uma carta de sentença pode ser já sinal de bons resultados dessa aprendizagem, admitindo que seja a letra de juízes da terra, até porque muitos destes documentos eram lavrados por escrivães letrados, como era hábito, tendo em conta que uma parte dos magistrados era iletrada ou de pouca instrução. No século XVIII, os lavradores de Brufe colhiam centeio e milho, mas em anos frios enfrentavam quebras de colheitas.
Fonte: Jornal Fronteira (Maio de 2010)

domingo, 6 de junho de 2010

Hoje, Mixões da Serra cumpriu a tradição secular da Bênção dos Animais

Como manda a tradição, centenas de animais e milhares de pessoas concentraram-se no largo em frente ao santuário de Mixões da Serra para a tradicional bênção dos animais.
Este ritual que remonta ao século XVI concentra milhares de pessoas que procuram em Santo António de Mixões da Serra a bênção para os seus animais – vacas, bois, ovelhas, cabras, cavalos e cães –, para que os livre de todos os males e possam trabalhar ajudando os seus proprietários nas lides agrícolas.
Muitos terrabourenses também subiram a montanha logo pela madrugada e, como manda a tradição, fizeram-se acompanhar dos seus animais.
Eis algumas fotos disponibilizadas online pelo jornal “Vilaverdense”.






Junta de Freguesia de Moimenta organiza passeio a Santiago de Compostela

No dia 3 de Julho, a Junta de Freguesia de Moimenta organiza um passeio a Santiago de Compostela. Os interessados em participar nesta actividade devem fazer a sua inscrição até ao dia 28 de Junho. Santiago de Compostela
Santiago de Compostela é a capital da Galiza, localiza-se na província da Corunha, de área 223 km² com população de 93 712 habitantes (2007) e densidade populacional de 416,70 hab/km.
É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca onde acorrem os peregrinos que perfazem os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o manto de Sant'Iago, um dos apóstolos de Jesus Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.

sábado, 5 de junho de 2010

A Saga de Zacarias contra a Morte e o Diabo

No dia 12 de Junho, às 22h00, na Marina de Rio Caldo, e no dia 18 de Junho, às 22h00, no Largo Padre Martins Capela, na Vila de Terras de Bouro, o Centro de Criatividade apresenta Teatro Gastronómico com "A Saga de Zacarias contra a Morte e o Diabo".
Esta é uma experiência inédita que associa as delícias de um produto cultural divertido com os sabores típicos da culinária da região do Minho. Um espectáculo onde o espectador janta e se diverte juntamente com os actores e personagens.
O teatro e turismo associados criaram alternativas para que todos possam conhecer a cultura e a paisagem rural do coração do Minho.
A Saga de Zacarias contra a Morte e o Diabo é um espectáculo de teatro que recebe os espectadores dentro de uma quinta rural envolvendo-os na ambiência do campo, onde são recebidos com uma malga de vinho para temperar as goelas em seguida passam a casa principal onde acontece a acção teatral de A Saga de Zacarias contra a Morte e o Diabo, história do homem que tenta enganar a Morte para ganhar mais vida. Patifarias, brincadeiras, patuscadas e muita comédia para arrancar boas gargalhadas do público. As picardias e artimanhas de um labrego esperto que para ganhar vida convida a Morte para ser a sua comadre e para ter ainda mais vida faz um pacto com o Diabo. Quem será mais forte? A Morte ou o Diabo? Como termina esta saga divertida deste Zacarias? O Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso procura nesta nova produção teatral, realizar um exercício dentro de um conceito novo: Teatro Gastronómico. O espectador come, bebe, dança, janta com as personagens. No decorrer da encenação são servidas iguarias da culinária minhota e tudo acaba num grande jantar onde todos comem o protagonista, o Zacarias! Um pica-no-chão especial preparado com o requinte dos sabores do Minho.
Texto e encenação do director galego Moncho Rodriguez, interpretado pelos actores residentes do projecto do CCPL: Sofia Lemos (Morte) Armando Luís (Zacarias) Isabel Pinto (Mulher de Zacarias) Roberto Moreira (Diabo) e Marta Carvalho (Rezadeira e Juvita). Música de Narciso Fernandes e Ramon Barreto. Uma produção associada do Centro de Criatividade com a ATPL e Turismo da Póvoa de Lanhoso.
Fonte: Câmara M. Póvoa Lanhoso
Ver vídeo: AQUI

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Em Cibões, rezavam sete terços, ufa!

