segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ponte dos Eixões, ponte antiga do Campo do Gerês

A ponte dos Eixões, situa-se a Sul da Veiga de S. João de Campo, sobre a Ribeira de Rodas que a partir do local se faz Rio de Campo, fazendo passagem para as vizinhas freguesias de Covide e Carvalheira. A ponte possui dois arcos de volta perfeita formados por aduelas estreitas, construídos sobre as bases sólidas de paredões bem aparelhados alicerçados no leito rochoso e nas margens. A montante e a jusante dois fortes talhamares protegem e consolidam a estrutura arquitectónica. O tabuleiro da ponte, com um antigo perfil de corcova, de linhas abauladas, largo, com guardas baixas, talvez posteriores à sua construção original, é empedrado com calçada de laje grande, muito degradada por adaptações às necessidades da viação motorizada do século findo. Hoje, o trânsito automóvel faz-se por uma ponte de betão, a montante deste local. Apesar da inscrição patente num dos arcos do ano 1745, considera-se haver indícios para recuar a sua existência a tempos anteriores. Como referia o abade Custódio José Leite em 1728, a dita ponte dos Eixões, ao tempo denominada de Ponte de Rodas, era obra nova “tendo sido antes obra romana, que um grande madeiro arruinara.” (Sousa, 1927).

domingo, 2 de maio de 2010

Terras de Bouro perde no Gerês

Hoje, a Associação Desportiva de Terras de Bouro estava obrigada a vencer o jogo no reduto do Grupo Desportivo do Gerês. Contudo, nesta jornada 27.ª ao perder com o Grupo Desportivo do Gerês por 1-0, o Terras de Bouro pode ter comprometido, definitivamente, a subida à Divisão de Honra porque deixou fugir a UD Vila Chã e AD Ninense.
O Forjães, 1.º na tabela classificativa, soma 65 pontos e, certamente, subirá à Divisão de Honra. Por seu turno, o Terras de Bouro terá de vencer as jornadas que ainda faltam e esperar que a UD Vila Chã e a AD Ninense (2.º e 3.º classificados) escorreguem e percam pontos.
Os resultados desta jornada ainda não estão completos. Entretanto, publico os resultados que conheço:
Marca - AD Ninense (0-3)
Grupo Desportivo do Gerês – Terras de Bouro (1-0)
UD Vila Chã – Soarense (2-1)
Forjães – Panoiense (4-1)

