domingo, 3 de fevereiro de 2013

Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro recebem posto de emergência do Instituto Nacional de Emergência Médica

INEM com postos em todo o distrito
Os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro (BVTB) foram a última corporação de bombeiros do distrito de Braga a receber um posto de emergência do Instituto Nacional de Emergência (INEM), referiu o Ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo, durante uma visita ao quartel efectuada ontem.
“Braga é o primeiro distrito do país a ter postos de emergência médica em todos os concelhos”, afirmou Miguel Macedo, que justificou a necessidade de ser colocado um posto do INEM em Terras de Bouro.
“A corporação de Terras de Bouro, como todas as do Parque Nacional da Peneda-Gerês, deve ser alvo de uma atenção especial, devido à complexidade do próprio parque, onde existe um património natural que devemos preservar.”
Para o vice-presidente da Associação Humanitária dos BVTB, Manuel Tibo, a implantação do posto do INEM “é uma luta de vários anos”.
Posição idêntica tem o comandante da corporação, José Dias, para quem a nova valência permite “ajudar melhor a população de Terras de Bouro”.
O posto do INEM dos BVTB vai estar em funcionamento permanente durante 24 horas.
Obras prontas até Dezembro
A visita de Miguel Macedo serviu, também, para o governante ficar a conhecer as obras de ampliação do quartel dos bombeiros terrabourenses.
Os novos espaços, situados principalmente ao nível do segundo andar, vão permitir dar melhores condições ao corpo activo, nomeadamente ao nível das camaratas femininas e masculinas, da sala de comando, sala de formação e da central de comunicações.
Os trabalhos já estão a decorrer, havendo apenas um contratempo. “As obras estão atrasadas porque o Centro de Saúde de Terras de Bouro (cujo edifício-sede se encontra em obras) ocupa o terceiro piso deste quartel e isso causa transtornos. Garantimos, contudo, que estarão prontas até ao final do ano. Não é por falta de dinheiro”, revelou o vice-presidente da Associação Humanitária dos BVTB.
O MAI prometeu interceder junto do Ministro da Saúde para solucionar o problema o mais rapidamente possível.
As obras estão avaliadas em cerca de 343 mil euros, sendo que 85 por cento das verbas são atribuídas pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional.
Os restantes 15 por cento cabem à câmara municipal e à corporação.
Governo prometeu ajudar bombeiros portugueses
O Ministro da Administração Interna prometeu ontem, em Terras de Bouro, que o Governo vai apoiar os bombeiros portugueses, através
do reforço de verbas do Fundo Social dos Bombeiros. Reforço esse que, diz Miguel Macedo, vai ajudar os ‘Soldados da Paz’ nas vertentes da assistência médica e da formação superior.
“A vigilância médica dos bombeiros já existia mas não estava a ser feita. Temos cerca de seis mil bombeiros que vão fazer vigilância médica. Isso é um reconhecimento do papel dos bombeiros”, disse Miguel Macedo, que acrescentou: “vai haver, também, a possibilidade de comparticipação no pagamento de propinas para bombeiros ou descendentes que frequentem o ensino superior”. No caso dos bombeiros, a ajuda pode chegar ao valor actual do salário mínimo nacional, enquanto que os descendentes receberão metade desse valor.
O Ministro da Administração Interna referiu, ainda, que vão ser abertas novas candidaturas para a aquisição de viaturas e material para os corpos de bombeiros.
Fonte: Correio do Minho, em 3-02-2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sorteio para o II Torneio de Futsal 24h dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro

