domingo, 25 de abril de 2010

Vila de Terras de Bouro: Núcleo Rio Homem

No dia 6 de Março de 2002, através de escritura pública celebrada no 3.º Cartório Notarial de Braga, foi criado o Núcleo “Rio Homem”. Actualmente, o presidente da direcção é Bruno Freitas que foi eleito na assembleia eleitoral realizada no 16 de Maio de 2009.
Esta associação, sedeada na freguesia de Moimenta, não tem fins lucrativos e tem por áreas de intervenção a cultura, o desporto, o lazer e o ambiente.

Publico o texto escrito em Abril de 2002.



Um projecto com futuro
«No passado dia 6 de Março, o Núcleo “Rio Homem” ganhou existência formal, como pessoa jurídica, através de escritura pública realizada no 3.º Cartório Notarial de Braga.
A celebração da escritura foi o culminar de um processo iniciado no dia 12 de Outubro de 2001, onde cerca de três dezenas de pessoas decidiram constituir uma associação sem fins lucrativos, tendo como áreas de intervenção a cultura, o desporto, o lazer e o ambiente.
Mais recentemente, no passado dia 5 de Abril, foi realizada a primeira Assembleia Geral onde se destacam a aprovação do logótipo e do plano de actividades e orçamento para o ano corrente.
Neste momento decorre uma campanha de angariação de sócios, já que são os sócios o “ser”, a “alma” deste tipo de organizações. É por isso importante a adesão das pessoas, principalmente dos mais jovens, pois serão eles que, porventura, terão maior disponibilidade para aderir com empenho a este projecto.
Existe neste momento uma equipa sólida, motivada, responsável, em que valores como a independência, o altruísmo, a solidariedade e a transparência são a garantia de que este projecto chegará a bom porto.
Conscientes de que muito trabalho está por fazer, temos a noção que só com a participação de todos, permitindo uma maior divisão das tarefas, se criará uma dinâmica construtiva indispensável para a realização dos objectivos propostos».

Fonte: Núcleo Rio Homem

Terras de Bouro a um ponto do 1.º classificado

Hoje, dia 25 de Abril, a Associação Desportiva de Terras de Bouro regressou às vitórias e bateu em casa a UD Vila Chã por 2-0. Com este resultado, a UD Vila Chã perdeu a liderança e o Terras de Bouro ascendeu ao 2.º lugar estando agora a um ponto do Forjães.
Entretanto, na próxima quarta-feira o Terras de Bouro recebe o Forjães (jogo em atraso que já virou novela) e a vitória do nosso clube colocar-nos-á, novamente, em 1.º lugar.
O Grupo Desportivo do Gerês empatou sem golos no reduto do FC Tadim, mantendo-se no 6.º lugar da tabela classificativa.

Campo do Grupo Desportivo do Gerês à espera de um relvado

Pela fotografia, verificamos que o campo de futebol do Grupo Desportivo do Gerês precisa urgentemente de um relvado. Entretanto, deixo-vos com um texto publicado no Blogue do Ninense, assim como a fotografia desse jogo, cujo resultado beneficiou o Terras de Bouro.

Refiro-me ao jogo realizado no dia 18 de Abril, jornada 25.ª, em que o Gerês derrotou a AD Ninense por 1-0. Eis o texto publicado no Blogue do Ninense:
Ninense derrotado no Gerês após 16 jornadas
«Os Seniores perderam esta tarde excelente oportunidade para entrarem na zona de promoção, ao saírem derrotados do Gerês por uma bola a zero.
Os locais acabaram por ficar surpreendidos e tiveram mesmo que alargar a zona que tinham destinada aos visitantes, tantos foram os adeptos que se deslocaram para apoiar a nossa equipa.
O campo de jogos do Gerês é bem estreito, o que dificultou o futebol ninense, e beneficiou obviamente os da casa, mais habituados às dimensões do terreno.
O Gerês acabou por marcar praticamente na primeira vez que se acercou da baliza, e soube gerir o maior balanceamento do Ninense no jogo, lançando contra-ataques que criaram muito perigo para as redes de Álvaro.
Mesmo com esta derrota, nada está perdido, a massa associativa está com a equipa e continua a acreditar».

