quinta-feira, 7 de março de 2013

Lobos matam gado no Minho

Durante o ano de 2012 foram contabilizados oficialmente 58 animais atacados por lobos nos concelhos de Paredes de Coura e Arcos de Valdevez, disse esta quarta-feira à Lusa o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Os prejuízos atribuídos pelos produtores de gado ao lobo na área daqueles dois concelhos foram confirmados pelo ICNF relativamente a 12 equinos, 17 bovinos, dois caprinos e 27 ovinos, num total de 58 animais, precisou a mesma fonte.
Há registo de mais cerca de 20 animais cuja causa da morte não foi atribuída ao lobo, apesar das suspeitas iniciais.
«Encontram-se liquidados todos os pedidos de indemnização referentes a perda de animais por ataque de lobo, até novembro de 2012, dos quais se dispõem de dados dos proprietários», explicou ainda o ICNF.
O instituto referiu que a análise dos registos de prejuízos desde o ano de 2010 «aponta para um ligeiro aumento global do número de situações reportadas», que se reflete «no montante e no número de cabeças de gado».
Entre 2009 e 2011 o montante anual de indemnizações por ataques de lobo ascendeu a 700 mil.
Moradores de várias freguesias de Arcos de Valdevez e Paredes de Coura estão a promover um abaixo-assinado reclamando o pagamento dos prejuízos causados pelo lobo, queixando-se de mais de uma centena de ataques desde novembro.
No documento, reclamam ainda que seja acionada a «prevenção de danos» ao abrigo dos projetos do Grupo Lobo, da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa, para a zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Prevêem nomeadamente a utilização de cães de guarda e apoios para a instalação de cercas elétricas, numa altura em que as populações se queixam de uma maior aproximação do lobo em algumas freguesias daquele território.
Já o ICNF recordou que o lobo-ibérico se encontra em «perigo de extinção» e que existem medidas preventivas «que, se adotadas, reduzem a probabilidade de ataque ao gado», como o acompanhamento dos animais no monte por pastores e a presença de cães.
«Também o aconselhamento feito aos proprietários, pelo ICNF e pelas equipas técnicas no terreno, para proteger melhor os rebanhos, nomeadamente através do recurso a cercas elétricas no caso dos ovinos, que pastam habitualmente em lameiros próximos das aldeias, tem como objetivo evitar este tipo de situações, minimizando as potenciais perdas de gado», esclareceu ainda o instituto.
Fonte: TVI 24, em 7-03-2013

Noroeste Transmontano e as suas Barragens

São três os principais rios que nascem, fertilizam e refrescam os solos de Barroso: Cávado, Rabagão e Bessa. Todos férteis em truta e outros espécimes piscícolas. O primeiro nasce na Fonte Fria, na vertente sul da Serra do Larouco, (1.525 m). A Câmara fez, à sua passagem, bem junto à marginal, um parque de lazer, com um reconfortante açude que substitui, para muitos, a praia atlântica e mediterrânica, para além de parque de merendas. Segue o leito que sempre teve até à foz, em Esposende. Mas não chega lá sem ser útil ao país, mais do que a Barroso. Nesse leito foram construídas, há cerca de meio século, a albufeira de Sezelhe, que por túnel subterrâneo de cerca de 5 km, leva o reforço de água à Barragem do Alto Rabagão. O caudal que prossegue originou e mantém a barragem de Paradela construída em 1956. Não se esgota aí esse caudal, antes reúne novos riachos que vão encontrar-se em Vila Nova de Sidrós, com o segundo rio mais importante do concelho: o Rabagão, depois de cumprir o seu fadário.
O Rabagão nasce na lama dos Porcos, em Codeçoso (Meixedo), dirige-se para sul, fecunda esse imenso e fértil vale, atravessa a EN 108 (Montalegre-Chaves), banha e distrai os pescadores da boa truta. Originou a ponte romana de Peirezes e entra, mansamente, em S. Vicente da Chã, onde começa a maior Barragem do sistema Cávado-Rabagão, construída entre 1958 e 1966. Teve esta albufeira o privilégio de ter a primeira central de bombagem do país, ou seja, além do túnel que perfura a serra de Viade para ir buscar o reforço do caudal ao Cávado. Tem mais um túnel de 5,9 km que leva a água da Barragem de Pisões (ou Alto Cávado) para a da Venda Nova (1950). Mas, em caso de necessidade, esse aproveitamento, até àquela data, inédito, era composto por uma central subterrânea, com dois grupos turbino-alternador-bomba de 45 MVA cada. Essas bombas permitem a bombagem das águas da albufeira de Venda Nova para a de Pisões. A subestação é composta por dois transformadores com as saídas a 150 KV.
A Central de Venda Nova é a mais antiga central de rede eléctrica primária, tendo entrado em exploração em 1951. Pertenceu à Hidroeléctrica do Cávado, a mesma empresa que construiu a de Pisões, também conhecida por Alto Rabagão. Construiu também a de Salamonde que entrou em serviço em 1953. Embora esta albufeira ocupe terrenos dos concelhos de Vieira do Minho e de Terras de Bouro, uma boa parte pertence ao concelho de Montalegre. E o sistema Cávado-Rabagão, ainda alimenta mais uma barragem: a da Caniçada.
Bem podemos dizer que Montalegre é o concelho das Barragens que conferem beleza, frescura e desporto às populações periféricas. E sobretudo iluminam e dão força motriz a muitas unidades industriais do norte de Portugal. Mas os Barrosões têm sido injustiçados porque pagam a energia que exportam mais cara do que quem a recebe e, as contrapartidas, estão longe, muito longe, de compensarem a ocupação dos melhores vales, que obrigaram à desertificação do concelho e à não cobrança de impostos, como o IMI.
Em Terras de Barroso há, pois, três barragens que produzem energia que abastece o país. Pisões, Venda Nova e Paradela. Integralmente em solo do concelho de Montalegre. Ainda parcialmente em solo de Montalegre está a Barragem de Salamonde. É nesse solo que se fundem os dois importantes Rios que ao longo do seu curso refrescam e injectam nos terrenos envolventes, a humidade que os lameiros exigem para florescer o feno e medrar a erva que engordam, com o farelo e a batata, os gados bovino, caprino e suíno que constituem a subsistência económica da região.
Mas esse caudal não cessa aí a sua valência: gera a quinta albufeira do Minho (a de Caniçada), onde chega, por desvio construído, o caudal do Rio de Vilarinho das Furnas.
Bem poderá dizer-se que as Terras planálticas de Barroso, já de si agressivas e muito difíceis de trabalhar, dificultam a produtividade quer pela natureza do chão agreste, como pelo rigor dos invernos, num palco, onde se vivem nove meses de inverno e três de inferno.
Turisticamente conferem as várias albufeiras do sistema Cávado-Rabagão, uma beleza paisagística incomparável. Acresce o aproveitamento que as Câmaras do Alto Tâmega possibilitaram na captação de águas para abastecimento domiciliário a concelhos menos dotados desse bem essencial à vida. E ainda a prática da pesca à truta, em riachos, antes de entrarem nas albufeiras. Também a motonáutica começa a seduzir os mais ousados sobretudo quando o Algarve e as praias mais concorridas ficam longe de satisfazer as possibilidades, face à crise que afecta a maioria dos populares. Por tudo isto estranha-se que os hoteleiros e ambientalistas não tenham apostado em empreendimentos turísticos nas margens destes rios Portugueses, ainda sem poluição e sem concorrência. Pensamos que até os jornalistas e editores que se interessam pelo naturismo ainda não tenham descoberto esta faixa de incomparável beleza entre a Cabreira, o Larouco e o Gerês.
Fonte: Diário do Alto Tâmega e Barroso, em 7-03-2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Regulamentação sobre resíduos