Hoje, às 21:00 h, com a presença de representantes das cooperações participantes, realizou-se o sorteio para o II Torneio de Futsal Interbombeiros de Terras de Bouro, que se realizará no próximo fim de semana, nos dias 9 e 10 de fevereiro. 
Eis o calendário:
Os jogos terão a duração de 30 minutos (15 minutos para cada lado) com intervalo de 5 minutos. Entre cada jogo estão previstos apenas 5 minutos que se destinam ao aquecimento das equipas. Assim, cada jogo deste torneio realizar-se-á de 40 em 40 minutos. 
No sábado, dia 9 de fevereivo, o torneio abrirá, às 15:00 h, com o jogo que oporá a Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga aos Bombeiros Voluntários da Trofa.
Depois, seguir-se-á o segundo jogo às 15:40 h.
 Eis os jogos a realizar para apurar o primeiro e o segundo classificados de cada grupo:
1.º jogo: Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga - Bombeiros Voluntários da Trofa;
2.º jogo: Bombeiros Voluntários de Sanfins do Douro - Companhia de Bombeiros Sapadores de Gaia;
3.º jogo: Bombeiros Voluntários de Braga - Bombeiros Voluntários de Felgueiras;
4.º jogo: Bombeiros Voluntários de Boticas - Bombeiros Voluntários Famalicenses;
5.º jogo: Bombeiros Voluntários de Vila Verde - Bombeiros Voluntários de Lordelo;
6.º jogo: Bombeiros Voluntários de Melgaço - Bombeiros Voluntários de Barcelinhos;
7.º jogo: Bombeiros Voluntários de Póvoa de Lanhoso - Bombeiros Voluntários de S. M. Zêzere (vencedor do I Torneio);
8.º jogo: Bombeiros Voluntários de Arrifana - Bombeiros Voluntários de Penafiel.
Os jogos dos quartos de final realizar-se-ão entre os dois primeiros classificados de cada grupo. Os dois primeiros do Grupo A jogarão com os dois primeiros do Grupo C e os dois primeiros do Grupo B medirão forças com os dois primeiros do Grupo D.
As equipas de arbitragem, proficientes na arbitragem de futsal, serão de Vila do Conde, sendo alguns dos juízes também bombeiros.
Este torneio encerrará no dia 10, às 15:00 h, com o jogo da final.

Ministro apadrinhou novo posto de emergência médica em Terras de Bouro

«Foram cerca de onze anos de luta mas hoje o concelho está mais servido e mais protegido». Foi desta forma que o vice-presidente da corporação dos Bombeiros de Terras de Bouro, Manuel Tibo, apresentou o novo posto de emergência médica que «vem provar a luta incansável dos Bombeiros em prol da protecção da população». O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, foi convidado a assistir à cerimónia de inauguração sendo considerado como «uma ajuda fundamental na evolução da corporação».
O ministro aproveitou a ocasião e visitou as obras que têm vindo a ser feitas nas instalações, agora um pouco atrasadas devido ao centro de saúde estar a funcionar num dos pisos. « É como grande apreço que testemunho a satisfação dos Bombeiros em terem, de novo, esta nova valência. Isto representa duas coisas: o concelho tem agora melhores condições e que com a criação deste posto o distrito de Braga passa a ter em todos os seus concelhos um posto de emergência médica». Miguel Macedo acrescentou ainda, ao longo do seu discurso, quais são as medidas que estão a ser tomadas para combater uma das épocas mais difíceis para os soldados da paz, entre as quais a disponibilização de mais meios de combate.
Fonte: Amarense, em 2-02-2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vilar da Veiga: Trilhos pedestres, cascatas recheadas de magia, miradouros idílicos, animais selvagens e um dos melhores pulmões da europa

Numa terra especial, recheada de privilégios naturais, torna-se fácil perder-se nesta Reserva Mundial da Biosfera, com carimbo da UNESCO. O Gerês é um postal ilustrado, que parece ter sido desenhado pelos deuses.
 
Os mil e um encantos da serra do Gerês Portugal tem tantos lugares especiais que se torna complicado aceitar a exiguidade do seu território das suas fronteiras.
É terra de gigantes e o mapa excede a todos os níveis as limitações do mensurável e até do representável pela régua e pelo esquadro, pelos sopés, pelas montanhas. O Gerês é um dos desses lugares únicos, repleto de surpresas, de formas únicas, desenhos da natureza, de vistas que se perdem no horizonte, que ultrapassam o próprio mapa.
 Percorrer todos os cantos e encantos parece missão quase impossível, mas essa é a beleza de uma caça ao tesouro, de iniciar uma aventura em torno do desconhecido, dando asas a um roteiro pessoal. Por onde começar? António Príncipe, presidente da Junta de Freguesia, levou-nos por uma viagem inesquecível...
 Em plena manhã de Inverno, pura e esbelta com uma acalmia arrepiante, marcada pela timidez de alguns raios de sol e por uma neblina platinada nos pontos mais altos, o Gerês torna-se um regalo à vista e uma injecção fantástica de oxigénio para os pulmões.
A subida é marcada por inúmeras cascatas. A água que nasce no topo, encontra recortes para passar, procurar espaços para a sua limpidez correr. São inúmeras, mas as quatro magníficas - Arado, Leonte, Danganho e Taiti -, cada uma ao seu estilo, conta histórias de águas cristalinas, a baterem na pedra dura, percorrendo as encosta rodeadas de vegetação abundante. “Já tomei banho diversas vezes na cascata do Arado. Sobe-se pelas pedras até aquele poço a meio”, refere António Príncipe. “Parece curto, mas tem mais de dez metros de profundidade. 
 