Era tradição muito antiga em Cibões. Ainda se cumpria nos tempos do antigo concelho de Vila Garcia: os moradores juntavam-se duas vezes por ano na Capela de Santiago, uma na "primeira oitava da Páscoa", outra no dia seguinte ao de S. Bartolomeu para rezarem sete terços por serem sete os "cabeceiros" da freguesia. Nenhum representante de cada casa podia faltar a estas rezadas.
O juiz da Igreja chamava-os um a um, segundo o rol, e multava em cinquenta reis quem não comparecesse à rezada. O dinheiro era aplicado em benfeitorias na freguesia. Mas, depois dos sete terços rezados, os moradores desforravam-se, bebendo o vinho pago às custas da freguesia.
Fonte: Jornal Fronteira (Maio de 2010)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Bênção dos animais e romaria de St.º António de Mixões da Serra

Nos dias 6, 12 e 13 de Junho todos os caminhos vão dar a St.º de Mixões da Serra. Eis o programa desta romaria que tem uma tradição secular entre nós terrabourenses. Bênção dos Animais no dia 6 (Domingo): - 11h00 – Actuação da Banda Musical de Aboim da Nóbrega;
- 12h00 – Missa campal cantada e sermão em honra de Santo António;
- 13h00 – Procissão com o primitivo andor de Santo António (tradição mantida desde 1680). No final da procissão, sessão de fogo de artifício;
- 16h00 – Actuação do Rancho Folclórico de Valdreu e das Lavradeiras de Bravães – Ponte de Lima. Nova actuação da Banda Musical de Aboim da Nóbrega;
- 17h00 – Nova actuação dos ranchos folclóricos;
- 18h00 – Grande sessão de fogo de artifício.
Dia 12 (Sábado):
- 10h00 – Oração do emigrante e hino;
- 12h00 – Missa solene pelos emigrantes e pelos irmãos vivos e falecidos de Santo António;
- 13h00 – Música gravada;
- 22h00 – Arraial minhoto;
- 24h00 – Grande sessão de fogo de lago e de artifício.
Dia 13 (Domingo):
- 9h00 – Confissões e missa;
- 10h00 – Entrada da Banda Musical de Aboim da Nóbrega;
- 12h00 – Missa cantada e sermão;
- 14h00 – Grandiosa procissão em honra de Santo António;
- 15h00 – Entrada do Rancho folclórico de Oleiros – Ponte da Barca. Depois, actua Sameiro e a sua banda.
- 24h00 – Encerramento das festividades com uma sessão de fogo de artifício.

Brufe esconde mistério da origem do concelho de Vila Garcia

Nos inícios do século XVIII, a freguesia de Brufe chamar-se-ia Espírito Santo de Vila Garcia. Pelo menos assim a designa, em 1706, o padre Carvalho da Costa, na Corografia Portuguesa.
"(. ..) Desta Freguesia & parte da de Sibões, aonde tem outros tantos visinhos, se compoem o Concelho de Villa Garcia, que he del Rei".

Depreende -se que Carvalho da Costa está a referir-se à freguesia do Espírito Santo de Brufe, como assim já era designada em meados do século XVIII. É que não havia outra, em 1706, a partilhar com Cibões o território desse antigo concelho, que tinha sede em Gilbarbedo. A omissão do padre Carvalho da Costa quanto à designação de Brufe não resultou, quase de certeza, de alguma falta de informação que pudesse levar o autor da Corografia Portuguesa a trocar os nomes à freguesia que teve sempre o Espírito Santo como orago.