Na crónica anterior abordei novamente a questão da necessidade de regulamentar a prevenção do roubo de resíduos junto aos ecopontos, posição essa que teve grande destaque, tendo sido desvirtuada do seu sentido.
A Braval é a única entidade concessionária, quer pelo Estado Português, quer pelos municípios, pela recolha de resíduos recicláveis nos concelhos de Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde. Como tal, quando me referi a contentores, refiro-me exclusivamente a ecopontos, nunca referi quem remexe nos sacos de lixo, que em Braga são colocados na via pública, devido a carências económicas. No entanto, foi precisamente por aqui que a notícia foi desvirtuada.
Referia-me e sempre me referi a desvio de resíduos recicláveis: papéis, metal, plástico, que são retirados do circuito de recolha para venda, muitas vezes, por redes organizadas, empresas que estão licenciadas para a recolha destes resíduos, mas diretamente nos produtores e não na via pública. São estas situações que devem ser fiscalizadas e punidas, de modo a desincentivar este tipo de comportamentos.
De facto, urge fazer algo que impeça que os sistemas concessionários sejam privados destes quantitativos de resíduos.
Algumas pessoas esquecem-se do facto de a Braval e os cerca de 50 sistemas municipais, intermunicipais e multimunicipais terem investido centenas de milhões de euros em ecopontos. Concretamente a Braval adquiriu, desde o início do Ecoparque Braval, 1400 ecopontos, cerca de 4200 contentores para resíduos recicláveis. Os resíduos são efetivamente a nossa matéria-prima, como tal, precisamos deles para manter tarifas equilibradas aos municípios, para garantir a sustentabilidade económico-financeira da empresa e, consequentemente, para manter os postos de trabalho dos colaboradores da Braval.
Quando colocamos resíduos no ecoponto temos várias expetativas. A primeira, ambiental, reciclar para não continuarmos a consumir recursos que não se reproduzem. A segunda, não menos importante, reduzir a fatura do poluidor-pagador, gerar receita ao sistema para assim, pagar menos tarifa de RSU’s.
Assim, os munícipes vêem as suas expetativas de contribuir para a melhoria do Meio Ambiente e também de serem compensados na tarifa de poluidor/pagador, serem completamente defraudadas.
Sempre defendemos a política dos 3 R’s, o 1º R - Reduzir: “Reduzir a quantidade de lixo que cada um de nós produz”. Ora, o facto de um cidadão tentar diminuir a quantidade de lixo que produz significa evitar o desperdício, tem por base uma consciência ambiental, não quer dizer que a pessoa vai deixar de produzir resíduos pois isso é impossível, na nossa vida quotidiana estamos sempre a produzir resíduos, quer em casa, quer nas compras, na empresa ou na escola.
A questão aqui é outra, trata-se de um desvio, as pessoas produziram os resíduos, tiveram o cuidado e o esforço de os separar e alguém, ilegalmente, retira esses resíduos do circuito de recolha, deitando por terra o esforço da população e da Braval, quer na sua recolha, quer com o investimento na colocação de equipamentos para o efeito, os ecopontos.
A Braval sempre se esforçou e espera manter tarifas equilibradas, em termos de deposição de resíduos em aterro, consegui-mos compreender e aceitar a diminuição de resíduos quer pelo baixo consumo, quer por consciência ecológica, mas não por roubos de resíduos. Ou será aceitável também que se roube luz e água, fazendo ligações diretas? Será esse o caminho a seguir?
A Braval sempre pugnou e continua a pugnar pela constante massificação da sensibilização ambiental e pela defesa da política dos 3 R’s precisamente pela melhoria da qualidade de vida ambiental da população e pela defesa do princípio do poluidor-pagador, para que os munícipes paguem menos taxas, mas tendo sempre por base que a empresa seja sustentável.
Ajude-nos, ajudando-se!
Fonte: Correio do Minho, em 6-03-2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Vilar: Junta de freguesia alarga estrada de Travassos e requalifica escola primária

A Junta de Freguesia de Vilar tem em curso a obra de alargamento da Estrada Vilar – Travassos, que depois de concluída melhorará a acessibilidade ao lugar de Travassos.
Destacamos ainda a remodelação da escola primária, que passou a ser a sede da nova associação de Vilar. Disponibilizamos fotos do interior desta valência em que se pode verificar a beleza deste novo espaço requalificado com muito bom gosto.
Felicitamos a Junta de Freguesia por estas iniciativas que se constituem como importantes contributos para o desenvolvimento, qualidade de vida e bem-estar das gentes de Vilar.