Chegar ao fundo parece uma eternidade”, acrescenta ainda o presidente da Junta de Freguesia, depois de controlar a respiração, após uma subida até 750 metros de altura. A erosão tratou de desgastar a escadaria de granito. “A Junta está em conversações com o Parque para requalificar este escadório. Vai ser uma obra a realizar em conjunto com a Comissão dos Baldios”, destaca ainda. A alguns destes locais só se pode chegar por trilhos e caminhos pedestres, dada a grande dificuldade dos acessos, marcados por locais sinuosos e agrestes. Contudo isto também faz parte da aventura e são imensos os amantes desta prática, até porque durante o percurso é fácil encontrar plantas medicinais, perder-se nesta Reserva Mundial da Biosfera, com carimbo da UNESCO, e identificar pinheiros, teixos, castanheiros e carvalhos e até os famosos medronhos, que dão corpo e vida a um licor cujo nome ultrapassa fronteiras.
 Nesta caça ao tesouro, é fácil perder-se num cruzamento de dúvidas, entre as diversas escolhas. Para a esquerda pode seguir até à Portela do Homem, que fica ali paredes meias com a vizinha Galiza, até porque antes encontra-se Leonte. Para a direita pode lançar-se até à Pedra Bela e depois descer para a Ermida. 
O parque de merendas é um óptimo conselheiro para pensar na nova rota, ao mesmo tempo que se observa as Fontes do Lobo e do Javali. Há algumas décadas haviam ali inúmeros animais. “Estavam em cativeiro, mas a lei acabou por proibir”, destaca António Princípe. “Por um lado é uma pena, porque estava ali representada a fauna do Parque Natural do Gerês. Corços, veados, javalis, lobos e até cavalos eram motivo de atracção para todos os visitantes”, destaca ainda. “Agora só é possível observar os animais em estado selvagem. Ainda há pouco tempo vinha a conduzir e saltou-me um corço para a frente do carro. Era um macho de grande porte, mas felizmente que consegui desviar-me. 
 
O corço seguiu a sua viagem”, relata António Príncipe, num momento que dois garranos selvagens se encontram na berma da estrada. Paramos o carro para observar os animais e eis que a mãe desce o monte para proteger as suas crias. Com ar desconfiado, fitando a estranheza daquele encontro, não perdeu a sua posição, enquanto que a acalmia voltou, de modo a que os seus filhotes pudessem continuar, em paz e sossego, a sua agradável refeição.
 
A Pedra Bela é daqueles ícones de rara beleza na freguesia de Vilar da Veiga. Do alto dos 829 metros, é possível enfrentar a natureza e sentir um poder incomensurável. Eis que, depois de meia dúzia de degraus e dois rochedos apertados, chegou-se ao topo do universo. Os mais impressionáveis podem encolher-se ao olhar para baixo, ao fotografar inúmeros postais ilustrados, mas os mais aventureiros sentem os pelos a levantar, aqueles arrepios próprios de quem está perante uma das maravilhas nacionais. Cá em baixo, esbelta e livre, a freguesia de Vilar da Veiga prossegue a sua vida. Devidamente localizada na margem sul da serra, em contacto com o rio Gerês, o afluente do rio Cávado.
A Pedra, em si própria, pouca beleza tem para o comum dos mortais. Poderá ter significado para os estudiosos da geologia, contudo parece ter sido colocada ali pelos deuses, de modo a que a imperial vista de Vilar da Veiga e da imponente serra do Gerês não fosse uma miragem.
Enchem-se os pulmões, respira-se ar de primeira qualidade e em descida até à aldeia da Ermida. Pitoresca, com o seu miradouro em madeira, logo ao lado da antiga casa do guarda. Agora está abandonada e muitos são aqueles que se candidatavam à moradia. Para habitar, para férias, numa região recheada de privilégios. 
Uma conversa com populares. Duas pessoas de idade, um casal cheio de luz. A senhora mais extrovertida, não se cansa de observar as vistas. “O problema são mesmo os olhos. Ao longe ainda vejo bem, mas ao perto tenho dificuldades. Dá para admirar a paisagem”, refere. O marido manda cumprimentos à família do presidente da junta. Conhecia bem o pai. Também de nome António Príncipe. Prosseguem viagem, enquanto que a Ermida abre o seu miradouro para novo observatório. Marcado na base pelas casas, que se estendem ao longo da montanha. São os mil e um encantos da serra do Gerês.
Fonte: Correio do Minho, em 1-02-2013

