segunda-feira, 17 de maio de 2010

ADRC Chorense: Campanha de angariação de fundos junto dos emigrantes

Valor acumulado: 400,00 euros
Iniciou-se em Maio/2009 a campanha de angariação de fundos junto dos nossos emigrantes para a colocação de iluminação no campo de jogos da adrc chorense.
A campanha decorrerá até conseguirmos reunir a verba necessária para colocar 8 projectores + cabos + ligações. A colocação de postes + abertura de valas está em curso e compete à associação. Os interessados podem contactar a direcção, através de e-mail, através de carta ou pessoalmente (ver contactos em "acerca de nós").
A bola está do lado dos emigrantes…
Passem a palavra!
Fonte: ADRC Chorense

ADERE-Peneda Gerês participa em reunião técnica - projecto CeRamICA

No âmbito do Projecto CeRamICa, programa INTERREG IVC, a ADERE-Peneda Gerês vai participar numa reunião técnica a realizar em Hoya de Bunol, Valência, de 12 a 15 de Maio.
Vão representar a ADERE-PG a Coordenadora do Projecto, Sónia Almeida e a Técnica Financeira, Carla Marques.
Pretende-se nesta reunião fazer um ponto de situação das actividades executadas pelos vários parceiros, analisar as despesas efectuadas, apresentar eventuais reformulações e preparar as visitas de trocas de experiências previstas para os próximos meses.
A ADERE- PG irá receber parceiros da Hungria e Roménia nos próximos dias 26, 27 e 28 de Maio, que farão uma visita pelo território do PNPG, conhecerão alguns artesãos e experimentarão práticas da cerâmica num atelier em Montalegre (brevemente daremos mais informações sobre esta visita).
Fonte: ADERE- Peneda Gerês (2010-05-11)

ADERE- Peneda Gerês

Criada em 1993, a ADERE- Peneda Gerês é uma entidade privada sem fins lucrativos,que desenvolve a sua actividade nas regiões dos cinco concelhos abrangidos pelo Parque Nacional da Peneda Gerês. A sua actuação centra-se no desenvolvimento de projectos financiados pela Comunidade Europeia e pelo Estado Português, com o intuito de contribuir para a melhoria das condições de vida das populações residentes e para a valorização e conservação do Património Natural e Construído. Com a implementação destes projectos consegue também promover e divulgar as regiões a nível externo, quer junto dos visitantes e turistas que procuram os serviços da Central de Reservas da ADERE como através da publicação de anúncios promocionais em jornais regionais e nacionais e da realização e participação em feiras ( em Portugal e em Espanha).
Paralelamente desenvolve acções de Formação Profissional para residentes nas Regiões do PNPG (condição preferencial) com a finalidade de dotar os participantes de conhecimentos que lhes permitam melhorar o seu desempenho profissional ou criar novas fontes de rendimento complementares à agricultura.
Fonte: ADERE- Peneda Gerês

A Associação Desportiva de Terras de Bouro vence a Marca por 1-0

Na jornada 29.ª, não houve alterações na tabela classificativa porque os quatro primeiros classificados venceram.
A Associação Desportiva de Terras de Bouro venceu a Marca por 1-0 e mantém o 3.º lugar com o mesmo número de pontos que o UD Vila Chã e com menos um ponto que o AD Ninense.
Entretanto, o Grupo Desportivo do Gerês deslocou-se ao campo da Lage e venceu o jogo por 2-1 continuando firme no 6.º lugar.