Terras de Bouro inaugurou Centro Municipal de Valências de Apoio à Comunidade Local

O município de Terras de Bouro inaugurou, ontem, o Centro Municipal de Valências de Apoio à Comunidade Local, uma nova resposta social que ficará instalada pelo município na antiga escola primária da sede do concelho, junto ao Centro de Saúde e ao quartel dos bombeiros voluntários locais. Este novo serviço, do qual o Terras do Homem deu conta na última edição, tem já contratado um terapeuta da fala e um enfermeiro e duas coordenadoras do projeto “já está a funcionar em pleno”.
Esta nova resposta visa, de acordo com a vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Liliana Machado, “apoiar a comunidade nas mais diversas necessidades que esta manifeste, mas sempre em parceria com os serviços de saúde, não os substituindo, mas trabalhando em complementaridade”. “Serão serviços direcionados à infância, à juventude e aos idosos, mas que nunca procurará substituir as Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho”, acrescentou.
Fonte: Terras do Homem, em 5-03-2013

Jornal O Amarense nas bancas: Violência entre namorados preocupa GNR

A GNR de Amares mostra-se preocupada com a violência entre namorados. (…) Em Terras de Bouro o destaque vai o Carnaval da Carvalheira que foi um sucesso, Maratona de BTT em guerra com GNR do Gerês e independentes preparam candidatura à Câmara são outros dos assuntos que pode encontrar no Jornal O Amarense.
Fonte: O Amarense, em 5-03-2013

Bragafut e Terras de Bouro mantêm “braço de ferro”

As equipas da Bragafut e Terras de Bouro prosseguem com uma interessante luta no topo da tabela classificativa da série B do campeonato de juvenis da 2.ª divisão, com apenas um ponto a separá-las.
Na ronda do fim de semana, a Bragafut venceu em Monsul por 2-0 e segurou o primeiro lugar, enquanto o Terras de Bouro goleou o Fintas por 6-1 e continua na segunda posição.
Fonte: Diário do Minho, em 5-03-2013

Centro Municipal de Valências dá respostas a terrabourenses

Um Espaço Sénior, um Espaço de Terapia Multidisciplinar, um Espaço Multiusos e um Espaço Infanto-Juvenil estão agora disponibilizados no Centro Municipal de Valências de Apoio à Comunidade Local de Terras de Bouro - um serviço que acaba de ser inaugurado e que pretende corresponder às necessidades dos terrabourenses.
Este centro municipal já se encontra a funcionar nas antigas instalações da antiga escola primária da sede do concelho da vila (Moimenta), dotando o equipamento de novas funções.
Apoio à cidadania, educação para a saúde (área da enfermagem), terapia da fala, actividades ocupacionais para crianças e jovens e um Centro de Convívio Infanto-Juvenil, que vai funcionar no período de férias escolares são o grosso das actividades que estão já colocadas à disposição da população de Terras de Bouro, estando previsto ainda um serviço de apoio psicológico e actividades ocupacionais para crianças com deficiência.
“Melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos munícipes, proporcionando melhores condições às crianças, adultos e idosos do concelho” é o grande objectivo deste Centro Municipal de Apoio à Comunidade, refere a Câmara Municipal de Terras de Bouro. “Este é um projecto de intervenção comunitária, tendo sido criado para esse efeito este Centro Municipal, que pretende dar resposta às necessidades que nos têm sido reportadas pela comunidade”, assinala fonte próxima do município.
Fonte: Correio do Minho, em 5-03-2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

Hoje, no jornal Correio do Minho, o Município de Terras de Bouro tornou público o presente aviso

Dr. Joaquim José Cracel Viana, Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, torna pública que, e nos termos da alínea c) do n.º 1, do artigo 19.º, da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de janeiro com a redação dada pela Portaria n.º 145-A/2011, de 6 de abril, se encontra aberto, pelo período de 10 dias úteis, procedimento concursal comum para constituição de relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado de dez postos de trabalho da carreira e categoria de assistente técnico, nos termos do aviso n.º 2911/2013, publicado no Diário da Republica, 2.ª série, n.º 41, de 27 de fevereiro de 2013, para o exercício das funções correspondentes e condições constantes:
1. Caracterização do posto de trabalho a ocupar – as contantes no anexo a que se refere o n.º 2, do art.º 49.º da
Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, com grau de complexidade funcional 2;
2. Área de Formação académica/profissional – 12.º ano de escolaridade;
3. Prazo de candidatura – 13 de março de 2012.
As condições de admissão e formalização das candidaturas constam do referido aviso.
Para mais informações devem os interessados contactar a Secção de Recursos Humanos deste Município.
Terras de Bouro, 28 de fevereiro de 2013