Pelo contrário, tudo faz supor que, em inícios do século XVIII, ainda era essa a designação da freguesia de Brufe. O único aspecto que suscita curiosidade é o nome de Espírito Santo anteceder o de Vila Garcia. À partida, o facto não é estranho, pois o território de Brufe já pertencia desde há muito ao concelho de Vila Garcia, mas, ainda assim, a designação de "freguesia do Espírito Santo de Vila Garcia" permite supor que o concelho de Vila Garcia tenha em Brufe as suas origens mais remotas, mas que ainda estarão por explicar, quanto mais não seja através da toponímia local ou de alguma edificação senhorial que lá pudesse ter existido em tempos remotos com a designação de Vila Garcia. Pelo menos no século XVIII não é referenciado em Brufe qualquer lugar ou sítio com o nome de Vila Garcia. À época a freguesia só tinha dois lugares, o de Cortinhas e o de Brufe, que já então lhe dava o nome. Só o facto de Brufe pertencer, na época, àquele concelho é que associa a freguesia ao nome de Vila Garcia, nada mais do que isso.
Apesar de se desconhecerem ainda as raízes da sua ligação à antiga municipal idade de Vila Garcia, a freguesia de Brufe mantinha uma relação muito forte com a vida concelhia, beneficiando dos privilégios de que gozava o concelho.
A população também estava isenta de dar soldados, palha e éguas a outras praças militares, por estar encarregada de defender, juntamente com os moradores de Cibões, a área fronteiriça da serra Amarela, na raia seca com a Galiza. Era dever dos moradores de todo o concelho de Vila Garcia proteger a fronteira de qualquer ataque castelhano, pagando do próprio bolso pólvora e balas e outros utensílios bélicos. Obrigação que já vinha de contrato que o concelho celebrara com "antiquíssimas majestades", mas que ainda estava de "pedra e cal" no século XVIII.

Fonte: Jornal Fronteira (Maio de 2010)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Carvalheira: Bom Jesus das Mós

Uma das referências do nosso concelho em termos de turismo religioso é o monumento de Bom Jesus das Mós, estrategicamente situado no alto de Carvalheira, ou monte das Mós de onde se vislumbra uma paisagem rural aberta, alcançando toda a freguesia e aldeias circundantes.
A construção deste monumento, que invoca o Sagrado Coração de Jesus, começou em 1902 e concluiu-se em 1912.

A bênção Apostólica do Papa Pio X, dada para o dia 13 de Julho de 1913, aos milhares de peregrinos do Bom Jesus das Mós, marcou um momento relevante na vida de fé do povo, elegendo este local num monumento soberano da região. Na actualidade, todos os anos este monumento acolhe fiéis de todo o Concelho, num encontro profícuo de convívio social e sagrado. Sagrado Coração de Jesus
Sagrado Coração de Jesus é uma devoção praticada pela Igreja Católica que se comemora todas as primeiras Sextas-feiras de cada mês. Consiste na veneração do Coração de Jesus. A origem desta devoção deve-se a Santa Margarida Maria Alacoque, uma religiosa de uma Congregação conhecida como Ordem da Visitação. A Santa Margarida Maria teve extraordinárias revelações por parte de Jesus Cristo, que a incumbiu pessoalmente de divulgar e propagar no mundo esta piedosa devoção. Foram três as aparições de Jesus: A primeira, deu-se a 27 de Dezembro de 1673, a segunda em 1674 e, a terceira, em 1675. Jesus deixou doze grandes promessas às pessoas que, aproveitando-se da Sua divina misericórdia, participassem das comunhões reparadoras das primeiras sextas-feiras. Disse Ele, numa dessas ocasiões a Santa Margarida: "Prometo-te, pela Minha excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final; não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos, e Meu Divino Coração lhes será seguro refúgio nessa última hora". Papa Pio X
São Pio X (em italiano: Pio X, latim eclesiástico: Pius PP. X), OFS, nascido Giuseppe Melchiorre Sarto; Riese, 2 de Junho de 1835 — Roma, 20 de Agosto de 1914), foi o 257.º Papa. O seu pontificado decorreu de 4 de agosto de 1903 até à data da sua morte. Ficou conhecido como o "Papa da Eucaristia" e foi o primeiro Papa a ser canonizado desde Pio V(1566–72).
Fonte: Vikipédia