domingo, 16 de maio de 2010

Vezeira volta a subir à Serra do Gerês

A Associação ‘Lírio do Gerês’ organiza este domingo, dia 16 de Maio, mais uma edição da tradicional ‘Vezeira’ do gado de Vilar da Veiga, que volta a subir à Serra do Gerês, cumprindo uma prática que conta já com centenas de anos.
Nesse dia, todos aqueles que se quiserem associar a esta prática comunitária, podem deslocar-se até ao Gerês, onde, para além de assistirem à subida da vezeira, podem fruir das tradicionais ‘Chegas de bois’, da actuação de concertinas e cantares ao desafio, da actuação de rancho folclórico concelhio e, ainda, degustar iguarias da gastronomia local.
Esta iniciativa contará com o apoio do Município de Terras de Bouro e de diversos empresários locais. Nesta edição, haverá um trilho pedestre que partirá do Vidoeiro às 9 horas, tendo a duração prevista de 4 horas.
Esta iniciativa permite reviver a tradição centenária dos geresianos que, perante a chegada do bom tempo, levam o gado para a serra, onde passa a ser apascentado até Setembro, ficando em currais e em regime comunitário, com cada proprietário ou criador a assumir a guarda do gado, à vez – daí a vezeira.
Publicado pelo Jornal “Terras do Homem” em 13-05-2010

Julgado de Paz de Terras de Bouro sensibiliza jovens para a mediação

O Julgado de Paz de Terras abriu as portas aos alunos do Curso de Técnicos de Serviços Jurídicos da Escola Secundária de Vila Verde para os sensibilizar para as vantagens da mediação judicial e dos benefícios da resolução dos litígios numa perspectiva de proximidade dos cidadãos.
A iniciativa acontece no momento em que o Julgado de Paz de Terras de Bouro comemora o quinto aniversário de funcionamento, tendo sido uma das iniciativas pioneiras em termos judiciais, veio ao encontro das populações para resolver questões que, por vezes, consideradas de menor importância, evitam que os interessados tenham de se deslocar para os Tribunais de Vila Verde, Amares e Vieira do Minho, contribuindo para a comodidade dos cidadãos e descongestionamento dessas estâncias e celeriddae da resolução dos processos.
Os alunos ficaram cativados pela Mediação, fizeram perguntas, silêncios atentos durante a exposição, simularam até um caso: foram mediados, mediadores e advogados. Sentiram na pele as dificuldades de facilitar o diálogo entre pessoas em conflito, procuraram saber escutar, ler o não-verbal, pôr-se “nos sapatos do outro” (uma das técnicas utilizadas na mediação) para tentar alcançar um acordo satisfatório para ambas as partes.
Por ser confidencial, não puderam assistir à sessão de Mediação que aconteceu pela manhã, mas à tarde estiveram presentes numa sessão de Julgamento. Mostraram-se disponíveis, com os olhos a beber as palavras, praticaram a “escuta activa”, técnica abordada pela manhã... Nunca tinham entrado num tribunal. O julgamento teve por objecto um caso de “usucapião” de três terrenos, espécie de processo que entra neste Julgado de Paz com bastante frequência dada a sua localização num meio bastante rural. Igualmente atentos, absortos, as perguntas no final a reportar para filmes, só através da televisão haviam contactado este ambiente. Perplexos mas manifestamente agradados com a proximidade às partes, o tratamento informal e o ambiente pacificador do processo.
No fim da visita, alguns comentários pairavam dos alunos: “ fiquei entusiasmado com a profissão de mediador” (Luís Barbosa), “as pessoas pagam menos e resolvem os assuntos mais depressa” (Henrique Barbosa), “estou mais motivada para o curso, a informação foi muito útil” (Elsa Baptista).