Sobre a reflorestação do Parque Nacional da Peneda-Gerês

Aproveite-se as sinergias que parecem existir na região entre autarcas e a área protegida, para se promover a reflorestação necessária de uma das jóias naturais do país.
Li há uns dias, com satisfação, uma notícia que dava conta do interesse dos autarcas da área que abrange o Parque Nacional da Peneda-Gerês em conseguirem uma rápida reflorestação desta magnífica área protegida.
De acordo com a notícia, em 12 anos ardeu uma área correspondente a 38% do parque, o que é dramático. Estes autarcas manifestavam o seu descontentamento e contestavam a inoperância das entidades públicas, entre outras coisas, alegando que pouco ou nada tem sido feito para cuidar e reflorestar as áreas ardidas. Questionavam a ausência de intervenção activa no combate à erosão dos solos e poucas acções de reflorestação – que parece só ter acontecido graças à generosidade e à acção de cidadãos e empresas.
Vejo com agrado que os autarcas mencionam com frequência a necessidade de reflorestar com espécies autóctones (nativas do território nacional). As notícias referiam que as organizações de ambiente defendem a regeneração natural dos habitats nativos, reconhecendo a necessidade de se aguardar algumas décadas, e denunciam o aumento dos matos e a provável ocupação preferencial por esta tipologia de cobertura, uma vez que a ocorrência de fogos é cada vez maior. Este é um facto incontornável na paisagem portuguesa: os ecossistemas florestais vão sendo substituídos por urzais, giestais e tojais ou formações naturais mistas de urzes, giestas, tojo e carqueja, conhecidos pela designação genérica de matos.
Os fogos frequentes, a par de outras práticas que persistem, são factores que continuam a contribuir para a desertificação das nossas montanhas
Em Portugal, antes das glaciações, as montanhas eram cobertas por florestas sempre-verdes (laurisilva) e, durante a última glaciação, o território teve uma cobertura florestal semelhante à actual taiga, que foi naturalmente substituída por florestas mistas de árvores sempre-verdes e caducifólias, transformando em grande medida o país num imenso carvalhal caducifólio (alvarinho e negral) a norte do Tejo e perenifólio (azinheira e sobreiro) no Sul. A progressiva destruição dessas florestas modificou as nossas montanhas, que passaram a estar predominantemente cobertas por matos de urzes, giestas, tojos e carqueja. Em especial a partir do século XIX, foram rearborizadas com pinheiro bravo, estabelecendo-se importantes manchas de pinhal. Com as opções florestais das últimas décadas, parte dessas montanhas e muitas outras zonas do país estão hoje transformadas em imensos eucaliptais, sendo o eucalipto a principal espécie do panorama florestal português e registando Portugal a maior área de eucaliptal da Europa. A última fase desta degradação ecológica tem-se verificado com uma acentuada desertificação em muitas zonas de montanha e com a instalação progressiva de extensas manchas de acacial.
É evidente que os fogos frequentes, a par de outras práticas que persistem, são factores que continuam a contribuir para a desertificação das nossas montanhas. As referências aos fogos em Portugal recuam pelo menos aos finais do século XII, e os seus efeitos negativos modificaram de modo quase integral a cobertura vegetal de Portugal e o consequente assoreamento de uma grande parte dos nossos rios.
Há um Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês que terá certamente áreas de intervenção específica, estabelecendo prioridades para a reflorestação do parque e para a monitorização dos processos de regeneração natural. Aproveite-se assim as sinergias que parecem existir na região entre autarcas e a área protegida, para se promover a reflorestação necessária de uma das jóias naturais do país. Uma floresta diferente; uma floresta que reponha um equilíbrio entre a função económica de produtividade silvícola e a conservação de recursos múltiplos que a floresta deve assegurar.
Fonte: Público, em 4-03-2013

domingo, 3 de março de 2013

Comunicação de abertura do Centro Municipal de Valências de Apoio à Comunidade Local de Terras de Bouro no próximo dia 4 de março de 2013

A Câmara Municipal de Terras de Bouro informa todos os Munícipes de Terras de Bouro que irá proceder à abertura do CENTRO MUNICIPAL DE VALÊNCIAS DE APOIO À COMUNIDADE LOCAL, no próximo dia 4 de março de 2013, no qual serão disponibilizados nesta primeira fase os serviços que a seguir se apresentam:
ESPAÇO SÉNIOR
• Apoio à Cidadania
• Educação para a Saúde
• Centro de Convívio Sénior (abertas inscrições)
ESPAÇO DE TERAPIA MULTIDISCIPLINAR
• Terapia da Fala
• Apoio Psicológico (a disponibilizar brevemente)
• Atividades Ocupacionais para Crianças com Deficiência (a disponibilizar brevemente)
ESPAÇO MULTIUSOS
• Atividades Ocupacionais para Crianças e Jovens
• Atividades Diversas
ESPAÇO INFANTO-JUVENIL
• Centro de Convívio Infanto-Juvenil (a funcionar nas férias escolares)
Horário de Funcionamento Provisório:
Segunda-feira a Sexta-feira
Manhã 09h00 às 13h00
Tarde 14h00 às 17h00
Localização:
Antiga Escola Primária da Sede do Concelho (Moimenta)
Contactos:
Serviços/Linha de Apoio:
934867033
Coordenação: 253 350 010
Fax: 253 351 894
Email: centromunicipalvalencias@cm-terrasdebouro.pt
É objetivo primordial da Câmara Municipal de Terras de Bouro melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos Munícipes, através de uma intervenção cada vez mais ampla e diversificada em outras áreas de atuação, o que se materializará com a entrada em funcionamento do Centro Municipal de Valências de Apoio à Comunidade Local de Terras de Bouro, cuja abertura está prevista para o próximo dia 4 de março de 2013.
Esta iniciativa tem como objetivo fundamental proporcionar melhores condições de vida às crianças, adultos e idosos do concelho. Assim, a intervenção da Câmara Municipal de Terras de Bouro processa-se, essencialmente, ao nível da promoção de um projeto de intervenção comunitária sendo para o efeito criado este Centro Municipal de Valências que pretende dar resposta às necessidades que nos têm sido reportadas pela comunidade, o qual funcionará nas antigas instalações da escola primária da sede do concelho, na Vila de Terras de Bouro.
O Centro Municipal de Valências de Apoio à Comunidade Local de Terras de Bouro prestará serviços nas seguintes áreas:
1. ESPAÇO SÉNIOR
1.1 Apoio à Cidadania
Atividades:
• Atendimento personalizado;
• Prestação de informações de interesse para o Munícipe sobre os direitos e benefícios nas mais diversas áreas, sobre equipamentos e serviços de lazer, entre outros;
• Auxílio na resolução de questões burocráticas (preenchimento de requerimentos, formulários ou outros, leitura de documentos a pessoas sem nível de alfabetização);
• Compilação e disponibilização de legislação com interesse para o Munícipe no que concerne aos direitos e deveres sociais;
• Prestação de outro tipo de apoio, dentro das devidas competências, e de acordo com as necessidades/assuntos apresentados.
1.2 Educação para a Saúde
Atividades:
• Apoio ao doente;
• Informações no âmbito dos cuidados de saúde;
• Linha de apoio ao doente oncológico e seus familiares;
• Promoção da educação para a saúde;
• Promoção da educação alimentar através da sensibilização para a necessidade de uma alimentação saudável e nutricionalmente equilibrada;
• Promoção da saúde oral, através da prevenção primária e secundária da cárie dentária entre crianças e jovens do concelho;
• Aconselhamento no âmbito da segurança alimentar;
• Avaliação do peso e da altura;
• Prevenção solar;
• Promoção da educação postural;
• Realização de campanhas de sensibilização em vários domínios (álcool, tabaco, uso, abuso e dependência de drogas e substâncias psicotrópicas…).
2. ESPAÇO DE TERAPIA MULTIDISCIPLINAR
2.1 Terapia da Fala
O terapeuta da fala intervém em:
• Atrasos no Desenvolvimento da Linguagem (ADL);
• Perturbações Específicas do Desenvolvimento da Linguagem (PEDL);
• Perturbações na Aquisição e Desenvolvimento da Comunicação;
• Alterações na articulação verbal oral;
• Dificuldades na fala/linguagem em adultos após Acidente Vascular Cerebral (AVC);
• Alterações na qualidade vocal;
• Alterações na fluência do discurso;
• Perturbações da capacidade auditiva (implantes cocleares);
• Alterações da deglutição;
• Alterações da mastigação.
3. ESPAÇO MULTIUSOS
3.1 Atividades Ocupacionais para Crianças e Jovens
Disponibilização de um espaço para a realização de atividades de ocupação de tempos livres por crianças ou jovens.
O espaço é cedido para o efeito, mediante a apresentação pelo interessado de uma proposta onde identifique a atividade a desenvolver e os destinatários da mesma.
O Centro Municipal de Valências avalia a proposta e autoriza a cedência do espaço, a qual fica condicionada à disponibilidade do mesmo, considerando as atividades em curso naquele momento.
Atividades:
• Dança;
• Música;
• Teatro;
• Jogos;
• Exposições de trabalhos realizados por crianças e jovens;
• Encontros;
• Outras atividades.
Fonte: Município