sábado, 1 de maio de 2010

Terras de Bouro e Gerês, uma disputa fratricida

Amanhã, a Associação Desportiva de Terras de Bouro desloca-se ao reduto do Grupo Desportivo do Gerês. Neste jogo fratricida, o Terras de Bouro precisa de conquistar os três pontos que lhe permitirão dar um passo muito importante para a subida à Divisão de Honra. Esperemos para amanhã para ver o que acontece. Entretanto, publico uma parte da história destes dois clubes da nossa terra. Em 1965, em Covas (Vila de Terras de Bouro) foi fundado por José Maria da Silva Ribeiro, Diamantino Viana e Júlio Cunha o Grupo por Desportivo de Covas. Nessa altura, foi constituída uma comissão organizadora, que além daqueles citados fundadores, contou com Manuel Baptista Dias Cracel, Manuel da Lomba MeIo, Evaristo Teixeira de Oliveira, Francisco Guimarães Rocha e Domingos de Freitas. Este clube disputou, apenas, jogos particulares.
Em 31 de Março de 1973, surgiu, em Covas (Vila de Terras de Bouro), o Grupo Desportivo de Terras de Bouro. Foram fundadores do clube:
Padre Armindo do Céu Macedo Lourenço
Albino Machado
Manuel Baptista Dias Cracel
Diamantino de Oliveira Martins Viana
João Manuel da Silva Arantes
Júlio Amorim Cerqueira
José Maria Martins
Os Estatutos datam daquela ocasião. Porém, a escritura para a sua legalização só se efectivou em 21 de Maio de 1978.
A sua Direcção foi constituída pelos seguintes elementos:
Padre Armindo do Céu Macedo Lourenço (presidente)
Jerónimo Rodrigues Martins Souto (vice-presidente)
Diamantino de Oliveira Martins Viana (secretário-geral)
Carlos Alberto Rodrigues Pereira (adjunto)
Manuel Baptista Dias Cracel (tesoureiro)
José Júlio de Araújo Cunha (1.º vogal)
Arlindo da Conceição da Cunha (2.° vogal)
Aquilino Francisco Rodrigues Pereira (1.º suplente)
Raul Miguel de Araújo (2.º suplente)
A Assembleia-Geral foi constituída pelos seguintes elementos:
Dr. José António de Araújo (presidente)
Dr. Viriato Capela (1.º secretário)
Manuel da Lomba Melo (2.º secretário)
O Conselho Fiscal foi constituído pelos seguintes elementos:
Dr. Manuel Antunes da Lomba (presidente)
Dr. José Leite Machado {secretário)
Fernando Pereira Alves (relator)
Albino Machado ( 1.º suplente}
João Manuel da Silva Arantes (2.º suplente)
Nessa altura, possuía 394 sócios e tinha inscrita uma equipa de seniores a disputar o Campeonato Distrital de Braga (tendo ficado em 6.º lugar na época finda, entre 14 clubes), atletismo, só a nível juvenil, e futebol de salão (tendo obtido em 1978 o 1.º lugar no torneio de Paradela).
A sua equipa de seniores tem tido encontros com os grupos desportivos de Lovios e Antime, (na Galiza) com quem mantém relações amistosas. Em 1979 inaugurou o seu campo de futebol, Campo da Minhoteira, lugar de Bouças (Gondoriz).
Este clube tinha uma despesa geral que já rondava os 510 contos e tinha de receita apenas 390 contos. Grupo Desportivo do Gerês
Nessa altura, também foi fundado Grupo Desportivo por:
Carlos Alberto Guedes
José da Silva Araújo
Ismael Martins de Almeida
Armando de Carvalho Fernandes
Salustiano de Carvalho
Carlos Manuel Pereira Guimarães
Arnaldo Gomes da Silva
Luís de Sousa Carvalho
João Carlos Pinheiro Vieira
Mantém uma equipa de seniores, treinada por Camilo Costa, a disputar a taça da Associação de Futebol de Braga.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A tradição das Maias e dos Maios em Terras de Bouro