Julgados de Paz:
Objectivos -Tribunais dotados de características de funcionamento e organização próprias que estão em funcionamento desde 2002, vocacionados para permitir a participação cívica das partes, a cooperação dos intervenientes do processo na justa composição do litígio, com procedimentos céleres, simples, expeditos, adequados ao caso concreto, desburocratizados e onde o juiz de paz, para além de aplicar a lei, decide segundo a equidade se as partes assim acordarem.
São estruturas de mediação e conciliação em alternativa aos tribunais comuns mas cujas decisões tem a mesma força legal dos Tribunais de 1ª Instância.
Competências:
São competentes para apreciar e decidir acções declarativas cíveis até €5.000,00, nomeadamente, das seguintes matérias:
- Entrega de coisas móveis;
- Direitos e deveres de condóminos;
- Passagem forçada momentânea, escoamento natural de águas, obras defensivas de águas, abertura de janelas, portas, varandas e obras semelhantes;
- Posse, usucapião e acessão;
- Arrendamento urbano, excepto o despejo;
- Responsabilidade civil contratual e extracontratual;
- Incumprimento de contratos e obrigações;
- Pedidos de indemnização cível em virtude da prática de crimes, quando não tenha sido apresentada queixa ou tenha existido desistência da queixa nos crimes de ofensas corporais, difamação, injúria, furto, dano, alteração de marcos e burla para obtenção de alimentos, bebidas ou serviços.
Mediação:
Método de resolução de conflitos em que duas ou mais partes em litígio recorrem a uma terceira pessoa imparcial – o mediador – com o objectivo de se trabalhar o conflito de forma a, se possível, chegarem a um acordo satisfatório para todos os envolvidos na disputa.
Nos julgados de paz, o processo inicia-se com a pré-Mediação, na qual o mediador informa as partes sobre o que é a mediação, etapas, carácter voluntário e cooperativo. A mediação cria um espaço de diálogo e partilha e culmina, em grande parte dos casos, com um acordo, respondendo ao anseio de “ uma justiça mais justa”. O acordo celebrado entre as partes é homologado pelo juiz de paz e tem o valor de sentença; no caso da mediação extra-competência (para casos que estejam fora da competência do tribunal, de outros concelhos por exemplo), o acordo não é homologado, é válido entre as partes como qualquer outro contrato.
Fonte: Câmara Municipal (2009)

Contactos:
Julgado de Paz de Terras de Bouro
Av. Dr. Paulo Marcelino, 1.º andar
4840-100 Terras de Bouro
Telf: 253350060

Julgado de Paz há seis anos em Terras de Bouro

Assinala-se esta sexta-feira, 14 de Maio, o sexto aniversário da inauguração do Julgado de Paz de Terras de Bouro. Uma instância judicial que veio colmatar a ausência de tribunal no concelho, no âmbito de uma iniciativa legislativa do governo para aliviar a sobrecarga dos tribunais de primeira instância com pequenos processos.
Situado no centro da vila terrabourense, o Julgado de Paz apresenta cerca de 42% dos processos entrados como resolvidos por acordo. Trata-se de uma instância com competência para decidir questões de valor até cinco mil euros. Na maioria dos casos, os processo prensem-se com situações de conflitos de vizinhança, acções possessórias e reivindicação de terrenos, incumprimento contratual e indemnizações emergentes de crimes de ofensas corporais e injúrias. O Julgado de Paz funciona de segunda a sexta-feira das 8h30 às 16h30. As custas para dar entrada do processo são no valor de 35 euros e o tempo de resolução da causa é de cerca de dois meses.
Publicado pelo Jornal “Terras do Homem” em 13-05-2010

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS - PORTA DE LAMAS DE MOURO
VÍDEO DE ACTIVIDADE DA ADERE PENEDA-GERÊS,
NA PORTA DE LAMAS DE MOURO, NA LOCALVISÃO TV

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
18 de Abril de 2010
“Património Rural/Paisagens Culturais”


No passado dia 18 de Abril de 2010, Domingo, a ADERE – Peneda Gerês e os seus parceiros locais, promoveram actividades nas cinco Portas do Parque Nacional da Peneda – Gerês, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
A actividade da Porta de Lamas de Mouro, dedicada ao tema “Brandas e Inverneiras”, foi objecto de uma reportagem da LocalVisão TV.
Para ver a reportagem:
Clique AQUI
Fonte: ADERE- Peneda Gerês (2010-05-11)

Vilarinho da Furna pago a custo de "meia sardinha"

Transcrevo extracto da comunicação feita pelo Dr. Manuel Antunes no VI Congresso Português de Sociologia realizado em Maio de 2008. Desta sua intervenção destaco a expressão: uma aldeia paga "ao custo de meia sardinha".
A companhia construtora chegou e meteu mãos à obra, que foi surgindo progressiva e implacavelmente.
O êxodo do povo de Vilarinho pode localizar-se entre Setembro de 1969 e Outubro de 1970. De um ano dispuseram, pois, os seus habitantes para fazer os seus planos, procurar novas terras e proceder à transferência dos seus móveis.
As 57 famílias ali existentes, ao fixarem-se noutras paragens, investiram maioritariamente na agricultura as parcas indemnizações que receberam da então Companhia Portuguesa de Electricidade. Pelo conjunto de toda a aldeia e respectivos terrenos de cultivo e maninhos, ofereceu a Companhia a quantia de 20.741.607$00, o que equivale a 5 escudos por metro quadrado (cerca de 2 cêntimos e meio), incluindo as casas. Se excluirmos as habitações e outras construções, foi pago meio escudo por cada metro quadrado, o equivalente ao custo de meia sardinha, a preços da época.