Vilar da Veiga: António Príncipe defende uma estratégia concelhia: “O turismo é o grande projecto”

A freguesia de Vilar da Veiga está pronta para qualquer desafio. Partindo da restauração e da hotelaria e passando por recursos ideais para o turismo e lazer, António Príncipe defende uma estratégia concelhia.
Questionar acerca do futuro de Vilar da Veiga, dos seus projectos e das suas estratégias, é centrar-se num aspecto vital: o turismo. Na óptica de António Príncipe esse tem que ser, de forma obrigatória, peça vital na planificação da freguesia, mas também igualmente da região e do concelho de Terras de Bouro.
 
“Penso que um projecto de dinamização de uma freguesia ou de uma região não pode ser de curto prazo. Por isso é que tomei a decisão de não avançar para uma recandidatura. Penso que quatro anos são pouco para lançar uma estratégia e, como não podia avançar para um projecto de oito anos, tomei essa decisão”, começou por referir António Príncipe.

A freguesia está pronta para este desafio. Em Vilar da Veiga há “restauração e hotelaria de excelência, capaz de responder às exigências de vários tipos de turistas”. “Existe um universo de empresas destinadas ao turismo, concretamente a desportos náuticos e de aventura, para além da freguesia possuir condições fantásticas para a prática de vários tipos de desportos”, defende ainda o presidente da Junta. 

Nesse prisma, “grande parte das bases estão criadas para possuir um nível de turismo elevado”, seja nos meses mais frios ou nos mais quentes, já que há “resposta para a sazonalidade”, salienta António Príncipe.

“Esta é uma região de excelência, com características únicas no continente europeu e capaz de ser o principal pólo de turismo na região do Minho”. Perante estas características o que falta?
 “Acima de tudo falta ampliar a divulgação e implementar uma dinâmica forte ao nível de eventos de média/alta importância”, considera António Príncipe, exemplificando com a recente apresentação da ‘Gerês Granfondo Cycling Road’, um dos maiores eventos de cicloturismo no país, que foi apresentado no Centro Hospitalar S. João, no Porto, e que vai para a estrada no próximo dia 16 de Junho e que tem chegada e partida no Gerês, com passagens pelos concelhos de Terras de Bouro, Amares, Vila Verde, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez. São mais de mil participantes, numa prova que faz parte do calendário nacional da Federação Portuguesa de Ciclismo.

“Naturalmente que são este tipo de eventos que podem ampliar o nome do Gerês e do concelho. São este tipo de apostas que permite potenciar a economia local e aumentar o desenvolvimento da região. Contudo estes grandes eventos não partem das Juntas de Freguesia, que não têm capacidade para projectar este tipo de desafios. Isto carece de uma estratégia concelhia a médio prazo ou até, como neste caso, de uma ligação a outros concelhos, já que o Gerês não é apenas o concelho de Terras de Bouro”. “Concretizar este tipo de projectos, trazendo pessoas de vários quadrantes nacionais e internacionais à região é uma das principais vias de projectar o turismo”, conclui António Príncipe.
Fonte: Correio do Minho, em 1-02-2013

Vilar da Veiga: António Príncipe orgulhoso com o rigor orçamental

“A Junta de Freguesia não tem qualquer dívida”
Vilar da Veiga, em pleno coração do Parque Nacional, terra de mitos e lendas, de paisagens idílicas em demasia, provavelmente. Mas são reais. Nela, os turistas podem desfrutar de hotelaria e restauração de primeira água e, em simultâneo, gozar momentos de lazer associados à fruição da riqueza paisagística, ecológica e cultural. São cascatas de emoções, de puro prazer e deleite numa das regiões mais esbeltas de todo o território minhoto.
 Em constituição é a freguesia mais recente do concelho, dado que foi erigida no século XVIII, e só em 1855 integrou-se na constituição territorial de Terras de Bouro. Terá nascido de uma ‘quinta’ burguesa no século XIII, como referem as Inquirições de 1258.
É a maior freguesia do concelho de Terras de Bouro, facto que obriga a redobrada planificação e estratégia no seu desenvolvimento. Foi nessa lógica que António Princípe trabalhou ao longo de oito anos, em dois mandatos divididos em dois tipos de definições: “numa primeira fase obras e na segunda etapa rigor orçamental”, como constata o presidente.
 