Estratégia de Francisco Nascimento para o Terras de Bouro - Leões das Enguardas

Vínhamos com a estratégia de contenção, a aproveitar o erro do adversário e isso resultou. Jogamos em contra-ataque, e conseguimos desta forma fazer o 2-0 e até podíamos ter arrumado com o jogo. Foi uma vitória importante perante um adversário muito difícil, onde importa destacar a prestação de alguns juniores.”

História de duelo intenso que se resume à eficácia do Terras de Bouro

O Terras de Bouro levou a melhor no duelo sobre o Leões das Enguardas (1-2) aproveitando as oportunidades de golo, revelando-se ainda eficaz a defender. Ao contrário, a turma do Leões das Enguardas deu uma boa reposta, mas só chegou ao golo nos descontos.
O Terras de Bouro venceu ontem o Leões das Enguardas (1-2) em jogo a contar para a 19.ª jornada da série B da I divisão e cola-se aos lugares de topo na tabela, aumentando a diferença pontual sobre um adversário directo.
Vítor Hugo e Ginola apontaram os golos que resultaram na conquista dos três pontos para os visitantes enquanto Hélder assinou, de livre, o único golo da equipa da casa, que aconteceu já nos últimos minutos do desafio. Previa-se, e confirmou-se, um duelo intenso, com as duas equipas a praticarem um bom futebol, em sistemas distintos.
Prevaleceu a lei da eficácia neste duelo, com a formação do Terras de Bouro a revelar-se letal no ataque e também a defender, uma vez que colocou cobro às várias situações protagonizadas pela formação do Leões das Eguardas. Neste contexto, sobressaiu-se o guarda-redes Márcio, pautando-se como um dos melhores em campo.
O jogo começou de feição para a equipa forasteira, obtendo um golo fortuito, aos 8 minutos, depois de um remate de fora da área por Vítor Hugo que apanhou Pitanaia totalmente desprevenido. Uma vez em vantagem, a estratégia do Terras de Bouro passou por oferecer a iniciativa do jogo à equipa da casa. E o Leões das Enguardas acabou por deter o maior domínio do desafio, explorando as saídas pelos flancos, mas a esbarrar sempre na defensiva do Terras de Bouro.
Numa altura crucial do desafio, ainda com tudo em aberto, eis que emergiu a inspiração de Márcio, aguentando a vantagem no marcador. Foi crucial a defesa efectuada aos 18 minutos, depois de um remate de cabeça de Trinta. Voltou a destacar-se ao deter um remate de Mike (24 m). Pelo meio surgiram contrariedades para a formação orientada por Francisco Nascimento. Zé Tiago saiu lesionado e pouco depois Bruno também foi forçado a sair, depois de estar dez minutos em campo. Mas não foi por aí que o Terras de Bouro perdeu a concentração, até porque acabou por ganhar com a velocidade de Ginola. Foi o ‘autor do segundo golo, ainda antes do período para intervalo, depois de um rápido contra-ataque conduzido por Martinho.
As contas do Leões das Enguardas, perante os números, complicaram-se para a etapa complementar. O domínio da equipa da casa foi absoluto, com o treinador João Abel a arriscar tudo com as entradas de António e Tó, alargando a frente de ataque. É certo que o Leões das Enguardas encheu o campo, criou mais oportunidades, mas faltou-lhe a eficácia revelada pelo adversário.
Na baliza, Pitanaia também respondeu à altura quando interceptou um contra-ataque do Terras de Bouro, quando Ginola surgiu isolado e tinha tudo para ‘matar’ o jogo. Com o escoar do tempo e fruto da vantagem de dois golos, o Terras de Bouro geriu o tempo a seu favor. Foi já em período de descontos que os Leões das Enguardas apontaram o tento de honra, depois de um livre cobrado de forma magistral pelo capitão Hélder. Mas já não havia tempo para mais...
Na sequência deste resultado, a formação do Terras de Bouro passa a somar 39 pontos, enquanto o Leões das Enguardas mantém-se na quinta posição com 34 pontos.
Fonte: Correio do Minho, em 3-03-2013