Mas, enfim, tinha chegado o momento da partida e não havia tempo a perder. Cada um procurou levar consigo tudo o que pôde. Os telhados desapareceram de dia para dia. Apenas ficaram as paredes nuas, amortalhadas num espesso manto de neve, progressivamente cobertas pelo mortífero lençol de água.
Os habitantes de Vilarinho fixaram-se nas mais variadas terras dos concelhos de Braga, Viana do Castelo, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Barcelos, Vieira do Minho, Terras de Bouro, etc., onde encontraram novas gentes, novos costumes.
Da vida e recantos da aldeia comunitária não resta mais que um sonho. Sonho que pode ser percepcionado no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, construído com as próprias casas da aldeia, e que se espera venha a ser um importante Centro de Culturail.
Apesar da destruição da aldeia, a mudança compulsiva deu origem a uma vida nova para os desenraizados de Vilarinho da Furna. Hoje, essa população está organizada n'AFURNA -Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, criada em Outubro de 1985, que tem por objectivo a valorização e promoção do património cultural, colectivo e/ou comunitário do povo de Vilarinho.
Esse património é fundamentalmente constituído pelas componentes histórico-cultural e socioeconómica. Daí as tarefas e/ou acções a desenvolver nas áreas da cultura, da investigação científica e do desenvolvimento económico-social. O que trará consigo, além do mais, a criação de um pólo de desenvolvimento regional, com benefícios para o próprio país.
A aproximação da construção da barragem, nos finais dos anos sessenta, levou à criação de um programa de salvaguarda do património cultural de Vilarinho, já então mundialmente conhecido. Daí surgiu a ideia da construção do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna. Vários anos se passaram e o Museu, feito com edifícios da aldeia submersa, está finalmente construído, pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, segundo projecto dos Arqs. João e Delmira Rosado Correia. No Museu, destacam-se os hábitos e costumes de Vilarinho da Furna, evidenciando as semelhanças e diferenças com outras aldeias da região.
Apesar de fortemente afectado com a barragem, o património de Vilarinho da Furna ainda conta com cerca de 3000 hectares de terrenos, dispersos pelas serras da Amarela e do Gerês. São terrenos comunitários que, devido às lutas contra as investidas dos Serviços Florestais, desde finais do século XIX, acabaram por se transformar numa propriedade privada dos descendentes dos outorgantes, naturais de Vilarinho, que constam de uma escritura de aforamento dos respectivos terrenos, feita pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, em 17 de Agosto de 1895.
Os antigos habitantes de Vilarinho da Furna pretendem efectuar um aproveitamento integral desse património, para o que se prevê:
1. A reflorestação dos referidos terrenos, sitos na serra Amarela e no Gerês;
2. A criação de uma reserva faunística;
3. A implementação do Museu Subaquático de Vilarinho da Furna;
4. Um aproveitamento turístico, que defenda e valorize o património ecológico existente


A concretização deste projecto, nas suas diversas componentes, pode transformar esta zona num importante pólo de desenvolvimento sustentável, com inestimáveis benefícios para as populações e para o país, com inegáveis repercussões internacionais.
Fonte: Dr. Manuel de Azevedo Antunes