“Os primeiros quatro anos foram intensos, com requalificação de acessos e duas obras prioritárias, que se prendiam com os cemitérios”, asseverou. “Foram requalificados os caminhos da Poça de Riba, Ermida, o de Adepropeixe, o da Meia Légua, o do Loureiro e Arnaçó de Baixo, entre outros ”, salientou.
No que diz respeito aos cemitérios realizaram-se obras em ambos. O do Pereiró foi alargado, enquanto que o cemitério do Gerês foi alvo de uma intervenção profunda para resolver uma situação de enorme importância.
 Já não havia espaço e foi construído um novo cemitério, ao lado do antigo, numa obra com um custo elevado”, ressalva o presidente da Junta de Freguesia, confessando a sua felicidade por “terem sido resolvidos todos os problemas que existiam”. “Já não bastava a dor das pessoas por verem os seus entes queridos partirem, quanto mais conviverem com situações nada abonatórias, por isso o investimento que foi feito foi bem empregue”, acrescenta ainda António Príncipe.
 
Já no que diz respeito ao seu segundo mandato, o presidente da Junta de Freguesia constata que “estes quatro anos foram marcados pelo trabalho económico-financeiro”. 
 
“O dinheiro não é abundante e tinha como ponto de honra ter as contas da freguesia perfeitamente equilibradas e controladas. Neste momento podemos dizer que a Junta de Freguesia de Vilar da Veiga não tem qualquer dívida com fornecedores ou a terceiros e isso é um facto que nos enche de orgulho”, realça.
Perante esse facto, e fruto da sua tomada de posição em não avançar para nova candidatura, António Príncipe destaca que “quem assumir os destinos vai ter à sua disposição uma junta com saúde financeira”.
Fonte: Correio do Minho, em 1-02-2013

Vilar da Veiga: “A freguesia é a maior bandeira de todos os tempos”

Perto de cumprir oito anos à frente dos destinos da freguesia de Vilar da Veiga, António Príncipe decidiu não apresentar uma candidatura para um terceiro mandato. “Definir uma estratégia para uma freguesia obriga a mais do que quatro anos de liderança. Não é possível trabalhar a fundo em apenas quatro anos e como este seria o meu último mandato, por imposição da lei, decidi não me recandidatar, defende o autarca.
Para aqueles que pretendem suceder ao actual executivo deixa alguns conselhos. “Não é possível agradar a todos, mas quem anda na política deve assumir uma postura construtiva e não destrutiva. Durante as campanhas eleitorais são levantadas as bandeiras de cada partido, mas após a eleição só deve existir uma bandeira, que é a da freguesia. Essa é a maior bandeira de todas”, asseverou.
 
Numa análise rápida ao seu percurso de oito anos, assume que deu o seu “melhor” para contribuir “para o bem-estar” e “crescimento” de Vilar da Veiga. “Tentei tratar todos por igual, sem olhar a caras ou nomes, sem diferenciar ninguém. Procurei atender acima de tudo às necessidades das pessoas”, destaca António Príncipe.
Fonte: Correio do Minho, em 1-02-2013

Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro: II Torneio Inter-bombeiros em futsal

Os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro organizam, nos dias 9 e 10 de Fevereiro o II Torneio Inter-Bombeiros, que vai contar com 16 equipas provenientes de cinco distritos de Portugal. Os jogos vão disputar-se, durante o dia e à noite, no Pavilhão Municipal de Terras de Bouro. Uma iniciativa para angariar fundos para os Bombeiros Municipais de Terras de Bouro.
Fonte: Amarense, em 1-02-2013

Fundação Calcedónia participa no encontro nacional “Aldeias sustentáveis e activas”

