Em Portugal houve mais 1900 nascimentos em 2010 do que em 2009. De acordo com Laura Vilarinho, responsável da unidade de rastreio neo-natal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), em 2010 foram realizados 101.800 «testes do pezinho», correspondentes ao mesmo número de nascimentos.
As subidas mais significativas deram-se nos distritos de Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria e Setúbal, com aumentos na ordem dos 150 a 200 nascimentos.
Por conseguinte, houve descidas acentuadas em vários distritos do norte. A diminuição dos nascimentos foi mais acentuada nos distritos de Braga, Aveiro e Viana, com decréscimos na ordem dos 200.
O decréscimo do número de nascimentos no distrito de Braga em 2010 pode ter ficado a dever-se a questões ligadas à actual crise, afirmou à agência Lusa um investigador do Instituto de Ciência Sociais da Universidade do Minho.

Crise é factor de quebra da natalidade
Na opinião de Paulo Nossa «os efeitos do sentimento de crise ao nível dos nascimentos [só] vão ser sentidos em 2011». O professor acha que o aumento da natalidade em 2010, ficou a dever-se à «percepção da crise apareceu do meio de 2010 para a frente, quando as decisões sobre a gravidez já estavam tomadas».
Paulo Nossa explicou que «os condicionamentos socioeconómicos» actuais podem levar as «mulheres a adiar por um ou dois anos o nascimento do primeiro filho».
No Distrito de Braga, pelo menos dois concelhos têm em curso programas de incentivo à natalidade: Terras de Bouro e Vieira do Minho.
Em Terras de Bouro, desde Janeiro de 2009 que existem incentivos municipais à natalidade. A autarquia paga aos pais 600 euros pelo primeiro filho, 900 pelo segundo e 1200 pelo terceiro, para quem resida no concelho há mais de um ano.
Em Vieira do Minho existe, desde Janeiro de 2010, o programa de incentivo à natalidade «Vieira Nascer» que já atribuiu apoios pelo nascimento de 76 crianças.
Fonte: http://diario.iol.pt, em 14-01-2011
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