Divisão de Honra: Grupo Desportivo do Gerês - Torcatense 1-2

O Grupo Desportivo do Gerês perdeu em casa com o Torcatense, segundo classificado. No entanto, a equipa de Acácio Fernandes pode-se queixar no golo do empate da equipa vimaranense, pois a grande penalidade deixa muitas dúvidas.
Resultados:
Prado-Travassós 1-0
Ninense-Alvelos2-0
Vieira-Amares 3-1
Brito-Celeirós 4-3
Celoricense-Porto de Ave 1-0
Arões-Pica 2-0
Gerês-Torcatense 1-2
Fão-Forjães 0-1
Fonte: Desportivo Vale do Homem, em 3-03-2013

sábado, 2 de março de 2013

I Divisão da AF de Braga: Terras de Bouro salta para o primeiro lugar

O Terras de Bouro venceu, esta tarde, os Leões das Enguardas, por 2-0 e aproveitou o deslize do Dumiense, que empatou a uma bola na deslocação ao terreno do Tadim, para apanhar a equipa bracarense no topo da classificação. A equipa de Francisco Nascimento soma os mesmos 39 pontos que a formação orientada por Paulo Pires. Os terrabourenses entraram bem no jogo e adiantaram-se no marcado no primeiro quarto de hora, com um golo de Vítor Hugo. Perto do intervalo, Ginola, que tinha saltado do banco, marcou o segundo para a sua equipa.
Depois, no segundo tempo, os pupilos de Nascimento geriram a almofada de dois golos e a vitória nunca esteve em causa, até porque os Leões apenas mostraram as garras nos acréscimos do jogo (94`) quando reduziram a desvantagem. Na próxima jornada o Terras de Bouro recebe o São Paio d`Arcos que hoje empatou (3-3) com o Panoiense. No outro jogo antecipado desta jornada o Soarense não foi além de nulo caseiro ante o Arsenal.
Fonte: Desportivo Vale do Homem, em 2-03-2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Carvalheira: A construção do Bairro Social de Outeiro das Cruzes foi o momento mais alto deste executivo

A construção do bairro social de Outeiro das Cruzes foi o momento mais alto deste executivo da Junta durante doze anos. “Ajudar famílias a terem uma habitação é muito gratificante”, defende António Machado.
O bairro social de Outeiro das Cruzes é, na óptica do presidente da Junta de Freguesia, “o bairro social mais importante do concelho de Terras de Bouro”. O dia 20 de Outubro de 2007 foi, por isso, “um dia memorável”, “de enorme orgulho pessoal” e “grande satisfação para este elenco da Junta”. Em marcha está, neste momento, a requalificação de grande parte das vias de comunicação da freguesia, contudo a maior mágoa é a problemática do “saneamento”.
Olhando para o bairro social, quase seis anos depois da sua construção, percebe-se que a dureza do sonho tornou-se numa mais-valia para os seus habitantes. Está cuidado, está airoso e, aos olhos dos mais distraídos, até podia assemelhar-se a um condomínio de luxo. “Quem conhecia este local é que percebe as transformações”, começa por referir António Machado. “Permitiu a várias famílias da nossa freguesia e até de freguesias vizinhas terem uma vida digna, terem um local para morarem. Quem morava nas encostas não tinha condições. Nem havia acessos, nem vias de comunicação”, acrescenta ainda. “A habitação é o ponto de equilíbrio familiar. É provavelmente o bem mais essencial para um ser humano, para um pai de família e para os seus filhos.
Por isso, ajudar famílias a terem uma habitação é algo de muito gratificante. Ver a felicidade dos outros enche-nos de muito orgulho”, constata o presidente da Junta de Freguesia de Carvalheira.
O parque das merendas, a requalificação do cemitério, as obras realizadas em conjunto com a Igreja, a requalificação da Junta de Freguesia - espaço onde se prepara a famosa Banda Musical de Carvalheira -, a colocação de painéis solares e a imensidão de rede viária que sofreu pavimentações e requalificações deixam António Machado igualmente satisfeito.
“Actualmente e, até Junho, vai ficar concluída a pavimentação de grande parte da freguesia”. Em acção vai estar a colocação de piso alcatroado em grande parte de Carvalheira, que vai colocar as suas vias de acesso ao nível das melhores no concelho. Nesse contexto fica o sentimento de dever cumprido, já que ao nível das vias de acesso a freguesia fica dotada, quase na totalidade, de acessos com qualidade”.
“O saneamento é que fica atravessado na garganta. Reconheço que é uma obra muito cara e neste momento as verbas disponíveis são escassas. Metade da freguesia está dotada de equipamentos de saneamento, mas não está a funcionar.
Mesmo sabendo que vou deixar o cargo, gostaria de ver no futuro a questão do saneamento resolvida na freguesia e acredito que as pessoas que vão lidar a Junta vão lutar por esse objectivo, que será uma mais-valia enorme para Carvalheira e, ao mesmo tempo, para o concelho de Terras de Bouro”, concluiu ainda António Machado.
Fonte: Correio do Minho, em 1-03-2013

Carvalheira: da água que abre o apetite às delícias da natureza

Há localidades que parecem ter sido desenhadas pelos deuses. A freguesia de Carvalheira é uma delas. Possui uma encosta adornada por um admirável manto verde, as suas águas são de alta qualidade e as suas gentes são acolhedoras e sabem receber.
 