Terras de Bouro: Agrupamento de Escolas Vale do Homem

A história da escola da vila de Terras de Bouro teve início em 1974 com Veiga Simão.
«Em 1970 era preocupação municipal a criação de um ciclo preparatório, a instalar em edifício próprio, na sede do concelho. Foi ainda o Professor Veiga Simão (Fevereiro de 1974) que lançou a verba de 3 000 contos, para as suas instalações, cujo arranque só se deu em Agosto de 1975, para, finalmente, entrar em funcionamento em Janeiro de 1975 com quatro turmas, do 1.º ano e duas do 2.º ano, com 152 crianças. Em fins de 1976 foram entregues mais 8 salas. Em Março de 1976 foi solicitada a criação do ensino unificado, que só veio a concretizar-se, depois, no ano lectivo de 1977-78».

Lopes de Oliveira

Descubra as diferenças...

Terras de Bouro: passeio todo-o-terreno

Hoje, partiram da vila de Terras de Bouro umas boas dezenas de veículos todo-o-terreno e, também, umas boas dezenas de motos. Esta actividade todo-o-terreno está prevista para todo o dia. Os participantes, que levavam farnel, prevêem percorrer diversas localidades do concelho de Terras de Bouro.
Esta iniciativa que já se vai realizando com alguma regularidade visa acima de tudo a confraternização e também a fruição das belezas naturais do nosso concelho que são inesgotáveis.

Terras de Bouro: Torneio da Liberdade

Hoje, pelas 10 horas, teve início o Torneio da Liberdade.
Este torneio de futebol, organizado pela Associação Desportiva de Terras de Bouro, conta com a participação de Escolinhas de Formação do Distrito de Braga.
Bem haja, à Associação Desportiva de Terras de Bouro por promover estas iniciativas e, também, por ter nas suas Escolinhas quase uma centena de crianças de jovens terrabourenses. Apostar na formação é de facto obra! Uma grande obra…

Terras de Bouro: comemorações do 25 de Abril abrem com a actuação do grupo Verde Canto

Ontem, na vila de Terras de Bouro, junto aos Paços do Concelho, actuou o grupo de música popular “Verde Canto”.
Como jogava o Benfica a actuação só ganhou espectadores depois de terminado este jogo.
«O grupo Verde Canto é um projecto musical que se dedica à música tradicional portuguesa, Fundado em Março de 2005, este grupo tem actuado de norte a sul de Portugal, em todo o tipo de Festas e Romarias, aplaudido pelas suas actuações animadas e divertidas.
Agora com um CD já editado "Canto Verde", este grupo é uma garantia de um Espectáculo único nas nossas tradições que caracterizam o nosso País».

sábado, 24 de abril de 2010

NÓS POR CÁ: sinalização já chegou à Ponte de Pesqueiras

Na última sexta-feira, dia 22, no programa da SIC “Nós Por Cá” foi notícia o estrangulamento da estrada na ponte de Pesqueiras, logo que a atravessamos do lado de Vila Verde.
No mesmo dia, foi colocada sinalização no referido estrangulamento. É caso para se dizer que a televisão faz verdadeiros milagres!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

João Luís Dias visita Biblioteca Escolar de Dume

Hoje, dia 23, João Luís Dias, escritor e presidente da CALIDUM – Clube de Autores Minhoto/Galaicos, esteve na Biblioteca Escolar de Dume para participar nas actividades da comemoração do “Dia Mundial do Livro”.
Para ver as fotografias clique AQUI