Cerca de 20 comunidades de norte a sul do país partilham no sábado, em Coimbra, experiências de combate à desertificação e revitalização económica dos territórios, no âmbito do projeto Aldeias Sustentáveis e Ativas (ASAS).
Promovido pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local (ANIMAR), em parceria com a Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura e o Instituto das Comunidades Educativas, o projeto ASAS iniciou-se em novembro de 2011, decorre até abril deste ano e é financiado pelo Programa da Rede Rural Nacional.
"Pretende dar pistas para a elaboração de um documento positivo do ponto de vista político, que contribua para o desenvolvimento de políticas ao nível do mundo rural" disse à agência Lusa Célia Lavado, coordenadora do projeto.
No sábado decorre o segundo encontro nacional - o primeiro ocorreu em maio de 2012, em Santarém - e, segundo aquela responsável, o momento atual "ainda não é de balanço", antes de recolha de contribuições entre os participantes e partilha de experiências.
"O projeto aborda enfoques diferentes ao nível social, cultural e económico, mas também de convívio e bem-estar que possibilitam que as pessoas se mantenham nas aldeias e não as abandonem", frisou.
Do programa do encontro, que irá decorrer na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, constam, entre outros, projetos desenvolvidos em Safara (Moura, Alentejo), definida como uma aldeia-piloto no combate à desertificação, uma incubadora de base rural em Idanha-a-Nova, a cooperativa "Produtos da Nossa Aldeia", localizada em Miro, Penacova ou o grupo de mulheres artesãs de Cambeses do Rio (Montalegre).
Iniciativas em curso no Centro Comunitário de São Torcato (Guimarães), na Fundação Calcedónia (Terras de Bouro) ou na Associação de Desenvolvimento do Vale do Cobral (Meruge, Oliveira do Hospital) incluem, igualmente, o programa do encontro.
De acordo com Célia Lavado, o documento final do projeto Asas será apresentado num seminário a decorrer a 22 de fevereiro, em Lisboa.
Fonte: RTP1 Notícias, em 1-02-2013

Voto de pesar por falecimento do dr. José Leite Machado

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento de José Leite Machado. Natural da freguesia de Moimenta, em Terras de Bouro, José Leite Machado faleceu em Braga no dia 21 de Janeiro, aos 77 anos de idade.
Jurista de formação, foi edil na Câmara Municipal de Terras de Bouro após aprovação da Constituição da República Portuguesa vigente. Entre as décadas de 80 e 90, foi eleito nas listas do Partido Social Democrata pelo círculo eleitoral de Braga e exerceu o cargo de Deputado durante três mandatos na Assembleia da República. Conselheiro de Informação e Orientação Profissional, José Leite Machado pertenceu aos quadros do Instituto do Emprego e Orientação Profissional, tendo exercido as funções de Director do Centro de Emprego de Braga.
O voto de pesar foi impulsionado pelos deputados do PSD eleitos por Braga, sendo o texto que foi lido no Plenário da autoria do parlamentar vilaverdense João Lobo. Os social-democratas referem que José Leite Machado, homem «habitado por valores e crenças que lhe moldavam as suas inabaláveis convicções, cumpriu sempre de forma exemplar com os ideais democráticos e republicanos. Envolvido com a realização do bem, vinculado ao serviço social que igualiza e ao desenvolvimento harmonioso que transporta a paz, no percurso da vida granjeou, com justiça, mercê do seu exemplo e das suas acções, o reconhecimento de homem bom e justo».
Fonte: Amarense, em 1-02-2013

Salgado Almeida será candidato pelo PCP à Câmara Municipal de Terras de Bouro

Salgado Almeida, médico da Extensão de Rio Caldo do Centro de Saúde de Terras de Bouro, deverá ser anunciado nos próximos dias como candidato do Partido Comunista Português à presidência da Câmara Municipal de Terras de Bouro.
Ao que o Terras do Homem apurou, o nome do médico é bastante popular entre os terrabourenses e poderá ser um trunfo de peso para as aspirações do PCP/Terras de Bouro.
Salgado Almeida já foi candidato à presidência da Câmara Municipal de Guimarães e ocupou, nos últimos três anos, o cargo de vereador naquele município. Para ser candidato, o médico já renunciou ao cargo, sendo anunciado até final desta semana o seu sucessor. Uma vez cumpridas essas formalidades, Salgado Almeida deverá então ser oficializado como candidato à Câmara Municipal de Terras de Bouro.
Em Guimarães, Salgado Almeida será substituído no cargo por Torcato Ribeiro.
Fonte: Terras do Homem, em 31-01-2013