sábado, 15 de maio de 2010

BTT pelos trilhos do Gerês

A Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Chorense, no concelho de Terras de Bouro, promove neste domingo o ‘IV BTT Trilhos do Gerês'. Esta quarta edição da iniciativa decorrerá ao longo de quase 40 quilómetros, com um grau de dificuldade médio/alto. Para recuperação das forças, os participantes terão, à hora do almoço, à sua espera um ‘cozido à Terras de Bouro’ – prato típico da região que, no ano passado, tantos elogios recebeu de quem o provou. Háverá, no entanto, alternativas para quem não gostar.
De acordo com os organizadores da prova, foi feita uma "escolha os melhores trilhos", tendo em conta "a beleza natural" da região para "proporcionar aos participantes momentos de rara beleza paisagística. Acreditam, ainda, que "com o aumento significativo dos single track's tornou-se um percurso mais técnico que agradará a todos os participantes".
Uma novidade na edição deste ano, prende-se com o sorteio de algumas dormidas na ‘Casa dos Bernardos’, bem como de passeios de barco na Barragem da Caniçada.
As inscrições, que este ano são limitadas a 200 participantes, estão abertas até ao dia da prova, domingo, 16 de Maio, e custam 14 euros para os sócios que queiram, no final da prova, participar no almoço convívio, e 6 euros para quem apenas possa participar na prova. No caso dos não sócios, o preço varia entre os 8 euros, sem almoço, e os 16 euros, com direito a almoço.
Publicado pelo Jornal “Terras do Homem” em 13-05-2010

O Município de Terras de Bouro celebra o Dia Internacional dos Museus

O Dia Internacional dos Museus, uma iniciativa do ICOM (Conselho Internacional de Museus da UNESCO), celebra-se em todo o mundo no dia 18 de Maio. O Município de Terras de Bouro também celebra este dia promovendo, nos dias 18 e a 23 de Maio, no Núcleo Museológico de Vilarinho da Furna, uma jornada de “Portas Abertas”. O Município de Terras de Bouro irá celebrar o próximo Dia Internacional dos Museus, que se comemora a 18 de Maio e que este ano tem como tema “Museus e Harmonia Social”, uma proposta do Comité Consultivo do ICOM (Conselho Consultivo de Museus), promovendo uma jornada de “Portas Abertas”, precisamente a 18 e depois a 23 de Maio e que irá decorrer no Núcleo Museológico de Vilarinho da Furna, no horário 10.00/12.30 e 14.00/17.00. Desta forma, o Município pretende assinalar um acontecimento de grande tradição para o mundo dos museus e que existe desde o dia 18 de Maio de 1977, precisamente por proposta do ICOM, renovando a questão social na contemporaneidade, resultado das modificações de que são alvo os “tecidos culturais, sociais e económicos” e promovendo a reflexão em torno da questão museológica e patrimonial da região do concelho, sensibilizando a comunidade para a importância do museu, enquanto local privilegiado de preservação, estudo e divulgação cultural.
Fonte: Câmara Municipal

Associação Lírios do Gerês Organiza a Subida da Vezeira 2010

Vezeira do gado de Vilar da Veiga
Dia 16 de Maio, e cumprindo uma prática com centenas de anos, a vezeira do gado de Vilar da Veiga volta a subir à serra do Gerês.
Neste dia, todos aqueles que se quiserem associar a esta prática comunitária, podem vir até ao Gerês, onde, para além de assistirem à subida da vezeira, podem fruir das tradicionais "chegas de bois", da actuação de concertinas e cantares ao desafio, da actuação de rancho folclórico concelhio, e podem ainda degustar iguarias da gastronomia local.
A organização pertence à Associação “Lírio do Gerês” que contará com o apoio do Município de Terras de Bouro e dos Empresários locais.
Fonte: Câmara Municipal

Dr. Manuel Antunes: O Caso de Vilarinho da Furna

Manuel Antunes, sociólogo e presidente da AFURNA, Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, foi o último a sair da povoação. «Aproveitei as férias do Natal e vim para aqui. A minha tia estava a viver na aldeia e passámos a passagem de ano de 70 para 71. Éramos os únicos que estávamos na aldeia. No dia seguinte pegámos na trouxa às costas, as últimas coisas que ela tinha, e viemos». Nesse ano, em 1971, a aldeia já fica submersa, apesar da barragem ter sido somente inaugurada a 21 de Maio de 1972. Acabou Vilarinho da Furna.
Transcrevo extracto da comunicação feita pelo Dr. Manuel Antunes no VI Congresso Português de Sociologia realizado em Maio de 2008. Desta sua intervenção, destaco a companhia construtora da barragem que foi o único inimigo que se lhe apresentou como invencível.