Assento, Cabaninhas, Ervideiros, Infesta, Paredes e Quintão. Seis lugares de uma freguesia que se assume como o centro geodésico de Terras de Bouro, tornando-se dessa forma na via mais rápida e mais curta para chegar a outros pontos do concelho.
 
Apesar disso, Carvalheira não é apenas um local de passagem estratégica. É um novelo de encanto, de paisagens arrebatadoras, num encontro entre o passado e o presente. É a terra da água que abre o apetite, por isso se apelida de fastio, de pontes que sobreviveram às invasões francesas, de um rio que tanto Homem como Seca, é uma terra pintada de verde e castanho, de salgueiros e de carvalhos que formam uma cúpula, um biombo protector por toda a encosta em que se desenha a freguesia.
Em plena vaga de frio, conhecer Carvalheira tem tanto de encantador, como de cortante, mas o saldo final é caloroso, reconfortante, não só pelas suas paisagens, mas essencialmente pelas suas gentes. Por vezes, as viagens não começam verdadeiramente em pontos de partida, contudo Carvalheira abriu as suas portas pela nascente das águas do fastio. A fábrica está instalada na freguesia vizinha de Chamoim. Contam os antigos que houve uma desavença que chegou a tribunal e levou à criação de um novo mapa na zona.
A antiga fábrica estava instalada em Carvalheira, tal como a nascente. A imagem de Nossa Senhora chama de imediato à atenção. “Não sei se é a mesma que estava na antiga fábrica ou se é outra. A verdade é que, devido à degradação, houve uma derrocada na antiga fábrica, caiu praticamente tudo e apenas ficou o altar. Há quem diga que Nossa Senhora apareceu aqui”, destaca António Machado, presidente da Junta de Freguesia.
Da nascente ao parque de lazer de Ervideiros foi um abrir e fechar de olhos. “Era uma lixeira e decidimos dar dignidade a este local. Tínhamos planeado uma obra, contudo a abertura do presidente da autarquia Joaquim Cracel Viana em ajudar à requalificação desta zona da Soeira foi fantástica e alterámos o plano inicial. A Câmara Municipal de Terras de Bouro contribuiu com os materiais e nós com a mão-de-obra. Requalificámos os tanques, o espaço, colocámos um fontanário e hoje em dia temos orgulho da obra que foi executada”, salienta António Machado.
De seguida, o plano da visita indicava a ponte de Carvalheira. Ao estilo romano, sobreviveu às invasões francesas. “Algumas foram deitadas abaixo para impedir a passagem dos invasores. Esta não”, assevera.
 
“O rio que atravessa esta zona da freguesia é o Homem, mas há quem lhe chame também rio Seco, uma vez que a um quilómetro daqui por vezes não há rio”, acrescenta ainda. A descida é íngreme e a calçada também não ajuda. Pelo meio a estrada torna-se mais curta, já que em tempos, por impeditivos legais, para chegarem os apoios comunitários, essa zona teve que ser mantida intacta, dada a presença de carvalhos. As árvores acabaram por ser cortadas, mas a estrada manteve-se igual. Na parte final há a necessidade de uma intervenção, até porque há um antigo moinho, que agora até é espaço de animação”.
Neste roteiro entre passado e presente, projecta-se igualmente o futuro. As obras em curso, mas também um momento alto, de forte cunho religioso. Até porque entre festas e romarias, destacam-se sete: S. Sebastião (Janeiro), S. Paio (Junho), S. Pedro (Junho), Bom Jesus das Mós (Junho), S. Caetano (Agosto), Senhora do Rosário (1.º Domingo de Outubro) e Santa Bárbara (Novembro).
 
Perante isso, dá-se um salto à Igreja Matriz, que tem como orago S. Paio e que foi Abadia de apresentação da Diocese Bracarenses. Fica no lugar do Assento e tem a capela-mor azulejada, sendo mesmo o seu interior revestido de pinturas. Logo de imediato, subida em direcção ao Alto das Mós, onde se ergue a capela consagrada ao Coração de Maria e o miradouro do Bom Jesus de Mós.
Uma paisagem idílica da freguesia, uma oferenda dos deuses, em ano centenário. “Em Junho vai ser uma festa fantástica. A Junta de Freguesia pretende dar o máximo apoio para uma celebração que pretendemos que seja memorável. Festejar um século da construção do monumento é um marco histórico e não podemos deixar passar em claro”, defende o autarca António Machado.
 
Ainda na análise do presente, e depois de uma visita ao Bairro Social de Outeiro das Cruzes, no Lugar do Assento, obra emblemática inaugurada em Outubro de 2007, eis que se observa a curva de Infesta. No passado era local bastante acidentado, dada a sua morfologia, contudo foi alargado, tornando-se quase uma recta tranquila. A estrada foi mesmo requalificada e alterada até ao lugar do Ervideiros, contudo o futuro vai trazer uma nova intervenção de fundo, com um melhoramento significativo das vias de comunicação entre o lugar de Infesta e o lugar de Paredes. “É grande parte da freguesia e até Junho tem que ficar pronto, devido à festa de Bom Jesus de Mós”, considera ainda o presidente da Junta de Freguesia.
Fonte: Correio do Minho, em 1-03-2013

Carvalheira: António Machado assume que sempre teve como lema “Mais acção do que intervenção”