O nome do mês de Maio terá tido origem em Maia, mãe de Mercúrio, e a ele está ligado o costume de enfeitar as janelas e as portas das casas com flores de giestas com flores amarelas. A origem da tradição das Maias, em Terras de Bouro, perde-se no tempo. Desde criança que vejo, anualmente, os ramos das giestas em flor ou até mesmo coroas feitas de ramos de giestas, nas portas e nas janelas das casas ou nos automóveis. Em criança, lembro-me de ir às Maias, sempre no dia 30 de Abril. Depois, em tudo quanto era porta e janela colocávamos os ramos das Maias para que nenhuma janela, porta ou buraco ficasse desprotegido. Era a forma de impedirmos à tentativa de entrada do mafarrico: do diabo. De facto, para nós terrabourenses, a colocação das giestas em flor amarela (das Maias) faz-se na noite de 30 de Abril para 1 de Maio e destina-se a espantar o diabo que anda à solta. Por isso, a colocação de giestas torna as casas floridas e, no momento em que raia o dia e o «Maio», o Diabo não poderá entrar nas nossas casas.
As celebrações do 1.º de Maio, na nossa terra, têm por objectivo formas efectivas de protecção e de esconjuro a opor à insegurança da vida e à omnipresente ameaça do mal, personificado no Diabo que anda à solta.
Como somos prevenidos e seguimos escrupulosamente a tradição, aqui, na nossa terra, o Diabo por muito que tente não entra!
Mas que ele anda por aí, anda...Tradição das maias
De 30 de Abril para 1 de Maio é tradição que se coloquem à porta de casa as giestas floridas, a que também se dá o nome de maias por florirem em Maio. Esta é a tradição que no Minho. Por crendice ou simplesmente por tradição um pouco por todo o distrito é possível ver as portas e janelas enfeitadas com os ramalhetes de maias. Diz-se que as origens desta tradição está ligada a ritos de fertilidade, do início da Primavera e do novo ano agrícola, mas há, também, quem diga que afasta o mau-olhado, as bruxas de casa e o diabo.
No Minho, Douro Litoral e Beira Litoral o ritual passa pela colocação de maias nas janelas, portas e varandas e até nos automóveis e tractores. Todavia, nas restantes regiões do país este dia é, ou era, celebrado de uma forma algo diferente.
Em Trás-os-Montes, além de se enfeitarem as portas das casas com flores de giestas, as raparigas adornam um menino que dizem repre­sentar o “Maio-moço” e passeiam-no pelas ruas com grande ruído alegre, cantando e bailando em volta dele. Na Beira-Alta e na Beira-Baixa (embora nesta apareça excepcionalmente um boneco de palha) são também rapazes ataviados de giestas quem personifica o “Maio”, centralizando o peditório cerimonial em dinheiro ou castanhas.
Na Estremadura, a “Maia” é uma rapariguinha adereçada com flores que percorre as ruas da povoação acompanhada pelas companheiras.
No Alentejo, com particular incidência em Beja, as “Maias” são meninas que vestem de branco e enfeitam com flores, pondo-lhes na cabeça um coroa de mais flores, e sentando-as em cadeiras, à esquina de alguma rua, nalgum largo ou junto à porta de sua casa. No seu trono enfeitado de rosas se aquietam algumas horas, enquanto companheiras mais crescidas, com pequenas bandejas na mão, pedem a quem passa: “Meu senhor, um tostãozinho para a maia”.
No Algarve, em quase todas as casas é costume arranjar-se um grande boneco de palha de centeio, farelos e trapos que depois vestem de branco e cercam de flores. É a “Maia” colocada à vista de quem passa.
Este hábito de se colocarem giestas amarelas às portas, nas janelas e nas varandas não se perdeu, assim como perdura o costume de se fazerem bonecos de palha. No entanto, esta tradição das meninas vestidas de Maia ficou cada vez mais esquecida no tempo não havendo relatos de que se continue a cumprir
. Todavia, no 1º de Maio, não há só esta tradição ligada aos ramalhetes de Maias e aos “Maios” e à bonecada satírica, mas também se verificam práticas de manjares rituais como, por exemplo, o costume de se comerem castanhas com o objectivo de conjurar o “Maio”, o “Burro” ou o “Carrapato”.

Casa vandalizada na vila de Terras de Bouro

Esta casa, localizada no Paço, encontra-se desabitada há muito tempo. Em tempos funcionou aqui uma barbearia no n.º557, mas o barbeiro mudou-se para junto da Pensão Rio Homem e, como ninguém mais utilizou este espaço, a degradação cresceu e é bem visível. Esta porta escancarada, junto à Escola Padre Martins Capela, está neste estado. Infelizmente, a realidade é a que mostra a foto.
Senhores com responsabilidade da nosa terra é preciso encontrar solução para pôr fim ao vandalismo desta casa…

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Câmara Municipal de Terras de Bouro: Agenda Municipal

No Boletim Municipal de Março, a Câmara de Terras de Bouro prevê:
- Comemoração do Dia Internacional dos Museus (16 de Maio – Portas Abertas)
- XV Edição do Torneio de Futebol de 5 de Terras de Bouro (Maio-Junho)
- III ultra trail Geira – via romana (23 de Maio)
- VIII Encontro de Tocadores de Concertinas (30 de Maio)
- Caminhadas na Natureza Terras de Bouro/Gerês
- Subida da Vezeira (16 de Maio-Gerês)
- Trilho de S. Bento (5 de Junho pelas 9 horas)

Terras de Bouro: Via Nova ou Geira

A via Romana XVIII, Via Nova ou Geira, é a via em melhor estado de conservação de todo o antigo Império Romano. Esta percorre o nosso concelho numa extensão de 30 km e possui a maior concentração de marcos miliários de todo o Noroeste Peninsular e é considerada desde Maio de 2003 Património Nacional.