Remonta aos finais do século XIX a construção de barragens para a produção de energia eléctrica. Mas o pretenso desenvolvimento para as populações circundantes e/ou deslocalizadas em consequência da construção destes paredões de cimento, na maior parte das situações, não passou de uma ilusão. O “progresso” socioeconómico das povoações que sofreram o impacto da proximidade de uma grande barragem, comprova o mito. A maior parte das vezes, essa construção surge com um carácter inquestionável e incontornável, na medida em que o aproveitamento e armazenamento de água sempre esteve associado a políticas de desenvolvimento, que pouco se preocupavam com os problemas sociais e ambientais, a montante e a jusante das barragens. Em todo o Mundo, a construção de grandes barragens foi sendo feita num crescendo, como uma promessa associada à garantia da solução dos problemas hídricos e energéticos e da falta de progresso/desenvolvimento socioeconómico das regiões. Esse desiderato, deu origem a situações de mobilidade compulsiva de populações, que raramente foram consultadas sobre o real impacto, quer da sua localização, quer da sua dimensão. Em Portugal, de entre os múltiplos exemplos que se poderiam apontar, constituem casos paradigmáticos a barragem de Vilarinho da Furna, dos finais do Estado Novo, e a barragem de Alqueva, construída em plena democracia. Em Vilarinho da Furna, com a submersão da aldeia, a sua gente teve que se fixar em diferentes paragens, com a escassa indemnização que recebeu da então Companhia Portuguesa de Electricidade. Já com a construção da barragem de Alqueva, os habitantes da aldeia da Luz foram deslocalizados para uma nova aldeia construída de raiz, mas, volvidos estes anos, estão longe de vislumbrar a concretização das expectativas criadas em torno do "maior lago artificial da Europa".

2. O Caso de Vilarinho da Furna
Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, na Peneda-Gerês. A sua origem perde-se na bruma dos tempos. Segundo uma tradição oral, transmitida de geração em geração, teria começado a sua existência por ocasião da abertura da célebre estrada da Jeira, um troço da VIA XVIII do Itinerário de Antonino, que de Braga se dirigia a Astorga, num percurso de 240 Kms, e, daqui, a Roma. Estaríamos, segundo a opinião mais provável, pelos anos 70 da nossa era. É possível que alguns dos traços da maneira de viver em Vilarinho se filiassem na cultura dos povos pastores e ganadeiros indo-europeus, provavelmente lá introduzidos por migrações pré-romanas e reforçados pelas invasões suevas. Mas, tudo o que hoje se pode dizer sobre as origens de Vilarinho da Furna, resume-se a um levantar de hipóteses, a um formular de perguntas que pairam no ar, em busca de uma solução que ainda não se divisa.
Todavia, um facto se apresenta incontestável: se não a sua origem romana, pelo menos a sua romanização. Aqui, como noutras partes do império, os romanos chegaram, ocuparam e deixaram rasto.
Já lá vão quase dois mil anos!... Passado obscuro, quase sem história, é o passado de Vilarinho da Furna. Não fosse a sua riqueza etnográfica e a construção da barragem que pôs termo à sua existência, e Vilarinho da Furna seria uma aldeia esquecida, anónima como o seu passado, qual pérola perdida na vastidão das serras do Minho. Mas tal não aconteceu, porque os olhos dos etnólogos descobriram em Vilarinho uma relíquia da velha organização comunitária, hoje agonizante, mas outrora muito difundida em toda a Europa. Mesmo sem ser um caso único, o comunitarismo de Vilarinho era, pelo menos, um caso invulgar.
Os traços fundamentais deste sistema comunitário situavam-se ao nível das condições económicas e da organização social.
As condições económicas desta zona têm a ver, essencialmente, com a distribuição/exploração da propriedade. Assim, no que respeita à posse da terra, nesta comunidade rural, deparamos com uma propriedade privada, diferentemente repartida por vários detentores. Mas este tipo de propriedade tinha o seu complemento numa outra propriedade colectiva, constituída pelos logradouros comuns, onde todos apascentavam o gado, roçavam os matos e cortavam lenhas, de acordo com normas previamente definidas e democraticamente aceites.
As actividades económicas de Vilarinho da Furna, desenvolveram-se num quadro típico de organização social, intimamente ligado às condições ambientais. Embora a natureza não exigisse uma única forma de adaptação, a escolhida foi, certamente, das mais adequadas. A base dessa organização assentava na assembleia dos representantes das várias famílias da povoação, que reunia geralmente às Quintas-Feiras, embora o pudesse fazer noutros dias, sobretudo de noite, se assim o exigissem as circunstâncias.
Essa assembleia, que em Vilarinho se chamava Junta, presidida por um Juiz, era herdeira do antigo conventus publicus vicinorum (assembleia pública dos vizinhos) do reino visigótico. Era ali que se analisavam os problemas que a todos diziam respeito e se decidia, por vontade expressa da maioria, quais as soluções a adoptar. A Junta era a perfeita expressão da democracia popular.
O Juiz ou Zelador, totalmente independente das autoridades administrativas oficiais, era obrigatoriamente escolhido por um período de seis meses, entre os homens casados da Junta, segundo a lista dos seus casamentos.
Eram muitos e variados os trabalhos que se apresentavam à Junta, periódicos uns, extraordinários outros. Assim, ela tinha que tomar medidas acerca da reparação e abertura de caminhos, organização da vida pastoril, distribuição das águas de rega, divisão dos matos a roçar, madeiras a cortar, montarias aos lobos, marcação das vindimas, etc., etc., e, nos últimos anos da vida de Vilarinho, estabelecer a melhor estratégia de luta contra a Companhia construtora da barragem, o único inimigo que se lhe apresentou como invencível.
Fonte: Dr. Manuel de Azevedo Antunes