NÓS POR CÁ: Estrada entre Vila Verde e Terras de Bouro "emagreceu" sem aviso

Hoje, no programa da SIC “Nós Por Cá” foi notícia o estrangulamento da estrada na ponte de Pesqueiras, logo que a atravessamos do lado de Vila Verde.
Afirma-se no Nós Por Cá que “já vimos de tudo nas estradas portuguesas: largas e estreitas, com buracos ou sem alcatrão, com falta de sinalização ou com sinais a mais. Mas ainda assim, conseguimos ficar surpreendidos”.
Alguns terrabourenses falaram à reportagem da SIC sobre este estrangulamento que parece ainda não ter fim à vista.
Para ver o vídeo clique AQUI

quinta-feira, 22 de abril de 2010

João Luís Dias na Biblioteca Escolar de Dume

A convite da professora bibliotecária de Dume, o escritor João Luís Dias é o convidado de honra desta valência para comemorar o Dia Mundial do Livro. Na qualidade de Director do Agrupamento de Escolas de Palmeira, aproveito para agradecer a presença do nosso “Poeta da Montanha” e estou certo que, com o seu exemplo de vida, deliciará os nossos alunos contribuindo para a valorização do livro e da leitura.
Agradeço, ainda, alguns livros que oferecerá a esta biblioteca.
Clique aqui: Biblioteca de Dume - Agrupamento de Escolas de Palmeira

Dinis Rodrigues é o treinador do Terras de Bouro

Para suceder a Jorge Maia, o “Diário do Minho” informa que Dinis Rodrigues é o novo treinador do Terras de Bouro e que é hoje apresentado ao plantel.

Jorge Maia deixa comando do Terras de Bouro

Hoje, o jornal “Diário do Minho” publica a notícia “Jorge Maia deixou comando do Terras de Bouro”.
Este periódico noticia que o técnico Jorge Maia deixou o comando da Associação Desportiva de Terras de Bouro, equipa que está na luta pela subida à Divisão de Honra da Associação de Futebol de Braga.
A Associação Desportiva de Terras de Bouro, neste momento crucial do campeonato, deve, como espero, vencer em casa a UD Vila Chã e, também, o Forjães. São seis pontos em jogo e bem ao alcance da equipa da vila que só depende de si própria para subir de divisão.
Entretanto, como conheço a verticalidade e o carácter do terrabourense Jorge Maia, ele lá terá as suas razões que todos nós terrabourenses teremos de respeitar. Espero vê-lo brevemente a treinar outro clube e desejo-lhe as maiores felicidades.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

25 de Abril de 2010: a Associação Cultural de S. Mateus da Ribeira organiza caminhada pela Geira

No âmbito das Comemorações do 25 de Abril, a Associação Cultural de S. Mateus da Ribeira (ACRI) organiza uma Caminhada-Convívio pelo Trilho da Geira.
Com concentração pelas 10h30 e saída do Lugar de Gogide às 11h, esta caminhada partirá do deste lugar da freguesia da Ribeira e terminará em Covide.
A organização informa que a Câmara Municipal disponibiliza autocarro e lembra que cada participante deverá levar almoço volante. Informa, ainda, que a Autarquia realizará um seguro para os participantes.
Se no início do Trilho se verificarem condições atmosféricas adversas, esta actividade poderá ser cancelada.
Esperemos que o S. Pedro, no dia 25 de Abril, não se lembre de ter o mau gosto de preparar a partida de dar aos participantes condições atmosféricas adversas.
Parabéns à Associação Cultural de S. Mateus da Ribeira por esta iniciativa que valoriza a beleza paisagística e natural da nossa terra.