terça-feira, 1 de junho de 2010

Câmara Municipal promove caminhada pelo Trilho do São Bento

No Dia Mundial do Ambiente, o Município de Terras de Bouro promove, pelas 9 horas do próximo dia 5 de Junho, uma caminhada pelo “Trilho de São Bento”. Com esta iniciativa o Município pretende assinalar o Dia Mundial do Ambiente que se celebra neste dia.
O “Trilho de São Bento” apresenta locais de interesse histórico cultural que se estendem por uma extensão de 10.5km ao longo da encosta sudoeste do vale de Rio Caldo. Este trilho inicia-se e termina no Lugar da Seara, São Bento, freguesia de Rio Caldo.
Esta caminhada para além de contar com o apoio da Autarquia contará, ainda, com o apoio do Instituto do Desporto, do Instituto Português da Juventude, do INATEL e da empresa “Águas do Fastio”.

As inscrições são gratuitas e devem ser efectuadas, até ao dia 3 de Junho, junto da Divisão de Desenvolvimento Social e Cultural do Município, pelo telefone 253 350 010, nos Postos de Turismo do Concelho ou pelo e-mail: ddsc@cm-terrasdebouro.pt

Trilho do São Bento (Fonte Autarquia)
O Trilho do São Bento, de âmbito cultural e paisagístico, apresenta-se como um percurso pedestre de pequena rota (PR), tem uma extensão de aproximadamente 10,5 km, com um tempo de duração de 4 horas, sendo o grau de dificuldade médio, com alguns desníveis acentuados.
Este percurso estende-se ao longo da encosta sudoeste do vale do Rio Caldo sendo interceptado, em dois locais, pelo troço da E.N 304, que liga as freguesias de Rio Caldo e Covide. O seu traçado caracteriza-se por locais de interesse histórico-cultural, de cariz religioso, que despertam curiosidade ao pedestrianista e visitante. Os principais atractivos deste trilho são os antigos fornos de fabrico de carvão, denominados de furnas, o fojo do lobo - locais de captura do animal e as rochas graníticas com as pegadas de Santa Eufémia, representando vestígios que remetem às tradições e mitologias da freguesia de Rio Caldo. O fojo do lobo e a furna são estruturas que demonstram e confirmam a relação de coexistência vivencial, com benefícios e malefícios, entre o homem e determinados animais, inclusive o urso e o lobo.
Extensão 10,5 Km
Duração 4 Horas
Dificuldade Médio a Elevado
Localização Rio Caldo
Partida de/chegada Lugar da Seara - Rio Caldo
Acessos EN 304 e EN-308-1

6.º Passeio do Moto Clube da Serra do Gerês

No dia 3 de Julho, pelas 9h30, os interessados em participar no Passeio do Moto Clube da Serra do Gerês devem concentrar-se na Freguesia de Rio Caldo (Café Chaves).
Itinerário deste passeio/confraternização :
- Gerês
- Leonte
- Portela do Homem
- Lobios (Espanha)
- Entrimo
- Castro Laboreiro
- Lamas de Mouro
- Nossa Senhora da Peneda
Está prevista uma paragem para o almoço. Com churrasco, sardinha assada e bebidas frescas jogar-se-á a malha e às cartas ao som de concertinas e de cantares ao desafio.
O custo desta confraternização fica apenas por 15 motas!

Núcleo Rio Homem assinalou Dia Mundial da Criança

Em frente aos paços do concelho de Terras de Bouro, o Núcleo Rio Homem realizou um conjunto de actividades para comemorar o Dia Mundial da Criança. Um insuflável gigante foi a principal atracção desta comemoração.
Parabéns às nossas crianças e, também, ao Núcleo Rio Homem por esta nobre iniciativa
!

Teatro da Freguesia da Balança em Barcelos

Com apoio da Junta de Freguesia e da empresa Electrotibo a Associação Cultural Nova Vida continua o seu excelente trabalho de dinamização do teatro amador na freguesia da Balança.
Com encenação de Herculano Santos, no dia 12 de Junho, os jovens da freguesia da Balança apresentam, em Barcelos, as peças de teatro “A Petição” e “Os Crónicos”.