António Machado assume que sempre teve como lema “Mais acção do que intervenção”. “Na freguesia nunca houve falta de dinheiro, isto é, não foi por falta de dinheiro que as obras não foram executadas”, acrescenta. “Houve dificuldades, mas a ausência de dinheiro nunca foi desculpa para não ajudar as pessoas e as suas carências”.
O presidente assume que encontrou no elenco da Junta de Freguesia “pessoas com o mesmo pensamento e a mesma forma de estar na vida”.
“Sem uma equipa de trabalho coesa, unida e com uma linha de pensamento idêntica não era possível executar o trabalho que foi realizado”, destaca, considerando dessa forma que “o futuro está assegurado em Carvalheira”. “Há gente séria, de trabalho e com capacidade para continuar à frente dos destinos da freguesia. Aliás, dentro desta equipa de trabalho há alguns elementos muito válidos, que podem assumir o cargo de presidente, contudo o mais importante é manterem as características que mantiveram até agora. Por vezes não interessa quem está na liderança. O segredo está na equipa e nesse aspecto fui muito feliz”.
Fonte: Correio do Minho, em 1-03-2013

Carvalheira: António Machado analisa doze anos à frente dos destinos da junta de freguesia

Carvalheira, doze anos depois. António Machado cumpre o seu terceiro e último mandato à frente dos destinos da Junta de Freguesia. Contudo quando olha para trás, assume que “dificilmente” imaginou ter este percurso, até porque não se sente “um político”.
Nasceu na Carvalheira, contudo a vida levou-o a imensas viagens. Foi oficial da Marinha e assume que a doutrina militar tornou-se disciplina para a vida, apesar de “aprender algo com as pessoas todos os dias”. O seu regresso à freguesia que o viu crescer esteve sempre no seu horizonte, mas nunca pensou assumir “uma missão em prol da comunidade”. Contudo, depois de se aposentar da vida militar, depois de imensas viagens em pleno São Gabriel, eis que o navio da vida levou-o às águas do rio Homem, ao seu primeiro porto de abrigo.
António Machado, sem imaginar, começou a tornar-se num farol para a comunidade. Primeiro foi presidente da Associação Desportiva e Recreativa de Carvalheira, a mais antiga de todo concelho de Terras de Bouro e, posteriormente, recebeu convites de vários quadrantes para assumir uma candidatura à Junta de Freguesia. “Aceitei um deles e assumi que apenas cumpria um mandato”, defende António Machado, contudo as “vicissitudes da vida”, e os “constantes apelos das pessoas” não o deixaram indiferente e António Machado avançou para mais dois. “Disponibilizei-me a tempo inteiro para o serviço da Junta de Freguesia. O trabalho que foi realizado, entendo que foi bem aplicado, justo acima de tudo, porque haviam carências que tinham que ser corrigidas”, defende António Machado, que nunca procurou um lugar no corredor da fama.
“Como é natural, neste tipo de serviço prestado em prol da comunidade, foi colocado perante algumas barreiras. Olhando para trás, possivelmente não tinha assumido algumas situações que assumi, mas tenho a consciência que dei tudo em prol das pessoas e que a obra realizada foi bem feita”, destaca o presidente da Junta de Freguesia de Carvalheira.
“Olhando para estes doze anos fica um sabor a satisfação. Procuramos nunca diferenciar lugares, nem pessoas, sabendo que existiam necessidades prioritárias”.
A partir de Outubro, a Junta de Freguesia vai ter um rosto novo na liderança. António Machado assume que nunca esteve agarrado ao poder e como tal imagina-se “facilmente” activo após este ciclo de doze anos, mas assume que “as saudades vão existir sempre”, até porque “lutar pela sua terra é uma missão” e, para além disso, “aprende-se muito neste cargo”. Mostra-se favorável à lei da limitação de mandatos, até porque “doze anos servem para mostrar trabalho” e abrem o horizonte a novas pessoas e novas ideias”, define ainda António Machado.
Fonte: Correio do Minho, em 1-03-2013

Braga: Movimento luta pelo fim da austeridade

Está marcada para amanhã mais uma manifestação contra as políticas de austeridade, desta vez com o tema ‘O povo é quem mais ordena’, “uma iniciativa cidadã, que visa a suspensão deste caminho de austeridade e a demissão do Governo”, afirmou Alexandra Vieira, membro do movimento ‘Que se lixe a troika’ - Braga.
O movimento responsável pela convocação da manifestação que terá lugar amanhã por todo o país explicou, ontem, em conferência de imprensa, que “o grave empobrecimento, e o retrocesso civilizacional provocados pela política de austeridade” são os motivos que levaram à organização de mais esta iniciativa.
Alexandra Vieira realçou “o ataque que está a ser feito ao estado social, nomeadamente, à educação, à escola pública, à saúde, à questão da segurança social”, e frisou que “se continuarmos neste caminho o país ficará ainda mais pobre e no final das contas a dívida manter-se-á, e, provavelmente, será ainda maior. Definitivamente este não é o caminho”.
Para Eduardo Velosa, também ele membro do movimento ‘Que se lixe a troika’, a manifestação que se realizará no dia de amanhã será “uma excelente oportunidade para todos saírem à rua, e mostrarem o seu descontentamento com este Governo e com estas políticas”.
O aumento do desemprego, da emigração, da precariedade levam ao descontentamento geral da população, e por isso Eduardo Velosa diz notar que existe “uma adesão muito grande por parte da população em geral, uma simpatia por esta manifestação. Acredito que as pessoas têm cada vez mais a consciência de que é preciso fazer alguma coisa para travar este Governo, para travar estas políticas”, garantiu. “Não tenho dúvidas de que será uma grande manifestação e de que este Governo está por um fio, só temos que lhe dar um empurrão para eles se irem embora”, acrescentou o mesmo.
O desejo é que este sábado seja marcado por mais “uma grande manifestação, se possível até superior à de 15 de Setembro”, disse Adelino Mota, do movimento ‘Que se lixe a troika’, acrescentando que “este Governo está a fazer o contrário do que prometeu e a trair a confiança que o povo nele depositou. Esperamos que esta grande jornada de luta que vai ser feita por todo o país seja o empurrão final para que a troika e este Governo desapareçam da governação de Portugal”.
Fonte: Correio do Minho, em 1-03-2013