Como participar nesta inciativa?
Poderá fazer a sua inscrição por e-mail, remetendo os dados seguintes: nome, data de nascimento, número de contribuinte, profissão e n.º de telefone/telemóvel.
A data-limite de inscrição é o dia 21 de Abril (4.ª feira) para os seguintes e-mails:
acri.ribeira.tbr@gmail.com
acri.ribeira@portugalmail.pt

João Luís Dias: “Uma espécie de crónica”

Uma espécie de crónica
Desta vez queria escrever um texto fantástico. Como que uma espécie de crónica, onde nela desenvolvesse uma ideia genial e aí soltasse todas as melhores palavras e com elas prendesse à leitura até o mais desprendido destas coisas da escrita. Desta vez queria escrever algo mesmo soberbo!
Bem, mas não o conseguirei, claro. Que raio de mania tenho de me iludir com feitos inatingíveis! Que apetência tenho para me deixar perder em delírios do espírito, emoldurados de ambição desmedida!...
Desta vez queria escrever algo à maneira e obrigam-me os olhos a fixar-me em seis colunas de cimento armado, que sustentam um edifício com algumas janelas e sem varandas nenhuma.
Mas como poderei escrever alguma coisa que valha, se, para além das colunas e das paredes do edifício que aquelas suportam, só um passadiço frio tenho para procurar motivos para desenvolver num texto e nele alinhar mesmo as maiores palavras e as mais ricas figuras de estilo literário?!
Hoje, quando queria escrever o melhor recorte de palavras de sempre, tenho apenas para motivo de inspiração meia dúzia de colunas a suportar um edifício sem varandas e um passadiço, por onde se passa e cospe no chão.
Bem - passe o esquecimento - pregada na parede do edifício, fixado pelas colunas que, com o adiantado destas, formam uma espécie de arcada, existe uma caixa de levantamento automático – multibanco – onde, à míngua, se vai colhendo da parede o magro salário e reforma, a quem nem tempo lhes dão para poisarem, para algum temperamento, em depósito. E vão rindo os bolsos e vão gemendo os juros… e vão parando no passadiço, em frente à caixa aprisionada na parede do edifício com janelas mas sem varandas, aqueles que aos pouquinhos vão sacrificando o pé-de-meia, que um dia quiseram fazer crescer, acomodado e guardado na caixa-forte da sua legítima ambição, fruto do amargo trabalho de sol a sol de tantos dias!...
Queria escrever uma crónica maior e obrigam-me os olhos a colher inspiração em seis colunas, num edifício, numa arcada, num passadiço, numa caixa de levantamento automático, crucificada numa parede, onde se levanta à míngua dinheiro e se cospe no chão, enquanto se espera, como que por uma esmola da parede.
Queria escrever algo maior, soberbo, mas não é fácil, se aos meus olhos me prendo e eles me oferecem pouco… E nem em sei se, assim, conseguirei, com vontade, escrever, a sério, algum dia!


Texto do nosso “Poeta da Montanha”, publicado, em 20-04-2010, no jornal “Geresão”

terça-feira, 20 de abril de 2010

João Martins, um contrabandista de Gondoriz

João Manuel Martins vive no lugar da Refonteira, em Gondoriz, freguesia de onde é natural e onde sempre viveu e, tal como muitos outros terrabourenses, para sobreviver, foi obrigado a fazer contrabando entre Portugal e Espanha.
Hoje, este gondoricense que já conta com 80 anos é um dos poucos contrabandistas ainda vivos e conhece, como a palma da sua mão, a rota do contrabando onde, naquele tempo, andou juntamente com dezenas de homens terrabourenses, principalmente, de Brufe, Gondoriz e Cibões.
Este contrabandista garante que todo aquele que se aventurava a vencer as agruras da Serra Amarela e a desafiar a vigilância zelosa da “guarda” tinha de ser um bom conhecedor dos trilhos da montanha, de possuir um grande sentido de orientação, de ter muita disciplina e, ainda, de ter espírito de sacrifício, entreajuda e solidariedade.