Fonte: Boletim Municipal de Terras de Bouro

Via Nova ou a Geira: monumento histórico único

O Projecto
A VIA NOVA, em especial o traçado entre o lugar de Via Cova, Amares e Baños de Rio Caldo, Lovios, constitui um monumento excepcional, um património científico, cultural, pedagógico e turístico único. A possibilidade de percorrer o caminho romano, ao longo de quilómetros, quase sem interrupções, os extensos troços de calçada, a quantidade invulgar de miliários, as ruínas de pontes sobre rios caudalosos, as pedreiras de onde se extraíam os miliários, a visibilidade da via para a envolvente, o contexto paisagístico em que se insere, formam um recurso notável. A quantidade de miliários concentrados neste tramo da VIA NOVA, sem paralelo noutras áreas do Império Romano, a floresta que os envolve, suscitam uma magia extraordinária, resumida por uma arqueóloga italiana, da Universidade de La Sapienza de Roma, numa feliz expressão: “Foresta di Migliari”. Para valorizar este património várias entidades, lideradas pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, apresentaram ao Programa Interreg IIIA o Projecto “A Geira na Serra do Gerês”.

A Via Nova - História
No conjunto da rede viária do extenso império romano, o caminho entre Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga – Província de Léon), por Bergidum Flavium (Ponferrada), constitui um testemunho excepcional de uma época em que a Europa era um espaço comum. A construção da VIA NOVA, na segunda metade do século I d.C. reforçou a malha viária, permitindo o reordenamento territorial, a intensa actividade mineira, com destaque especial para o ouro, contribuindo a longo prazo para a emergência de uma entidade histórica que perdurou ao longo dos milénios: a Callaecia.

Construção e manutenção da VIA NOVA
O traçado da VIA NOVA foi cuidadosamente planeado por arquitectos, engenheiros e pelos gromatici, os topógrafos que, apesar dos utensílios rudimentares, já calculavam com exactidão as distâncias, os declives. A VIA NOVA foi construída de tal modo que, apesar de cruzar um espaço montanhoso com serras que chegam aos dois mil metros, só em alguns tramos, pouco extensos, alcança 900 metros. Os miliários de Tito e Domiciano documentam a abertura da via.
O granito e o xisto, que formam o substrato rochoso ao longo de grande parte do traçado da via, foram utilizados de forma abundante, nos pavimentos lajeados, nos muros de suporte, nas obras de arte, nos miliários. Num contexto climático com alta pluviosidade, com pendores significativos, o traçado da VIA NOVA estava sujeito a processos erosivos intensos, justificando sucessivas obras de manutenção. Os miliários de Maximino e Máximo apresentam um texto muito expressivo, referindo o restauro de pontes e caminhos deteriorados pelo tempo.
O Cursus Publicus
A rede viária romana sustentava o funcionamento do Cursus Publicus, essencial ao bom governo do vasto império romano. Os três pilares do Cursus Publicus eram as mansiones, as mutationes e os miliários. As mansiones eram locais de descanso, onde os viandantes podiam comer, dormir, tomar banho e abastecer-se para prosseguir a viagem. As mutationes eram estações de muda, onde se podia trocar de cavalo. Situados à beira da via, estes equipamentos asseguravam o correio, a velocidade dos mensageiros, o trânsito de militares, de funcionários e de todos os caminhantes que, pelos mais variados motivos, percorriam as estradas. Os miliários balizavam a via, assinalando as distâncias aos caput viarum, ou seja aos nós rodoviários. No caso do tramo da VIA NOVA entre Baños de Rio Caldo e Amares, os miliários marcavam a distância a Bracara Augusta.
Viajar na Geira
Percorrer a VIA NOVA entre Amares e Lobios é regressar a um tempo perdido, em que os meios de transportes e o ritmo de vida eram diferentes. Devido ao bom estado de conservação é possível caminhar, ao longo da estrada romana, quase sem interrupções, perto de 40 KM, o que é raro, tanto em Portugal como em Espanha.