“Aldeias como Brufe tendem a desaparecer”

O cenário chega a ser desolador. Brufe é uma freguesia terrabourense repleta de encantos paisagísticos e arquitetónicos, mas quase esvaziada de vida humana.
A distância dos grandes centros de decisão é imposta naturalmente pelas montanhas da serra do Gerês, mas o isolamento, esse, foi-se acentuando com o passar dos anos, com o desaparecimento de valências e serviços e com a fuga dos mais jovens, para fora do concelho e até do país, à procura de novas oportunidades.
Ao todo, não serão mais de meia centena os que ainda habitam aquelas terras. Manuel Alves, eleito pela quinta vez consecutiva presidente da Junta de Freguesia de Brufe, lembra que, em época de eleições, “os eleitores até são convocados por edital” para escolherem os seus representantes autárquicos em plenário – uma prática que é extinta pela nova reforma administrativa, com a anexação das freguesias com menos de 150 pessoas.
A desertificação humana é um dos traços mais visíveis naquela povoação. Daí que Manuel Alves sugira um plano sustentado para fixação das populações naquela zona do concelho terrabourense. “Antes de mais, acho que esta zona mais montanhosa do concelho precisa de um plano de viabilidade económica. Um parque eólico, como foi pensado há uns anos, por exemplo”, apontou.
Por sentir que a freguesia está perto do fim, até porque assim o determina a reforma administrativa do país em curso, Manuel Alves confessa sentir “uma enorme tristeza”.
“Porque vejo que, anteriormente, tínhamos padre, escola, junta de freguesia. Com a saída do padre perdemos alguma identidade, com a perda da escola perdemos dinamismo e agora vai-se a Junta de Freguesia. Não sei o que vai ser desta comunidade”, lamentou, lembrando que, “com o passar dos anos, as pessoas foram-se sentindo cada vez mais desamparadas e mais isoladas”.
“Qualquer habitante, principalmente os mais idosos, quando tinha algum problema, vinha à Junta de Freguesia para resolver. A partir do próximo ano como será?”, interrogou o autarca desvendando que, por alturas de análise da reforma administrativa, a comunidade chegou, em reunião de assembleia da freguesia, a determinar que se pudesse ficaria com a Junta de Freguesia, “mesmo que o presidente da Junta não recebesse qualquer verba”. “Só para termos um representante da freguesia como interlocutor da população”, explicou. Manuel Alves defende mesmo que “a maioria das pessoas preferia passar a ser espanhola do que deixar de ser de Brufe”. “São muitos anos de história”, sustenta.
A partir de 2014, a comunidade de Brufe fará parte de uma freguesia maior, que a juntará à comunidade de Cibões. O autarca teme que isso conduza ainda a um maior esquecimento. “Seremos sempre uns coitadinhos numa futura freguesia, porque somos o elo mais fraco, com menos poder. Espero, ao menos, que o executivo da freguesia daí resultante, tenha um representante de Brufe”, desejou.
Em jeito de balanço dos anos em que esteve à frente dos destinos da Freguesia, Manuel Alves garante que lutou pelo bem estar da comunidade, no que estava ao seu alcance. “Ainda tentei criar alguns postos de trabalho, para segurar algumas famílias, na minha área de atividade”, exemplificou. Agora, acredita, “esta e outras aldeias como tendem a desaparecer, porque não são apoiadas”.
Trabalhar no estrangeiro não impede presença assídua na terra
Manuel Alves vê-se confrontado com a necessidade de se ausentar do país por motivos profissionais, assumindo-se como um cíclico emigrante, alternando períodos de ausência com frequentes regressos a casa e à sua terra. Apesar desta necessidade de, nos dias que correm, ter de se ausentar da freguesia e do país por motivos profissionais, o autarca atesta que “a freguesia está sempre representada”. “Tenho, por alguns períodos, que me ausentar, por motivos profissionais. Quando isso acontece, delego no secretário as funções que eu executo e sei que a população fica com os seus interesses salvaguardados. Nos tempos que correm, com a crise que nos afeta, também não posso deixar de lutar pela minha vida e todos nós sabemos que, às vezes, temos que fazer estes sacrifícios”, explicou.
Fonte: Terras do Homem, em 31-01-2013