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Circo Império Cardinali na Vila de Terras de Bouro

O Circo Império Cardinali instalou-se na Vila de Terras de Bouro e prevê a realização de espectáculos para os dias 14, 15 e 16 de Maio.
Este circo, instalado no Largo da Feira, promete animação principalmente para a nossa pequenada que sente sempre um enorme fascínio.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vilarinho das Furnas, um filme de António de Campos

Vilarinho das Furnas (1971) é um documentário de longa-metragem de António Campos, em 16 mm. É a sua segunda obra na prática cinematográfica da antropologia visual, realizada na tradição de Robert Flaherty e de Jean Rouch. É um filme etnográfico, que marca o Novo Cinema português em que, particularmente no documentário, a prática da etnografia de salvaguarda é uma das preocupações dominantes.
FONTE: WIKIPÉDIA

Sinopse:
Protelada durante alguns anos a sentença de morte que lhe for a ditada, Vilarinho das Furnas viu, em 1969, chegar a hora da sua destruição, pela construção de uma barragem.
Aconchegada no sopé da Serra Amarela, e por isso defendida das nortadas frias de Inverno, aninhava-se entre o Rio Homem e a Ribeira do Eido, que lhe irrigavam os campos. Remetida para um sistema de vida comunitária pastoril, único possível para vencer as deficientes condições de subsistência que o local oferecia, Vilarinho das Furnas desapareceu sobre o manto das águas frias e límpidas que, durante, tantos anos, lhe deram vida.
Uma homenagem ao povo, por quem acompanhou os seus doze últimos meses de existência.
Observações:
"Vilarinho das Furnas" não é o primeiro trabalho de fôlego de António Campos (lembremos que "Almadraba Atuneira" o antecede de um bom par de anos) mas é aquele que impõe o nome do seu realizador como personalidade singular do documentarismo português dos anos 60-70.
(...) O mais notável deste filme é a dissociação operada entre a banda de imagem e banda de som, num jogo de autonomias que mutuamente se cavalgam , se completam, se contraditam. Campos recolhe, testemunha e, na secura do seu procedimento (nenhum comentário pessoal acontece), na disponibilidade de ver e ouvir, faz-se solidário. (...)
Tecnicamente precário, "Vilarinho das Furnas" é um exemplo de ética face ao real, que não sai ferido, em essência, pelo facto de ter escassas condições de produção. Talvez seja mesmo o contrário. Na sua rudeza ele assume-se vertical num tempo em que o restante documentarismo luso era, sobretudo, polido, bem acabado, vazio."