A Paisagem
Numa pequena extensão a VIA NOVA, entre Amares e Lobios atravessa paisagens muito variadas, desde a zona urbana de Braga, com uma elevada densidade construtiva até à Mata de Albergaria, considerada uma reserva integral do Parque Nacional da Peneda-Gerês. O contexto paisagístico da VIA NOVA é, pois, excepcional, permitindo aos viajantes apreciar panorâmicas diversificadas, aprender a gostar da Natureza e conhecer a estrutura agrária da região.

Fonte: Câmara Municipal de Terras de Bouro

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Terras de Bouro perde jogo em atraso

Hoje, a Associação Desportiva de Terras de Bouro recebeu o Forjães e perdeu o encontro por 2-0. Com dois golos marcados na 2.ª parte, o Forjães consolidou a liderança somando agora mais 4 pontos do que Terras de Bouro. O nosso clube encontra-se no 2.º lugar da tabela classificativa com mais um ponto do que a UD Vila Chã (3.º classificado) e com mais dois pontos do que a AD Ninense (4.º classificado).
Este resultado não compromete a nossa subida à divisão de honra. Contudo, não poderemos perder os próximos encontros, nomeadamente o jogo da próxima jornada na Vila do Gerês.

terça-feira, 27 de abril de 2010

ATAHCA: missão e área de intervenção

Áreas de Intervenção
O território onde esta Associação vem intervindo ao longo destes anos é composto pelos concelhos de Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vila Verde, com uma área de 719,5 km2, onde vivem cerca de 90 000 habitantes, estendendo-se esta influência ao concelho de Vieira do Minho, o qual entre 1991-95 ainda fez parte, juntamente com os concelhos atrás referidos, da zona de intervenção do Programa de Iniciativa Comunitária LEADER, do qual a ATAHCA foi e continua a ser a entidade gestora, quer na segunda (LEADER II 1997-2001) e terceira (LEADER+ 2002-2006) gerações desta iniciativa.
Constituem esta Associação, as Autarquias Locais dos quatro concelhos, Cooperativas agrícolas e de artesãos, Regiões de Turismo do Alto Minho e Verde Minho, Caixas de Crédito Agrícola, Associações e outras entidades colectivas locais diversas, assim como particulares.

Missão
Com a criação da ATAHCA foi possível iniciar uma nova dinâmica de desenvolvimento para esta região, desde logo pela fixação de um corpo técnico especializado, que iniciou um trabalho de prospecção, análise e diagnóstico do território, a partir do qual se estabeleceu uma estratégia de desenvolvimento baseada na valorização do potencial endógeno local, tendo como principais linhas de força: - Mobilização das capacidades inovadoras locais, de modo a reinventar novos modelos e sistemas, adaptados às novas realidades e desafios com que o meio rural se depara, permitindo dinamizar o seu tecido sócioeconómico; - Sensibilizar e promover a preservação e valorização dos recursos naturais, patrimoniais e culturais, como garantia da salvaguarda da identidade e diversidade locais; - Promover e estabelecer relações de proximidade entre entidades públicas e privadas, que se identifiquem com este modelo de desenvolvimento, através de acções de cooperação, troca de experiências, parcerias e promoção no exterior dos produtos e potencialidades locais; - Reforçar os mecanismos de informação e formação da população, através da melhoria da qualidade dos serviços de apoio e proximidade.