Este gondoricense afirma à nossa reportagem que a pé, durante a noite e no silêncio da noite,os caminhos na Serra Amarela eram calcorreados por todos aqueles que faziam do contrabando o seu ganha pão. “Era um negócio de tostões, mas era a minha única fonte de receita. Naquele tempo, ganhava-se muito pouquinho, mas, naquela época, não tínhamos onde ganhar dinheiro. Sempre eram alguns míseros tostões que entravam na nossa casa!” Às vezes, não ganhavam para a despesa porque quando transportavam para Espanha, por exemplo, ovos e tinham de fugir às perseguições da “guarda”, partiam-nos e lá se ia “por água abaixo o nosso pequeno investimento”. Tudo era feito a pé e sempre que os ovos rareavam “chegávamos a ir comprá-los muito longe. Era uma vida escrava” lamenta-se. “Às vezes, saíamos com os ovos acomodados em palha nas mochilas e chegávamos a Espanha com eles todos partidos. Não se aproveitava nenhum ovo!”
Os contrabandistas, da rota da Serra Amarela, levavam para Espanha principalmente ovos, azeite e sabão e para Portugal podiam trazer produtos, tais como: boinas, botas, meias, tabaco, chumbo para carregar as espingardas, mas o produto que mais “trazíamos eram enxadas. As autoridades nunca revistaram a minha casa porque nunca houve denúncias. Contudo, se o fizessem nunca encontrariam nada. Tudo o que eu trazia de Espanha era escondido, principalmente, no meio do monte”.
Os produtos que levavam de cá eram comprados nas “vendas” das aldeias ou aos lavradores locais, mas, às vezes, quando os ovos eram insuficientes iam comprá-los ao concelho de Amares, nomeadamente a Caldelas, a Rendufe e à Feira Nova.
De Brufe até Espanha, percorrer o caminho, demorava pouco mais de 4 horas, mas de Gondoriz até Torneiros a “caminhada levava de 7 a 8 horas. Mas este tempo podia ser bem maior! Tudo dependia do caminho. Só conseguíamos fazer neste tempo, se fossemos pelo cimo da Serra Amarela e sem qualquer tipo de percalço”.
Na Serra Amarela, a caminhada era feita normalmente à noite, em silêncio, sem fumar, em grupo e em fila indiana. “Às vezes, percorria-se a rota do contrabando de dia, principalmente, quando estava nevoeiro”. Na frente da fila, que podia atingir umas boas dezenas de metros, ia sempre alguém que conhecia bem os trilhos. “Chegámos lá a ir 75 homens que formavam uma fila com uma distância como daqui de Gondoriz a Terras de Bouro. Vergados pelo peso das nossas mochilas, íamos separados para não sermos apanhados e, às vezes, quando desconfiávamos que podia aparecer a guarda, púnhamos na dianteira, muito distante de nós, alguém que levava um fardo de pouco valor e, quando era interceptado pela guarda, fazia um alarido tal que nós, mesmo a uma distância considerável, ouvíamos e fugíamos sem sermos apanhados. Outras vezes, pressentíamos a presença da guarda e tínhamos de desviar-nos para o lado do Lindoso, o que nos atrasava muito e nos fazia aumentar o tempo da caminhada”.
No seu tempo, havia três postos da guarda fiscal: um no Campo do Gerês, outro em Carvalheira e outro em Vilarinho da Furna. Quando os guardas os interceptavam, gritavam “larga”, disparavam para o ar e quando já não tinham tiros rolavam pedras pelo monte abaixo. “Os guardas sempre que nos apanhavam, tiravam-nos as coisas todas e sempre que fugíamos da autoridade corríamos muitos riscos e perigos. Andar no meio da Serra Amarela era muito perigoso porque havia sítios que se lá caíssemos, morríamos e apodrecíamos sem que ninguém nos encontrasse. No Inverno, era difícil devido, principalmente, à neve, ao gelo e ao vento. A neve e o gelo conservavam-se quase até Abril no alto da serra o que tornava muito perigosos estes trilhos.
A víbora e o lobo nunca constituíram ameaças. “Sempre que nos sentávamos para descansar sacudíamos a vegetação para afugentarmos as víboras. Cheguei a ver o lobo sozinho, mas não se atira a ninguém!”
Aos oitenta anos, este contrabandista gondoricense que “vende frescura”, disponibilizou-se para nos acompanhar e mostrar “in loco” as armadilhas que esconde a Serra Amarela. Informou-nos que percorreu o trilho do contrabando recentemente. Calcorreou, juntamente com o Dr. Manuel Martins a Serra Amarela pelo lado do Posto Emissor do Muro e, também fez, juntamente com o nosso ilustre doutor, a caminhada de Brufe a Torneiros.