Fonte: Jorge Leitão de Ramos, in Dicionário do Cinema Português 1962-1988, ed. Caminho, 1989

Depoimento de António Campos e excerto do filme Vilarinho das Furnas, de António Campos, 1971.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vilarinho da Furna: a beleza do poema “Requiem” de Miguel Torga

Publico o poema “Requiem” de Miguel Torga que retrata o modo de vida simples do povo de Vilarinho da Furna e a forma como o seu sonho foi destruído com a barragem: “um muro de cimento interrompeu o canto de um rio que corria nos ouvidos de todos”. Requiem
Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado.
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
Aprendiam a ler
O alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados.
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.
Miguel Torga
Barragem de Vilarinho da Furna
18 de Julho de 1976

terça-feira, 11 de maio de 2010

Padre Manuel Martins Capela, um exemplo para muitos

«O Padre Manuel Martins Capela (1842-1925), professor e arqueólogo eminente, natural da freguesia da Carvalheira, autor de notáveis trabalhos de arqueologia e epigrafia, dos quais um dos mais importantes é o seu «Miliários do Conventus Bracaraugustanus em Portugal» (Porto, 1895) e «Oportunidade da Filosofia Tomista em Portugal», (1892).
Despojou-se, em vida, do que tinha para dar aos pobres e consagrou-se, na sua terra natal, a obras pias.
O Cónego António Luís Vaz dedicou-lhe um livro intitulado “Mestre e Precursor” (Braga, 1942)».
Fonte: A. Lopes de Oliveira

Grupo Coral de Chorense canta há 23 anos

O Grupo Coral de Chorense, Terras de Bouro, comemora, no dia 10 de Junho, o seu 23º aniversário.
Em 18 de Junho de 2007, o jornal “Terras do Homem” escreveu:

«O Grupo Coral de Chorense, Terras de Bouro, comemorou no passado domingo, dia 10 de Junho, o 20º aniversário. A festa teve como ponto alto um Encontro de Grupos Corais do concelho, que animou a população ao longo da tarde. O grupo aniversariante também apresentou um documentário com os bons momentos que tem passado ao longo destes 20 anos de existência, quer em actuações, quer em festas e convívios».
Parabéns ao Grupo Coral de Chorense!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cadáver encontrado na barragem da Caniçada

“O corpo sem vida de um homem foi encontrado ontem a jusante da barragem da Caniçada. Informações locais indicaram tratar-se de um médico de 37 anos, a prestar serviço em Braga. Terá deixado uma mensagem. A Judiciária tomou conta do caso.(…)
Trata-se do primeiro caso que se regista este ano na área da barragem da Caniçada, embora não sejam, felizmente, frequentes tais situações na sua área. A barragem da Caniçada, construída em 1955, tem 76 metros de altura e 246 metros de comprimento. Pela sua beleza, é um dos locais mais visitados no espaço abrangido pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês”.
Fonte: Jornal Correio do Minho, em 10 de Maio de 2010.

domingo, 9 de maio de 2010

Jornada 28.ª - Terras de Bouro vence o Gondifelos

A Associação Desportiva de Terras de Bouro venceu o Gondifelos por 3-2 e subiu ao terceiro lugar da tabela classificativa, encontrando-se, nesta jornada, a um ponto do 2.º classificado, a AD Ninense.
A UD Vila Chã, ao ceder um empate a zero golos no reduto da Lage, poderá ter comprometido a subida à Divisão de Honra.
Concluída a jornada 28.ª tudo está em aberto para os 2.º, 3.º e 4.º classificados. Esperamos que os jogos que faltam permitam ao Terras de Bouro terminar o campeonato em 2.º lugar. Se assim for, na próxima época, estaremos na Divisão de Honra.
O Grupo Desportivo do Gerês venceu o Soarense por 3-2 mantendo o 6.º lugar na tabela classificativa.
Parabéns ao clube da Vila do Gerês pela sua regularidade!