Estatuto Jurídico
Associação
Data de Constituição
4 de Setembro de 1991
Projectos em Curso
LEADER + - Aldeia da Saudade; Itinerários; Apoio à Produção, transformação e Comerciaçização dos Produtos Locais;, Equipamentos sociais, turísticos e culturais; Valorização dos espaços naturais
AGRIS - recuperação de imóveis de traça tradicional (habitações, espigueiros, sequeiros e moinhos) e de requalificação de espaços públicos e colectivos (zonas de lazer, parques de merendas, espaços museológicos, itinerários pedestres, etc)
Club BIORED Projecto Transnacional) - Aldeias da Tradição, Formação Profissional,
Valores
A ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, nasce da falta de uma verdadeira estratégia de desenvolvimento rural integrado, capaz de contrariar o adormecimento e perca de identidade que o meio rural desta região atravessava, traduzidos no acentuado êxodo dos mais jovens e habilitados, na fraca dinamização sócioeconómica, diminuição da importância do sector agrário, descaracterização dos usos e costumes tradicionais e na diminuição da auto-estima da população local.
Serviços Prestados
Formação profissional
Observações
Ao Alto Cávado corresponde uma área territorial que abrange os concelhos Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vila Verde, todos eles pertencentes ao distrito de Braga e com inserção no noroeste da província do Minho, fazendo fronteira com a Espanha (Região da Galiza) no limite norte de Terras de Bouro, incluída na Nut II- Região Norte e Nut III – Cávado e Ave.
A área abrangida é constituída por 719,5 Km2 , cabendo o destaque, pela elevada importância natural e ambiental, a 150 km2 respeitantes à área do Parque Nacional da Peneda Gerês. Quanto à delimitação geográfica, a zona de intervenção confronta a Norte com o concelho de Ponte da Barca, a Nordeste e Este faz fronteira com Espanha, a Sudeste confronta com o concelho de Vieira do Minho e Fafe, a Sul confronta com os concelhos de Guimarães e Braga, a Sudoeste e Oeste confronta com o concelho de Barcelos e a Nordeste confronta com o concelho de Ponte de Lima.
Também merece realce o facto de a área de intervenção ser banhada por diversos e importantes cursos de água, como os rios Ave, Cávado e Homem, portadores de uma infinidade de potencialidades.
Em termos de características orográficas o território possui três sub-zonas bem distintas e demarcadas pelas características orográficas vigentes, a saber: - sub-zona de várzea – com altitudes inferiores a 100 m, é a zona de planície correspondente à penetração da faixa litoral no interior através dos vales dos rios, onde a pluviosidade é mais atenuada, onde a dimensão da propriedade agrícola é mais elevada, proporcionando a prática de actividades agrárias mais produtivas e rentáveis e consequentemente com maior implantação nos mercados (bovinos de leite, milho, vinho, hortofloricultura) - sub-zona de meia-encosta – continuando a caminhar para o interior do território deparamos com uma zona de transição com cotas que podem oscilar entre os 100 e os 700 metros. Esta topografia vem sendo ao longo dos anos transformada e adaptada pelo homem através do terraceamento das encostas, transformando em zonas de cultivo áreas que estariam eventualmente destinadas a florestação. - sub-zona de montanha – com altitudes acima dos 700 metros compreende como pontos mais importantes as serras Amarela (1216 m) e do Gerês (1507 m), com os seus espaços naturais protegidos incluídos no Parque Nacional da Peneda Gerês.

População
Densidade (hab/km2) - 134
Habitantes (n.º) - 96222
Com menos de 25 anos (%) - 36.17
De 25 anos a 64 anos (%) - 48.46
Com mais de 64 anos (%) - 15.37

Economia e emprego
Índice PIB/habitante (UE=100) n.d.
Taxa de desemprego (%) - 5,5
Sector Primário (%) - 21
Sector Secundário (%) - 46
Sector Terciário (%) - 33

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Santa Isabel é uma das “aldeias da saudade”de Terras de Bouro

A Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) destaca, hoje no jornal “Diário do Minho”, que Santa Isabel tem 29 moinhos de rodízio recuperados.