Publicado no jornal "Geresão", em 20 de Abril de 2010

Terras de Bouro: Termas de Moimenta

Indicações: Doenças de pele e fígado
Natureza: Sulfúrea sódica de pH 9 (alcalina)
Alvará de concessão: Licença de 20-2-2002.
Área de Protecção: 9923m2

Em 1998, a família Gomes Martins adquiriu este terreno rural nas Pesqueiras, onde se encontrava uma pequena emergência de água mineral. Em 2001 as análises feitas à água pelo Instituto Ricardo Jorge, no Porto, revelaram as potencialidades hidromedicinais desta água sulfúrea sódica, com um alto valor de alcalinidade (pH 9), “uma composição química muito semelhante às Caldas da Saúde, só que muito mais alcalinas”.
Iniciaram de seguida os estudos e prospecções para a exploração da água, e todo o longo processo burocrático para a futura concretização de uma exploração termal, onde contam com o apoio do geólogo Alberto Lima, da Universidade do Minho.
“Foi o próprio director do IGM que nos deu os parabéns e nos incentivou a ir para a frente com todo este processo, pois a água tinha muitas qualidades. Mas é preciso coragem, é tanta a burocracia, que às vezes dá vontade de desistir.”
Ao mesmo tempo, o furo artesiano veio comprovar a existência de um caudal susceptível de exploração termal: “No furo conseguimos uma temperatura superior à da nascente, e ele ainda não está totalmente isolado, ainda tem infiltrações de lençóis freáticos, quando estiver isolado esperamos ter água a temperatura de 28 a 30º “
O processo burocrático começou pela desanexação dos terrenos da reserva agrícola, condição mínima para se poder construir no local um estabelecimento termal. Actualmente o processo encontra-se na fase de análises mensais da água durante um ano, a fim de confirmar a sua constância química e mineralógica, passo exigido pela Direcção Geral de Saúde, com o objectivo de definir as suas qualidades terapêuticas.
“Depois disto tudo, vamos formar uma empresa dedicada à exploração de um hotel rural com termas”.

Família Gomes Martins

Deliberações do Executivo Municipal de Terras de Bouro

O Jornal “Geresão” publica hoje, dia 20, as deliberações do executivo municipal de Terras de Bouro. Pelo que se pode ler, os concursos são uma constante. Aqui, em Terras de Bouro, não saem três funcionários e entra um, como quer o nosso Ministro das Finanças!
Pelo jeito aqui ainda não chegou o PEC...

Vilar da Veiga: Actividades da Frente Cultural

O Jornal “Geresão” publica hoje, dia 20, as actividades da Frente Cultural.
«O Clube Frente Cultural de Vilar da Veiga tem previstas no respectivo Plano, as seguintes actividades para o corrente ano: no sector cultural e recreativo, a comemoração, no próximo dia 24, do aniversário do CFCVV, com um programa de actividades lúdicas; o passeio anual dos sócios, ampliação da biblioteca, concertos temáticos, magusto e filme de Natal. No sector desportivo, a organização do II Torneio de Futsal, em Agosto, torneios de malha e passeio de ciclo turismo; no sector do ambiente, participação na campanha "Limpar Portugal", passeios pedestres periódicos, Subida da Vezeira e concurso/exposição fotográfica. No que respeita a novos projectos, o CFCVV têm em vista a criação do espaço Internet, o OTL Verão 20l0, a formação na área do Turismo de Montanha e a aquisição de material informático».

Campo do Gerês: Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

O Jornal “Geresão” publica hoje, dia 20, que o Município de Terras de Bouro organizou, no passado domingo, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, uma caminha à Geira. Eis a notícia.