Cortinhas é uma das “aldeias da saudade”de Terras de Bouro

A Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) afirma, hoje no jornal “Diário do Minho”, que este lugar de Brufe reúne um conjunto de casas típicas em granito e que ainda hoje acontecem as vezeiras.

Covide é uma das “aldeias da saudade” de Terras de Bouro

A Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) afirma, hoje no jornal “Diário do Minho”, que Covide conserva um bonito cruzeiro, vários espigueiros, um poço e um moinho de rodízio com paredes de pedra. Sublinha que esta freguesia tem, entre outros, um centro de produção e venda de produtos locais.

Brufe é uma das “aldeias da saudade”de Terras de Bouro

A Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) afirma, hoje no jornal “Diário do Minho”, que Brufe tem um património tradicional bem preservado.

Cutelo é uma das aldeias típicas de Terras de Bouro

A Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) afirma, hoje no jornal “Diário do Minho” que Cutelo, situado na freguesia de Cibões, é uma das aldeias típicas de Terras de Bouro.

Tintos naturais da serra Amarela usados no vestuário

Na reportagem, publicada hoje no “Diário do Minho”, a Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) afirma que quer recuperar tintos naturais usados no vestuário.

Trilhos de Terras de Bouro precisam de manutenção

Na reportagem publicada hoje no “Diário do Minho”, lembra-se que os concelhos da Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) têm 30 trilhos, 20 deles em Terras de Bouro. Um dos que está a precisar de uma intervenção rápida é o Trilho do Contrabando.

Terras de Bouro: valorização das “aldeias da saudade”

Hoje, o jornal “Diário do Minho” publica uma reportagem em que a Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) em que se afirma que Terras de Bouro tem “aldeias da saudade” que são autênticos miradouros de onde se pode desfrutar uma paisagem única. José Mota Alves aponta, como exemplos, Cutelo Brufe e Cortinhas todas de Terras de Bouro.

ATACHA reforça intervenção em Terras de Bouro

Hoje, o jornal “Diário do Minho” publica uma reportagem em que afirma que a Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATACHA) vai reforçar a sua acção nas denominadas “aldeias da saudade”, distribuídas pelos concelhos de Vila Verde, Terras de Bouro, Amares e Póvoa de Lanhoso.

«A Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATAHCA) vai reforçar a sua acção nas designadas "aldeias da saudade", distribuídas pelos concelhos de Vila Verde, Terras de Bouro, Amares e Póvoa de Lanhoso.
Segundo o presidente, José Mota Alves, a ATAHCA recepcionou 153 candidaturas ao Subprograma 3 do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), num valor global de 17 milhões de euros, destinando-se grande parte dos projectos para intervenções no património e desenvolvimento de actividades nestas aldeias turísticas (Aboim da Nóbrega, Gondomar, Santo António de Mixões da Serra (freguesia de Valdreu), em Vila Verde; Cutelo (freguesia de Cibões), Brufe, Cortinhas, Santa Isabel, Covide, em Terras de Bouro; Urjal (Amares) e Carreira (Póvoa de Lanhoso).
«A adesão ultrapassou em muito as nossas expectativas», disse o dirigente, frisando que este primeiro concurso para esta "abordagem LEADER" teve apenas a duração de um mês e a ATAHCA foi das associações, a nível nacional, que mais candidaturas recepcionou, o que denota a dinâmica da região».

Terras de Bouro: o Restaurante Lua de Mel recebe família socialista

O dia 25 de Abril juntou, novamente, a família socialista de Terras de Bouro.
O restaurante Lua de Mel, em Pesqueiras, foi o local escolhido para o convívio e confraternização. O largo do Lua de Mel, a Rua D. Manuel e a EN 205-3 apinharam-se de viaturas para mais um jantar dos socialistas terrabourenses.